O maior festival de gastronomia italiana vai até sábado. #ficadica

Ravioli recheado com aspargos e molho de queijo de búfula, primo piatto do chef Pasquale Palamaro no Maremonti (foto do leitor Rodrigo Reis)

Ravioli recheado com aspargos e molho de queijo de búfula, primo piatto do chef Pasquale Palamaro no menu do  Maremonti (foto do leitor Rodrigo Reis)

Continua em cartaz na cidade o maior festival de gastronomia italiana fora da Itália. Ou seja, você tem até dia 31, sábado, para aproveitar a 4ª Settimana della Cucina Regionale Italiana. O evento trouxe 20 chefs italianos, cada um representando uma região do seu país, para executar menus fechados em 20 restaurantes da cidade. No total, são 160 receitas, incluindo duas opções de menu com entrada, primeiro e segundo pratos e sobremesa. Os preços variam de R$ 60 a R$ 180 por pessoa, de acordo com o restaurante – sem incluir bebidas nem serviço.

Torta Caprese com sorvete de creme

Torta Caprese com sorvete de creme

E quem são esses chefs? Bem, um deles é o simpático Pasquale Palamaro, do Indaco, trazendo a cozinha da Campania para o Maremonti. As fotos que abrem esse post e ilustram esse parágrafo são do leitor Rodrigo Reis, que ganhou um jantar num mini concurso deste blog, em parceria com a ITA (Italian Trade Agency), uma das promotoras da Settimana. Deu inveja (das fotos e da comida). Além do ravióli de aspargos e da torta caprese (bolo de chocolate e amêndoas) acima, o menu traz coelho à moda de Ischia com creme de ervilhas e batatas com alecrim e um levíssimo pudim de abobrinha com camarões no vapor (almoço com 3 pratos por R$150; jantar completo por R$ 180).

Risoto de açafrão com ragu de ossobuco, do chef Roberto Cerea para o Terrço Itália (foto do Paulo Mercadante)

Risoto de açafrão com ragu de ossobuco, uma das massas preparadas pelo chef italiano Roberto Cerea para o Terraço Itália (foto do Paulo Mercadante)

Outro chef estrelado da 4ª Settimana é Roberto Cerea, do restaurante Da Vittorio, premiado com três estrelas no recente guia Michelin da Itália. Cerea criou um menu da região da Lobardia para o Terraço Itália – entre os pratos estão estão o risoto de açafrão com ragu de ossobuco (foto), como opção do primeiro prato, e filé de lombo moído com queijo grana padano, envolto em pancetta com sálvia, servido com polenta. O almoço com 3 etapas sai R$ 154 e o jantar completo (4 etapas), R$ 180.

Entrada e prato do chef Giovanni Guarneri para o Picchi na 4ª Settimana Italiana

Entrada e prato do chef Giovanni Guarneri para o Picchi na 4ª Settimana Italiana

Até agora, eu só provei um dos menus, no Picchi. Ali, o chef convidado é Giovanni Guarneri, do premiado restaurante Don Camillo, na Sicília (terra do meu nonno). Entre os pratos, destaque para a entrada, um fresquíssimo carpaccio de peixe e salada do mar, com azeite e limão siciliano, e o leitãozinho assado (e pele bem pururucada), com geleias de pimentões verde e vermelho (almoço com 3 pratos por R$ 95; jantar completo por R$ 150)

O chef Mauro Buffo, que além do menu do festival prepara hoje um jantar especial no Friccò

O chef Mauro Buffo, do Veneto, que além do menu do festival prepara hoje um jantar especial harmonizado no Friccò

E hoje à noite vai rolar uma noite ainda mais especial do festival no Friccò, do chef Sauro Scarabotta. O chef Mauro Buffo, do 12 Apostoli, em Verona, traz ao Friccò a cozinha do Veneto, mas hoje, dia 29, fará um jantar especial em quatro etapas, harmonizado com vinhos da vinícola Santa Sofia, por R$ 135 por pessoa. A entrada são ostras, atum e marisco de laranja, com emulsão ao curry e creme de abóbora, seguida de risoto com codorna assada porcini e redução de vinho do Porto e peito de pato assado ao mel e alfazema, com funcho e manga. Finalizando, um cremoso de chocolate e avelã com abacaxi ao grand marnier, toffe salgado, iogurte e anis estrelado. Esse tem de reservar pelo tel. (11) 5084-0480/0415.

Ah, os outros promotores do evento são ICIF (Italian Culinary Istitute for Foreigners), Accademia Italiana della Cucina, ENIT (Agenzia Nazionale del Turismo), IIC (Istituto Italiano di Cultura) e Italcam (Câmara de Comércio Ítalo-brasileira). Para escolher o restaurante, o chef e o menu, dê uma olhada no site da Settimana e buon appetito!

