Linguado meunière: 15 minutos e você fez um clássico francês

sole01Hoje baixou o espírito de Julia Child em mim (quem me dera!) e resolvi fazer um clássico da cozinha francesa, sole meunière – ou seja, linguado com molho de manteiga e limão. Receita ridícula de fácil e deliciosa, viu? Bora?

Sole menunière

Ingredientes
4 filés de linguado, limpos e sem ossos
10 colheres de manteiga
1/2 limão siciliano em rodelas finas
2 colheres de sopa de suco de limão siciliano
1/4 xícara de farinha de trigo
3 colheres de sopa de salsinha bem picada
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo
Lave bem os filés de linguado – eu costumo deixar uns 15 minutos em água fria com um limão espremido, para tirar o odor mais forte do peixe, depois lavo e seco bem, com papel toalha.
Tempere cada filé com sal e pimenta. Passe cada um na farinha de trigo, dos dois lados, balance para tirar o excesso de farinha e reserve num prato.
Aqueça uma frigideira larga com 2 colheres de manteiga em foto médio-alto. Coloque dois filés na frigideira e deixe por três minutos, até dourar. Vire o peixe cuidadosamente e doure o outro lado por mais três minutos. Retire e reserve. Aqueça mais duas colheres de manteiga e repita a operação com os outros dois filés. Reserve os peixes fritos num prato aquecido.
Limpe a frigideira com papel toalha e aqueça 6 colheres de manteiga. Quando ela começar a ficar dourada pro marrom, coloque as fatias finas de limão e o suco. Misture bem, jogue a salsinha, mexa e retire do fogo.
Despeje o molho pro cima dos filés de linguado e sirva imediatamente. Pode acompanhar com arroz branco, purê de batatas ou aproveite apenas o peixe, com a casquinha crocante e o molho levemente cítrico. Voilá!

Atum especial estrela menu no Le Bilboquet até domingo

 Tonnato vitello: entrada do menu especial de atum kihada

Tonnato vitello: entrada criada pelo chf Mercier para o menu especial de atum kihada

Caro leitor, tenho uma confissão: sou fã de atum. Mas fã daqueles que até ignoram o salmão se houver a opção de mergulhar o garfo num bom atum. Fresco, de lata, cru, tartare, no sashimi ou no temaki: atum é minha praia. Por isso, me empolguei com o cardápio especial que o Le Bilboquet servirá entre 23 e 25 de maio, no qual o ingrediente principal é o atum kihada (ou yellowfin) categoria 1+, um atum fresco pescado no Norte/Nordeste do país, difícil de encontrar em SP. Com essa belezura nas mãos, o chef Julien Mercier criou os pratos do menu especial, como o tonnato vitello (R$ 42), uma divertida inversão do vitelo tonnato: as fatias de lombo de atum selado são servidas com uma vinagrete à base de redução de caldo de vitela e mini alcaparras.

 

Tartare Bilboquet: atum com molho de gergelim tostado e crocante de gyoza

Tartare Bilboquet: atum com molho de gergelim tostado e crocante de gyoza

Mercier criou dois pratos principais: o atum cajun grelhado (R$ 63), lombo de atum marinado em especiarias cajun, arroz negro cremoso, ervilha torta e emulsão de manteiga noisette; e poisson du jour grelhado (R$ 61), lombo de atum grelhado, purê de mandioquinha cremosa e molho vierge de azeitonas pretas. Um detalhe: nesses três dias, o tartare de atum Bilboquet (R$ 39) e a salada niçoise (R$ 52), que já são tradicionais do menu d,a casa também serão preparados com o atum Kihadi.

Le Bilboquet – Rua Vitório Fasano, 49, Jardins, tel: (11) 2615-1510, www.lebilboquet.com.br

Melhor, mais informal e mais barato: esse é o novo La Cocotte

Vieiras grelhadas com risoto de açafrão

Vieiras grelhadas com risoto de açafrão

Sai a fachada branca e hermética, entra uma pequena e simpática varanda com mesinhas e ar bucólico. Essa é apenas a primeira das várias mudanças que observei logo que cheguei ao La Cocotte, restaurante francês que acaba de reabrir com novo ambiente, novo menu e nova “pegada”. Mais do que o decor mais despojado do salão, a principal mudança foi na cozinha: o cardápio totalmente novo é assinado por Erick Jacquin, um dos mais principais chefs franceses em atividade no Brasil. Ah, sim: os preços também estão bem mais camaradas com o cliente. E isso sempre é bom.

