É caro comer no Eataly?

internaHoje finalmente abre em São Paulo a primeira filial brasileira do Eataly, complexo gastronômico que já tem outras 28 unidades pelo mundo. Os números impressionam: investimento de R$ 40 milhões, 4,5 mil m2 de área, 19 pontos de alimentação (sendo 8 restaurantes), cervejaria, sala de aula, 5 laboratórios e quase 8 mil produtos à venda, de carré de cordeiro a conserva de cebolinha italiana, de focaccia assada na hora a atemoia, de vinhos e cervejas a bules e livros de receita. É tanta coisa que hoje passei 4 horas lá dentro, saí meio aturdido e certamente não provei nem vi metade. Mas vi algo que até então não havia aparecido: os preços.

Tagliatelle com ragu de carne cozido por 8h: a massa é meio pesada, mas o ragu vale a bocada

Tagliatelle com ragu de carne (R$ 42), cozido por 8h: massa pesada, mas o ragu valeu.

Quer dizer, parte deles. Praticamente todos os produtos nas gôndolas e prateleiras trazem as plaquinhas com os preços. Já nos pontos de alimentação, ontem à noite os menus ainda eram um mistério. Havia degustações de pratos e porções para os convidados, mas nenhum funcionário sabia (ou podia) informar quanto custaria de verdade a partir de hoje, quando abre para o público. (UPDATE: agora já temos os menus todos aqui, com preços)

Pizza Verace TSG, com mozzarella de búfala: massa exemplar

Pizza Verace TSG, com mozzarella de búfala: massa exemplar

Ainda assim, consegui apurar que uma pizza (que dá folgadamente pra duas pessoas) custará entre R$ 25 e R$ 42, assim como as massas individuais (a mais cara custa R$ 46). Deu pra sentir que comer no Eataly não será barato, mas também está longe de ser caro. Já fazer compras é outra história.

massasO que vale a pena comprar no enorme mercado? Antes de tudo, massas. Há uma imensa variedade de massas secas italianas, de formatos insuspeitos, com preço médio de R$13. As massas frescas são muito boas e mais baratas do que muito supermercado da cidade.

 

pasta1Comprei um saboroso plin de carne e verdura (sim, provei ele cru mesmo e quase repeti…) por R$ 38 o quilo (ou R$ 3,80/100g).

focacciasOutra compra certeira ali são os pães e focaccias, feitos na padaria local. Provei um pão de figo matador e uma focaccia doce surpreendentemente fofa e aerada. Fiquei babando nas focaccias de linguiça e de abobrinha, mas, né? Já havia consumido carboidrato pro resto do mês de maio e deixei pra outra visita. Ah, ontem todas focaccias custavam R$ 21,90/kg, mas hoje deve haver variação de preço por sabor.

Produtos da tradicional Il Cioccolato Venchi, de 1878. O quilo dos bombons vai de R$ 29 a R$ 39.

Produtos da tradicional Il Cioccolato Venchi, de 1878. O quilo dos bombons vai de R$ 29 a R$ 39.

pimentasOutros itens, em contrapartida, ameaçam mais sua carteira. A peixaria exibe vistosos frutos do mar, mas a plaquinha desencoraja: polvo por R$ 82/kg, lulas por R$ 56/kg e assim por diante. A área de horti frutis é exuberante: legumes, verduras e frutas que parecem artificiais de tão bonitos, numa variedade impressionante, como a já citada atemoia (uma “prima” da fruta do conde, tão docinha que quase desisti de tomar um gelato de chocolate Venchi; ok, mentira minha). Tem até cerejas frescas em maio, gordinhas e suculentas! (Sim, custam R$ 99/kg, mas, ei, estamos looonge da época de cerejas, né?).

Área de queijos e embutidos, onde eu quase aluguei um quartinho

Área de queijos e embutidos, onde eu quase aluguei um quartinho

carneA vitrine do açougue também é caprichada, com preços que podem variar de R$ 29,90/kg do lombo suíno a R$ 99/kg o carré de cordeiro. Pra um jantar especial vale o investimento. Pro dia a dia, nem pensar. Apenas fuja de alguns exageros, como um pote de chips de mandioquinha por R$ 22, ou 250 g de castanha de caju por R$ 40,40. Gaste com queijos (a burrata cremosa é de morrer devagarinho) ou no setor de frios e salumeria – onde, aliás, eu poderia alugar um quartinho e morar.