 

Vamos “porcar”?

Porco a San Zé: a receita que conquistou até o chefe Ferran Adrià é a estrela d'A Casa do Porco.

Porco a San Zé: a receita que conquistou até o chefe Ferran Adrià é a estrela d’A Casa do Porco.

Não, o verbo porcar não existe. Ou pelo menos ainda não existia. Mas depois de visitar A Casa do Porco, novo restaurante do chef Jefferson Rueda,o neologismo fez sentido pra mim: ali eu porquei, e porquei muito. O misto de bar e restaurante, a casa da Rua Araújo, no Centrão, já diz a que veio no seu nome: Rueda montou um incrível cardápio com o suíno nas mais diversas execuções e receitas, sem parecer repetitivo nem monótono. Ao contrário: o gostoso ali é porcar à vontade.

porcopocaSugiro começar a porcança com um petisco botequeiro: a porcopoca (R$ 10) – nada mais do que um saquinho de pipoca cheio de pururucas crocantes e sequinhas. Siga a festança com a estrela da casa, o porco a San Zé (R$ 42), receita que consagrou o chef também nas ruas, em eventos como a Virada Cultural, e que foi elogiada pelo célebre chef catalão Ferran Adrià como um dos melhores porcos que ele já comeu. Pudera: o suíno é lentamente assado a carvão de cinco a oito horas e chega à mesa em pedaços macios e suculentos, acompanhado por tutu de feijão, tartar de banana e couve fresca. De lamber os dedos.

sushiMas há muitas surpresas boas que traduzem a versatilidade do menu e a perícia do chef em trabalhar com porco. Inclusive com uma pegada asiática, caso do ótimo sushi de papada de porco e tucupi preto (R$ 29, quatro unidades) e do pãozinho chinês no vapor, com barriga de porco e pimenta fermentada (R$ 19, quatro unidades).

linguicaQuer algo mais familiar? Peça a porção de linguiças (especial e de beterraba), que vêm no palitinho, junto com farofa de cebola e hortaliças (R$ 29).

tartareQuer algo nada familiar? Vá de tartar de porco maturado com tutano e champignon (R$ 19, quatro unidades), servido sobre uma fina torrada e com toques de aioli. Ou peça tudo isso e se divirta.

carbonaraVocê também pode investir em algo mais… italiano! Sim, há toda uma seção de massas no cardápio, como espaguetes com molhos variados. Provei o carbonara (R$ 49), que o chef não chama de carbonara. Mas como vou chamar essa maravilha que leva pancetta, bacon, guanciale, gema de ovo e queijo pecorino? Porconara, talvez? #aqueles

lamenPor falar em massa, um dos pratos preferidos na visita foi outra receita típica do Japão, o rámen/lámen (R$ 49), um bowl cheio de caldo de porco, finas camadas de porco, moyashi, nirá, ovos bem macios e, claro, o macarrão, feito na Liberdade.

carrePros fãs de pratos mais encorpados, sugiro a Porcoletta (R$ 62), um petardo grandão de carré suíno à milanesa com folhas, maçã verde e salsão.

pudimNão satisfeito em porcar à vontade, o gorducho aqui ainda pediu sobremesa. Pudera: as sete opções d’A Casa do Porco são obras da da chef Saiko Izawa, craque dos doces que já havia me encantado com o ótimo pudim de leite com chantilly de caramelo e algodão doce (R$ 22).

bolinhoAmo esse pudim, mas gostei ainda mais dessa novidade: bolinhos de chuva (R$ 21) feitos com massa choux, quentinhos e macios, acompanhados de chocolate derretido e sorvete de creme. Misericórdia!

rapidaEstá com pressa e não dá tempo de sentar pra almoçar e jantar? Sem erro: do lado de fora do restaurante, há um balcão que dá pra rua, onde você pode comprar sanduíche de porco (R$ 15) ou sua versão vegetariana (mesmo preço).

cervejaAh, a casa tem uma cerveja especial, a Horny Pig (R$ 14), uma IPA com um sabor intenso, bem fresco, e toques de lichia. Harmonizou muito bem com as carnes temperadas e, por vezes, intensas no menu.

drinqueCaso você goste de drinques, o bar serve boa coquetelaria, pelas mãos da bartender Michelly Rossi. Como o Hanky Panky (R$ 29), uma feliz combinação de gin, vermute rosso e fernet, servida em uma charmosa taça metálica.

O chefe Rueda (1º à esq.) e as grelhas onde o porco assa por horas

O chefe Rueda (1º à esq.) e as grelhas onde o porco assa por horas

Claro que o menu d’A Casa do Porco é muito maior do que eu falei aqui. Há material ali suficiente para visitar, voltar e ir de novo – como os embutidos, curados e defumados, o codeguim com feijão e folha de mostarda (R$ 24) ou o pé de porco (R$ 69) com batata asterix e alface romana.