File au poivre altão, saboroso e no ponto certo

File au poivre altão, saboroso e no ponto certo

O menu de Jacquin reflete o tom mais informal desse novo La Cocotte – comme il faut. Ali brilham receitas mais clássicas, como o filé mignon ao poivre, com fricassée de cogumelos (R$ 56). Mas também há espaço para pratos mais autorais. Um deles já periga virar carro-chefe da casa: vieiras grelhadas com molho champagne e risoto de açafrão (R$ 62). Aqui Jacquin consegue um equilíbrio delicado, no qual a presença marcante do açafrão não apaga o sabor delicado das vieiras. Veja outras novidades do “Cocotte 2.0″ abaixo. Continuar lendo

Vamos almoçar melhor? Hoje, Bistrot de Paris

foto 3Devido ao sucesso do meu post sobre bons almoços executivos pelos Jardins, resolvi visitar mais lugares pelas redondezas e descobri ótimas oportunidades de almoçar bem pagando bem menos do que se imagina. Hoje vou falar do Bistrot de Paris. A simpática casa, que fica ao fundo de uma vilazinha na Rua Augusta, passou por uma reformulação em novembro, quando o chef Allain Poletto assumiu a cozinha. O menu voltou-se para a genuína comida de bistrô, com receitas bem tradicionais e preços razoáveis. Desde o começo do mês, o restaurante também mudou seu menu executivo. Agora você escolhe o prato principal e, pagando só preço deste item, come também uma entrada e uma sobremesa – ou toma uma taça de vinho. No dia em que fui lá, pedi o steak tartare (R$ 39), uma boa porção bem temperada, ótima para esse calor senegalês. Continuar lendo

Mexilhões da Patagônia pra driblar o calorão

foto 1Ok, já sei que você está morrendo de calor, que é difícil até comer com esse clima abafado etc. Eu também me sinto assim (mentira, continuo comendo de tudo, mesmo se o termômetro bater nos 47º). Enfim, nesse calorão a dica de hoje é o festival de mexilhões do restaurante Chef Rouge, que começou dia 7 e vai até dia 28 de fevereiro. O chef Wagner Resende montou um menu com cinco receitas que levam o mexilhão da Patagônia. A mais clássica, Moules & Frites (mexilhões à Provençal com fritas crocantes), vem em dois tamanhos: entrada (R$ 49) ou como prato principal (R$ 55). No dia em que visitei o restaurante, pedi como entrada (na foto). Acho uma boa, para quem quer degustar outros itens do festival.

foto 2Provei alguns itens do menu na sexta e a receita mais surpreendente foi o taco (R$ 42, na foto), uma tortilla bem crocante, fartamente recheada com uma mistura de mexilhões e feijões brancos e salada. Acompanham dois molhos: guacamole e maionese de mexilhão meio picante. Comi até com a mão! A outra entrada é o folhado de mexilhões com salada verde (R$ 39). Os principais são Bar au Créme de Moules et Artichauts (R$ 76), gostoso robalo macio, ao creme de mexilhões e alcachofras, e ravióli de mexilhões (R$ 67) com creme de salsinha e alho. Repito: o festival de mexilhões acaba dia 28/02.

