Guia (bem-humorado) de como escolher o saquê ideal

Adega de Sake: mais de 90 rótulos de saque, sochu e uísque, tudo do Japão

Adega de Sake: mais de 90 rótulos de saque, sochu e uísque, tudo do Japão. Sabe escolher?

Você sabe escolher um saquê? Ou acha que qualquer coisa que venha naquele recipiente quadrado, com sal na borda, já está de bom tamanho? Hmm, erro! Você não precisa ser um especialista nesse fermentado para tomar um saquê gostoso e que combine com sua comida. Mas seria legal conhecer alguns pontos básicos e estar atendo a certos detalhes pra não gastar dinheiro à toa ou estragar um jantar com a opção errada – como na hora de escolher um vinho. Quer minhas dicas? Outro erro: o moço aqui conhece o mínimo do assunto. Por isso, convidei o Alexande Tatsuya Iida, um dos maiores experts em saquês do país, pra ensinar um pouco pra gente. O Alexandre é dono de uma das melhores lojas de bebida japonesa de SP, a Adega de Sakê, em São Paulo (onde vende mais de 90 rótulos de saque, sochu e uísque japoneses), e também promove degustações e workshops. Vamos às dicas super bem-humoradas do meu amigo Adegão (sim, esse é seu apelido!) pra nunca mais escolher o saquê errado nem cometer um gafe no seu japa preferido.

Dicas do Adegão

Antes de ir ao restaurante
– É sempre bom dar aquela pesquisada na carta de sake da casa antes de sair de casa (claro, se existir). Consulte amigos e quem curte a bebida para pegar algumas sugestões.
– Não, nem tudo que tem nos EUA tem no Brasil. Então se tomou em Nova York, Las Vegas ou em San Francisco, nem sempre temos aqui no país.
– Tente conseguir uma foto do saquê se possível para não ter que chegar ao garçom e: “Olha é um sake da garrafa marrom e rótulo escrito em japonês.”
– Ou baixe aplicativo da Adega de Sake pelo navegador do seu celular. Lá tem o catálogo da maioria dos rótulos vendidos no Brasil: http://app.vc/adegadesake

