Vamos almoçar melhor? O menu executivo do premiado Kan

tirashi

No pequeno balcão do Kan, uma fileira de tirashis para uma das mesas, com o chef Keisuke Egashira ao fundo

Não é fácil comer no Kan. Desde que ganhou o título de melhor japonês de São Paulo pela Veja SP, o pequeno restaurante numa galeria na Brigadeiro Luís Antônio vive cheio e precisa de muita paciência para fazer uma reserva – sem isso, nem adianta tentar. Porém, como fica muito perto do meu trabalho (exatos quatro quarteirões), resolvi arriscar e passei lá na hora do almoço, assim como quem não quer nada. Dei sorte e comi no estreito balcão do andar de baixo (em cima ficam as mesas).

Já voltei lá três vezes, sempre no balcão e com reserva – no almoço é mais fácil conseguir uma vaga. O local me lembra muito as casas de sushi de Tóquio, pela simplicidade, pela qualidade dos peixes e pela execução primorosa do chef Keisuke Egashira. O chef é um japonês com ar afável, que mal fala português e fica muito na dele atrás do balcão na dele, trabalhando incessantemente na produção dos pratos.

sashimis

Prato de sashimis de fatias generosas e tamago

O Kan não é um local barato; uma degustação no jantar custa cerca de R$ 250. Mas no almoço, oferece um menu executivo camarada, por R$ 45. São três opções: sushis, sashimis com gohan ou tirashi. Todo com uma gostosa fatia de tamago (bloco de omelete adocicada e bem fofinha). Outro toque do chef Egashira muda tudo: ele prepara o arroz (gohan) com vinagre preto, que deixa as iguarias ainda mais saborosas.

 

misso

Missoshiru com vôngoles: poderoso e delicado ao mesmo tempo

Todas opções do executivo incluem um poderoso missoshiru com vôngoles, numa louça muito bonita. Não que isso mude o sabor do prato, mas é elegante e combina com a culinária meticulosa do chef.

 

chawanmushi

Vale a pena pedir o chawanmushi à parte.

O menu de almoço também traz alguns complementos para pedir à parte. Como esse chawanmushi (R$ 10), suflê de ovos com frango, cogumelo e camarão. Pedi e não me arrependi nem um pouco, estava ótimo.

 

ovas

Sushi de ovas de salmão com gema de ovo.

Na minha próxima visita, pretendo pedir o executivo especial de sushis (R$ 80), uma espécie de degustação com 20 bolinhos diferentes, com variações como garoupa, camarão no missô ou ovas de salmão com gema de ovo (na foto).

 

Porção de sushis no menu executivo.

Porção de sushis no menu executivo.

Na verdade, é muito fácil comer no Kan. Desde que você garanta sua vaga, claro.

 

Kan - Rua Manoel da Nóbrega, 76, loja 12, Paraíso, tel. (11) 3266-3819

Tapas na mesa, Foo Fighters na cabeça e Keira Knightley no coração

patatas Quarta-feira passada recebi um convite irrecusável: um jantar no Arola Vintetres especialmente preparado pelo chef espanhol Sergi Arola, em passagem de uma semana pelo Brasil. Sentado à mesa com ele, aprendi três coisas: 1) ele é fã da banda americana Foo Fighters; 2) a atriz que mais o encanta (em todos os sentidos) é a inglesa Keira Knightley; 3) de todos os vegetais do mundo inteiro, o que ele mais ama é o palmito brasileiro. Porém, o mais importante sobre o homem eu já sabia anos antes de conhece-lo ao vivo: seu talento. E nem estou falando dos vários prêmios e das duas estrelas no Guia Michelin, mas da cozinha autoral que ele pratica em seus vários restaurantes, itens criativos e bem executados, mas sem afetação nem “raio gourmetizador.” Enfim, foi uma ótima degustação com vários exemplos das tapas quentes e frias, além dos pratos, que são sucesso nos restaurantes de Sergi e que estão no cardápio do Arola em SP. Como as marcantes patatas bravas e tortillas de batata (na foto) e outras delícias que seguem abaixo.

 

cevicheEsse é pra refrescar: ceviche de pargo com manga e guacamole.

 

salpicao 2Um dos pontos altos do menu: salpicão de centolla (caranguejo gicante). Simples, mas rico em sabores e texturas.

 

kobeCarpaccio de Kobe beef, com fatias tão finas e macias que chegam a ser cremosas na boca.

