Esquina Mocotó abre hoje com menu enxuto

moelaÉ fã do Mocotó e do chef Rodrigo Oliveira? Então pre-pa-ra: hoje o chef abre para o público seu novo restaurante, o Esquina Mocotó. Fica grudado no Mocotó original, na esquina da mesma rua na Vila Medeiros. Mas não vá esperando encontrar os pratos que fizeram a fama da casa. Aqui o menu ainda bem enxuto traz receitas que flertam com os ingredientes típicos da comida nordestina praticada no Mocotó, mas preparados com técnicas modernas e abordagem diferenciada. Estive lá na quinta, num jantar promovido pela Nokia, e provei um pouco de tudo. O que mais me impressionou foi algo de que nem sou muito fã, mas acabei adorando: panelinha de moela! Pense: pedaços tenros e muito bem cozidos da moela, misturados com legumes, tomate, coentro e mergulhados num molho saboroso demais, daqueles de mergulhar o pão e ser feliz. Veja abaixo mais  alguns pratos que provei na Esquina Mocotó. Continuar lendo

Tomando um gelo

iciQuando você pede um drinque, presta atenção ao gelo que vem na bebida? Pois é, se em geral a gente não dá muita trela pra aquele cubo boiando no copo agora vai ter um bom motivo pra inclui-lo no radar. O Ici Bistrô lançou uma carta de gelos, a On the Rocks, desenvolvida pelo chef Benny Novak com o mixologista Marcio Silva. A lista traz cinco gelos compostos com ingredientes que vão de gengibre a chá de hibiscos (para serem tomados com uísques puros) e quatro drinques de uísque servidos com um único cristal de gelo. Esse cristal, com cara de diamante, é extraído manualmente pelo Marcio, de um bloco único de gelo de 10 kg, dispensando a parte “branca”(que ele usa pra gelar taças ou nas coqueteleiras). “É como uma volta ao passado, da forma como o  o gelo era obtido”, diz o mixologista. Os drinques da carta On the Rocks podem ser feitos escoceses standards (R$ 27, como o Red Label) ou de luxes (R$ 34, como Black Label ou Haig). O meu preferido foi o Passion Touch servido no Black Label: parece que  maracujá vai deixar tudo doce, mas logo vem a pimenta a abre a bebida dentro da sua boca. Realmente, o gelo não é mais o mesmo.

Os gelos
Coconut Honey – Servido sobre gelo de água de coco e mel Silvestre.
Whisky com guaraná – Servido sobre gelo de Guaraviton de Açaí.
Spice Whisky – Servido sobre gelo de especiarias (baunilha, gengibre, cravo, canela e anis estrelado).
Ruby Sparks – Servido sobre gelo de chá de hibiscos com morango e bitter Peychaud’s.
Passion Touch – Servido sobre gelo de maracujá e um toque de xarope artesanal de pimenta calabresa.

Os drinque servidos com um único cristal de gelo
Scotch Old Fashioned – Whisky mesclado com bitter aromático Angostura e aromatizado com óleos da casca de laranja.
Rusty Nail – Whisky com licor Drambuie.
Rob Roy – Whisky com vermute tinto e bitter aromático Angostura.
Whisky Mac – Whisky com vinho de gengibre e bitter de laranja.

Ici Bistrô  – Rua Pará, 36, Higienópolis, tel. (11) 3257-4064, www.icibistro.com.br

Um polvo para se apaixonar

polvo grelhaQuando abriu, há quase um ano, o Fishbar tinha a proposta de servir apenas peixes e frutos do mar – como o nome do restaurante claramente diz. E realmente a oferta de receitas com pescados no menu da casa é muito boa. Porém a recente troca de chef – agora, o simpático chileno Cristóbal Carrión – e trouxe novos pratos ao cardápio e atendeu à demanda de alguns clientes: a inclusão de pratos à base de carne, como o entrecote bernaise com batata rústica (R$ 59). As grandes vedetes, no entanto, continuam vindo do mar. Uma delas virou instantaneamente meu prato preferido quando almocei lá: polvo grelhado, com batata doce e quenelle de tomate seco e berinjela (R$ 54). O chef me explicou a “magia” da ótima textura: antes de ir pra grelha, o molusco é cozido. Assim, chega à mesa com sua superfície crocante, porém com a carne muita macia. Apaixonei, viu?  Veja abaixo as outras delícias que provei no Fishbar.
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Festival de hambúrguer traz 53 variações da receita