Alô, fãs de Nutella: aqui tem um balcao exclusivo, que serve brioches, crepes e outras guloseimas com essa iguaria

Alô, fãs de Nutella: aqui tem um balcao exclusivo, que serve brioches, crepes e outras guloseimas com essa iguaria

fachadaÉ muito diferente do Eataly de Nova York, onde 11 em cada 10 brasileiros batem ponto quando viajam, inclusive eu? Sim e não. A versão paulistana é mais verticalizada e blocada, mais “shopping center”, do que aquela série de “puxadinhos” colados (e charmosíssimos) que formam o Eataly de NY. Os americanos também tem maior variedade de alguns itens, como queijos, indiscutivelmente. Mas o preço está próximo, ainda mais depois da alta do dólar – em setembro, comprei um vidro de creme de pistache em NY por US$ 12 (na época dava uns R$ 25, com o dólar a R$ 2,40). Ontem vi o mesmo produto no nosso Eataly por R$ 40; ou seja, com preço equivalente.

queijosVocê deve ir ao Eataly? Mas é claro que sim. E várias vezes, com tempo pra passear por toda aquela maravilha de produtos e comidas, com muita curiosidade, com fome e com dinheiro. E, pela muvuca que se formou ontem apenas com convidados, vá munido também de muita paciência, pois hoje aquilo vai entupir.

Eataly Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.489, Vila Nova Conceição, tel. (11) 3279-3300. Horários: a loja funciona de segunda a segunda, das 8h às 23h; os restaurantes abrem de segunda a quinta, das 11h30 às 15h e das 18h30 às 23h; sextas das 11h30 às 15h e das 18h30 às 24h; sábados das 12h às 24h, domingos e feriados, das 12h às 23h.

 

Aula de acarajé com as melhores baianas de SP

acarajeQuer aprender a fazer acarajé? Então aproveite a oportunidade de ter aula com as baianas que fazem o melhor acarajé de São Paulo. As irmãs Fátima e Miri de Castro, do maravilhoso Tabuleiro do Acarajé (sou fã sim, e daí?) vão ensinar a preparar a massa, fritar e preparar os recheios (vatapá, salada de tomates verdes etc.) desse quitute que tanto amo. Será uma única aula, no restaurante e escola Na Cozinha, do chef Carlos Ribeiro, amanhã, dia 15 de maio, das 19h30 às 22h30, com apostilas e degustação (melhor parte). O valor da aula é R$ 200 por pessoa. Ligue logo porque o curso já está quase sem vagas.

Na Cozinha – Rua Haddock Lobo, 955, Jardins, tel. (11) 3063-5374

6º Burger Fest terá até virada gastronômica, com 30 h de hambúrguer

O Obá faz homenagem ao México, Tailandia e Itália nesse Burger Fest (foto do Lucas Terribili)

O Obá faz homenagem ao México, Tailandia e Itália nesse Burger Fest (foto do Lucas Terribili)

A chapa vai esquentar! Começa amanhã, dia 15, e vai até dia 31 de maio a 6ª edição do Burger Fest, com mais de 150 receitas inéditas de hambúrgueres de lanchonetes, bares e restaurantes – esse ano, até o Esquina Mocotó, do chef Rodrigo Oliveira, entrou no festival, com dois sanduíches (um deles é o Bode Burguer um blend de pernil de cabrito e gordura de porco, temperado com sal de especiarias, maionese de queijo de cabra e um vinagrete fresquíssimo de abóbora, tomate, cebola-roxa e coentro, R$ 31,90). Em 2014, o Burger Fest vendeu mais de 100 mil hambúrgueres e a estimativa esse ano é atrair 200 mil pessoas. O Obá, por exemplo, participa pela 4ª vez e aposta em três receitas, cada uma homenageando um país que inspira o menu da casa: México, Tailândia e Itália. Veja todos participantes (e as datas em outras cidades, como Rio, Recife e Belo Horizonte) no site do evento.

Outra novidade é a Virada do Hambúrguer, que começa no sábado, dia 16, às 12h, e vai até as 18h do domingo, dia 17. “Serão 30 horas de chapa quente”, diz Cláudio Baran, criador e organizador do festival. A virada acontece na Feirinha Jardim das Perdizes (Av. Marquês de São Vicente, 2301), com mais de 20 barracas e food trucks, entre eles Bos BBQ, Rolando Hamburguinho, Brado, 12 Burger Bistrô, e 11 barracas de cervejas, além de doces (o Rolando, por exemplo, servirá churros com 6 acompanhamentos). Ah, também vai rolar a tradicional Feirinha Gastronômica especial Burger Fest, no Butantan Food Park (R. Agostinho Cantu, 47), no dia 27 de maio, das 12h às 22h.

