O paraíso dos panini

panini2Dia dos Namorados, tudo lotado e com fila, resolvi voltar a uma casa recém-aberta que, imaginei, não teria tanta concorrência por não ser exatamente “romântica”. Acertei, mas quase que não: ainda eram 20h30 quando peguei a penúltima mesa livre do Brera. Pudera. O restaurante, pequeno e com decoração super fofa, é especializado em panini, sanduíches feitos com um pão leve, de casquinha crocante, e recheios diversos (são mais de 30 opções). Os mais gostosos, pra mim, são os que levam presunto de Parma D.O.C., amadurecido 18 meses, cortado à perfeição numa fartiadora também trazida da Itália. Meu predileto é o San Marzano (R$ 23,90, R$ 12,50 a versão mini), com presunto cru, queijo taleggio amadurecido, tomate fresco, hortelã e azeite.

aperolNão come carne? Vá de Latino (R$ 19,90, R$ 9,50 o mini), panino de alcachofras, queijo caprino picante, tomate e alface. Tem opções de panini com salmão, presunto cozido, bresaola (presunto feito com carne bovina magra), salame, mortadela e até salmão. Todos são acompanhados de uma saladinha bem temperada. Há também brusquetas e até alguns pratos, mas eu não dispensaria os panini de jeito nenhum. Ah, minha comemoração romântica começou com um dos melhores aperol spritz (R$ 17) que já tomei nessa cidade: equilibrado, refrescante e irresistivelmente cor de laranja. Porém  você também pode ir de vinho – há taças de tintos italianos a partir de R$ 14.

Brera – Al. Ministro Rocha Azevedo, 1068, Jardins, tel. (11) 3895-5855.

Paca e queixada são estrelas de menu indígena

Wutã: creme de mandioca com queixada desfiada

Wutã: creme de mandioca com queixada desfiada

Desde o dia 11 de junho, no Brasil a Gosto, todo dia é dia de índio. A chef Ana Luiza Trajano serve nos próximos quatro meses um menu baseado na culinária indígena. Mais especificamente, nas receitas que a chef provou na aldeia Nova Esperança, no Acre, onde passou 20 dias vivenciando a rotina dos índios Yawanawá. O cardápio, elaborado com a chef Lígia Tavares, tem petisco, entrada, carne e peixe, e traz os principais ingredientes dessa culinária (paca, moqueados de peixe, banana, milho). Você pode pedir por prato ou o menu degustação (R$ 189 por pessoa). Há também a versão harmonizada com vinhos Salton( R$ 220/pessoa). Um dos itens mais saborosos é e entrada, o Wutã (R$ 39), um creme de mandioca intenso com queixada desfiada e milho crocante. Aliás, taí a tradução de Yawanawá: Povo da Queixada. Veja abaixo os outros pratos – todos muito bons – desse menu indígena.
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Para ver, comer e se divertir

O chef Despirite suando o avental

O chef Despirite suando o avental

Lembra do Fechado Para Jantar? Pois é, o evento (que ocorre apenas uma vez por mês) está rolando todas as semanas de junho, na Casa Cor. Ontem estive lá e adorei. Dessa vez, o jantar acontece no Espaço Brastemp, projetado pelo arquiteto Gustavo Calazans, que se abre num terraço com vista para as pistas do Jockey Club e o skyline de prédios iluminados à beira da Marginal do Pinheiros. Os jantares são às quarta, quintas e sextas, sempre às 20h30, com menu elaborado pelo chef Raphael Despirite (e algum chef convidado) e local para apenas 40 comensais. São R$ 170 por pessoa, com direito a vinhos e cervejas Bauhaus e Santa Fé à vontade, além é claro, da comida. E tem banda tocando rock e blues ao vivo.

fechado2O menu de seis tempos varia a cada semana – ontem, o melhor prato foi o bacalhau fresco o Alasca sobre emulsão de aspargos e pó de prosciutto (foto ao lado). Outra ótima pedida foi o ravioloni de brasato ao barolo, com crocante de pistache e grana padano. O repasto terminou com éclairs da Confeitaria Dama (que você leu aqui) e café. Ah, nesse evento é cobrado à parte o ingresso à Casa Cor (R$ 32). Então, mate dois coelhos com uma só pancada: chegue cedo (a partir das 18h) e visite os ambientes da mostra, que estão lindos. Depois suba para o jantar e se divirta até mais tarde. O último será no dia 28. Os convites do Fechado Para Jantar podem ser comprados no www.foodpass.com.br e costumam acabar rapidinho. Então… manda ver!