Hambúrguer de cordeiro com queijo de cabra brûlé e farofa de bacon, do Ruella

Hambúrguer de cordeiro com queijo de cabra brûlé e farofa de bacon, do Ruella

No ano passado o SP Burger Fest chegou sem muito barulho e fez um baita sucesso. Esse ano, o evento cresceu: agora são duas semanas (de 14 a 28 de maio) e 43 casas participantes. No total, são 53 receitas (algumas casas entram com três itens). E tem de tudo mesmo. Quer carne? Vai do mais tradicional, como o búrguer de 200g, com queijo prato ou cheddar, acompanhado de batatas rústicas (R$ 39), do Baretto, ao hambúrguer de steak tartare à cavalo (R$ 39), do Chef Rouge, e o AK burger, com queijo brie, pastrami, cebola grelhada e mix de cogumelos (R$ 34), do AK Vila.

Hambúrguer de steak tartare à cavalo, do Chef Rouge

Hambúrguer de steak tartare à cavalo, do Chef Rouge

Os mais inusitados? Tem o Patoburger (R$ 36), hambúrguer de magret de pato e queijo gruyère sobre o brioche tostado, maionese defumada, do Marcel. Ou o de cordeiro com queijo de cabra brûlé, farofa de bacon, pasta de hortelã picante sobre brioche com folhas ao molho da chefa (R$ 48), do Ruella Vila Olimpia. Tem de costela (Marcelino Pan Y Vino), de carne de sol (Na Cozinha), de bacalhau (Tasca da Esquina) e a até hambúrguer de camarão (Capim Santo).

O AK burger, com queijo brie, pastrami, cebola grelhada e mix de cogumelos.

O AK burger, com queijo brie, pastrami, cebola grelhada e mix de cogumelos.

Ou seja, é muita coisa. Dê uma boa olhada na página do Facebook do SP Burger Fest ou no prático mapa no Google Map com todos os participantes e seus hambúrgures. Ah, importante: as notas fiscais doadas pelos clientes do evento podem ajudar o Projeto Âncora, fundação de apoio a crianças carentes.

Xadrez de atum e bloody mary no prato

Cubos divertidos do chef Miyamura: atum e gelatina de bloody mary

Cubos divertidos do chef Miyamura: atum e gelatina de bloody mary

Quando completou seis meses de inauguração, o menu do Miya ganhou novos pratos, criados pelo chef e sócio da casa, Flavio Miyamura. Já admiro a carreira de Miyamura faz um bom tempo – além de ter passado pelo D.O.M. e Shin Zushi, chefiou a cozinha do extinto espanhol eñe de 2007 a 2011. Em junho de 2012 abriu o Miya e fez sucesso, com receitas criativas e bem executadas, com preços razoáveis. Estive lá há duas semanas para provar novidades e fiquei supreso com uma entrada espetacular: cubos de atum selado servidos com cubos de gelatina de bloody mary (R$ 38, porção inteira – a da foto era meia). Criativo, saboroso e bonito – quase um jogo de xadrez. Confira abaixo outras receitas que provei na minha última visita.
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Waffle é o novo preto?

Waffle Taco, da Taco Bell: nova tendência? (foto da Foodbeast)

Waffle Taco, da Taco Bell, na Califórnia: será nova tendência? (foto da Foodbeast)

Desde moleque sou fascinado por waffle. Nenhuma ida ao Playcenter seria completa sem eu comer um “favo holandês” com calda de chocolate quente – até hoje a lembrança disso me dá água na boca. Já adolescente, encerrava as madrugadas de sábado comento o waffle com marshmallow, sorvete e pêssegos em calda da Milk & Mellow, que ainda mantém no cardápio uma lista de waffles (ah, sim, eu era magro de ruindade).
Assim, fico empolgado em saber que, na Califórnia o waffle é o novo preto. Ok, nem tanto, mas já surge uma tendência em Orange County de trocar o pão pelo waffle em sanduíches e outras receitas. Há um restaurante, o Bruxie, especializado em sanduíches tipo panini, feitos com uma versão mais crocante do waffle belga, com itens salgados (com frango, presunto e até salmão) e doces.
Hoje, li no Foodbeast que a até a rede de fast food Taco Bell está testando em várias lojas seu Waffle Taco, no café da manhã. A iguaria traz um waffle recheado com linguiça e ovos mexidos, acompanhando de um potinho de xarope de bordo (mapple syrup). Pense. Eu fico torcendo para que seja realmente uma tendência e não tarde a aterrissar por aqui. Sim, os gordinhos também sonham.