Bora porcar, então?

A Casa do Porco – Rua Araújo, 124, Centro, tel. (11) 3258-2578.

Lambe-Lambe serve (boa) comida brasileira com preços amigáveis

Linguiça gostosa e bem acompanhada

Linguiça artesanal, gostosa e bem acompanhada, por R$ 26

Quem acompanhe meu Instagram já viu que tenho toda semana ao Modi, na filial anexa ao shopping Pátio Higienópolis. A véia Katsuki até me perguntou se virei sócio (é muita maldade dessa idosa!). Mas na verdade o que tem me atraído lá, além do ótimo serviço, são os preços – não só dos pratos (em geral bem corretos, como o ótimo fusilli fresco com ragu de calabresa picante, por R$ 26), como das bebidas. Por exemplo, um ótimo negroni preparado com gin Hendrick’s custa R$ 26, valor que não paga nem uma caipirinha em várias casas. O mesmo preço por um dry martini levemente perfumado com limão siciliano, R$ 18,90 por um Aperol Spritz, R$ 21 por um cosmopolitan e por aí vai. Ou seja, vale a pena jantar e/ou beber no Modi. A boa nova é que os sócios acabam de abrir uma nova casa, também em Higienópolis, dessa vez dedicada à culinária brasileira.

Escabeche de sardinha: bonita, mas um pouco ressecada

Escabeche de sardinha: bonita, mas um pouco ressecada

E lá fui eu domingo conhecer o Lambe-Lambe, pra almoçar às 14h30 achando que por causa do feriado encontraria uma casa bem tranquila e meio ociosa. Claro que eu me enganei e o restaurante estava lotado – por sorte eu e minha amiga Roberta Malta conseguimos uma mesa pra dois assim que chegamos, pois acabara de vagar. O ambiente é bem despojado, com uma varanda clara que dá pra calçada e várias mesas bem próximas na parte de dentro. Quando olhei o menu, fiquei feliz em perceber que também ali os preços são amigáveis ao bolso do cliente. Logo nas entradas, exemplo, há itens de um dígito (!), como o escabeche de sardinha com tomate, cebola roxa e pão de alho (R$ 7). Ok, o pescado estava um pouco ressecado, mas a combinação é boa (um peixe mais tenro e com mais azeite farão dessa entrada uma das minhas campeãs).

Coxinhas de "passarinho": se joga na fritura que vale a pena

Coxinhas de “passarinho”: se joga na fritura que vale a pena

Outra entrada que você tem de provar ali são as coxinhas “de passarinho” (R$ 10, três unidades), ou seja, drumetes com massa cremosa, fritas e sequinhas, acompanhadas de uma maionese temperada. Como a Beta não liga pra coxinhas (magra, obviamente), pedimos também rosbife de mignon com salada de batatas (R$ 16), com a carne suculenta e bem macia. Gostei das entradas, mas preciso voltar ali pra provar uma das frigideiras (tem de jiló com linguiça (ou fígado), por R$ 13, e a de ossobuco ou de rabada, por R$ 15) e o ovo mole empanado com purê de mandioquinha e molho de legumes (R$ 13).

Volto em breve, pois tem muito o que provar ainda

Volto em breve, pois tem muito o que provar ainda

Depois de tantas entradas, acabamos pedindo apenas um prato principal – e mais uma vez o bolso ficou feliz: linguiça artesanal grelhada com tostado de legumes e molho de ervas (R$ 26). Ah, todos os principais ali vêm acompanhado de arroz, feijão (ou tutu, como escolhemos) e uma farofa crocante e saborosa. E você pode pedir outra guarnição, por R$ 6, como a fresquinha salada de feijão fradinho ou paçoca de pilão com carne seca. Já planejo voltar à casa e pedir a galinha caipira com quiabo e angu de milho (R$ 33) ou a fraldinha grelhada com ovo caipira e purê de mandioquinha (R$ 33). E de terça a sábado, tem um clássico por dia, como virado à paulista (R$ 28) e feijoada (R$ 35).

Beta preferiu o arroz-doce (à frente) mas atacou minha cocada cremosa

Beta preferiu o arroz-doce (à frente) mas atacou minha cocada cremosa

As sobremesas do Lambe-Lambe são puro comfort food, porções generosas e bem doces de, por exemplo, arroz doce ou cocada cremosa (perfumada, com uma textura pastosa, que lembrava doce de leite), qualquer uma por R$ 11. No domingo, estava em falta a torta de brigadeiro, ou seja, terei de voltar mesmo, né?