 

ajoblancoAjoblanco, uma sopa fria típica da Andaluzia: emulsão de amêndoas e alho, gelatina de uva, melão e tosta de pão. Surpreendente.

 

 

polvoVice-campeão da noite: polvo guisado na brasa com batatas bravas. Textura sensacional e ainda um gostinha de brasa no fim. O chef me disse que é um dos itens mais pedidos em seu restaurante em Madri.

 

carneMeu preferido: filé ibérico confitado com abacaxi, endívias e quenelle de batata e pancetta. Carne desfiando, com sabor marcante, perfeitamente combinada com a doçura da fruta e a maciez da batata.

 

ravioliRabo de boi servido em ravioli de massa wonton. Surpreendente.

 

 

arroz lagostaArroz cremoso de lagosta. Bom, mas foi o prato menos interessante da noite.

 

 

chocolateA sobremesa foi Chocolate 1, 2, 3, 4, 5: ou seja, cremoso, sorvete, espuma, gelée, crocante e sopa.

 

 

sergiFoto ruim, mas pra marcar a data: com o chef Sergi Arola e a querida Larissa Januário, do site Sem Medida.

 

vistaE pra fechar: além da ótima comida e da boa companhia, pense num jantar com essa vista

 

Arola Vintetres – Hotel Tivoli, Alameda Santos, 1437, 23º andar, Jardins, tel. (11) 3146-5901, www.arolavintetres.com.br

 

 

Noites de domingo ganham ar de boteco no Brasil a Gosto

pastel2Qual é o brasileiro que não curte um bom boteco? A partir dessa premissa, a chef Ana Luiza Trajano resolveu transformar seu restaurante Brasil a Gosto em um boteco animado com samba ao vivo e petiscos da cozinha botequeira. A botecagem acontece nas quatro noites de domingo de fevereiro (1º, 8, 15, 22), das 19h até meia-noite. Além da música ao vivo, o BaG ganha mais descontração no ambiente, com mesas e cadeiras de metal, bisnagas de plástico para os temperos e os indefectíveis porta-guardanapos de botequim. O menu também é bem diferente do cardápio diário do Brasil a Gosto, com cinco opções de petiscos, quatro de porções e três sobremesas – além de caipirinhas e, claro, cervejas. Um dos petiscos mais botequeiros é a cesta de pasteis de queijo e carne (R$ 25), acompanhados de vinagrete (na foto). Quer saber mais? Puxa uma cadeira, peça uma cerveja e vem comigo. Continuar lendo

Sakamoto mantém a qualidade com preços mais baixos

 

Misto de sashimis de atim, salmão, robalo, serra e, olho na perfeição, vieiras.

Misto de sashimis de atim, salmão, robalo, serra e, pra im o mais perfeito de todos, vieiras gordinhas. Hmmmm…

Oi, blogueiro sumido! Depois de um pequeno susto com a saúde (que já está sendo resolvido), voltei com tudo (#medo). Ontem mesmo fui conhecer o Junji, nova casa do Jun Sakamoto, aberta em dezembro no Shopping Iguatemi. Com ambiente sóbrio, criado pelo arquiteto Otávio De Sanctis, com muita madeira, vidro e varanda, a nova casa surgiu com a intenção de ser uma versão mais acessível da cozinha de excelência de Sakamoto – cujo restaurante original, na Rua Lisboa, não é para todos os bolsos. Sem dúvida uma grande vantagem quando se leva em conta os ótimos ingredientes e a execução impecável dos pratos.

 

junji tartareO menu do Junji é enxuto, composto mesmo de várias opções de sushi e sashimi (incluindo mistos em dois tamanhos e preços, de R$ 60 a R$ 100), e alguns pescados menos óbvios (carapau, vieira, beijupirá, olho-de-boi etc). Há também opções de teishokus ( teppan de salmão ou rib-eye, garoupa cozida, tempurá, merluza marinada no missô) que variam de R$ 56 a R$ 95, e muitas entradas interessantes. Como o delicioso tartare de atum (R$ 22) acima, com ovas de capelim e gelatina de dashi-shuyu. Caso sério, viu? Quer saber mais? Leia abaixo.