No restaurante
– Veja a carta ou a página onde estão listados os saquês. Se só dispõem “Saquês Nacionais e Importados”, não espere muita coisa. Lembrando que saquê californiano é um rótulo importado.
– Nem tudo que está escrito em japonês, é japonês. No contra-rótulo está escrito de onde vem.
– Como escolher um saquê? Siga os mesmos padrões do vinho. Peça uma garrafa ou dose, de acordo com o seu paladar: “Quero um mais frutado, encorpado, seco e curto” por exemplo. Não há paladares diferentes para cada bebida. É uma coisa só.
– Ok, pediu o saquê e o garçom traz o Masu (caixa quadrada-porta-treco de madeira ou plástico) com saleiro. Mais apetrechos que livros de adulto para colorir.
– O Masu é uma unidade de medida que calculava o arroz. Um Masu cabe 150g de arroz ou 180 ml de saquê. Usada ESPECIFICAMENTE para o ritual “Kagami Hiraki”, quando se quebra a tampa dum barril de 72 litros, com uma marreta. Com uma concha feita de cedro, serve aos convidados em um caixa da mesma madeira. E SÓ!! Não é item para ter em casa ou no restaurante. Reparem que Tony Stark bebe o seu saquê em jarra e copo de cerâmica.
– Aliás a cerâmica é para o serviço de saquê quente. Por isso é bem pequeno, normalmente para acomodar 50ml da bebida quente, para não resfriar. Na jarra cabe 180 ml do saquê.
– Bom, se der tempo peça ao garçom trocar o Masu por uma taça de vinho branco, taça de água, taça de licor, shot, copo de cachaça ou até mesmo um copo de requeijão. Por via de regra, toda a bebida, você gira ele para checar ou soltar mais o aroma, verificar o corpo da bebida e todo o ritual para apreciar uma boa bebida.
– Sal? No período Edo, o saquê era destinado aos deuses, nobreza e a família imperial. O povo? Fazia o seu em casa, sem coar e sem filtrar. Todo branco, leitoso com sedimentos e casca de arroz. A textura lembra, quando você pega a canjica, tira o milho e mistura álcool Zulu. Além de denso e extremamente doce, precisava de uma pitada de sal ou missô na mão, lambia e botava o saquê goela abaixo  em um único gole. Se parasse no meio do caminho, é a sensação do nervo do contra-filé preso na garganta.
– E se você estiver em um restaurante no Japão, NUNCA peça o sal. Tomava se o saquê com sal, em época que a bebida era muito ruim.  A não ser que você queira brigar com o dono.
– Ué, não é para transbordar o saquê? Claro que não. Pense que aquilo você irá beber, está encostando justamente onde você vai botar a mão. O transbordo do saquê é sinal de prosperidade e fartura? Isso se chama desperdício.
– Servir o saquê até a borda. Não. Sabe quando até forma uma camada acima do limite da taça? Agora pense como você vai chegar até ele? Ou tenha cuidado como se fosse segurar nitroglicerina ou aproxime o seu rosto até o copo. Ah, para as moças, segurem o cabelo. Evite isso pedindo ao garçom gentilmente: “PÁRA!!!”
– Uma boa parte dos saquês, não combina com o arroz, principalmente os do sushi. Vamos por partes. Arroz do sushi é doce, ácido e empapado. Amido gritando dizendo que está lá. Se você tomar um saquê suave por exemplo, sua boca ficará tão doce, que desejará um mergulho na piscina de shoyu, rico em sódio. Prefira saquês mais secos e ácidos ou vinho branco igualmente neste perfil.
– Estão em 4 pessoas na mesa? Compre logo uma garrafa. Se pedir 4 doses, garanto que sairá bem caro. Uma dose de saquê tem 180 ml, logo 4 doses, dão 720 ml que é o tamanho da garrafa. A garrafa de 1800 ml, a maior, tem 10 doses.
– Gostou de um saquê? Peça ao garçom que mostre a garrafa e tire uma foto. Melhor não anotar, pois poderá faltar algumas partes do nome. Uma vez, veio o cliente e me perguntou se eu tinha um saquê chamado: “Karakuchi”. Karakuchi significa “Seco”. É o mesmo que sair para comprar um vinho e perguntar ao moço: “Você tem um vinho chamado Cabernet Sauvignon?”

Adega de Sake – Al. dos Nhambiquaras, 1089, Moema, tel. (11) 4304-0025, www.adegadesake.com.br

Coxinha aparece em nove versões no bar Original

Coxinha de moqueca de abadejo, empanada no coco: um dos 9 sabores pro cliente votar

Coxinha de moqueca de abadejo empanada no coco: um dos 9 sabores para o cliente votar

Coxinha é o novo preto. Todo mundo ama coxinha – até a super culinarista inglesa Nigella Lawson apaixonou-se pela iguaria quando visitou o Brasil no ano passado (e chegou a postar a receita em seu site). Você também é um coxinhólatra? Então se liga nessa: o bar Original está oferecendo, até dia 7 de junho, nove sabores de coxinha para os clientes provarem e votarem nas suas preferidas. As cinco versões mais votadas farão parte do novo cardápio do bar. Você pode pedir um par de coxinhas (R$ 10) ou a porção com cinco unidades (R$ 22). Achei sabores alguns meio estranhos (coxinha de feijoada? Really?!), mas confesso que salivei com a versão de costelinha de porco e a de bobó de camarão. Vejam a lista:

Tradicional de frango – massa de mandioquinha recheada com tradicional frango moído;
Galinha caipira – massa de catupiry com recheio de galinha caipira, empanada no cabelo de anjo;
Galinha D’Angola – massa de mandioquinha recheada com galinha d’angola e couve;
Moqueca de Abadejo – massa de mandioquinha recheada com moqueca de abadejo e empanada no coco;
Buraco quente – carne moída, molho segredo e queijo;
Feijoada – massa de mandioquinha recheada com feijoada;
Costelinha de porco – massa de batata com creme de cebola recheada com costelinha, couve e feijão carioca;
Blumenau com maxixe – massa de mandioca recheada com linguiça Blumenau e maxixe;
Bobó de camarão – clássico prato baiano em versão coxinha.