Meu Dia das Mães no restaurante do Jamie Oliver em São Paulo

Cogumelos assados: a melhor entrada do restaurante

Cogumelos assados: a melhor entrada da casa, mesmo com essa “árvore de Natal” de tomilho

Eu sei, parece loucura ir a um dos restaurantes com maior fila de espera da cidade justamente no Dia das Mães. Mas a reserva havia sido feita há mais de um mês, então lá fomos eu e minha mãe encontrar a vó japonesa e outros amigos queridos no Jamie’s Italian, a primeira casa do Jamie Oliver no Brasil. Sim, havia uma fila imensa, mas, pra meu alívio, sentamos 14h07 (a reserva feita online era para às 14h). Aliás, o serviço da casa é muito correto e bem treinado. Isso dito, vamos à comida. Os preços são irregulares – bons para as massas, caros para as entradas. Uma porção de arancini, por exemplo, com três bolinhos de arroz com tomate e mussarela, sai R$ 28 (quase R$ 10 por bolinho). E nem é nada demais. Se você fizer questão de pedir entrada, fique com os cogumelos assados (R$ 38), uma porção bem temperada, que chega à mesa num prato forrado com pão fino e crocante, mussarela de búfula derretida e tomilho (quase uma árvore de Natal em cima do prato, devo dizer).

 

abobrinhaOutra boa pedida são as abobrinhas empanadas e fritas (R$ 22, à direita), com maionese cítrica (com toques de limão siciliano) e picles com especiarias. Fuja, porém, da lula frita (R$ 24, à esquerda), mais borrachuda que os pneus carecas do meu carro.

 

lasanhaEntre os pratos, fui no óbvio e pedi a lasanha ao forno (R$ 49, na foto acima). A massa chega bem recheada de ragu de carne bovina e suína, muito queijo, abóbora assada e vinho tinto. Confesso que não senti muito a abóbora, mas o sabor da lasanha estava bom e a porção é bem generosa. Um amigo pediu o pappardelle com ragu de porco free range, erva doce e vinho tinto (R$ 39) e também estava gostoso. Dei uma olhada no menu e achei o hambúrguer caro (R$ 46), o salmão ao forno razoável (R$ 45) e a berinjela à parmegiana (R$ 39) curiosa: o legume é grelhado, em vez de empanado e frito. Mas não provei nenhum dos três, então não posso falar do sabor.

 

fachadaNão comemos sobremesa, apenas bebemos vinho e alguns drinques, um mojito estranho, finalizado com espumante, e um negroni mediano, cheio de gelo quase picado, uma ofensa à bebida. Aliás, falta bom senso térmico no restaurante do Jamie Oliver: as águas vieram quase quentes e o vinho (um cabernet argentino), quase morno. A conta: R$ 108 por pessoa. Achei ruim? Não especificamente: se eu voltasse, pediria uma massa, uma taça de vinho e sairia satisfeito. Porém, pelo trabalho que dá pra reservar e pelo hype envolvido na operação, prefiro ir a um italiano médio qualquer, sem persona televisiva por trás do nome, e pagar o mesmo tanto, provavelmente com melhores resultados.

Ah sim, minha mãe gostou – mas achou o mesmo que o filho: muito barulho por pouco.

Jamie’s Italian – Av. Horácio Lafer, 61, Itaim Bibi, tel. (11) 2365-1309, www.jamieoliver.com

Pro Dia das Mães: receita passo a passo de bolo de matchá com chantilly e frutas

bolo todoDia das Mães não pode passar em branco. O meu, por exemplo, vai ser meio verde. Não, minha mãe não é palmeirense (ok, eu já fui, mas hoje ligo mais pro ponto da massa do que pra marca do pênalti). Explico o “verde”: além de um belo almoço num restaurante especial, vou fazer pra mamma esse lindo bolo de matchá com chantilly e frutas, que aprendi numa aula de culinária japonesa com a chef Telma Shimizu Shiraishi, do Aizomê. A aula foi na minha escolha do coração, o Na Cozinha, do chef Carlos Ribeiro, acabamos botando a mão na massa com a grande chef e o resultado foi essa maravilha. Parece difícil, mas é um bolo simples de fazer (basicamente um pão de lá com um toque de chá verde), só um pouco mais trabalhoso para decorar. Mas tenho certeza que sua mãe merece, então mãos à obra!