 

junji ostrasOutra entrada gostosa e bem propícia a esse clima subsaariano que estamos vivendo em SP: ostras frescas com ovas gordinhas de salmão e molho ponzu (R$ 24, seis unidades)

 

junji ChawanmushiComfort food japa: Chawanmushi (R$ 21), um flan de ovos com frango e cogumelos japoneses, trufados no azeite.

 

IMG_9423Uma novidade de Sakamoto: para espalhar shoyu nos niguiris, sem encharcar o arroz, nem desmontar o sushi, o restaurante disponibiliza pequeno pinceis macios para espalhar o molho de soja apenas sobre o peixe, comme il faut.

 

junji sorveteSobremesas em geral não são o forte de casas japonesas, mas ontem me surpreendi (agradavelmente) com duas delas. A melhor foi o sorvete de maça verde com gelatina de saquê (R$ 18): a massa cremosa do sorvete tem a doçura e a acidez muito equilibradas, combinando bem com o toque de saquê e limpando totalmente o paladar após os peixes.

 

junji bruleeFechamos com creme brûlée de chá verde (R$ 17), uma releitura interessante, mas com menos força do que o sorvete acima. Mas vale provar, principalmente pela execução perfeita: o doce veio bem cremoso e coberto por uma camada firme e aquecida de açúcar maçaricado.

Ah, o Junji também tem algumas opções de saquê e drinques, que não provei porque ainda estou impedido de tomar álcool. Mas deixa eu voltar lá que vocês vão ver!

Junji – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.232, Shopping Iguatemi, piso térreo, Jardim Paulistano, tel. (11) 3813-0820

Receita pra fazer em 15 minutos: arroz frito com camarão e legumes

arrozfritoChegou em casa à noite sem muita ideia pra cozinhar mas com uma baita fome? Chegou gente pra almoçar no fim de semana e pegou você desprevenido? A solução é uma receita SRV (simples, rápida e versátil). Sim, acabei de inventar essa sigla boboca, mas é ela resume bem alguns pratos que salvam sua pele na hora de servir (ou comer sozinho mesmo) alguma coisa legal, sem tempo pra isso. Sábado testei uma dessas: arroz frito com camarão e legumes. Dá uns 15 minutos de fogão e fica sensacional. O legal dessa receita de arroz frito é que 1) você pode mudar os legumes conforme seu gosto ou o que tem na geladeira; 2) é versátil e pode ser a base de várias proteínas, como camarão, iscas de carne bovina ou tiras de filé suíno, por exemplo; 3) nem precisa de acompanhamento (se bem que fiz uma omelete de claras, pra aproveitar as 5 claras que sobraram de uma receita de torta que fiz um pouco mais cedo – esta aqui). Vamos lá?

Arroz frito com camarão e legumes

Ingredientes
2 xícaras de arroz (pode ser amanhecido; aliás, melhor se for)
350 g de camarão limpo
1 xícara de brócolis
1 xícara de pimentão amarelo picado
1 xícara de cebola roxa picada
2 dentes de alho picados
½ xícara de milho
½ xícara de ervilha
1 colher de chá de gengibre picado
2 colheres de sopa de shoyu
1 colheres de sopa de óleo de gergelim
2 colheres de sopa de óleo vegetal
Sal e pimenta a gosto.

Modo de fazer
Antes de tudo, misture bem o shoyu com o óleo de gergelim numa tigelinha e reserve. Numa frigideira larga, aqueça o óleo. Coloque os camarões, tempere com sal e pimenta, e salteie até que fiquem rosados. Retire e reserve.
Na mesma frigideira, refogue a cebola roxa, alho e gengibre, até que cebola comece a dourar (coloque o alho e o gengibre um pouco depois da cebola).
Adicione então o pimentão e os brócolis (eu usei brócolis congelados mesmo, mas antes dei um susto de 3 minutos em água fervendo, seguido de um banho em água gelada). Deixe cozinhar por 5 minutos, até que os vegetais fiquem tenros, mexendo de vez em quando. Coloque um pouco de azeite comum se achar que está muito seco.
Adicione as ervilhas (também usei congeladas) e o milho. Refogue por uns 3 minutos e adicione o arroz e a mistura de shoyu e óleo de gergelim. Misture bem e deixe cozinhar por uns 3 minutos. Adicione o camarão e pronto!