Original -
Rua Graúna, 137, Moema, tel. (11) 5093-9486, www.baroriginal.com.br

 

Festival de mexilhões da Patagônia vai até sábado no Deck484

Brochette de mexilhão a mexicana

Brochette de mexilhão a mexicana

Atenção, fãs de mexilhão! Vai até sábado, dia 30, o Festival de Mexilhões da Patagônia Mussel no Deck484. Para o evento, o chef Eraldo Machado preparou sete de tapas frias e quentes com os moluscos importados do Chile. Entre as frias, estão o mexilhões ao vinagrete e torrada banette (R$ 36), gaspacho de mexilhão (R$ 32) e o mexilhão em geleia, rúcula e champignons (R$ 38). Já entre os itens quentes, tem folhado de mexilhão com aspargos a l’ancienne (R$ 32), mexilhão empanado “kilpatrik” ao molho de alho (R$ 36), brochette de mexilhão a mexicana (R$ 34) e escondidinho de mexilhão com musseline de mandioquinha (R$ 36). Mas eu já disse: aproveite que só tem mais cinco dias pra terminar o festival!

Deck 484 Alameda Santos, 484, Paraíso, tel. (11) 3253-3553.

Receita de Moçambique é uma das novidades da Tasca

Bacalhau empanado com molho de laranja e amêndoas.

Bacalhau empanado com molho de laranja e amêndoas, novo prato da casa de Vítor Sobral

Nem só de bacalhau vive um restaurante português – a variedade da culinária lusitana é rica e inclui muitas receitas à base de porco e aves (como o maravilhoso arroz de pato). Mas bastou eu dizer que ia provar novos pratos na Tasca da Esquina, quinta-feira passada, que quase todos meu colegas de agência já me viram enchendo a pança de bacalhau. Pois bem, em homenagem a eles, começo falando das novidades postando uma foto de… bacalhau! Brincadeiras à parte, eu amo pratos feitos com esse pescado, e essa novidade preparada pelo chef Vítor Sobral é tão bom que merece abrir o texto: bacalhau empanado com creme de laranja (R$ 89), acelga e lascas de amêndoa. As postas altas e suculentas contrastam com a crocância da fritura e a cremosidade do molho. Sim, o bacalhau superou expectativas.

Caril de camarão com especiarias, receite de Moçambique.

Caril de camarão com especiarias, receite de Moçambique.

Porém, a estrela da noite foi outro cidadão das águas, o camarão. O prato é o caril de camarão (R$ 84) , uma receita típica de Moçambique e uma das coisas mais saborosas que comi esse ano. Caril é o bom e velho curry, com um toque mais fresco, vários legumes e acompanhado de um inspirado arroz de castanha do pará e abobrinha. Comi, repeti e volto à Tasca só pra comer isso.

Joelho de porco com migas soltas e couve-manteiga

Joelho de porco com migas soltas e couve-manteiga

Vamos pra terra firme? A dica é o joelho de porco (R$ 70), com a pele pururucada, servido com migas soltas (espécie de farofinha de pão, alho, cebola e azeite) e couve manteiga bem tenra. Parece pesado, mas é um prato muito equilibrado e um primor de sabor. Aliás, são cinco pratos novos no menu, mas “só” comi esses três.

Pastelzinho de alheira e pastel de bacalhau.

Pastelzinho de alheira e pastel de bacalhau.

Ah, você pode começar o repasto (adoro essa palavra; sou um velho, eu sei) com uma porção de pastel do dia (R$ 21, quatro unidades). Na noite em que jantei lá, era pastel de alheira, olha só que amor. Os bolinhos de bacalhau pedi à parte por motivos de… eu amo (até que o povo da firma não estava tão errado assim, né?)

Uma parte da tábua de doces portugueses que veio de sobremesa.

Uma parte da tábua de doces portugueses que veio de sobremesa.

