Comendo bem em Paris sem destruir sua carteira (parte 2)

Já pensou num piquenique com essa vista?

Já pensou num piquenique com essa vista?

Continuando o post sobre minhas andanças gulosas por Paris, vai uma dica de economia: quando puder, guarde seus valiosos euros em algumas refeições, principalmente no almoço, para investir num jantar mais bacana (como os que falarei abaixo). Dá pra comer bem e com charme. Passe numa boulangerie ou num mercado e pegue um baguette com queijo e presunto (são grandes e custam cerca de 6 euros), uma garrafinha de vinho (nos supermercados há rótulos razoáveis por 3 euros a meia garrafa) e, se o tempo ajudar, almoce num dos bancos do Jardin des Tuileries (na foto) ou faça um mini piquenique no Jardin des Luxembourg. Só não caia na besteria de comprar os sanduíches feitos nos quiosques dentro do parque: são caros, enjoativos e preparados com muita má vontade. Fuja!

galeteCaso você puder elevar um pouco o orçamento, aposte numa gallete da Crêperie Paris Montorgueil (37 rue Mauconseil). Em tempo: galette é um crepe salgado feito de trigo sarraceno e servido como prato principal. Ali provei o La Parisienne, uma boa combinação de queijo emmental, presunto, cogumelos, ovo e tomates, por 9 euros. Pelo mesmo preço, havia o La Végétarienne, com cogumelos cremosos, batatas, tomates e salada verde. Atenção para o menu executivo: por 12,50 euros, você almoça a galette salgada, um crepe doce e uma bebida. Voilá!

 

Tartare de pato com maçã: uma das surpresas do Pirouette

Tartare de pato: uma das surpresas do Pirouette

Pirouette (5, rue Mondétour) – Dica certeira do chef Raphael Despirite (Marcel), esse restaurante foi uma das melhores surpresas de toda a viagem. Fica numa das ruazinhas de Les Halles e é comandado pelo chef Tommy Gousset, discípulo de Daniel Boulud e Yannick Alléno, que pratica uma cozinha inventiva, fresca, saborosa e, principalmente, acessível: o almoço sai por 18 euros (entrada + prato principal). As sobremesas giram em torno de 12 euros e a oferta de vinhos tem boas opções.

 

pirouette2Porém… sem reserva, nem pensar. Cheguei lá quase 14 horas achando que ia rolar e acabei reservando ao vivo mesmo, pro dia seguinte. Meu menu: tartare de pato, com vinagrete de framboesa, maçã verde e rabanete (adorei, mas me arrependi de não ter provado o ovo perfeito com champignons) e no principal suculentos cubos de alcatra com cuscuz de quinoa, passas brancas e pepino.

 

pirouette3A sobremesa-estrela do lugar é o Riz au lait, um tipo de arroz doce, com manteiga de caramelo e sal, amêndoas e avelãs confeitadas (10 euros). Adorei tudo: a comida, o serviço preciso, o ambiente arejado, a localização charmosa. Pena que almocei ali só no meu último dia em Paris, senão teria voltado ao Pirouette pelo menos para jantar.

 

Os maravilhosos macarons gordinhos da Pierre Hermé

Os maravilhosos macarons gordinhos da Pierre Hermé

Macaron – não dá pra ir a Paris e não provar essa guloseima típica da França. O doce beira a perfeição. A massa, uma espécie de merengue feita com claras, açúcar e amêndoas, é crocante, mas ao mesmo tempo macia e não esfarela na primeira mordida. O recheio, geralmente um ganache à base de chocolate e/ou frutas, confere untuosidade e sabor à combinação. A marca de macaron mais famoso é a Ladurée, que tem várias lojas espalhadas por Paris, inclusive um quiosque no aeroporto. Cada mini macaron custa 1,90 euros e tem muitos sabores (adorei o de flor de laranjeira). Mas o melhor macaron, pra mim, é o Pierre Hermé. São mais gordinhos, mais recheados, mais macios e mais gostosos. E mais caros: R$ 2,10 cada. Mas vale muito a pena. E os sabores são demais: rosas; tangerina e azeite, hocolate ao leite, gengibre confit, banana e maracujá; trufa branca com avelã…

