Mole que é gostoso!

bibimbapQuer coisa mais gostosa do que aquela gema de ovo molinha, escorrendo pelo pão e deixando um rastro amarelo-dourado pelo caminho? Bem, eu adoro e fico feliz que vários restaurantes de São Paulo estejam combinando a gema mole (e até crua) em receitas variadas. Vamos conhecer 6 melhores exemplos dessas maravilhas em SP?
1. A casa é japonesa, mas uma das estrelas do almoço é coreana: trata-se do ishiyaki bibimbap do Bueno (Al. Santos, 835, Jardins, tel. 11-2386-8035), que leva legumes variados (cenoura, abobrinha, broto de samambaia) e carne desfiada, com arroz e molho de pimenta. A receita chega à mesa em um bowl de pedra fervente, com o ovo cru, boiando lindo na pimenta vermelho-escura, cremosa e provocativa (você pode escolher o nível de picância; sugiro começar pelo médio). O próprio garçom mistura tudo pra você – o calor cozinha automaticamente o ovo. Pegue um pouco numa cumbuca e deixe o arroz ali no bowl, criando uma casquinha deliciosa. Ah, tem a versão vegetariana.

 

carbonara2. Muitos consideram o espaguete à carbonara do Tappo (Rua da Consolação, 2967, Jardins, tel. 11-3063-4864) o melhor de São Paulo. Sou um deles. A massa al dente chega à mesa fumegante, envolvida pela mistura perfeita e aveludada de ovos, queijo percorno e cubos de pancetta, com pimenta salpicada. Por cima de tudo, reina uma gema crua inteira, para você mesmo misturar à massa (ela cozinha no calor da pasta) e finalizar esse clássico.

 

pao de queijo3. Já nasceu clássico  o incrível pão de queijo recheado com pernil e ovo, da chef Talitha Barros, no seu delicioso (e despretensioso) Conceição Discos (R. Imaculada Conceição, 151, Santa Cecília, tel. 11-3477-4642). O item pode servir como entrada ou como lanche mesmo. O pão de queijo gordinho, com massa elástica, é bem recheado com o pernil suíno desfiado (de tempero marcante) – por cima de tudo, um ovo frito com a gema mole. Morda, deixe escorrer e morra de felicidade.

 

sushi ovas4. Parece uma pequena jóia, mas é uma das etapas do menu degustação de 12 sushis de um dos melhores japoneses da cidade, o Kan. Via de regra, o chef Keisuke Egashira capricha tanto no sabor quanto no visual de seus pratos – mas nesse ele se supera: no fundo de um pequeno bowl dourado e brilhante, repousa um sushi de ikura (ovas de salmão), sobre uma gema de ovo. Praticamente um bordado cuidadoso de sabores e texturas no pequeno balcão do Egashira.

 

arroz moela5. Taí uma receita de respeito: arroz de moela a cavalo, do restaurante Bravin (R. Mato Grosso, 154, Higienópolis, tel. 11-2659-2525). Moela? Sim, moela, macia deliciosa, intensa, misturada ao arroz cremoso, com molho de tomate e, por cima, o ovão frito com a gema molinha. Grande pedida para o almoço (inclusive no ótimo executivo do restaurante) e jantar, e só melhora se acompanhado de um vinho sugerido pela super sommelière (e dona da casa), Daniela Bravin.

 

shot ostra6. É um aperitivo? É uma sobremesa? É um dry martini extre dirty? Nada disso: é o Oister Shot, entrada pra lá de energética proposta pelo chef Tsuyoshi Murakami no Kinoshita (R. Jaques Félix, 405. V. Nova Conceição, tel. 11-3846-7327). A transparência da taça revela a delicada montagem elaborada por Mura: uma ostra banhando-se em molho ponzu (shoyu, saquê e limão), acompanhada de ovas de salmão, pequenas rodelas de quiabo e, arrematando a potente mistura, uma gema crua de ovo de codorna. Sim, o shot é poderoso. Um breve momento que deixa um rastro de vigor e sabor. Arigatô, chef.