E jantar português pra mim tem de fechar com sobremesa bem doce. No caso, pedimos uma tábua de degustação (R$ 26), que vem com quatro itens, entre eles o imperdível pudim Abade de Priscos, que leva até toucinho na receita e é servido aqui com um creme de abacaxi, equilibrando a doçura. Na foto, está ao fundo – na frente está o toucinho do céu, doce à base de gemas, amêndoas e açúcar, servido com sorvete de caipirinha de maracujá. Quase um insulto de tão bom.

Porto Tônica de limão e de maracujá.

Porto Tônica de limão e de maracujá.

Ah, outra novidade na Tasca da Esquina: o Porto Tônica, drinque português com vinho do Porto branco, água tônica, gelo e limão siciliano. Aqui, além dessa receita tradicional, a refrescante bebida aparece em duas versões: com limão siciliano, suco de limão cravo, cravo-da-Índia e anis estrelado; e a que mistura maracujá, cardamomo e alecrim (todas, R$ 26)

Tasca da Esquina Alameda Itu, 225, Jardins, tel. (11) 3262-0033, www.tascadaesquina.com.br

 

Um dos melhores chefs de Recife fará cinco jantares em SP

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Baião Très Chic: um dos 5 pratos do menu especial do chef Joca Pontes pro Dalva e Dito

Recife é, pra mim, uma das melhores cidades brasileiras para comer fora. E não estou falando apenas de comida regional (que também é ótima). A capital pernambucana tem uma cena gastronômica vibrante, diversificada, com chefs talentosos e criativos. Um dos meus preferidos é Joca Pontes, que comanda o Ponte Nova, um dos melhores restaurantes de cozinha contemporânea do país (e não só de Recife), além de outras casas. A boa notícia é que Joca está em São Paulo para cozinhar. Entre os dias 25 e 29 de maio, o chef pernambucano vai preparar um menu especial no Restaurante Dalva e Dito, do chef Alex Atala ( jantar do dia 25 e almoços e jantares dos dias 26 a 29).

Ovo Imperfeito: ovo mollet sobre pirão de queijo, com bacon.

Ovo Imperfeito: ovo mollet sobre pirão de queijo, com bacon (fotos da Mariana Freitas)

O cardápio será feito a quatro mãos com Milton Schneider, chef da casa, e terá cinco fases. Ali estão pratos que marcaram a carreira de Joca, como o Ovo Imperfeito (ovo caipira mollet, sobre pirão de queijo ao açafrão da terra, bacon Yaguara e farofa panko) e o Baião Très Chic (arroz-da-terra puxado no creme de leite, com lascas de carne seca, uvas verdes, queijos minas padrão e coalho, com camarões grelhados e farofa de croutons por cima). Quem quiser se arriscar a fazer, a receita está aqui. E só a descrição de uma das sobremesas já me deixou salivando: Dadinhos de Chuva, ou seja, cubinhos crocantes de tapioca com coco e canela, caramelo salgado, goiaba passa e manjericão. O preço do menu fechado é de R$ 160 por pessoa, sem bebidas nem serviço, e é bom reservar antes, pois terá número limitado de lugares.

Dalva e Dito R. Padre João Manuel, 1.115, Jardins, tel. (11) 3068-4444, www.dalvaedito.com.br

Sábado com sanduíche de pernil (e vinho!) na calçada

pernil2Paulistano adora pizza, pastel e hambúrguer, mas não vamos esquecer de outro clássico das comidas rápidas de São Paulo: o sanduíche de pernil. A iguaria já teve dias mais gloriosos e mantém firmes defensores, como o premiado sanduba do Estadão Lanches. Bem, esse ícone da gastronomia de buteco ganha uma nova versão no recém-inaugurado 011 Gastronomia. Aqui, o sanduíche de pernil, vem com a carne desfiada bem macia e temperada, folhas e geleia de bacon, no pão ciabata. Comi e gostei muito. O legal é que aos sábados ele é vendido na calçada em frente ao restaurante, em Pinheiros, por R$ 25. Se quiser acompanhar com uma taça de vinho branco ou rosé, o “combo” sai R$ 35, e aí vi mais vantagem ainda.