Caju amigo: a foto engana, pois o copo e alto e o drinque, generoso

Caju amigo: a foto engana, pois o copo e alto e o drinque, generoso

Ah, outra dica do local: vale a pena investir nos drinques, principalmente o caju amigo (R$ 18) com cachaça, feito com a compota da fruta, que chega num copo alto, generoso. O maior porém da casa é o serviço, que ainda está atrapalhado. Mas como o restaurante acabou de abrir (tem três semanas, se tanto), acredito que isso logo se ajuste (junto com a sardinha!). Fico feliz, isso sim, de poder sair para comer fora em São Paulo, com entrada, prato e sobremesa, e a conta gravitar ao redor dos R$ 60.

Lambe-Lambe – Rua Aracaju, 239, Higienópolis, tel. (11) 3562-3805.

Leitor do blog pode ganhar um jantar na 4ª Settimana Italiana

O chefe italiano Pasquale Palamaro, que fará menu no Maremonti na 4ª Settimana Italiana

O chefe italiano Pasquale Palamaro, que estará no Maremonti na 4ª Settimana Italiana

Olha só que bacana: de 24 a 31 de outubro, vai rolar aqui a 4ª Settimana della Cucina Regionale Italiana, quando 20 restaurantes de São Paulo recebem chefs italianos para criar menus exclusivos a preços fechados – e cada um deles faz homenagem a uma das regiões da Itália. E um leitor do blog pode ganham um jantar para dois no Maremonti Jardins, que vai homenagear a Campania com o chef Pasquale Palamaro, do premiado Indaco. A ITA (Italian Trade Agency), organizadora da Settimana Italiana, está oferecendo essa cortesia para os leitores do blog e seguidores do meu Instagram.

Espaguete napolitano com ragu de polvo e tomate cereja

Espaguete napolitano com ragu de polvo e tomate cereja

E como faz para participar? Fácil: entre os dias 10 e 17 de outubro de 2015, poste no seu Instagram uma foto de um prato ou de uma viagem que remeta à Itália. Você não precisa ter ido até lá, mas escolher uma foto sua que represente a Itália. Importante: para concorrer, você precisa seguir o Instagram da @ita.brasil; na hora de postar, coloque a hashtag #SettimanaItaliana; e marque meu Instagram @jrferraro – caso contrário não tenho como saber que a foto está lá.

Pudim leve de abobrinhas com camarão no vapor e vela de pão de pizza

Pudim leve de abobrinhas com camarão no vapor e vela de pão de pizza

Não é sorteio! É um concurso cultural: vence quem postar a foto mais legal que remeta à Itália. Então, capriche! O vencedor ganha um jantar para duas pessoas, mais uma taça de espumante, no Maremonti (veja endereço abaixo; a cortesia não inclui outras bebidas, nem os 10% do serviço).

Quem quiser saber mais informações sobre evento, e as outras casas que participam, dê uma olhada no site da Settima Italiana ou na página da ITA Brasil no Facebook.

Capriche na foto e boa sorte.

Maremonti Jardins – Rua Padre João Manuel, 1160, Jardins, tel. (11) 3085-1160

Por que você deve ir na feira espanhola da mansão na Bela Vista

Pulpo a la Gallega (R$ 25), do Como te Gusta: um dos pratos do La Feria

Pulpo a la Gallega (R$ 25), do Como te Gusta: um dos pratos do festival La Feria, dias 17 e 18

Em abril deste ano tirei um domingo para visitar um simpático festival enogastronômico que acontecia numa mansão das Rua dos Franceses. Foi justamente no dia 12, em que rolava uma manifestação anti-governo na Avenida Paulista, a uns 500 metros dali. Após driblar bravamente centenas de manifestantes para atravessar uma entupida Paulista, fui recompensado com um dos eventos mais legais relacionados à cultura e gastronomia espanhola, o La Feria. A situação política só se complicou desde então, mas ao menos tem uma boa nova: nos dias 17 e 18 de outubro, acontece a 5ª edição do festival, na mesma Mansão Hasbaya, e recomendo que você vá (e olha que nem vai ter manifestação para bagunçar sua chegada).

Paella clássica (R$ 25) do La Paella Express. Essa cliquei em abril, mas vai ter na nova edição do festival

Paella clássica (R$ 25) do La Paella Express. Essa cliquei em abril, mas vai ter de novo!

O La Feria organizado pelo chef Fernando Lancho, do Gusta Bar para promover a cultura espanhola, e reúne oito restaurantes e bares em barracas no jardim da casa (entre eles Clos Restaurante, Brado e Paellas Pepe). Vá com fome: entre os itens servidos nas barracas estão paellas (R$ 25), croquetas de galinha caipira (R$ 10, duas unidades), polvo a la Galllega (R$ 25), hambúrguer com queijo, crispy de jamon e alioli (R$ 20), e churros espanhóis acompanhados de chocolate quente ou doce de leite (R$ 8). Além disso, haverá sangrias, cervejas e vinhos, bem como produtos espanhóis para degustação trazidos pela Sabor Mediterrâneo.