Chef Rouge - R. Bela Cintra, 2.238, Jardins, tel. (11) 3081-7539; e Morumbi Shopping – Av. Roque Petroni Júnior, 51, piso Terraço, tel. (11) 5181-9749

Dicas de presentes de Natal pra fãs de gastronomia

chandonSem ideia do que levar na casa da sua tia na ceia de Natal? Surgiu um presentinho de última hora e você não sabe o que dar? Veja aqui algumas dicas que certamente agradarão quem gosta de comidas, bebidas e coisas boas da cozinha – e do bar.
Essa, por exemplo, é uma boa dica tanto pra dar de presente como pra chegar a uma festa arrasando. É nova versão limitada da Chandon Passion (R$ 62), com rótulo psicodélico e super colorido, criado pela empresa de design La Stampa. A bebida? Levemente adocicada, com toques de lichia, rosa, maracujá e pêssego. Ótima pra tomar com duas pedras de gelo (sim!), principalmente à beira da piscina. Natal tropical luxo! (www.chandonpassion.com.br)

panetone brazEsse é um dos meus favoritos, o panetone da pizzaria Bráz (R$ 59). E olha que nem sou fã de chocotone – prefiro mil vezes a receita tradicional, com frutas cristalizadas no recheio. Mas essa delícia da Bráz vem na medida, massa macia, recheada com gotas de chocolate e pedacinhos de laranja, com cobertura docinha de amêndoas. E não é por nada, mas a lata estilo retrô ainda é uma belezura. (www.brazpizzaria.com.br)

Dona DeÙla P„o de NatalA tia Célia e tia Edith vão amar esse pão de Natal  (R$ 34,90/ kg), lançado este ano pela Dona Deôla, feito a partir de fermentação natural e recheado de nozes. Quer ficar no panetone? A rede lançou novidades, com recheio de mousse de chocolate branco e duo de limao, em diferentes tamanhos (desde o mini) e preços de R$ 9,90 a R$ 44,90. (www.donadeola.com.br)

livro cevicheOlha que presente bacana pra quem gosta de gastronomia: o livro Ceviche: do Pacífico para o Mundo (R$ 64,90, Ed. Senac) acaba de ser lançado pelo chef Dagoberto Torres (do restaurante Suri) e sua mulher, a jornalista de gastronomia Patricia Moll. A dupla conta a história desse prato, presente na culinária Andina há quase dois séculos, e dá dicas de preparo, além de receitas e fotos lindas. E olha, tudo BEM fácil de fazer, viu? (www.editorasenacsp.com.br)

MartinsCafé_acid_velvet-1Café de presente de Natal? Esse vale a pena – e certamente vai impressionar os aficionados pela bebida. São os dois novos microlotes lançados pela Martins Café, com predominância de ácidos fosfórico e lático, característica rara nos cafés produzidos no Brasil. O Velvet Touch, como o nome diz, tem um toque ácido aveludado, com notas florais, frutas secas e mel. Ótimo pra começar o dia, aliás. Ja o Acid Lover surpreende pela acidez marcante, adocicada, e toques achocolatados. O combo com duas latas de 250 g sai por R$ 79,90 e só pode ser comprado no site – e a torra é feita depois da compra, pra garantir que chegue fresco. Ou seja, corra! (www.martinscafe.com)

fotoEsse foi outro panetone que provei e adorei: o do Fasano (R$ 75/ kg). A receita, dizem, foi trazida pelo próprio Vittorio Fasano em 1902, quando ele saiu de Milão e veio para il Brasile. A receita é tradicional, tem bastante fruta cristalizada, cobertura de amêndoas, massa elástica e saborosa, com aroma bem marcante. Cheirinho de Natal, mesmo. (www.fasano.com.br)

capa livroMais um livro gostoso pra quem curte uma cozinha:  Le Vin Bistro – Histórias & Receitas (R$ 53), escrito pela minha querida colega, a jornalista Elaine Guerini. Em 166 páginas, ela conta os origens do termo bistrô e dos pratos clássicos da culinária francesa, como cassoulet, coq au vin,  steak tartare e tarte tatin. Também narra a trajetória dos 13 anos do Grupo Le Vin e traz 43 receitas. As fotos são do Tadeu Brunelli e as ilustrações, do estúdio Oda. (www.levincom.br)

O melhor suflê da cidade na SP Restaurant Week

nhoque2E a São Paulo Restaurant Week segue até domingo, dia 15/9, e eu sigo provando alguns menus. Sábado foi a vez do Marcel, onde jantei muito bem e paguei R$ 47,90 pelo menu fechado, criado pelo chef Raphael Despirite para o evento. Lembrando que, no almoço, o menu custa R$ 34,90 e esse valor não inclui bebidas, serviço, café nem manobristas. Bem, no jantar de sábado,  comecei com tenros nhoques dourados com creme ao aroma de trufas (a opção era uma salada de folhas, com vinagrete de mostarda e mel, mas nem olhei direito).