Quanto vai dar sua conta no Eataly? Veja todos os menus aqui

pasta-e-pizza-2Quer almoçar ou jantar no Eataly? As boas notícias são:
1) Tem boa variedade de restaurantes especializados (um de peixes, um de carne, um que serve pizzaria e massas, um de porções e um só de verduras e crus).
2) Os preços não assustam – não é barato, mas está bem dentro da média dos restaurantes de hoje. Inclusive até para acompanhar uma refeição com vinho (tem taça de tinto italiano a partir de R$ 9,80).
3) Além de comer, você ainda pode dar uma volta pelo imenso mercado, que tem quase 8 mil produtos ligados à gastronomia (e, quem sabe, levar pra casa uma foccacia, uma geléia italiana ou uma porção de burrata, por exemplo).

Fritto Misto (R$ 42), do La Piazza:  lula, polvo, camarão e peixe do dia

Fritto Misto (R$ 42), do La Piazza: lula, polvo, camarão e peixe do dia

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As más notícias:
1) Aberto há dois dias, o gigantesco complexo gastronômico ainda atrai uma multidão de gente querendo conhecer. Ou seja, tenha paciência ou chegue mais cedo.
2) Ao contrário do mercado, que fica aberto de segunda a segunda, das 8h às 23h, os restaurantes fecham durante a tarde, em geral após as 15h, e só reabrem à noite, pro jantar (exceto nos fins de semana e feriados)
3) Cabô má notícia. O lugar é bem legal e você deve visitar.

carne-1carne-2Aliás, você já pode calcular quanto vai dar sua conta antes de ir lá almoçar ou jantar. Consegui os menus dos restaurantes do Eataly (menos do Brace, casa de grelhados, comandada pela chef Ligia Karazawa, que ainda opera com menu provisório).

pesce-1Dê uma olhada nos menus completos que espalhei pelo post e veja opções, para se programar, saber o que o espera ali e calcular mais ou menos quanto vai dar sua conta (não esqueça do serviço!). Inclusive com as bebidas, cujo menu é igual em todas as casas. Se quiser saber mais do mercado Eataly, leia meu primeiro post aqui.
buon appetito!

verdure-e-crudo-1Eataly – Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.489, Vila Nova Conceição, tel. (11) 3279-3300.Horários: a loja funciona de segunda a segunda, das 8h às 23h; os restaurantes abrem de segunda a quinta, das 11h30 às 15h e das 18h30 às 23h; sextas das 11h30 às 15h e das 18h30 às 24h; sábados das 12h às 24h, domingos e feriados, das 12h às 23h.

Vamos almoçar melhor? Hoje, o Menu Meio-Dia do Clos

Screen Shot 2015-05-20 at 7.26.34 PMOlha só essa dica pra um almoço mais feliz em pleno dia de semana: o charmoso Clos acaba de lançar um novo menu executivo gostoso, bem executado e com preço justo. Trata-se do Menu Meio-Dia, de segunda a sexta, em que o chef Juca Duarte oferece diariamente duas opções de entrada, prato principal e sobremesa, por R$ 49 – e ainda inclui o couvert de pães com a deliciosa manteiga de amburana com castanha do pará. O cardápio muda a cada dia; na quarta, por exemplo, as opções de principal eram ossobuco com legumes ou peixe tailandês (na foto), uma tilápia extremamente macia, cozida em leite de coco e pimentões. Foi minha escolha e eu amei.

Screen Shot 2015-05-20 at 7.26.54 PMMinha entrada: creme de cogumelos com creme azedo, speck e amêndoas (a opção era salada grega, com queijo feta).

Screen Shot 2015-05-20 at 7.27.23 PMNas sombresas, uma detalhe: todo dia, uma das opções são os churros com doce de leite e chocolate cremoso. Ruim, né? Mas hoje também tinha torta de banana diet (foto abaixo), com amendoim em várias texturas (paçoca, em pó, picado) e chantilly de chocolate – tudo sem açúcar, segundo o chef. Comi ambas porque, né?

Screen Shot 2015-05-20 at 7.27.08 PMAmanhã, quinta, o cardápio será de kafta, coalhada e hommus ou brandade de peixe branco na entrada; curry de carne com arroz basmati ou espaguete ao vôngole no principal; churros ou delice de chocolate (ou fruta da estação) de sobremesa. Ah! Se nenhuma opção do Menu Meio-Dia agradar ao cliente, ele ainda pode pedir qualquer prato do menu à la carte e adicionar R$ 18 para ter direito à uma entrada e uma sobremesa. Bom, né?