 

robert carneRobert et Louise (64 Rue Vieille du Temple) – Dica quentíssima do chef Erick Jacquin (La Cocotte), esse restaurante de assados é uma pequena jóia no Marais. Pequena mesmo: estávamos em três e dividimos uma mesa grande com outros clientes, bem pertinho do fogo à lenha. Sem erro: o local tem um clima tão despojado e simpático que até inspira essa proximidade. A especialidade da casa são as carnes, que saem da grelha no ponto perfeito, mas também provei o confit de pato e estava uma delícia. A estrela da casa é a costela bovina para dois ou três (pedimos pra dois, 44 euros, e sobrou), acompanhada de batatas e salada.

robert campagneA costela vem perfeitamente selada, crocante ao redor, com aquele leve gosto de chamuscado. A carne é quase cremosa de tão macia, num inspirador degradé de rosa a vermelho vivo, suculenta e sem aquela piscina de sangue a cada corte. Não deixe de pedir o tremendo patê de campagne na entrada.

robet bruleecreme brûlée é uma das sobremesas que recomendo (a torta de limão também estava muito boa). A conta, com vinho e tudo, saiu 50 euros cada. Valeu cada centavo. Ah, nem pense em ir sem reserva.

 

mil folhasChamps Elysées – Visitou o Arco do Triunfo? Tirou bastante foto? Agora desça uma das avenida mais bonitas de Paris em direção à Place de la Concorde (onde está um obelisco egípcio). O caminho é lindo, todo arborizado. Ali também ficam lojas de grife como Lacoste e Louis Vuitton, além de galerias, cinemas etc. Vale uma parada para um almoço rápido na Maison Pradier (84 Avenue de Champs Elysées). Fica na galeria em que está a H&M, é um quisque com bancos ao redor, lotado de doces lindos. Tem também formule midi (menu de almoço) por menos de 15 euros, com prato ou sanduíche, bebida e doce. Fui de mil-folhas e adorei.

 

cafe campanaMuseus – Paris tem muitos (e ótimos) museus. Mas andar por todos eles cansa. Pra não ficar mal humorado nem fazer tudo correndo e deixar de ver obras legais, dê um tempo no meio do passeio pra sentar, tomar uma café, relaxar e comer alguma coisa. Todos museus tem cafés e até restaurantes. O melhor é o Café Campana, no museu d’Orsay (aliás, um dos museus mais legais de Paris). O espaço, localizado no último andar, junto ao terraço, foi projetado pelos designers brasileiros irmãos Campana, que se inspiraram em 20 Mil Léguas Submarinas pra criar o ambiente.

baba irmao campanaAlém de lindo e arrojado, o café tem um menu acessível (pratos ao redor de 15 euros) e um excelente baba ao rum (7,20 euros), servido em verrines (copos). Ah, e o café espresso é bom e custa 2,70 euros – quase metade do café do Centro Pompidou, onde fui esfolado em 5 euros por um cafezinho. O restaurante no topo deo prédio é lindo e tem uma vista privilegiada, mas é caro demais. No caso do Louvre, não se abale: vá de manhã, ande o máximo que puder, saia pra almoçar (ali mesmo tem uma praça de alimentação, se não quiser ir longe) e volte com o mesmo ingresso pra ver mais obras: acredite, passei quase 5 horas lá e ainda faltou muita coisa pra ver.

 

 

 

Menu de clássicos celebra os 60 anos do La Casserole

Screen Shot 2014-10-30 at 4.28.47 PME por falar em Paris, lembram quando confessei aqui que era apaixonado por um senhor francês de meia idade 56 anos? Pois esse madurão acaba de completar 60 anos e ontem fui participar de perto dessa comemoração. Sim, o La Casserole, o mais clássico dos restaurantes franceses de São Paulo, chegou a essa marca. Para celebrar a data, criou um menu de aniversário, disponível até 6 de novembro. O cardápio especial custa R$ 155 por pessoa e traz receitas que viraram tradição na casa. São sete etapas, como o excelente Sucré-sale, pato ao molho de laranja com batatinhas suflé (na foto). O menu harmonizado sai por R$ 235, e inclui cinco taças dos vinhos franceses Domaine de L’Hérre (branco) e Château Jamin (tinto). Vamos conferir quais são os outros clássicos do menu? Continuar lendo