Também vão acontecer espetáculos gratuitos de música com gaiteiros galegos, dança flamenca, boleros, teatro, exposição de quadros, esculturas, e workshops de cozinha. A entrada é gratuita e o evento rola dia 17, sábado, das 10h às 22h, e dia 18, domingo, das 12h às 19h.

La Feria Mansão Hasbaya – Rua dos Franceses, 518, esquina com a R. Joaquim Eugênio de Lima, laferia.com.br

Receita de pumpkin pie, a torta de abóbora para o Halloween

IMG_1453O Halloween chegou mais cedo em casa! Esse fim de semana testei uma receita de torta de abóbora, a famosa pumpkin pie americana). Lá, eles servem esse doce principalmente no Dia de Ação de Graças, no Natal e no Halloween. Daí que na semana passada meu amigo Carlos Casagrande comentou que estava morrendo de vontade de comer a torta e fui atrás de uma receita. Achei várias e acabei seguindo (com algumas adaptações) a do site Joy of Baking, da super craque Stephanie Jaworski. Simples e gostosa, a torta é bem fácil de preparar – a parte mais trabalhosa é fazer um purê da moranga (sim, tem de ser de moranga), que nos EUA já vem pronto em lata. Mesmo assim, é tudo bem prático de fazer o resultado fica uma delícia. Vamos lá?

Torta de abóbora

Massa
1 ¼ xícara de farinha peneirada
1 colher de sopa de açúcar
½ xícara de manteiga sem sal, fria, cortada em cubos pequenos
½ colher de chá de sal
¼ de xícara de água gelada

Num processador, misture a farinha, o açúcar e o sal. Depois, coloque a manteiga e processe por 15 segundos, até ficar bem misturada. Adicione aí a água bem aos poucos, até obter a consistência ideal da massa.
Espalhe um pouco de farinha numa superfície lisa, faça uma bola com a massa a abra um pouco, até forma um disco grosso. Ensaque e leve à geladeira por 30 minutos (enquanto isso você pode fazer o purê de moranga).
Passado esse tempo, abra a massa em um disco maior, de uns 30 cm de largura e 0,5 cm (mais ou menos) de espessura. Coloque esse disco sobre uma forma redonda de 23 cm de diâmetro, untada, e ajuste a massa para ficar bem certinha, tirando os excessos da borda e decorando como quiser (usei os nós dos dedos mesmo).
Cubra com um plástico e leve à geladeira por mais 20 minutos.

IMG_1444Recheio
3 ovos grandes
2 xícaras (450g) de purê de moranga (veja como fazer abaixo)
½ xícara de nata (se não tiver tente com creme de leite da caixinha sem soro; quanto mais gordura, melhor)
½ xícara de açúcar mascavo (coloquei um pouquinho mais, quase ¾)
1 colher de chá de canela em pó
½ colher de chá de gengibre em pó
¼ colher de chá de cravo em pó
1 ou 2 pitadas de sal
1 colher de café de maisena

Para o purê de moranga: descasque e tire as sementes de meia moranga média (cerca de 1 kg). Corte em cubos grandes. Espalhe numa assadeira, cobra tudo com papel alumínio e leve ao forno médio por uns 30 minutos, ou até que os cubos estejam macios. Espere esfriar um pouco e amasse tudo, ou passe no processador. Atenção: a abóbora solta muita água, então sugiro fazer esse purê bem antes e colocar num escorredor, para deixar o líquido sair. Eu ainda dei uma boa espremida numa peneira antes de usar no recheio (1 kg de abóbora acabou resultando em menos de 500 g de purê, que era o que precisava). Agora vamos ao recheio.
Numa tigela grande, bata os ovos brevemente. Adicione os ingredientes secos e misture bem, sem bater (não se deve bater essa recheio, apenas misturar bem).
Adicione a abóbora, e depois a nata, até obter uma mistura homogênea. Dilua a maisena com um pouquinho de água fria e misture tudo (não exagere na maisena, senão o recheio ganhará uma textura errada de pudim, e não queremos isso!).

Montagem

Aqui tem um “pulo do gato” interessante. Como a abóbora tende a soltar água, você pode criar uma camada de “proteção” entre o recheio e a massa. É fácil: toste no forno rapidamente (uns 8 min) cerca de 25 gramas de pecan, ou castanhas (misturei de caju e do pará). Moa num processador. Adicione 25 gramas (cerca de 3) cookies de gengibre, coco ou castanha mesmo (nada de chocolate nem frutas cítricas!). Espalhe essa farinha por cima da massa, no fundo da torta, e aperte bem, sedimentando a camada.
Agora sim, despeja o recheio cuidadosamente e iguale a superfície com uma espátula. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por cerca de 45-55 minutos.
A torta estará pronta quando a borda da massa estiver dourada e quando você espetar uma faca no recheio e ela sair quase seca (o meio da torta sempre parece mais úmido, e tudo bem, é assim mesmo).
Retire do forno e deixe esfriar antes de comer. Você pode servir a torta pura ou com chantilly. Feliz Halloween!