Clos – Rua Domingos Fernandes, 548, Vila Nova Conceição, tel. (11) 3045-2220.Vamos

Sorvete bom pra cachorro

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Já que não podem entrar na loja, os cães podem tomar seu sorvetinho no parklet em frente à Le Botteghe di Leonardo

A gelateria Le Botteghe di Leonardo, da rua Oscar Freire, está lançando um gelato exclusivo pra cães. Ok, quando soube dessa novidade, me diverti imaginando aquela fotinho do Gordon Ramsay apontando o raio gourmetizador pra um monte de cãozinho confuso. Mas como a gelateria está promovendo uma ação super do bem, achei que valia a pena comentar a notícia por aqui. O tal gelato canino se chama Peppino e surgiu em 2014, na loja La Botteghe di Leonardo em Nápoles, na Itália. São Paulo será a segunda cidade a vender o Peppino, antes mesmo da outras 5 lojas italianas da marca, olhe só que chiqueza! Mas… rola mesmo um sorvete pra cachorro? Segundo a gelateria, as receitas foram avalizadas por veterinários e balanceadas com a tolerância do animal. O gelato leva iogurte branco natural, uma gota de mel orgânico (no lugar do açúcar) e uma fruta (banana, maçã ou melancia), tudo natural. O Peppino custa R$ 8 e vem na forma de picolé – no lugar do palito, tem um um mini ossinho em couro. Ownnnn…

Ambiente_1Legal, mas o que isso tudo tem de “bem”? Nesse sábado, dia 23, a gelateria participa de uma ação para arrecadar alimentos e brinquedos para os 70 cães da ONG Amigos de São Francisco. A ação rola das 10h às 14 h e funciona assim: quem levar seu cachorro e fizer a doação na Le Botteghe di Leonardo ganha um mini gelato pra si e um Peppino para seu animal de estimação. “Poxa, eu não tenho cão, mas queria participar…” Tudo bem: você faz sua doação na gelateria e ganha um dos sorvetes. Aliás, essa ação será simultânea à Feira de Doação dos Amigos de São Francisco, que acontece na Rua Pamplona, 834, no mesmo dia. Quem adotar um bichinho na feira pode apresentar a certidão de adoção na Le Botteghe di Leonardo e ganha um gelato e um Peppino para o novo integrante da família.

Le Botteghe di Leonardo Rua Oscar Freire, 42, Jardins, tel. (11) 2528-2000, www.lebotteguedileonardo.com.br 

 

 

É caro comer no Eataly?

internaHoje finalmente abre em São Paulo a primeira filial brasileira do Eataly, complexo gastronômico que já tem outras 28 unidades pelo mundo. Os números impressionam: investimento de R$ 40 milhões, 4,5 mil m2 de área, 19 pontos de alimentação (sendo 8 restaurantes), cervejaria, sala de aula, 5 laboratórios e quase 8 mil produtos à venda, de carré de cordeiro a conserva de cebolinha italiana, de focaccia assada na hora a atemoia, de vinhos e cervejas a bules e livros de receita. É tanta coisa que hoje passei 4 horas lá dentro, saí meio aturdido e certamente não provei nem vi metade. Mas vi algo que até então não havia aparecido: os preços.

Tagliatelle com ragu de carne cozido por 8h: a massa é meio pesada, mas o ragu vale a bocada

Tagliatelle com ragu de carne (R$ 42), cozido por 8h: massa pesada, mas o ragu valeu.

Quer dizer, parte deles. Praticamente todos os produtos nas gôndolas e prateleiras trazem as plaquinhas com os preços. Já nos pontos de alimentação, ontem à noite os menus ainda eram um mistério. Havia degustações de pratos e porções para os convidados, mas nenhum funcionário sabia (ou podia) informar quanto custaria de verdade a partir de hoje, quando abre para o público. (UPDATE: agora já temos os menus todos aqui, com preços)

Pizza Verace TSG, com mozzarella de búfala: massa exemplar

Pizza Verace TSG, com mozzarella de búfala: massa exemplar

Ainda assim, consegui apurar que uma pizza (que dá folgadamente pra duas pessoas) custará entre R$ 25 e R$ 42, assim como as massas individuais (a mais cara custa R$ 46). Deu pra sentir que comer no Eataly não será barato, mas também está longe de ser caro. Já fazer compras é outra história.

massasO que vale a pena comprar no enorme mercado? Antes de tudo, massas. Há uma imensa variedade de massas secas italianas, de formatos insuspeitos, com preço médio de R$13. As massas frescas são muito boas e mais baratas do que muito supermercado da cidade.