Leitoa do bem

PrintQue tal comer bem, pagar pouco e ainda ajudar uma instituição muito legal? Olha só: cinco chefs vão preparar um almoço para arrecadar grana pro Instituto Chefs Especiais. A entidade, criada em 2006 pelo casal paulistano Simone Berti e Márcio Berti, promove inclusão social e portadores de síndrome de Down com aulas de gastronomia.
A base do menu é porco, já que a Cowpig doou 120 kg de leitoa pro evento. A entrada dos chefs Rogério Shimura e Eudes Assis será baguete com ragu de porco e shiitake e caldinho de vôngolis. O prato principal, executado pelos chefs Checho Gonzales e Mário Portella, será a leitoa assada acompanhada de arroz, tutu, feijão tropeiro, vinagretes exóticos e chincharrones de costela. As sobremesas ficam a cargo do querido chef Lucas Corazza, que servirá mini bolos, macarons e blondies, preparados com ingredientes brasileiros.
O ingresso é de R$ 70 por pessoa e está à venda no www.foodpass.com.br apenas antecipadamente. O evento será em 1o de junho, das 11h às 17h, na Av. São Gualter, 629, Alto de Pinheiros. Bora comer bem e ajudar os outros a ser mais felizes?

Receita fácil: arroz de caranguejo com camarão

arrozMal terminei o curso básico de cozinheiro no restaurante Na Cozinha, já comecei outro módulo: Oiapoque ao Chuí, ou seja, culinária brasileira! São mais dez aulas (uma por semana) com várias receitas regionais e até sobremesas. E a primeira aula foi um prato da Paraíba, terra natal do professor, o chef Carlos Ribeiro. Trata-se do arroz de  caranguejo com camarões, purê de jerimum e molho de tamarindo. Difícil? Nada! Trabalhoso, mas até simples de fazer e dá pra arrasar na apresentação. Vamos lá?
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Dui, um dos meu favoritos, fechou as portas

image004Nem sempre podemos dar notícias alegres. Hoje, por exemplo, tive uma ruim: o Dui, restaurante da chef Bel Coelho e uma das minhas casas favoritas em SP, fechou ontem. As razões são financeiras, entre elas o aumento do aluguel do imóvel, segundo o blog do Arnaldo Lorençato. Falei com Bel  há pouco e, é claro, ela está bem chateada – de certo modo também foi pega de surpresa. Porém, a chef já planeja continuar com o projeto Clandestino, um menu temático que ela servia uma vez por semana no andar superior do Dui. Foi num desses que tive um dos jantares mais emocionantes da minha vida, com um cardápio baseado nos orixás do candomblé (que você pode ler aqui). Mesmo o menu fixo do restaurante sempre foi um primor:  receitas criativas, que privilegiavam ingredientes brasileiros, executadas com brilho por uma chef que, obviamente, ama seu ofício. Enfim, uma grande perda para o cenário gastronômico da cidade. Só não fico mais triste porque sei que, em menos tempo que se imagina, Bel Coelho já estará executando sua cozinha emotiva pra gente se sentir feliz novamente.

Pra facilitar o piquenique nesse belo outono

cesta1Olha que ideia legal pra aproveitar esse outono ensolarado: o vinho português Periquita fez uma parceria com a Heloisa Bacellar, do Lá da Venda: criaram uma cesta de piquenique completa para o passeio. Além de uma garrada do vinho, a cesta traz os apetrechos (toalha xadrez, duas taças de vinho, dois copos de piquenique, um saca-rolhas, e dois pesinhos para a toalha), uma garrafa de água sem gás, um suco de maçã orgânico e, claro, quitutes que a Helô serve no Lá da Venda: dois pães de queijo (aquele premiado, feito com queijo da Canastra), dois pães de minuto (deliciosos!), um pacote de granola do Retratos do Gosto, um pote de geleia pedaçuda e pé de moça (uma espécie de pé de moleque, porém muito mais macio e leve). E ainda vem um livrinho muito fofo com os principais parques onde você pode fazer seu repasto ao ar livre. A cesta Piquenique Periquita custa R$ 110 e terá versões especiais de Dia das Mães e Dia dos Namorados.

Lá da Venda - Rua Harmonia, 161, Vila Madalena, tel. (11) 3037-7702, www.ladavenda.com.br