 

A chef Telma Shiraishi dando seu doce recado

A chef Telma Shiraishi dando seu doce recado

Bolo de matchá com chantilly e frutas, da chef Telma Shiraishi
(Rendimento: de 8 a 10 porções)

Ingredientes:
4 gemas
4 claras
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
1 xícara de chá de água fervente (200 ml)
1 colher de sopa de pó de matchá
500 ml de creme de leite fresco
4 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de conhaque
1 colher de chá de extrato de baunilha
Seleção de frutas: morangos, kiwis, pêssegos em calda, blueberries (ou a gosto)

 

Modo de fazer:
Bata as claras em neve com uma pitada de sal e reserve. Bata as gemas com a xícara de água fervente até espumar bem (esse é um bom truque para obter uma massa fofinha). Vá acrescentando o açúcar aos poucos, sem deixar de bater. Acrescente a farinha aos poucos e continue a bater até ficar uma mistura homogênea. Retire da batedeira.
Dissolva o matchá em um pouco de água quente, até ficar uma pasta molinha (passe numa peneirinha pra tirar caroços). Misture delicadamente na massa, que logo ganhará uma coloração esverdeada, linda.
massaAcrescente o fermento em pó e as claras em neve, misturando delicadamente com a espátula, sempre debaixo pra cima – nao coloque toda a clara de uma vez, faça isso em duas etapas. Despeje em assadeira redonda, forrada com papel manteiga, e leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC. Prefira uma daquelas assadeiras com fundo removível, mais fácil pra desenformar.
Enquanto o bolo assa, misture o creme de leite, o açúcar, o conhaque e a baunilha e bata até o ponto de chantilly firme. Quando o bolo começar a cheirar, ele já está pronto ou quase (de 30 a 40 minutos). Fique de olho pra não queimar, faça o este do palito seco, retire do forno e deixe esfriar.

 

topoLimpe as frutas. Separe uma parte menor (cerca de um terço do total de frutas) e fatie bem fininho os morangos, kiwis e pêssegos. Esses quase”sashimis” de frutas vão na parte de cima do bolo, decorando o doce, como a foto ao lado.  Pique em bubinhos os outros dois terços de frutas variadas, misturando um pouco da calda do pêssego e um toquinho de conhaque (você também pode usar rum ou cachaça, mas lembre-se de não exagerar!)
Depois de desenformado, corte o bolo para que fique com três camadas (ok, pode ser só duas, mas com três fica mais bonito!).

 

Na camada de baixo, cubra com as frutas picadas, uma camada bem espalhada de chantilly e cubra com outra camada de bolo (veja abaixo). Faça o mesmo e cubra com a camada-tampa do bolo.

coberturaNa hora de “tampar” o bolo, será o contrário: primeiro uma generosa camada de chantilly, que servirá de base “colante” para as fatias de frutas que você reservou pra decorar o bolo. Complete com os blueberries, se quiser algumas folhas de hortelã, e leve à geladeira até a hora de servir. E feliz Dia das Mães!

Festival português traz os mais antigos vinhos do Porto

Açorda de bacalhau, camarões e coentros, uma das entradas do festival

Açorda de bacalhau, camarões e coentros, uma das entradas do Festival Douro e Porto

Alô, fãs da culinária portuguesa! Começou hoje, dia 8, no Cantaloup o Festival Douro e Porto, que reúne pratos típicos da cidade do Porto, elaborados pelo chef Valdir de Oliveira, e vinhos especiais do Douro. E bota especial nisso: os vinhos são da Real Companhia Velha (RCV), a mais antiga casa de Vinho do Porto, fundada em 1756. A bebida chega ao festival graças a uma parceria do restaurateur Daniel Rolim Sahagoff com a importadora Barrinhas – durante o festival, que vai até dia 17 de maio, o cliente pode harmonizar com os pratos e também comprar e levar para casa.

 

Paleta de javali IMG_7322 cantaloup ph.antonio rodriguesEstive no Cantaloup para provar alguns itens do menu especial e os vinhos do festival, que será servido no jantar, de segunda a sábado, e no almoço de domingo. Um dos pratos de que mais gostei foi essa paleta de javali à baixa temperatura, com compota de cebolas e batatinhas novas (R$ 75), harmonizada com o marcante Quinta dos Aciprestes Reserva.