Comendo bem em Paris sem destruir sua carteira (parte 1)

parisPassei uma parte de minhas férias em Paris, como vocês que me seguem no Instagram já sabem. Fazia 20 anos que não eu não visitava a capital francesa e quase tudo teve um sabor de novidade. Sim, Paris é uma das cidades mais lindas e encantadoras do mundo – e também uma cidade cara, ainda mais em tempos de euro nas alturas. Um café da manhã simples pode chegar a 25 reais e um jantar razoável passa dos 100 reais. Mas a cidade é coalhada de bistrôs e brasseries, onde invariavelmente come-se muito bem e sem destroçar o bolso. Assim foi minha viagem: comida boa, mas acessível (afinal ainda tinha Nova York pela frente, mas disso falamos depois), mas sem nenhuma estrela no caminho. Seguem aqui minhas andanças e dicas de onde comer em Paris (e por ser longo vamos dividir em dois posts, ok?)

tartare

Meu 1º almoço em paris: steak tartare do Bar’Bouille

Um mar de bistrôs – Praticamente qualquer bistrô do bairro do Marais é bom. Desça na estação Republique e vá andando em direção à Rue de Bretagne. Ali tem vários muito bons. A maioria tem formule midi, ou seja, executivo de almoço, ao redor de 13 euros (entrada + prato principal ou principal + sobremesa). Se quiser, complemente com uma taça de vinho (ao redor de 5 euros), que é quase a mesma coisa que uma coca-cola ou uma cerveja.

salada salmaoO Le Bar’Bouille (13 Rue de Bretagne) tem um ótimo steak tartare, com salada com molho de mostarda e batatas salteadas. Outra boa pedida é a salada com salmão (na foto à direita), que é enorme e ainda vem com torradas. Ali é vantagem pedir ½ garrafa de vinho, que sai 11 euros e rende 2 taças pra cada um. Sobremesa não vale a pena, vá comer uma éclair ou uma tortinha de frutas em qualquer boulangerie ou pastisserie (e que custa de 2,5 a 5 euros). Ah, na maior parte dos bistrôs, no happy hour o preço das cervejas cai (3,50 euros, por exemplo) e as mesinhas apertadas ficam lotadas. Mas só e você suportar bem a fumaça de cigarro na sua cara (sim, os franceses fumam MUITO,  o tempo todo).

 

Perfeição: foie gras mi-cuit com creme de ameixa

Perfeição: foie gras mi-cuit com creme de ameixa

Le Comptoir du Relais (9 Carrefour de l’Odéon) – nove entre dez pessoas vão te indicar esse pequeno restaurante, e elas estão todas certas. O pequeno restaurante com salão em art deco vive entupido de gente em busca da ótima cozinha do chef Yves Camdeborde, um dos papas da bistronomy. Se quiser jantar ali, reserve com no mínimo 3 meses de antecedência. Sobra o almoço, do meio-dia às 15h, e é só na sorte: tem de chegar e esperar mesa.

Pé de porco desossado e empanado.

Pé de porco desossado e empanado.

Super fiz isso e acabei sentando 15 minutos depois, numa das apertadas mesinhas da calçada, debaixo de um sol inclemente. Quando chegaram os pratos, nem lembrei mais do desconforto. Comida de brasserie saborosa, sem frescuras nem presepadas, em porções generosas e preço bem razoável (pelo menos no almoço). Meu menu: foie gras mi-cuit (semi-cozido), extremamente cremoso, com creme de ameixas, salada e pão tostado. No principal, ousei pedir pé de porco desossado, cortado em cubos e empanado, com purê aveludado de batatas. Parece uma porrada, mas era muito saboroso e surpreendentemente não me pesou no resto do dia

 

Feio, mas delicioso: lulas recheadas com legumes à provençal

Feio, mas delicioso: lulas recheadas com legumes à provençal

Meu acompanhante pediu lulas recheadas com legumes à provençal e molho de sua tinta. Dividimos a sobremesa e me arrependi: foi o melhor baba au rhum da minha vida, com o bolo gordinho e esponjoso, encharcado de rum adocicado e acompanhado de chantilly levíssimo. Quase pedi outro…

Melhor baba ao rum da vida!

Melhor baba ao rum da vida!

Com vinho e tudo (e eles têm ótimas opções em taça ou meia garrafa, no almoço), a conta do Comptoir saiu mais ou menos 50 euros por pessoa. Vá, vá e vá.