Nespresso lança cafés com aromas de baunilha, chocolate e caramelo

nespressoQuem gostou da última série Variations, da Nespresso (cafés com aromas de coco, avelã e macadâmia), vai adorar os novos blends da marca: Vanilio, Ciocattino e Caramelito. Na verdade, os três grand crus já apareceram em série especial e agora voltam na linha permanente. Todos têm como base o grand cru Livanto e são aromatizados com baunilha, chocolate amargo e caramelo, respectivamente. Veja bem, não têm sabor doce, apenas aroma adocicado. São ótimos para compor um cappuccino ou latte macchiato – ou apenas como um expresso de 40 ml. Meu preferido é o Caramelito, perfeito para acompanhar uma sobremesa no fim da refeição. Cada caixa com 10 cápsulas custa R$ 22. Veja abaixo uma receita com Vanilio que serve como sobremesa e bebida ao mesmo tempo.

vanilioVafé Liègeois Vanilio

Ingredientes:
2 espressos de 40ml. de Vanilio
1 concha d sorvete de baunilha
3 colheres de sopa de espuma de leite quente
2 colheres de chá de calda de caramelo
1 colher de chá de lascas de chocolate

Modo de fazer:
Prepare a espuma de leite (com o bico de vapor da máquina ou com o espumador Aeroccino), acrescente a calda de caramelo e reserve. Prepare os dois expressos e despeje em uma xícara grande e gelada. Acrescente imediatamente a concha de sorvete, cubra com a espuma de leite e decore com as lascas de chocolate.

www.nespresso.com

Deu empate no prêmio Prazeres da Mesa

Rueda e Saburó, os melhores chefs do ano

Rueda e Saburó, os melhores chefs do ano

Ontem rolou o prêmio Melhores do Ano da Prazeres da Mesa, no hotel Renaissence. O evento também comemorou os dez anos da revista, uma edição especial com mais de 200 páginas e até uma citação muito legal deste blog. A festa foi bem animada, com a participação até da bateria da escola de samba Vai-Vai. E foi tipo  “todo mundo estava lá”, de chefs a jornalistas, barmen, assessores, fornecedores e enólogos. As categorias foram escolhidas pela revista e submetidas à votação dos leitores – foram 21 mil votos. A chef Mara Salles foi a homenageada da noite como a Personalidade da Gastronomia e o Projeto Buscapé foi o premiado na categoria de Responsabilidade Social do setor. Veja abaixo, os resultados da contenda.

Chef do Ano (deu empate):  André Saburó (Quina do Futuro, Recife, PE) e Jefferson Rueda (Attimo, São Paulo, SP)
Chef Revelação: Flávio Miyamura (Miya, São Paulo, SP)
Restaurante do Ano: Maní (São Paulo, SP)
Restaurante de Culinária Brasileira: Oficina do Sabor (Olinda, PE)
Barman: Jean Ponce (D.O.M, São Paulo, SP)
Barista: Isabela Raposeiras (Coffee Lab, São Paula, SP)
Bar do Ano: Bar da Dona Onça (São Paulo, SP)
Chef Pâtissier: Lia Quinderé (Sucré, Fortaleza, CE)
Brigada de Ouro: D.O.M. (São Paulo, SP)
Melhor Pizzaria: Bráz (São Paulo, SP)
Melhor Hamburgueria Gourmet: 210 Diner (São Paulo, SP)
Melhor Doce: Pudim de leite – Vinheria Percussi (São Paulo, SP)
Melhor Serviço de Cerveja: Frangó (São Paulo, SP)
Melhor Café da Manhã: Le Vin (São Paulo, SP)
Banqueteiro: Viko Tangoda (Viko Gastronomia, São Paulo, SP)
Artesão da Gastronomia: Aves do Campo (Carpina, PE)