Festival traz famosa pizza do Brooklyn pra SP

Pizza do Roberta's na Bráz: massa deliciosa e recheios fartos

Pizza do Roberta’s na Bráz: massa deliciosa e recheios fartos

Quando estive em Nova York, em 2012, fiquei hospedado na casa de um amigo querido, Edu Graça, em Williamsburg, um aprazível bairro do Brooklyn, famoso por reunir moradores jovens (e muitos, muitos hispters). Na ocasião, Edu (que escreve sobre cinema e política, mas é um voraz caçador de boa comida) me levou a uma pizzaria em Williamsburg que estava fazendo barulho: Roberta’s. A casa, de fachada simples e ambiente despretensioso, estava lotada e esperamos quase 2 horas para comer ali – e meu humor já estava descendo o rio Hudson quando finalmente ganhamos uma mesa. Daí por diante foi só felicidade: comida boa, serviço alegre, música pop bombando e uma das melhores pizzas que comi em Nova York (aliás, nos Estados Unidos).

Sim, hoje o dólar vale o dobro daquele época, a crise bate à nossa porta e uma viagem pro exterior está um pouco distante pra maioria dos brasileiros. A boa notícia é que você pode provar a pizza do Roberta’s aqui mesmo, sem sair do país e pagando em reais. Até dia 31 de outubro, a rede de pizzaria Bráz está promovendo o festival Bráz Fora de Série – Do Brás ao Brooklyn, em que todas suas unidades servirão cinco pizzas criadas pelo chef Carlo Mirarchi e pelo mestre pizzaiolo Anthony Falco, do próprio Roberta’s de Nova York. Aliás, os dois vieram do Brooklyn para lançar o festival no Rio e em SP, e ainda participaram da inauguração na nova unidade da Bráz em Perdizes (um salão lindo, aliás, projeto do arquiteto Vitor Penha).

O mestre pizzaiolo Anthony Falco dá as dicas de como fazer sua pizza pros colegas da Bráz

O mestre pizzaiolo Anthony Falco dá as dicas de como executar sua famosa pizza do Brooklyn para os colegas da nova unidade da Bráz, em Perdizes

Vale a pena? ( ) Sim ( ) É óbvio ou ( ) Com certeza? Agora sério: a massa dos meninos do Brooklyn é algo que todo fã de pizza tem de provar: bordas altas e crocantes, com o centro mais macio e elástico, e sabor equilibrado, mais alinhada com a tradição napolitana. A que mais me agradou foi a Hospedaria dos imigrantes (R$ 79), que traz calabresa em flocos, mussarela fresca e sopressata picante fatiada, finalizada com um doce fio de mel, equilibrando a picância da receita. Aliás, por falar em picância, os adeptos de uma boa pimenta vão gostar da Roberta’s (R$ 79), que leva alho fatiado fino, mussarela fresca, parmesão grana padano, cebola roxa fatiada e uma boa dose de pimenta dedo de moça. Outra boa surpresa é a Mercadão (R$ 79), uma pizza bianca com cogumelos, mussarela fresca, speck, cebola roxa e bastante azeite italiano.

Como eu disse, o festival vai até dia 31 desse mês. O cardápio completo desse Fora de Série oferece também traz o vinho Bella Vista Estate Pinot Noir, da Bueno Wines (R$ 79 garrafa/ R$ 19 a taça), água mineral S. Pellegrinno Vogue Italia Limited Edition (R$ 11,50), tiramisù (R$ 21) e café Illy (R$ 5,30).

Bráz Pizzaria – Rua Piracuama, 155, Perdizes, tel. (11) 2366-9894; Rua Graúna, 125, Moema, tel. (11) 5561-1736;
Rua Vupabussu, 271, Pinheiros, tel. (11) 3037-7975;
Rua Sergipe, 406, Higienópolis, tel. (11) 3214-3337, e demais unidades: www.brazpizzaria.com.br

O (re) descobrimento do Piauí

Paçoca com carne de sol, do São João: uma das melhores coisas que comi na vida

Paçoca com carne de sol, do São João: uma das melhores coisas que comi na vida

Se você acha que capote é apenas um casaco mais grosso, estamos juntos! Até dois meses atrás, era a única coisa que me vinha à mente quando ouvia esse substantivo. Bem, depois de ir ao Piauí descobri que capote é como se chama galinha d’Angola, uma das proteínas mais comuns da culinária daquele Estado. O que fui fazer lá? Ver de perto o Festival Gastronômico Maria Isabel, em Teresina. Foi o primeiro evento desse porte na região, realizado pelo Sebrae-PI e com curadoria da chef Ana Luiza Trajano, do restaurante Brasil a Gosto.