 

 geleiasLa chambre aux confitures  (9 Rue des Martyrs) – uma lojinha especializada em geleias que é de morrer. Você pode provar com uma colherinha qualquer sabor – e tem uns trocentos. Desde o “basiquinho” morango com menta (maravilhoso, alias) até mais os mais elaborados, como manga, coco e chocolate branco. Tem dois tamanhos, pequena e a normal (7,50 euros). Não compre da pequena – a diferença de preço não compensa e a geleia acaba rápido demais. Ah, bem do ladinho mesmo, fica o Palais de Thés (64, rue Vieille du Temple), uma rede de lojas especializada em chás, infusões, utensílios e geleias (de chá!).

 

crepe droguerieLa Droguerie du Marais (56 Rue des Rosiers) – fica numa travessinha das ruas principais do Marais, mas todo mundo conhece. Tem umas mesinhas (que não vi ninguém usando) e um balcão que dá pra rua, com o menu numa placa bem grande do lado de fora. Ali está a lista de crepes salgados (de 6 a 8 euros) e doces (de 2.50 a 4,5 euros) e eles são maravilhosos. Você pede, paga e sai comendo na mão mesmo – foi meu jantar numa das noites. Aos sábados, a espera pode chegar a meia hora, pois é só um rapaz preparando os crepes de todo mundo (e a habilidade dele com isso já vale uma boa espiada) Eu comi o crepe de la reigne, com (muito!) queijo emmental derretido, presunto, cogumelos e azeitonas. Também tem de atum com tomates e azeitonas, ou frango. E pra quem gosta de crepe doce, o de lá é considerado o melhor crepe de nutella da cidade – mas o de manteiga e açúcar é tão bom quanto

 

pizza pink flamingoPink Flamingo (105 Rue Vieille du Temple) – aqui comi pizza, sim!, pizza! Lugar pequeno, muito simpático e frequentado pela moçada descoladinha, que se acotovela nas apertadas mesinhas na rua. As pizzas são individuais, mas grandinhas, massa fina feita com fermentação orgânica. A minha foi a Basquiat (13 euros), com cobertura de gorzonzola, figo e presunto cru de Auvergne. Outro sabor delicioso é o Le Bjork (13,50 euros), com salmão defumado e crème fraîche. Não provei sobremesas, mas servem cheesecake e torta de pecan. Ah, dica: a outra unidade (67 rue Bichat 75010, perto do Canal de Saint Martin) tem um delivery sui generis: você pede a pizza, ganha um balão cor-de-rosa e vai pro canal. Ele te localizam ali e fazem a entrega de bicicleta. Ótima pedida para um almoço charmoso (uma pizza + bebida sai por menos de 10 euros) às margens do Sena.

 

dejeuner au grand turenneCafé da manhã – essa é moleza: quase todos bistrôs têm seu formule petit déjeuners, ou seja, menu de café da manhã: uma bebida quente (como café com leite) + suco de laranja espremido na hora + um coissant (ou meia baguette com manteiga e geleia). O preço vai de 5,50 a 10 euros. Durante vários dias eu tomei café da manhã no Au Grand Turenne (27, Boulevard du Temple), e pagava 8 euros. Com ovos mexidos e bacon (como na foto ao lado), saia 10 euros – e se quisesse salmão, 12 euros. O garçom é quase um estereótipo, meio ranzinza e sempre com pressa, mas o bistrô ficava do outro lado da rua do hotel (onde o bufé de café da manhã era ótimo, mas custava 16 euros e eu não estava podendo), então era lá mesmo!

 

croissantOu você pode simplesmente comprar um croissant e um café numa boulangerie e sair comendo alegremente pela cidade. Todos croissants que comi em Paris eram super crocantes e não havia necessidade de colocar manteiga – a massa já tem bastante.

Casa francesa promove menu ao redor de vinho argentino

A entrada: rosbife com ovas de salmão (R$ 45)

A entrada: rosbife com ovas de salmão (R$ 45)

Começa hoje no Chef Rouge um novo menu especial do chef Wagner Resende. Trata-se do cardápio Autour du Vin (Em torno do vinho), que, como já entrega o nome, foi elaborado para harmonizar com dois vinhos da Spielmann Estates. A jovem vinícola argentina de Mendoza acaba de participar da Decanter World Wine Awards, importante competição de vinhos em Londres, de onde voltou com dois prêmios: medalha de bronze para o Canal Flores Malbec Reserva (2011) e medalha de prata para o Viñedo 1910 Malbec (2012).