Astor tem novidades no menu de comidas

frutos marE o super tradicional bar Astor – aquele do picadinho incrível e do melhor caju amigo da cidade – colocou novos pratos e petiscos no seu menu. É a primeira vez desde 2008 que o bar muda seu cardápio. Assim, numa segunda-feira (sim, às vezes começo cedo a semana) estive lá pra provar as novidades. E logo de cara me jogam na frente um cone explodindo com frutos do mar empanados. O Frito Misto do Mar (R$ 46) traz camarões e lulas, com uma casquinha dourada, fritura sequinha, acompanhados de palitos de abobrinha. Combina bem com os drinques à base de gim do bar.

 

brisketA melhor novidade, no entanto, é o Astor Brisket Sandwich (R$ 32): o clássico sanduba nova-iorquino é feito com peito bovino assado e bem desfiado, na baguete. Carne gostosa, bem temperada e com textura cremosa. E enorme!

 

bacalhauPara fomes maiores: panelinha de brandade (R$ 42) de bacalhau desfiado, com purê de batata e parmesão. Me acabei de comer esse creme com fatias de pão, enquanto tomava negroni. Combina? Sei lá, mas o drinque estava bem bom, então tá valendo.

 

muffinsEssa é a novidade mais inesperada: Muffin Bristol (R$ 25), uma cestinha de pãezinhos de calabresa com queijo gruyére, bem fofinhos. Gostosos, mas sou muito mais o brisket.

 

verrineA foto saiu péssima, mas a sobremesa é deliciosa: pavê de sonho de valsa (R$ 18), uma taça repleta de delícia em camadas, perfeita pra quem gosta de sobremesas bem doces e poderosas. Se você jantou bem antes, dá pra dois.

 

pudimNão é uma das novidades do menu, mas o gordinho aqui quis pedir: pudim de pão (R$ 18), servido com sorvete de creme, maçã verde e canudinhos açucarados. Não me julguem, apenas me deixem ser feliz.

 

AstorRua Delfina, 163, Vila Madalena, tel. (11) 3815-1364, www.barastor.com.br

Receita pro Natal: torta maravilha de frutas vermelhas

com acucarSabe aquelas tortas lindas que a gente vê em vitrines e parecem impossíveis de fazer em casa? Pois é, algumas são mesmo – melhor comprar pronta e se jogar no doce. Porém, resolvi meter as caras pra fazer um torta de frutas vermelhas usando uma massa de outra receita (aqui) e o creme pâtissière que uso no recheio do bolo naked de morango (aqui). E não é que deu certinho? Ficou uma belezura, gostosa e leve. Aliás, perfeita para servir no Natal e deixar boquiaberta até aquela sua tia especialista em maionese. Prometo que a receita parece muito mais difícil do que ela é: são três etapas, mas todas simples de fazer. Bora?

Torta de frutas vermelhas

frutasIngredientes:
(massa)
150 g de manteiga sem sal, macia.
150 g de açúcar demerara
1 ovo grande
230 g de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de café de essência de baunilha

Modo de fazer
Unte e polvilhe farinha em uma forma redonda ou pirex de 25 cm de diâmetro. Pré-aqueça o forno a 200oC. Bata vigorosamente a manteiga e o açúcar até ficar cremoso. Bata o ovo cuidadosamente, com a essência de baunilha. Misture bem a farinha peneirada e o fermento, mas sem bater, até obter uma massa macia e levemente pegajosa.
Coloque a massa no pirex (ou forma), espalhando com as mãos enfarinhadas, para que as beiradas da forma também sejam revestidas com a massa. Não deixe muito espessa, se sobrar massa tudo bem – melhor do que a torta ficar grossa e pesada. Espete a massa com um garfo algumas vezes e leve à geladeira por meia hora para dar mais firmeza à massa. Depois, leve ao forno e deixe assar. Depois de uns 20 minutos, dê uma olhada: se estiver “inchada”, fure novamente com garfo. Retire do forno quando a massa estiver totalmente cozida (uns 40 minutos) e deixe esfriar.

sem acucar(creme)
500 ml de leite integral
½ fava de baunilha ou 1 colher de chá de essência
5 gemas
125 g de açúcar
25 g de farinha de trigo
25 g de amido de milho
150 ml de creme de leite fresco
2 colheres de açúcar