 

pasta1Comprei um saboroso plin de carne e verdura (sim, provei ele cru mesmo e quase repeti…) por R$ 38 o quilo (ou R$ 3,80/100g).

focacciasOutra compra certeira ali são os pães e focaccias, feitos na padaria local. Provei um pão de figo matador e uma focaccia doce surpreendentemente fofa e aerada. Fiquei babando nas focaccias de linguiça e de abobrinha, mas, né? Já havia consumido carboidrato pro resto do mês de maio e deixei pra outra visita. Ah, ontem todas focaccias custavam R$ 21,90/kg, mas hoje deve haver variação de preço por sabor.

Produtos da tradicional Il Cioccolato Venchi, de 1878. O quilo dos bombons vai de R$ 29 a R$ 39.

Produtos da tradicional Il Cioccolato Venchi, de 1878. O quilo dos bombons vai de R$ 29 a R$ 39.

pimentasOutros itens, em contrapartida, ameaçam mais sua carteira. A peixaria exibe vistosos frutos do mar, mas a plaquinha desencoraja: polvo por R$ 82/kg, lulas por R$ 56/kg e assim por diante. A área de horti frutis é exuberante: legumes, verduras e frutas que parecem artificiais de tão bonitos, numa variedade impressionante, como a já citada atemoia (uma “prima” da fruta do conde, tão docinha que quase desisti de tomar um gelato de chocolate Venchi; ok, mentira minha). Tem até cerejas frescas em maio, gordinhas e suculentas! (Sim, custam R$ 99/kg, mas, ei, estamos looonge da época de cerejas, né?).

Área de queijos e embutidos, onde eu quase aluguei um quartinho

Área de queijos e embutidos, onde eu quase aluguei um quartinho

carneA vitrine do açougue também é caprichada, com preços que podem variar de R$ 29,90/kg do lombo suíno a R$ 99/kg o carré de cordeiro. Pra um jantar especial vale o investimento. Pro dia a dia, nem pensar. Apenas fuja de alguns exageros, como um pote de chips de mandioquinha por R$ 22, ou 250 g de castanha de caju por R$ 40,40. Gaste com queijos (a burrata cremosa é de morrer devagarinho) ou no setor de frios e salumeria – onde, aliás, eu poderia alugar um quartinho e morar.

Alô, fãs de Nutella: aqui tem um balcao exclusivo, que serve brioches, crepes e outras guloseimas com essa iguaria

Alô, fãs de Nutella: aqui tem um balcao exclusivo, que serve brioches, crepes e outras guloseimas com essa iguaria

fachadaÉ muito diferente do Eataly de Nova York, onde 11 em cada 10 brasileiros batem ponto quando viajam, inclusive eu? Sim e não. A versão paulistana é mais verticalizada e blocada, mais “shopping center”, do que aquela série de “puxadinhos” colados (e charmosíssimos) que formam o Eataly de NY. Os americanos também tem maior variedade de alguns itens, como queijos, indiscutivelmente. Mas o preço está próximo, ainda mais depois da alta do dólar – em setembro, comprei um vidro de creme de pistache em NY por US$ 12 (na época dava uns R$ 25, com o dólar a R$ 2,40). Ontem vi o mesmo produto no nosso Eataly por R$ 40; ou seja, com preço equivalente.

queijosVocê deve ir ao Eataly? Mas é claro que sim. E várias vezes, com tempo pra passear por toda aquela maravilha de produtos e comidas, com muita curiosidade, com fome e com dinheiro. E, pela muvuca que se formou ontem apenas com convidados, vá munido também de muita paciência, pois hoje aquilo vai entupir.