 

Codorna com purê de batatas

Codorna com purê de batatas, primeiro prato do menu

O menu especial será servido até dia 7 de setembro. Alám da entrada acima, tem como primeiro prato a Codorna recheada com purê de batatas (R$ 75), harmonizada com o Canal Flores, e o Javali com tutano e favas verdes(R$ 98), servido com o Viñedo 1910. Os vinhos também serão oferecidos em garrafa: Canal Flores por R$ 140, e Viñedo 1910 Malbec por R$ 280.

Javali com tutano e favas verdes, fechando o menu

Javali com tutano e favas verdes, fechando o menu

Chef Rouge – Rua Bela Cintra 2238, Jardins, tel. (11) 3081-7539, www.chefrouge.com.br

Linguado meunière: 15 minutos e você fez um clássico francês

sole01Hoje baixou o espírito de Julia Child em mim (quem me dera!) e resolvi fazer um clássico da cozinha francesa, sole meunière – ou seja, linguado com molho de manteiga e limão. Receita ridícula de fácil e deliciosa, viu? Bora?

Sole menunière

Ingredientes
4 filés de linguado, limpos e sem ossos
10 colheres de manteiga
1/2 limão siciliano em rodelas finas
2 colheres de sopa de suco de limão siciliano
1/4 xícara de farinha de trigo
3 colheres de sopa de salsinha bem picada
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo
Lave bem os filés de linguado – eu costumo deixar uns 15 minutos em água fria com um limão espremido, para tirar o odor mais forte do peixe, depois lavo e seco bem, com papel toalha.
Tempere cada filé com sal e pimenta. Passe cada um na farinha de trigo, dos dois lados, balance para tirar o excesso de farinha e reserve num prato.
Aqueça uma frigideira larga com 2 colheres de manteiga em foto médio-alto. Coloque dois filés na frigideira e deixe por três minutos, até dourar. Vire o peixe cuidadosamente e doure o outro lado por mais três minutos. Retire e reserve. Aqueça mais duas colheres de manteiga e repita a operação com os outros dois filés. Reserve os peixes fritos num prato aquecido.
Limpe a frigideira com papel toalha e aqueça 6 colheres de manteiga. Quando ela começar a ficar dourada pro marrom, coloque as fatias finas de limão e o suco. Misture bem, jogue a salsinha, mexa e retire do fogo.
Despeje o molho pro cima dos filés de linguado e sirva imediatamente. Pode acompanhar com arroz branco, purê de batatas ou aproveite apenas o peixe, com a casquinha crocante e o molho levemente cítrico. Voilá!

Atum especial estrela menu no Le Bilboquet até domingo

 Tonnato vitello: entrada do menu especial de atum kihada

Tonnato vitello: entrada criada pelo chf Mercier para o menu especial de atum kihada

Caro leitor, tenho uma confissão: sou fã de atum. Mas fã daqueles que até ignoram o salmão se houver a opção de mergulhar o garfo num bom atum. Fresco, de lata, cru, tartare, no sashimi ou no temaki: atum é minha praia. Por isso, me empolguei com o cardápio especial que o Le Bilboquet servirá entre 23 e 25 de maio, no qual o ingrediente principal é o atum kihada (ou yellowfin) categoria 1+, um atum fresco pescado no Norte/Nordeste do país, difícil de encontrar em SP. Com essa belezura nas mãos, o chef Julien Mercier criou os pratos do menu especial, como o tonnato vitello (R$ 42), uma divertida inversão do vitelo tonnato: as fatias de lombo de atum selado são servidas com uma vinagrete à base de redução de caldo de vitela e mini alcaparras.

 

Tartare Bilboquet: atum com molho de gergelim tostado e crocante de gyoza

Tartare Bilboquet: atum com molho de gergelim tostado e crocante de gyoza

Mercier criou dois pratos principais: o atum cajun grelhado (R$ 63), lombo de atum marinado em especiarias cajun, arroz negro cremoso, ervilha torta e emulsão de manteiga noisette; e poisson du jour grelhado (R$ 61), lombo de atum grelhado, purê de mandioquinha cremosa e molho vierge de azeitonas pretas. Um detalhe: nesses três dias, o tartare de atum Bilboquet (R$ 39) e a salada niçoise (R$ 52), que já são tradicionais do menu d,a casa também serão preparados com o atum Kihadi.