 

Toucinho do céu com sorvete de nata IMG_7299 cantaloup ph.antonio rodriguesOKAlém do cardápio a la carte, você pode optar pelo menu degustação de cinco etapas: amuse bouche (peça o caldo verde!), entrada, prato principal, pré-sobremesa (melão com vinho do Porto) e sobremesa, cada etapa harmonizada com um vinho, por R$ 230. Eu acho mais negócio, assim você prova um pouco de tudo e ainda conhece os vinhos. Só não deixe de pedir como sobremesa o delicioso toucinho do céu com sorvete de nata (R$ 28), que surpreendeu até os executivos portugueses da vinícola presentes no lançamento do festival.

Cantaloup
 Rua Manuel Guedes, 474, Itaim Bibi, tel. (11) 3078-3445, www.cantaloup.com.br

Pasta alla vodca: simples, rápida e deliciosa

Captura de Tela 2015-04-21 às 19.58.50Hoje recebi amigos pra almoçar e fiz 3 receitas. Sim, fiquei maluco, mas em três horas tinha tudo pronto e foi ótimo. Além do frango spicy com laranja (receita aqui) e do frech toast com canela de sobremesa (aqui), testei uma nova receita e acabou rendendo bem: pasta alla vodca. Trata-se de macarrão com molho de tomate e vodca, simples assim. Usei o radiatori (viciei nesse macarrãozinho que parece um radiador de carro), mas pode ser penne, linguini ou mesmo papardelle. Veja a receita e divirta-se com essa massa rápida e muito saborosa.

Pasta alla vodca

Ingredientes:
400 g de macarrão (o seu preferido)
1 lata de tomate pelado (cortado grosseiramente em pedaços)
1 pacote (ou lata) de molho de tomate
300 g de nata (ou creme de leite)
¾ de xícara de vodca
1 cebola média picada
3 dentes de alho picado
1 colher de café de pimenta vermelha em flocos (pode ser pimenta calabresa)
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de óleo
sal e pimenta a gosto
parmesão a gosto
um punhado de salsinha picada

Modo de fazer:
Prepare a massa no tempo de cozimento correto e reserve. Numa panela ou frigideira grande, aqueça o óleo e a manteiga, até derreter. Refogue a cebola e depois o alho até dourar.
Adicione a vodca de deixe reduzir o álcool por 3 a 5 minutos. Junte o tomate pelado picado e o molho de tomate, misture bem e deixe cozinhar por alguns minutos. Adicione a nata, misture bem e deixe cozinhar uns 5 minutos. Quando começar a borbulhar, abaixe o fogo, junte a pimenta e flocos, acerte o sal e a pimenta preta moída na hora e deixe o molho cozinhar.
Depois é só juntar a massa já cozida, salpicar com salsinha e misturar bem. Na hora de servir, polvilhe com parmesão ralado. Pronto!

Vamos almoçar melhor? A cozinha gostosa com bons preços do novo Clementina

Larica pouca é bobagem: sorvetão de leite Ninho, recheado com doce de leite, do Clementina

Larica pouca é bobagem: sorvetão de leite Ninho, recheado com doce de leite, uma das sobremesas tentadoras do novo Clementina

Dicona master pra quem quer almoçar bem durante a semana, sem destruir o bolso: abre amanhã o Clementina Forno & Fogão, pequeno e delicioso restaurante das chefs Carla Pernambuco (do Carlota) e Carolina Brandão, que já são sócias no Las Chicas. Aliás, o Clementina fica exatamente do outro lado da rua, em frente à antiga casa das meninas. Ontem fui provar a comida e acabei passando quase a tarde toda ali.

bacalhauA casa funciona de segunda a sábado, das 12h às 15h30. À noite, só funcionará “on demand”, ou seja, pra eventos fechados com poucas pessoas. O menu, bem enxuto, tem três pratos fixos e dois que variam dia a dia, chamados de PFs. Além disso, tem dois petiscos e três sobremesas. O prato mais caro do menu de ontem custava R$ 35 – uma saborosa porção de bacalhau à Brás, que por acaso foi minha opção.

feijucaO outro PF do dia era a feijoada, que vem numa cumbuca, acompanhada de arroz, farofa e couve. O preço? R$ 29. Carla me disse que a feijuca será servida apenas aos sábados e não estará entre as opções de PF às quartas.

anchoUm dos “fixos” são bife ancho com manteiga de funghi ou molho de mostarda, acompanhado de fritas e salada (R$ 32). Os outros são uma massa da semana, como fusilli com pesto de rúcula e cogumelos (R$ 26), e omelete com tomatinho, queijo cremoso e salada (R$ 26).