Eataly Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.489, Vila Nova Conceição, tel. (11) 3279-3300. Horários: a loja funciona de segunda a segunda, das 8h às 23h; os restaurantes abrem de segunda a quinta, das 11h30 às 15h e das 18h30 às 23h; sextas das 11h30 às 15h e das 18h30 às 24h; sábados das 12h às 24h, domingos e feriados, das 12h às 23h.

 

Aula de acarajé com as melhores baianas de SP

acarajeQuer aprender a fazer acarajé? Então aproveite a oportunidade de ter aula com as baianas que fazem o melhor acarajé de São Paulo. As irmãs Fátima e Miri de Castro, do maravilhoso Tabuleiro do Acarajé (sou fã sim, e daí?) vão ensinar a preparar a massa, fritar e preparar os recheios (vatapá, salada de tomates verdes etc.) desse quitute que tanto amo. Será uma única aula, no restaurante e escola Na Cozinha, do chef Carlos Ribeiro, amanhã, dia 15 de maio, das 19h30 às 22h30, com apostilas e degustação (melhor parte). O valor da aula é R$ 200 por pessoa. Ligue logo porque o curso já está quase sem vagas.

Na Cozinha – Rua Haddock Lobo, 955, Jardins, tel. (11) 3063-5374

6º Burger Fest terá até virada gastronômica, com 30 h de hambúrguer

O Obá faz homenagem ao México, Tailandia e Itália nesse Burger Fest (foto do Lucas Terribili)

O Obá faz homenagem ao México, Tailandia e Itália nesse Burger Fest (foto do Lucas Terribili)

A chapa vai esquentar! Começa amanhã, dia 15, e vai até dia 31 de maio a 6ª edição do Burger Fest, com mais de 150 receitas inéditas de hambúrgueres de lanchonetes, bares e restaurantes – esse ano, até o Esquina Mocotó, do chef Rodrigo Oliveira, entrou no festival, com dois sanduíches (um deles é o Bode Burguer um blend de pernil de cabrito e gordura de porco, temperado com sal de especiarias, maionese de queijo de cabra e um vinagrete fresquíssimo de abóbora, tomate, cebola-roxa e coentro, R$ 31,90). Em 2014, o Burger Fest vendeu mais de 100 mil hambúrgueres e a estimativa esse ano é atrair 200 mil pessoas. O Obá, por exemplo, participa pela 4ª vez e aposta em três receitas, cada uma homenageando um país que inspira o menu da casa: México, Tailândia e Itália. Veja todos participantes (e as datas em outras cidades, como Rio, Recife e Belo Horizonte) no site do evento.

Outra novidade é a Virada do Hambúrguer, que começa no sábado, dia 16, às 12h, e vai até as 18h do domingo, dia 17. “Serão 30 horas de chapa quente”, diz Cláudio Baran, criador e organizador do festival. A virada acontece na Feirinha Jardim das Perdizes (Av. Marquês de São Vicente, 2301), com mais de 20 barracas e food trucks, entre eles Bos BBQ, Rolando Hamburguinho, Brado, 12 Burger Bistrô, e 11 barracas de cervejas, além de doces (o Rolando, por exemplo, servirá churros com 6 acompanhamentos). Ah, também vai rolar a tradicional Feirinha Gastronômica especial Burger Fest, no Butantan Food Park (R. Agostinho Cantu, 47), no dia 27 de maio, das 12h às 22h.

Meu Dia das Mães no restaurante do Jamie Oliver em São Paulo

Cogumelos assados: a melhor entrada do restaurante

Cogumelos assados: a melhor entrada da casa, mesmo com essa “árvore de Natal” de tomilho

Eu sei, parece loucura ir a um dos restaurantes com maior fila de espera da cidade justamente no Dia das Mães. Mas a reserva havia sido feita há mais de um mês, então lá fomos eu e minha mãe encontrar a vó japonesa e outros amigos queridos no Jamie’s Italian, a primeira casa do Jamie Oliver no Brasil. Sim, havia uma fila imensa, mas, pra meu alívio, sentamos 14h07 (a reserva feita online era para às 14h). Aliás, o serviço da casa é muito correto e bem treinado. Isso dito, vamos à comida. Os preços são irregulares – bons para as massas, caros para as entradas. Uma porção de arancini, por exemplo, com três bolinhos de arroz com tomate e mussarela, sai R$ 28 (quase R$ 10 por bolinho). E nem é nada demais. Se você fizer questão de pedir entrada, fique com os cogumelos assados (R$ 38), uma porção bem temperada, que chega à mesa num prato forrado com pão fino e crocante, mussarela de búfula derretida e tomilho (quase uma árvore de Natal em cima do prato, devo dizer).