Modo de fazer
Aqueça o leite com a baunilha até ferver. Tire do fogo (retire a fava) e deixe esfriar um pouco. Numa batedeira, bata as gemas com açúcar até ficarem cremosas. Junte a farinha de trigo e o amido, batendo a mistura. Daí aos poucos adicione o leite à mistura de gemas, batendo cuidadosamente à mão.
Leve esse creme ao fogo baixo e mexa sem parar (usei um fouet). Mexa até a mistura engrossar e ferver – quando as bolhas começam a estourar na superfície do creme. Deixe cozinhar por mais um minuto, mexendo vigorosamente, sem parar. Cuidado para não passar do ponto, senão vira um pudim!
Despeje sobre um refratário raso, alise bem e cubra com um filme plástico, bem rente ao creme (o filme colado à superfície do creme evita a formação de película de nata e não gruda). Leve à geladeira para esfriar.
Quando o creme estiver frio, retire da geladeira. Bata o creme de leite fresco na batedeira, adicionando açúcar aos poucos, até ele ganhar consistência de chantilly. Reserve. Leve o crème gelado à batedeira, bata um pouco, para amaciá-lo. Daí, com uma espátula, misture um pouco do chantilly, até incorporar bem. Cuidado aqui: se colocar muito chantilly, a mistura ficará excessivamente cremosa e quando você cortar a torta ele desaba (acredite, já aconteceu comigo).

cima(cobertura)
300 g de frutas vermelhas (preferencialmente framboesa, amora e alguns blueberries pra completar a cobertura – cogitei até colocar morangos, mas não rolou)
Açúcar de confeiteiro (opcional)

Montagem
Desenforme a massa já assada, com cuidado pra não quebrar. (se perceber que a massa está frágil e quebradiça, monte a torta na forma mesmo e sirva assim mesmo!). Recheie com o creme até a borda, alisando bem para a superfície ficar nivelada. Daí, decore com as frutas vermelhas, colocando uma a uma e afundando de leve, como se grudasse a frutinha ao creme. Quando a torta estiver totalmente coberta pelas frutas, você já pode servir. Se quiser, polvilhe com uma peneira o açúcar de confeiteiro, como se “nevasse” sobre as frutas. Está pronta para servir. Porém, mantenha resfriada o quanto puder, pra não desandar o creme. Feliz Natal!

 

Peru especial do Ritz já tem data: reserve pois acaba voando

Ritz - Peru de Natal - Foto Carol Quintanilha-2Já foram definidas as datas para o tradicional almoço antecipado de Natal do Ritz, nesse ano. O evento, que ocorre desde a inauguração do restaurante, em 1981, acontece dia 16 de dezembro nas unidades do Itaim e do Shopping Iguatemi e dia 17 de dezembro no Ritz Jardins, onde tudo começou. A receita é a mesma de sempre: peito de peru fatiado, acompanhado de chutney de cranberry e farofa de castanhas portuguesas. O preço é R$ 59 e é bom reservar o prato por telefone porque acaba muito rápido. Ah, você reserva o prato, não a mesa. Vou todo ano e não canso – aliás, a Maria Helena Guimarães até já nos forneceu a receita uma vez. Dica: coma lá primeiro e depois tente fazer em casa.

 

Ritz Itaim (dia 16) – R. Jerônimo da Veiga, 141, Itaim Bibi, tel. (11) 3079-2725.
Ritz Iguatemi (dia 16) – Shopping Iguatemi, Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232, Itaim Bibi, tel. (11) 2769-6752.
Ritz Jardins (dia 17) – Al. Franca, 1088, Jardins, tel. (11) 3062-5830.

Guloseimas com sotaque francês na Rua Augusta

milfolhasCansaram de me ouvir falar em Paris? Pois hoje vou falar de um lugar que me lembrou a capital francesa, mas que fica mesmo em plena Rua Augusta, no coração dos Jardins. Trata-se da Amorim Chérie, um misto de bistrot e pâtisserie aberto em 2011 pela chef Flávia Amorim – e que eu, por uma falha imensa, ainda não conhecia. Acabei indo duas vezes no último mês. A simpática casa tem fortes sotaque francês no menu e no ambiente, criado pela irmã da chef, Juliana Amorim. Me lembrou muito a pâstisserie Waïda et Fils, em Reims, sobre a qual falei aqui.