coxinhas2Se a fome permitir (e a consciência também), peça um dos petiscos como entrada. Como a coxinha de batata com frango e catupiry (R$ 16, porção com 4), gordinha, saborosa e bem recheada.

empada A outra tentação é a empada folhada de pupunha, milho e queijo cremoso (R$ 10). Comi tudo, claro (#vaigordinho). Ah, a casa não serve drinques, mas tem cerveja e vinhos (branco ou tinto) em taça, além dos não alcoólicos.

pudimTente deixar espaço pra sobremesa, pois são todas ótimas. Além do sorvetão de leite em pó  (R$ 13) na foto lá em cima, eu gostei mesmo do pudim cremoso de tapioca caramelado, com coco (R$ 10).

terrineNem sou muito fã de sobremesa à base de chocolate, mas fui bem feliz devorando colheradas dessa terrine de chocolate sem glúten (R$ 12), com massa macia e sabor intenso.

As donas da casa: as chefs Carla Pernambuco (esq.) e Carolina Brandão

As donas da casa: as chefs Carla Pernambuco (esq.) e Carolina Brandão

Enfim, pretendo de vez em quando pegar o metrô e andar três estações apenas para almoçar no Clementina durante a semana, sob o olhar atento da pequena estátua do Chacrinha, colocada no alto de uma prateleira no aconchegante salão de tijolos brancos – não foi à toa que pedi bacalhau, né?

Captura de Tela 2015-04-19 às 12.08.41Clementina Forno & Fogão – Rua Oscar Freire, 1582, Pinheiros.

Tela doce

Luca Corazza, Carole Crema e Roberto Strongoli: doce tarefa: julgar confeiteiros de todo Brasil

Luca Corazza, Carole Crema e Roberto Strongoli (da esq. para a dir.): o trio terá a doce tarefa de julgar confeiteiros de todo Brasil. 

Oba! Hoje começa mais um reality show de gastronomia pra gente assistir. E dessa vez com um dos meus temas preferidos: confeitaria. O canal pago GNT estreia hoje o Que Seja Doce, às 19h30. Em cada um dos 30 episódios diários do programa, apresentado pelo chef Felipe Bronze, três confeiteiros apresentam uma receita própria, depois enfrentam-se em um desafio temático (que já elimina um deles) e, por fim, disputam uma prova pra ver quem ganha.
Os jurados são os super especialistas em doces Carole Crema, Lucas Corazza e Roberto Strongoli. Ao final da série, os 30 doceiros vencedores terão suas receitas publicadas em um livro, junto com receitas exclusivas dos 3 jurados e do apresentador. Adocica!

Fim de semana à espanhola em SP

image001-2Se você, como eu, é muito fã da cultura e da gastronomia da Espanha, se liga nessa: dias 11 e 12 (sábado e domingo), vai rolar a 4ª edição do La Feria, evento enogastronômico cultural organizado pelo chef Fernando Lancho, do Gusta Bar, na Mansão Hasbaya. O que vai ter? Seis restaurantes e bares da capital montarão barracas no jardim da casa, com paellas e tapas, cervejas, vinhos e sangrias com preços entre R$ 7 a R$ 25. Anote: dia 11, das 10h às 22h; e 12, das 12h às 19h. E a entrada é gratuita.

 

image001-3Quer mais? O bar de tapas ¡Venga! Vai realizar a Paella Fest todo segundo sábado do mês. Ou seja, amanhã tem! A festa rola das 14h às 20h, com comida, drinques e até apresentação musical. A paella, estrela do evento, será servida na varanda e preparada à frente dos clientes em sua versão tradicional, a paella marinera (R$ 30), com arroz bomba, frutos do mar, páprica e açafrão. Tem também a opção arroz negro (R$ 30), de lulas, colorido por sua própria tinta. Para beber, o premiado barman Jean Ponce (ex-D.O.M.) criou dois drinques: sangria morada (R$ 20), com vinho branco, licor de açaí, fruta do conde e jabuticaba, e a caipiVenga (R$ 20), com cachaça orgânica, limão, açúcar mascavo, gengibre, capim limão e vinagre de Jerez. O evento terá também a apresentação da cantora espanhola Irene Atienza e o duo Coro de Grilo.

La Feria
- Mansão Hasbaya, Rua dos Franceses, 518, esquina com a R. Joaquim Eugênio de Lima, Bela Vista, laferia.com.br

¡Venga! – Rua Delfina, 196, Vila Madalena, tel. (11) 3097-9252, www.venga.com.br