IMG_3067Aliás, jantei lá no 011 há um mês e fiquei bem surpreso com algumas entradas e pratos da casa. O local fica num despretensioso galpão com um imenso balcão, onde você pode comer de frente pra cozinha. Há também mesas ao fundo. Um dos pratos mais interessantes é o nhoque de tangerina com ragu de costela (R$ 42): o toque cítrico da fruta na massa acaba ressaltando o sabor da carne no molho.

bolovoE por falar em clássicos, o chef Gustavo Goussain cometeu outra ousadia: mexeu com o bolovo. Sua versão para a iguaria, bolovo à moda do chef (R$ 18), traz salmão, siri e ovo de gema mole. Inusitado, mas o resultado é bom, e a porção, generosa.

peixeDurante a semana, o restaurante tem almoço executivo por R$ 36, incluindo entrada, prato principal (como o peixe com purê de banana da terra e picles de cebola roxa) e sobremesa. Dica: às sextas, há uma ótima moqueca thai (na foto abaixo), servida em panela de barro, acompanhada por arroz com castanhas e uma farofa de milho, por R$ 45. Essa eu queria repetir.

camaraoOutra novidade interessante: alguns drinques elaborados pelo barman Fernando Lisboa, em parceria com Jean Ponce, vêm numa graciosa garrafinha, para você servir no copo com gelo. Como esse charmoso rusty nail. Salut!

drinque011 GastronomiaRua Artur de Azevedo, 613, Pinheiros, tel. (11) 3459-4282, www.011gastronomia.com.br

 

Mole que é gostoso!

bibimbapQuer coisa mais gostosa do que aquela gema de ovo molinha, escorrendo pelo pão e deixando um rastro amarelo-dourado pelo caminho? Bem, eu adoro e fico feliz que vários restaurantes de São Paulo estejam combinando a gema mole (e até crua) em receitas variadas. Vamos conhecer 6 melhores exemplos dessas maravilhas em SP?
1. A casa é japonesa, mas uma das estrelas do almoço é coreana: trata-se do ishiyaki bibimbap do Bueno (Al. Santos, 835, Jardins, tel. 11-2386-8035), que leva legumes variados (cenoura, abobrinha, broto de samambaia) e carne desfiada, com arroz e molho de pimenta. A receita chega à mesa em um bowl de pedra fervente, com o ovo cru, boiando lindo na pimenta vermelho-escura, cremosa e provocativa (você pode escolher o nível de picância; sugiro começar pelo médio). O próprio garçom mistura tudo pra você – o calor cozinha automaticamente o ovo. Pegue um pouco numa cumbuca e deixe o arroz ali no bowl, criando uma casquinha deliciosa. Ah, tem a versão vegetariana.

 

carbonara2. Muitos consideram o espaguete à carbonara do Tappo (Rua da Consolação, 2967, Jardins, tel. 11-3063-4864) o melhor de São Paulo. Sou um deles. A massa al dente chega à mesa fumegante, envolvida pela mistura perfeita e aveludada de ovos, queijo percorno e cubos de pancetta, com pimenta salpicada. Por cima de tudo, reina uma gema crua inteira, para você mesmo misturar à massa (ela cozinha no calor da pasta) e finalizar esse clássico.

 

pao de queijo3. Já nasceu clássico  o incrível pão de queijo recheado com pernil e ovo, da chef Talitha Barros, no seu delicioso (e despretensioso) Conceição Discos (R. Imaculada Conceição, 151, Santa Cecília, tel. 11-3477-4642). O item pode servir como entrada ou como lanche mesmo. O pão de queijo gordinho, com massa elástica, é bem recheado com o pernil suíno desfiado (de tempero marcante) – por cima de tudo, um ovo frito com a gema mole. Morda, deixe escorrer e morra de felicidade.

 

sushi ovas4. Parece uma pequena jóia, mas é uma das etapas do menu degustação de 12 sushis de um dos melhores japoneses da cidade, o Kan. Via de regra, o chef Keisuke Egashira capricha tanto no sabor quanto no visual de seus pratos – mas nesse ele se supera: no fundo de um pequeno bowl dourado e brilhante, repousa um sushi de ikura (ovas de salmão), sobre uma gema de ovo. Praticamente um bordado cuidadoso de sabores e texturas no pequeno balcão do Egashira.