Le Bilboquet – Rua Vitório Fasano, 49, Jardins, tel: (11) 2615-1510, www.lebilboquet.com.br

Melhor, mais informal e mais barato: esse é o novo La Cocotte

Vieiras grelhadas com risoto de açafrão

Vieiras grelhadas com risoto de açafrão

Sai a fachada branca e hermética, entra uma pequena e simpática varanda com mesinhas e ar bucólico. Essa é apenas a primeira das várias mudanças que observei logo que cheguei ao La Cocotte, restaurante francês que acaba de reabrir com novo ambiente, novo menu e nova “pegada”. Mais do que o decor mais despojado do salão, a principal mudança foi na cozinha: o cardápio totalmente novo é assinado por Erick Jacquin, um dos mais principais chefs franceses em atividade no Brasil. Ah, sim: os preços também estão bem mais camaradas com o cliente. E isso sempre é bom.

File au poivre altão, saboroso e no ponto certo

File au poivre altão, saboroso e no ponto certo

O menu de Jacquin reflete o tom mais informal desse novo La Cocotte – comme il faut. Ali brilham receitas mais clássicas, como o filé mignon ao poivre, com fricassée de cogumelos (R$ 56). Mas também há espaço para pratos mais autorais. Um deles já periga virar carro-chefe da casa: vieiras grelhadas com molho champagne e risoto de açafrão (R$ 62). Aqui Jacquin consegue um equilíbrio delicado, no qual a presença marcante do açafrão não apaga o sabor delicado das vieiras. Veja outras novidades do “Cocotte 2.0″ abaixo. Continuar lendo

Vamos almoçar melhor? Hoje, Bistrot de Paris

foto 3Devido ao sucesso do meu post sobre bons almoços executivos pelos Jardins, resolvi visitar mais lugares pelas redondezas e descobri ótimas oportunidades de almoçar bem pagando bem menos do que se imagina. Hoje vou falar do Bistrot de Paris. A simpática casa, que fica ao fundo de uma vilazinha na Rua Augusta, passou por uma reformulação em novembro, quando o chef Allain Poletto assumiu a cozinha. O menu voltou-se para a genuína comida de bistrô, com receitas bem tradicionais e preços razoáveis. Desde o começo do mês, o restaurante também mudou seu menu executivo. Agora você escolhe o prato principal e, pagando só preço deste item, come também uma entrada e uma sobremesa – ou toma uma taça de vinho. No dia em que fui lá, pedi o steak tartare (R$ 39), uma boa porção bem temperada, ótima para esse calor senegalês. Continuar lendo

Mexilhões da Patagônia pra driblar o calorão

foto 1Ok, já sei que você está morrendo de calor, que é difícil até comer com esse clima abafado etc. Eu também me sinto assim (mentira, continuo comendo de tudo, mesmo se o termômetro bater nos 47º). Enfim, nesse calorão a dica de hoje é o festival de mexilhões do restaurante Chef Rouge, que começou dia 7 e vai até dia 28 de fevereiro. O chef Wagner Resende montou um menu com cinco receitas que levam o mexilhão da Patagônia. A mais clássica, Moules & Frites (mexilhões à Provençal com fritas crocantes), vem em dois tamanhos: entrada (R$ 49) ou como prato principal (R$ 55). No dia em que visitei o restaurante, pedi como entrada (na foto). Acho uma boa, para quem quer degustar outros itens do festival.

foto 2Provei alguns itens do menu na sexta e a receita mais surpreendente foi o taco (R$ 42, na foto), uma tortilla bem crocante, fartamente recheada com uma mistura de mexilhões e feijões brancos e salada. Acompanham dois molhos: guacamole e maionese de mexilhão meio picante. Comi até com a mão! A outra entrada é o folhado de mexilhões com salada verde (R$ 39). Os principais são Bar au Créme de Moules et Artichauts (R$ 76), gostoso robalo macio, ao creme de mexilhões e alcachofras, e ravióli de mexilhões (R$ 67) com creme de salsinha e alho. Repito: o festival de mexilhões acaba dia 28/02.