sufle3E já que eu estava no Marcel, meu prato principal foi o carro-chefe da casa: suflê. No jantar é de queijo e espinafre; no almoço, só de queijo. A opção pro jantar é peixe com tapenade de azeitonas pretas e bolacha de batatas com ervas de Provence (no almoço, boeuf bourguignon com tagliatelle na manteiga). As sobremesas são iguais no almoço e jantar: crepe suzete (que eu comi) ou profiteroles de chocolate (cujo visual impressiona). Recomendo muito o Marcel na SPRW tanto pro almoço quanto pro jantar.

Marcel – Rua da Consolação, 3555, Jardins, tel. (11) 3064-3089, www.marcelrestaurante.com.br

Bucólico ou baladeiro: você decide

bananaDesde que abriu, em novembro de 2012, o Bistrot Bagatelle, filial da rede americana, nasceu como um restaurante “badalado”. À noite, o som é alto, a espera, longa, impera o burburinho e o clima é “de balada”. Não é muito minha praia. Mas trata-se de um restaurante meio “Dr Jekyll e Mr. Hyde”: no almoço, o lugar parece outro. As paredes brancas, a trilha amena, a varanda na fachada e o clima bucólico têm mais a ver com uma tarde na Provença do que com noitadas feéricas em Nova York, Las Vegas ou St. Barth. Ainda bem, pois os pratos que saem da cozinha do chef Gustavo Young merecem atenção. Prefiro me dedicar a esse espetacular cheesecake de banana (R$ 18), com calda de caramelo, crosta de gengibre e tenros nacos da fruta brûlée por cima da massa cremosa, do que perder meu tempo no jogo do ver-e-ser-visto. Mas isso é questão de opção: você pode perfeitamente jantar ali e comer tudo isso e até mais (à noite, o menu é ainda maior e o povo come!). Apenas vai esperar bem mais e ter de falar mais alto. Mas vamos ao meu almoço, na semana passada:
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E a maior surpresa é a coxinha!

Canelloni de pato confitado com coxinha de foie gras e trufa negra. Sim, é demais.

Canelloni de pato confitado com coxinha de foie gras e trufa negra. Sim, é demais.

O chef Emmanuel Bassoleil deu uma renovada no cardápio do Skye, o restaurante bacanudo no último andar do hotel Unique. São cerca de 25 itens novos, entre combinados, pizzas, entradas e pratos principais. Um deles já ganhou meu coração: é uma das melhores novidades nos menus da cidade (pelo menos até agora). Trata-se do canelloni de pato confitado ao molho Rossini (R$ 93), que chega à mesa acompanhado de uma surpreendente coxinha recheda com com trufa negra e foie gras. Pense! Os canelones bem recheados vêm repousados sobre o molho intenso. A coxinha gordinha e crocante, frita com precisão, completa a sinfonia de sabores criada por Bassoleil. Mas antes de chegar aqui, tem essa polenta abaixo…
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Repaginada bem-vinda

O canapum azedinho combina com cheesecake cremoso

O canapum azedinho combina com cheese cake cremoso

O dono é o mesmo, o nome continua parecido, mas a comida, quanta diferença… O restaurante O Pote do Rei passou por uma baita repaginada e reabriu há dois meses com o nome de O Pote. Além do decór mais clean, projeto do arquiteto Ito Ventura, a casa ganhou novo chef, Alexandre Abreu (ex-Beato), e uma nova inclinação culinária: o menu, antes luso-mediterrâneo, agora tem forte sotaque franco-italiano. Conheci a casa na terça-feira e gostei muito de praticamente tudo que provei. Acima de tudo, uma sobremesa: um surpreendente cheese cake com calda de physalis (R$ 18)! A frutinha (também chamada de canapum ou saco-de-bode) é azedinha na medida e perfeita para amenizar a doçura cremosa da torta. Mas vamos aos pratos? Veja abaixo.

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