Nama Baru traz delícias asiáticas à Pompeia

Coxa de pato e macarrão na wok

Coxa de pato e macarrão na wok, com molho hoi sin

Sou fã de comida asiática e fico muito feliz quando abre uma casa em SP dedicada a esse tipo de culinária – seja tailandesa, coreana, vietnamita e por aí vai. Sábado fui conhecer o Nama Baru, restaurante aberto há menos de dois meses no bairro da Pompeia, a 10 minutos de casa. Quer dizer, aberto no novo endereço, pois o restaurante funcionou por poucos anos numa espaço bem reduzido na própria Av. Pompeia. Na mudança, ganhou instalações amplas e um projeto arquitetônico moderno, com muita pedra, madeira e luz acertada. Assim como o serviço: os garçons sabem explicar os itens do (até que enxuto) menu, são atenciosos e não têm aquela expressão blasé, que parece virou moda na brigada de alguns restaurantes no eixo Jardins-Itaim. A comida? Ótima, bem executada, cuidadosa e bem apresentada. Como a saborosa coxa de pato salteada na wok, com macarrão, cebola roxa, moyashi e nirá com molho hoi sin (R$ 58). Detalhe: esse é o preço mais alto do menu. A média dos pratos principais gravita nos R$ 44. Dá uma olhada abaixo na festança que a gente fez.
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Passo a passo fácil: french toast de croissant e canela

frech2Croissant é o novo preto entre os fãs de guloseimas nos Estados Unidos (lembra do cronuts que falei aqui?). Pesquisando sobre o assunto, encontrei no blog Pinch of Yum essa receita de french toast (espécie de rabanada) de forno feita com canela e croissants amanhecidos (podem ser frescos). A coisa toda é muito simples – veja o passo a passo abaixo. Leva uns 50 minutos (descontando o descanso da mistura), dá pra pelo menos seis pessoas. Acabei de testar e ficou apenas maravilhosa. Continuar lendo

Repaginada bem-vinda

O canapum azedinho combina com cheesecake cremoso

O canapum azedinho combina com cheese cake cremoso

O dono é o mesmo, o nome continua parecido, mas a comida, quanta diferença… O restaurante O Pote do Rei passou por uma baita repaginada e reabriu há dois meses com o nome de O Pote. Além do decór mais clean, projeto do arquiteto Ito Ventura, a casa ganhou novo chef, Alexandre Abreu (ex-Beato), e uma nova inclinação culinária: o menu, antes luso-mediterrâneo, agora tem forte sotaque franco-italiano. Conheci a casa na terça-feira e gostei muito de praticamente tudo que provei. Acima de tudo, uma sobremesa: um surpreendente cheese cake com calda de physalis (R$ 18)! A frutinha (também chamada de canapum ou saco-de-bode) é azedinha na medida e perfeita para amenizar a doçura cremosa da torta. Mas vamos aos pratos? Veja abaixo.

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Olha essa receita fácil de mousse de cupuaçu

mousseAlô, Belém do Pará! Alô, meus queridos Paulo Pistache e Marcelo Yokoyama! Ontem no meu curso de cozinha brasileira no Na Cozinha foi noite de culinária do Norte: pato no tucupi, arroz de castanha do Pará e mousse de cupuaçu. Adorei o resultado e achei bem mais simples do que imaginava – o mais difícil é achar alguns ingredientes. No caso do doce, é mais fácil. Vamos fazer em casa?

Ingredientes
500 g de polpa de cupuaçu
1,5 caixas de creme de leite sem soro
1,5 latas de leite condensado
10 g de gelatina incolor e sem sabor em lâmina

Modo de preparo
Bata no liquidificador o creme de leite, o leite condensado e a polpa de cupuaçu. Dissolva a gelatina em 5 colheres de sopa de água morna e acrescente aos outros ingredientes. Coloque o creme em taças ou formas individuais e leve a geladeira por ao menos 2 horas. Tá pronto!

Pratos ótimos para todas as fomes

nhoque

Nhoque e batata recheado de cabrito desfiado. Hummmm!

Mal começou junho e eu já comi tanta coisa boa que mal consegui contar aqui. Vamos lá, então: terça fui ao Zucco pra conhecer novos pratos do menu – a casa renovou cerca de um terço do cardápio. Aliás, gosto muito desse italiano, aberto no mesmo endereço de um finado clássico da cidade, o Café Antique. Mas nada de viver à sombra do fantasma francês: com uma cozinha italiana dinâmica, receitas bem executadas e serviço atencioso, o Zucco é um acerto gastronômico em SP. E o que tem de bom entre os novos pratos? Provei dois, ambos ótimos – aí só depende do tamanho da sua fome. Meu prato foi um surpreendente nhoque recheado de cabrito desfiado e coberto com folhas de sálvia crocantes (R$ 49). À primeira vista a porção pode parecer modesta, mas a receita é intensa e quando terminei o prato me senti bem satisfeito – quase cheio. Já o item pedido pelo meu amigo impressionava pelo tamanho – e sem dúvida pelo sabor. Veja abaixo se estou exagerando.
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