Chef Rouge - R. Bela Cintra, 2.238, Jardins, tel. (11) 3081-7539; e Morumbi Shopping – Av. Roque Petroni Júnior, 51, piso Terraço, tel. (11) 5181-9749

Dicas de presentes de Natal pra fãs de gastronomia

chandonSem ideia do que levar na casa da sua tia na ceia de Natal? Surgiu um presentinho de última hora e você não sabe o que dar? Veja aqui algumas dicas que certamente agradarão quem gosta de comidas, bebidas e coisas boas da cozinha – e do bar.
Essa, por exemplo, é uma boa dica tanto pra dar de presente como pra chegar a uma festa arrasando. É nova versão limitada da Chandon Passion (R$ 62), com rótulo psicodélico e super colorido, criado pela empresa de design La Stampa. A bebida? Levemente adocicada, com toques de lichia, rosa, maracujá e pêssego. Ótima pra tomar com duas pedras de gelo (sim!), principalmente à beira da piscina. Natal tropical luxo! (www.chandonpassion.com.br)

panetone brazEsse é um dos meus favoritos, o panetone da pizzaria Bráz (R$ 59). E olha que nem sou fã de chocotone – prefiro mil vezes a receita tradicional, com frutas cristalizadas no recheio. Mas essa delícia da Bráz vem na medida, massa macia, recheada com gotas de chocolate e pedacinhos de laranja, com cobertura docinha de amêndoas. E não é por nada, mas a lata estilo retrô ainda é uma belezura. (www.brazpizzaria.com.br)

Dona DeÙla P„o de NatalA tia Célia e tia Edith vão amar esse pão de Natal  (R$ 34,90/ kg), lançado este ano pela Dona Deôla, feito a partir de fermentação natural e recheado de nozes. Quer ficar no panetone? A rede lançou novidades, com recheio de mousse de chocolate branco e duo de limao, em diferentes tamanhos (desde o mini) e preços de R$ 9,90 a R$ 44,90. (www.donadeola.com.br)

livro cevicheOlha que presente bacana pra quem gosta de gastronomia: o livro Ceviche: do Pacífico para o Mundo (R$ 64,90, Ed. Senac) acaba de ser lançado pelo chef Dagoberto Torres (do restaurante Suri) e sua mulher, a jornalista de gastronomia Patricia Moll. A dupla conta a história desse prato, presente na culinária Andina há quase dois séculos, e dá dicas de preparo, além de receitas e fotos lindas. E olha, tudo BEM fácil de fazer, viu? (www.editorasenacsp.com.br)

MartinsCafé_acid_velvet-1Café de presente de Natal? Esse vale a pena – e certamente vai impressionar os aficionados pela bebida. São os dois novos microlotes lançados pela Martins Café, com predominância de ácidos fosfórico e lático, característica rara nos cafés produzidos no Brasil. O Velvet Touch, como o nome diz, tem um toque ácido aveludado, com notas florais, frutas secas e mel. Ótimo pra começar o dia, aliás. Ja o Acid Lover surpreende pela acidez marcante, adocicada, e toques achocolatados. O combo com duas latas de 250 g sai por R$ 79,90 e só pode ser comprado no site – e a torra é feita depois da compra, pra garantir que chegue fresco. Ou seja, corra! (www.martinscafe.com)

fotoEsse foi outro panetone que provei e adorei: o do Fasano (R$ 75/ kg). A receita, dizem, foi trazida pelo próprio Vittorio Fasano em 1902, quando ele saiu de Milão e veio para il Brasile. A receita é tradicional, tem bastante fruta cristalizada, cobertura de amêndoas, massa elástica e saborosa, com aroma bem marcante. Cheirinho de Natal, mesmo. (www.fasano.com.br)

capa livroMais um livro gostoso pra quem curte uma cozinha:  Le Vin Bistro – Histórias & Receitas (R$ 53), escrito pela minha querida colega, a jornalista Elaine Guerini. Em 166 páginas, ela conta os origens do termo bistrô e dos pratos clássicos da culinária francesa, como cassoulet, coq au vin,  steak tartare e tarte tatin. Também narra a trajetória dos 13 anos do Grupo Le Vin e traz 43 receitas. As fotos são do Tadeu Brunelli e as ilustrações, do estúdio Oda. (www.levincom.br)