 

arroz moela5. Taí uma receita de respeito: arroz de moela a cavalo, do restaurante Bravin (R. Mato Grosso, 154, Higienópolis, tel. 11-2659-2525). Moela? Sim, moela, macia deliciosa, intensa, misturada ao arroz cremoso, com molho de tomate e, por cima, o ovão frito com a gema molinha. Grande pedida para o almoço (inclusive no ótimo executivo do restaurante) e jantar, e só melhora se acompanhado de um vinho sugerido pela super sommelière (e dona da casa), Daniela Bravin.

 

shot ostra6. É um aperitivo? É uma sobremesa? É um dry martini extre dirty? Nada disso: é o Oister Shot, entrada pra lá de energética proposta pelo chef Tsuyoshi Murakami no Kinoshita (R. Jaques Félix, 405. V. Nova Conceição, tel. 11-3846-7327). A transparência da taça revela a delicada montagem elaborada por Mura: uma ostra banhando-se em molho ponzu (shoyu, saquê e limão), acompanhada de ovas de salmão, pequenas rodelas de quiabo e, arrematando a potente mistura, uma gema crua de ovo de codorna. Sim, o shot é poderoso. Um breve momento que deixa um rastro de vigor e sabor. Arigatô, chef.

Quanto vai dar sua conta no Eataly? Veja todos os menus aqui

pasta-e-pizza-2Quer almoçar ou jantar no Eataly? As boas notícias são:
1) Tem boa variedade de restaurantes especializados (um de peixes, um de carne, um que serve pizzaria e massas, um de porções e um só de verduras e crus).
2) Os preços não assustam – não é barato, mas está bem dentro da média dos restaurantes de hoje. Inclusive até para acompanhar uma refeição com vinho (tem taça de tinto italiano a partir de R$ 9,80).
3) Além de comer, você ainda pode dar uma volta pelo imenso mercado, que tem quase 8 mil produtos ligados à gastronomia (e, quem sabe, levar pra casa uma foccacia, uma geléia italiana ou uma porção de burrata, por exemplo).

Fritto Misto (R$ 42), do La Piazza:  lula, polvo, camarão e peixe do dia

Fritto Misto (R$ 42), do La Piazza: lula, polvo, camarão e peixe do dia

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As más notícias:
1) Aberto há dois dias, o gigantesco complexo gastronômico ainda atrai uma multidão de gente querendo conhecer. Ou seja, tenha paciência ou chegue mais cedo.
2) Ao contrário do mercado, que fica aberto de segunda a segunda, das 8h às 23h, os restaurantes fecham durante a tarde, em geral após as 15h, e só reabrem à noite, pro jantar (exceto nos fins de semana e feriados)
3) Cabô má notícia. O lugar é bem legal e você deve visitar.

carne-1carne-2Aliás, você já pode calcular quanto vai dar sua conta antes de ir lá almoçar ou jantar. Consegui os menus dos restaurantes do Eataly (menos do Brace, casa de grelhados, comandada pela chef Ligia Karazawa, que ainda opera com menu provisório).

pesce-1Dê uma olhada nos menus completos que espalhei pelo post e veja opções, para se programar, saber o que o espera ali e calcular mais ou menos quanto vai dar sua conta (não esqueça do serviço!). Inclusive com as bebidas, cujo menu é igual em todas as casas. Se quiser saber mais do mercado Eataly, leia meu primeiro post aqui.
buon appetito!

verdure-e-crudo-1Eataly – Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.489, Vila Nova Conceição, tel. (11) 3279-3300.Horários: a loja funciona de segunda a segunda, das 8h às 23h; os restaurantes abrem de segunda a quinta, das 11h30 às 15h e das 18h30 às 23h; sextas das 11h30 às 15h e das 18h30 às 24h; sábados das 12h às 24h, domingos e feriados, das 12h às 23h.