 

abobrinhaOutra boa pedida são as abobrinhas empanadas e fritas (R$ 22, à direita), com maionese cítrica (com toques de limão siciliano) e picles com especiarias. Fuja, porém, da lula frita (R$ 24, à esquerda), mais borrachuda que os pneus carecas do meu carro.

 

lasanhaEntre os pratos, fui no óbvio e pedi a lasanha ao forno (R$ 49, na foto acima). A massa chega bem recheada de ragu de carne bovina e suína, muito queijo, abóbora assada e vinho tinto. Confesso que não senti muito a abóbora, mas o sabor da lasanha estava bom e a porção é bem generosa. Um amigo pediu o pappardelle com ragu de porco free range, erva doce e vinho tinto (R$ 39) e também estava gostoso. Dei uma olhada no menu e achei o hambúrguer caro (R$ 46), o salmão ao forno razoável (R$ 45) e a berinjela à parmegiana (R$ 39) curiosa: o legume é grelhado, em vez de empanado e frito. Mas não provei nenhum dos três, então não posso falar do sabor.

 

fachadaNão comemos sobremesa, apenas bebemos vinho e alguns drinques, um mojito estranho, finalizado com espumante, e um negroni mediano, cheio de gelo quase picado, uma ofensa à bebida. Aliás, falta bom senso térmico no restaurante do Jamie Oliver: as águas vieram quase quentes e o vinho (um cabernet argentino), quase morno. A conta: R$ 108 por pessoa. Achei ruim? Não especificamente: se eu voltasse, pediria uma massa, uma taça de vinho e sairia satisfeito. Porém, pelo trabalho que dá pra reservar e pelo hype envolvido na operação, prefiro ir a um italiano médio qualquer, sem persona televisiva por trás do nome, e pagar o mesmo tanto, provavelmente com melhores resultados.

Ah sim, minha mãe gostou – mas achou o mesmo que o filho: muito barulho por pouco.

Jamie’s Italian – Av. Horácio Lafer, 61, Itaim Bibi, tel. (11) 2365-1309, www.jamieoliver.com

Pro Dia das Mães: receita passo a passo de bolo de matchá com chantilly e frutas

bolo todoDia das Mães não pode passar em branco. O meu, por exemplo, vai ser meio verde. Não, minha mãe não é palmeirense (ok, eu já fui, mas hoje ligo mais pro ponto da massa do que pra marca do pênalti). Explico o “verde”: além de um belo almoço num restaurante especial, vou fazer pra mamma esse lindo bolo de matchá com chantilly e frutas, que aprendi numa aula de culinária japonesa com a chef Telma Shimizu Shiraishi, do Aizomê. A aula foi na minha escolha do coração, o Na Cozinha, do chef Carlos Ribeiro, acabamos botando a mão na massa com a grande chef e o resultado foi essa maravilha. Parece difícil, mas é um bolo simples de fazer (basicamente um pão de lá com um toque de chá verde), só um pouco mais trabalhoso para decorar. Mas tenho certeza que sua mãe merece, então mãos à obra!

 

A chef Telma Shiraishi dando seu doce recado

A chef Telma Shiraishi dando seu doce recado

Bolo de matchá com chantilly e frutas, da chef Telma Shiraishi
(Rendimento: de 8 a 10 porções)

Ingredientes:
4 gemas
4 claras
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
1 xícara de chá de água fervente (200 ml)
1 colher de sopa de pó de matchá
500 ml de creme de leite fresco
4 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de conhaque
1 colher de chá de extrato de baunilha
Seleção de frutas: morangos, kiwis, pêssegos em calda, blueberries (ou a gosto)

 