Cajuína, a bebida mais típica do Piauí: tome pura, com água gasosa ou, sei lá, vodca

Cajuína, a bebida mais típica do Piauí: tome pura, com água gasosa ou, sei lá, vodca

O festival começou no dia 23 de agosto, no parque Potycabana, onde montou-se uma super tenda com 20 estandes dos restaurantes e bares participantes (cada um criou uma receita com ingredientes regionais, à venda por R$ 15), palco com shows e estandes de artesanatos, comes e bebes. Raramente vi um ar-condicionado funcionar tão bem em um local desses. Mesmo com 40ºC bombando do lado de fora, cerca de 15 mil pessoas visitaram o evento nos três dias, sem passar calor! Aliás, foram consumidos quase 7 mil pratos  (e um real de cada prato vendido será repassado para a Fundação Padre Antônio Dante Civiero).

Hora da farinhada: discos quentinhos de beiju de goma de tapioca

Hora da farinhada: discos quentinhos de beiju de goma de tapioca

Além da Potycabana, o festival também teve concurso das escolas de gastronomia locais, circuito gastronômico dos restaurantes e oficinas no Sebrae com chefs ligados ao projeto. Sim, porque dois meses antes do festival, Ana Luiza reuniu quatro chefs para uma viagem de pesquisa pela capital e interior do Piauí – a pesquisa acabou também virando um festival a dez mãos no próprio Brasil a Gosto, com pratos criados por cada chef. O festival vai até novembro (confira os pratos no meu Instagram).

Oficinas no Sebrae com Ana Luiza Trajano, Fábio Vieira e Neka Mena Barreto

Oficinas no Sebrae com Ana Luiza Trajano, Fábio Vieira e Neka Mena Barreto

Aliás, são eles a banqueteira Neka Mena Barreto (da Neka Gastronomia), a chef Mônica Rangel (do restaurante Gosto por Gosto, em Visconde de Mauá, RJ), a chef carioca Flávia Quaresma e o chef Fábio Vieira (do restaurante Micaela, em SP). Em Teresina, todos apresentaram suas criações para o festival e alguma outra receita. Outro sucesso: 910 pessoas lotaram o auditório nos dois dias de oficina (ah, o ar condicionado do Sebrae também estava de parabéns; sério, muito importante esse detalhe no Piauí!).

Quibe do sertão (carne de sol e requeijão), do Favorito

Quibe do sertão (carne de sol e requeijão), do Favorito

E aproveitando a minha visita à capital piauiense, fiz um pequeno guia dos restaurantes e locais para visitar quando estiver em Teresina – e os pratos de que mais gostei. Aproveitem, tomem muita cajuína (pura ou misturada com água gasosa) e levem roupas beeeem leves, viu?

O famoso capote selvagem com arroz. O lado mais escuro é o pregadinho.

O famoso capote selvagem com arroz. O lado mais escuro é o pregadinho.

Favorito (R. Angélica, 1059, tel. (86) 3332-2020) – O Favorito está para Teresina como o Parraxaxá está para Recife: é o restaurante de comida típica mais famoso e amado pelos próprios moradores – as numerosas mesas nos almoços de domingo são bem concorridas. O menu é enorme e provei um pouco de tudo, mas do que mais gostei foram o arroz de capote selvagem, que vem com uma porção de “pregadinho” (aquela parte do arroz que “pega” no fundo da panela e absorve sabores incríveis). Custa R$ 119,90, mas vem numa porção pra quatro pessoas. Também o capote frito com farofa de farinha d’água e manteiga de garrafa (R$ 119,90) e um inusitado quibe do sertão: bolinho de macaxeira com carne de sol e requeijão (R$ 29,80, oito unidades).

 

Melhor carne de sol que já comi e um coalho com melaço pra nunca esquecer

Melhor carne de sol que já comi e um coalho com melaço pra nunca mais me esquecer

São João (R. João Cabral, 2274, tel. (86) 3213-1472) – O salão estilo “simplão” não entrega de cara, mas ali é servida uma das melhores carnes de sol que já comi nos meus vários anos de vida (nem pergunte porque não revelo esse número facilmente, ok?). Invista fortemente no filé de carne de sol (R$ 92, pra duas pessoas no mínimo!), que vem com baião de dois, vinagrete e uma macaxeira cozida quase cremosa de tão macia. Ah, ali também é servida a melhor paçoca de carne de sol com banana que comi no Piauí e uma imensa placa de queijo de coalho grelhado com melaço. Recomendo fortemente e volto assim que puser meus pés novamente no Piauí.