Vamos almoçar melhor? Hoje, o Menu Meio-Dia do Clos

Screen Shot 2015-05-20 at 7.26.34 PMOlha só essa dica pra um almoço mais feliz em pleno dia de semana: o charmoso Clos acaba de lançar um novo menu executivo gostoso, bem executado e com preço justo. Trata-se do Menu Meio-Dia, de segunda a sexta, em que o chef Juca Duarte oferece diariamente duas opções de entrada, prato principal e sobremesa, por R$ 49 – e ainda inclui o couvert de pães com a deliciosa manteiga de amburana com castanha do pará. O cardápio muda a cada dia; na quarta, por exemplo, as opções de principal eram ossobuco com legumes ou peixe tailandês (na foto), uma tilápia extremamente macia, cozida em leite de coco e pimentões. Foi minha escolha e eu amei.

Screen Shot 2015-05-20 at 7.26.54 PMMinha entrada: creme de cogumelos com creme azedo, speck e amêndoas (a opção era salada grega, com queijo feta).

Screen Shot 2015-05-20 at 7.27.23 PMNas sombresas, uma detalhe: todo dia, uma das opções são os churros com doce de leite e chocolate cremoso. Ruim, né? Mas hoje também tinha torta de banana diet (foto abaixo), com amendoim em várias texturas (paçoca, em pó, picado) e chantilly de chocolate – tudo sem açúcar, segundo o chef. Comi ambas porque, né?

Screen Shot 2015-05-20 at 7.27.08 PMAmanhã, quinta, o cardápio será de kafta, coalhada e hommus ou brandade de peixe branco na entrada; curry de carne com arroz basmati ou espaguete ao vôngole no principal; churros ou delice de chocolate (ou fruta da estação) de sobremesa. Ah! Se nenhuma opção do Menu Meio-Dia agradar ao cliente, ele ainda pode pedir qualquer prato do menu à la carte e adicionar R$ 18 para ter direito à uma entrada e uma sobremesa. Bom, né?

Clos – Rua Domingos Fernandes, 548, Vila Nova Conceição, tel. (11) 3045-2220.Vamos

Sorvete bom pra cachorro

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Já que não podem entrar na loja, os cães podem tomar seu sorvetinho no parklet em frente à Le Botteghe di Leonardo

A gelateria Le Botteghe di Leonardo, da rua Oscar Freire, está lançando um gelato exclusivo pra cães. Ok, quando soube dessa novidade, me diverti imaginando aquela fotinho do Gordon Ramsay apontando o raio gourmetizador pra um monte de cãozinho confuso. Mas como a gelateria está promovendo uma ação super do bem, achei que valia a pena comentar a notícia por aqui. O tal gelato canino se chama Peppino e surgiu em 2014, na loja La Botteghe di Leonardo em Nápoles, na Itália. São Paulo será a segunda cidade a vender o Peppino, antes mesmo da outras 5 lojas italianas da marca, olhe só que chiqueza! Mas… rola mesmo um sorvete pra cachorro? Segundo a gelateria, as receitas foram avalizadas por veterinários e balanceadas com a tolerância do animal. O gelato leva iogurte branco natural, uma gota de mel orgânico (no lugar do açúcar) e uma fruta (banana, maçã ou melancia), tudo natural. O Peppino custa R$ 8 e vem na forma de picolé – no lugar do palito, tem um um mini ossinho em couro. Ownnnn…

Ambiente_1Legal, mas o que isso tudo tem de “bem”? Nesse sábado, dia 23, a gelateria participa de uma ação para arrecadar alimentos e brinquedos para os 70 cães da ONG Amigos de São Francisco. A ação rola das 10h às 14 h e funciona assim: quem levar seu cachorro e fizer a doação na Le Botteghe di Leonardo ganha um mini gelato pra si e um Peppino para seu animal de estimação. “Poxa, eu não tenho cão, mas queria participar…” Tudo bem: você faz sua doação na gelateria e ganha um dos sorvetes. Aliás, essa ação será simultânea à Feira de Doação dos Amigos de São Francisco, que acontece na Rua Pamplona, 834, no mesmo dia. Quem adotar um bichinho na feira pode apresentar a certidão de adoção na Le Botteghe di Leonardo e ganha um gelato e um Peppino para o novo integrante da família.

Le Botteghe di Leonardo Rua Oscar Freire, 42, Jardins, tel. (11) 2528-2000, www.lebotteguedileonardo.com.br