Modo de fazer:
Bata as claras em neve com uma pitada de sal e reserve. Bata as gemas com a xícara de água fervente até espumar bem (esse é um bom truque para obter uma massa fofinha). Vá acrescentando o açúcar aos poucos, sem deixar de bater. Acrescente a farinha aos poucos e continue a bater até ficar uma mistura homogênea. Retire da batedeira.
Dissolva o matchá em um pouco de água quente, até ficar uma pasta molinha (passe numa peneirinha pra tirar caroços). Misture delicadamente na massa, que logo ganhará uma coloração esverdeada, linda.
massaAcrescente o fermento em pó e as claras em neve, misturando delicadamente com a espátula, sempre debaixo pra cima – nao coloque toda a clara de uma vez, faça isso em duas etapas. Despeje em assadeira redonda, forrada com papel manteiga, e leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC. Prefira uma daquelas assadeiras com fundo removível, mais fácil pra desenformar.
Enquanto o bolo assa, misture o creme de leite, o açúcar, o conhaque e a baunilha e bata até o ponto de chantilly firme. Quando o bolo começar a cheirar, ele já está pronto ou quase (de 30 a 40 minutos). Fique de olho pra não queimar, faça o este do palito seco, retire do forno e deixe esfriar.

 

topoLimpe as frutas. Separe uma parte menor (cerca de um terço do total de frutas) e fatie bem fininho os morangos, kiwis e pêssegos. Esses quase”sashimis” de frutas vão na parte de cima do bolo, decorando o doce, como a foto ao lado.  Pique em bubinhos os outros dois terços de frutas variadas, misturando um pouco da calda do pêssego e um toquinho de conhaque (você também pode usar rum ou cachaça, mas lembre-se de não exagerar!)
Depois de desenformado, corte o bolo para que fique com três camadas (ok, pode ser só duas, mas com três fica mais bonito!).

 

Na camada de baixo, cubra com as frutas picadas, uma camada bem espalhada de chantilly e cubra com outra camada de bolo (veja abaixo). Faça o mesmo e cubra com a camada-tampa do bolo.

coberturaNa hora de “tampar” o bolo, será o contrário: primeiro uma generosa camada de chantilly, que servirá de base “colante” para as fatias de frutas que você reservou pra decorar o bolo. Complete com os blueberries, se quiser algumas folhas de hortelã, e leve à geladeira até a hora de servir. E feliz Dia das Mães!

Festival português traz os mais antigos vinhos do Porto

Açorda de bacalhau, camarões e coentros, uma das entradas do festival

Açorda de bacalhau, camarões e coentros, uma das entradas do Festival Douro e Porto

Alô, fãs da culinária portuguesa! Começou hoje, dia 8, no Cantaloup o Festival Douro e Porto, que reúne pratos típicos da cidade do Porto, elaborados pelo chef Valdir de Oliveira, e vinhos especiais do Douro. E bota especial nisso: os vinhos são da Real Companhia Velha (RCV), a mais antiga casa de Vinho do Porto, fundada em 1756. A bebida chega ao festival graças a uma parceria do restaurateur Daniel Rolim Sahagoff com a importadora Barrinhas – durante o festival, que vai até dia 17 de maio, o cliente pode harmonizar com os pratos e também comprar e levar para casa.

 

Paleta de javali IMG_7322 cantaloup ph.antonio rodriguesEstive no Cantaloup para provar alguns itens do menu especial e os vinhos do festival, que será servido no jantar, de segunda a sábado, e no almoço de domingo. Um dos pratos de que mais gostei foi essa paleta de javali à baixa temperatura, com compota de cebolas e batatinhas novas (R$ 75), harmonizada com o marcante Quinta dos Aciprestes Reserva.

 

Toucinho do céu com sorvete de nata IMG_7299 cantaloup ph.antonio rodriguesOKAlém do cardápio a la carte, você pode optar pelo menu degustação de cinco etapas: amuse bouche (peça o caldo verde!), entrada, prato principal, pré-sobremesa (melão com vinho do Porto) e sobremesa, cada etapa harmonizada com um vinho, por R$ 230. Eu acho mais negócio, assim você prova um pouco de tudo e ainda conhece os vinhos. Só não deixe de pedir como sobremesa o delicioso toucinho do céu com sorvete de nata (R$ 28), que surpreendeu até os executivos portugueses da vinícola presentes no lançamento do festival.

Cantaloup
 Rua Manuel Guedes, 474, Itaim Bibi, tel. (11) 3078-3445, www.cantaloup.com.br