 

tartelete

Mini tartelete de framboesa e mirtilos

O forte da casa são os doces, com 35 opções entre macarons (R$ 5) e tarteletes (R$ 5) de sabores variados. O destaque é o imponente mil-folhas com calda de frutas vermelhas (R$ 22), montado na hora, com creme levíssimo e massa que derrete na boca. Agora há versão ainda maior desse mil-folhas com calda e recheado com frutas vermelhas (R$ 34) – e obviamente foi o que comi, porque né, o moço aqui é guloso. Humpf!

croqueMas não se engane: o cardápio de salgados não fica nada atrás dos doces. Os itens são preparados pelo chef Valter Roza e incluem quiches (R$ 12), crepes (como o de frango com mostarda dijon, por R$ 30,50) e o arquitetônico croque monsieur (R$ 34): uma pequena edificação com seis andares de pão, queijo gruyere, presunto e molho bechamel, tudo gratinado. Se pedir a versão madame (R$ 36), ainda vem um ovo estalado por cima. Ambos com saladinha. (Sim, eu pedi um desses…)

 

ovos

O melhor item do menu, no entanto, são os ovos ao forno, com torradas e salada (R$ 44,90). Minha companheira de mesa teve a felicidade de pedir os ovos com queijo de cabra e tomatinhos e me deixou experimentar. Na hora me apaixonei pela mistura bem quente e cremosa dos ovos com o queijo derretido. A outra versão traz leva calabresa, molho de tomate de manjericão. Aguei só de lembrar. A casa também oferece almoço executivo por R$ 40, incluindo entrada, prato e sobremesa.

Amorim Chéri – Rua Augusta, 2321, Jardins, tel. (11) 3061-3283, www.amorimcheri.com.b

Holy Burger abre hoje, mas já provei e adorei

Saint Gorgon: uma das estrelas do novo Holy Buger

Saint Gorgon: uma das estrelas do novo Holy Buger

Ontem interrompi uma dieta (não riam, eu faço dieta de vez em quando!) por uma nobre razão: provar o hambúrguer do meu querido Gabriel Prieto, companheiro de jornadas gastronômicas há uns bons 7 anos. Explico: Gabriel é sócio de uma nova casa de hambúrguer da cidade, o Holy Burger, que abre hoje em Santa Cecília (na mesma rua do meu querido Tabuleiro do Acarajé). O Holy existe há um ano, surgiu de um projeto social de Gabriel e alguns amigos, ganhou fama em eventos como Feirinha Gastronômica,  agora ganhou endereço próprio e virou hamburgueria.

IMG_7658A pequena casa (26 lugares), com estilo rústico, lembra um pub irlandês, com ambiente simpático e um balcão que segue por quase todo o salão. Os burgers? São seis opções, todos de 160 g, e acompanhamentos variados. Provei o Saint Gorgon (R$ 25), uma feliz combinação de gorgonzola, cebolas caramelizadas e apimentadas, folhas crocantes de agrião e maionese caseira, com pão preto (muito gostoso e macio). A carne (uma mistura de peito, acém e costela) veio no ponto certo, suculenta e saborosa.

 

IMG_7677Aliás, com exceção dos pães, tudo é feito na casa, inclusive a docinha pink lemonade (R$ 8), que repousa em um enorme garrafão atrás do balcão, marinando folhas de hortelã. Provei também as fritas rústicas (R$ 12), com maionese temperada da casa, mas ainda quero experimentar as onion rings (R$ 18). Entre as outras opções de burguer, tem desde o cheese burger (R$ 19), que vem com um pouco de molho de tomate; passando pelo Original (R$ 25), com bacon e cheddar; até o Jelly (R$ 23), com queijo brie e geléia de frutas vermelhas (feita ali). Ah, também tem um vegetariano (R$ 15), de abobrinha, cenoura e cebola roxa, com cogumelos salteados e picles, no pão de grãos.

 

Gabriel e seus hambúrgueres

Gabriel e seus hambúrgueres

O Holy também tem uma carta com 15 rótulos de cervejas nacionais e importadas, e duas sobremesas: pudim de leite condensado na latinha (R$ 12) e cheesecake com calda de frutas vermelhas (R$ 12) – mas infelizmente ontem não estavam servindo. Ou seja… terei de voltar! Oh sacrifício… Ah, durante a semana, o Holy abre só à noite, a partir das 18h, e meio-dia aos sábados.

 

Decór rústico, com toques divinos: afinal, é Holy!

Decór rústico, com toques divinos: afinal, é Holy!

Holy Burger - R. Dr. Césario Mota Jr., 527, Sta. Cecília, tel. (11) 4329-9475