 

A bela Renata com suas delícias, como o bolo de sal

A bela Renata com suas delícias, como o bolo de sal (centro) e o de caroço (à esq.)

Bolo de Vó (R. Angélica, 1479, tel. (86) 9442-8385) – Uma pequena jóia (é pequenino mesmo) cheia de delícias. O café comandado pela simpaticíssima Renata serve bolos típicos, como o sensacional e macio bolo de caroço (às 16h sai uma fornada quentinha, #ficadica), o famoso bolo de sal (ou bolo de goma), um hit dos cafés da manhã, e outras delícias como as petinhas (biscoitinhos crocantes de tapioca) e bolos doces variados. Não peguei o preço de nada, de tão atarantado. Mas certamente vale a pena o investimento.

 

Camarão na chapa e patinhas de caranguejo, do Elias

Camarão na chapa e patinhas de caranguejo, do lendário seu Elias

Camarão do Elias (R. Pedro Almeida, 457, tel. (86) 3232-5025) – Um dos melhores lugares para fechar a noite em Teresina. Se der sorte, você ainda topa com o lendário “seu Elias”, fundador desse bar-restaurante já clássico na cidade – existe desde os anos 1980! A especialidade é… camarão (duh!) E eu enchi o bucho com um dos itens mais pedidos de lá: camarão na chapa com estragão e alcaparra (R$ 60). Mas não deixe de provar as patinhas de caranguejo maranhense (R$ 30), super cremosas e com sabor marcante. E peça uma caipirinha de caju com limão e cachaça Lira – se você der sorte de ser época de caju (em agosto quase não tinha a fruta). Senão, vá no clássico limão, que acompanha bem o camarão.

 

Carne de sol cabocla e o ótimo feijão tropeiro do chef

Carne de sol cabocla e o ótimo feijão tropeiro do chef

Grelhatta (Av. Lindolfo Monteiro, 1239, tel. (86) 3305-6929) – O jeitão de churrascaria “típica” desanima um pouco: salão com luz muito clara, TV bombando na parede, salão sem muita personalidade. Mas… supere isso e insista, porque a comida é ótima. E se for ali à noite, esqueça um pouco o calor e sente nas mesas do lado de fora, que têm seu charme e mudam a experiência. O extenso menu tem alguns destaques, como o feijão tropeiro do chef (R$ 23,90), com os grão quase al dente e um tempero impecável. Outra pedida certa é a carne de sol cabocla (R$ 75,90, pra duas ou três pessoas): filé com molho de tomate, purê de abóbora e uma inesquecível farofa de ovos. Ah, sim, ali também tem um ótimo arroz Maria Isabel (prato tão típico do Piauí que até deu nome ao festival).

 

Chocolate e bacuri, uma mistura que deu certíssimo

Chocolate e bacuri, uma mistura que deu certíssimo

La Pâtiserie Favorito (Av. N. Sra. De Fátima, 2575, tel. (86) 3232-4414) – Mais uma das seis casas (!) do grupo Favorito, esse misto de café e doceria é um encanto. Além de sanduíches, comidinhas, lanches e combos de café da manhã, as estrelas da casa são os doces elaborados no estilo “quando a França encontra o Piauí. Como a arrojada combinação de chocolate e bacuri (R$ 10,10) na foto. Também provei um prosaico mil-folhas, bastante honesto, pelo mesmo preço acima.

 

Os bolos fritos da Socorro (vulgo Help) e a incansável dona Francisca

Os bolos fritos da Socorro (vulgo Help) e a incansável dona Francisca

Quer mais algumas dicas rápidas para sua estada em Teresina? Visite o Mercado do Mafuá, simples e bagunçado, mas onde você compra um ótimo azeite de babaçu da dona Francisca (quase 90 anos de idade e está lá, firme e forte todos os dias) e come o famoso bolo frito com café da Socorro (a barraca diz “da Help” porque Socorro era muito grande e não cabia).

 

Meu café com condições. Desculpa aí...

Meu café com condições. Desculpa aí…

Dê uma passada no ateliê da artista plástica Kalina Rameiro (R. José de Lima, 510, tel. (86) 3233-1278). Tem desde peças de decoração (me apaixonei pelas esculturas de corações de madeira com desenho rendado), até bolsas e acessórios, como esse colar feito com espeto de babaçu e pedras regionais. Ah, se der sorte você ainda toma um delicioso café da tarde, com bolo de milho. Me emocionei com o jogo de xícaras douradas, que apelidei de “café com condições”. Sim, sou um tonto.

kalina atelie

O ateliê de Kalina e seu surpreendente trabalho com materiais regionais

Se quiser ver mais dessa viagem, postei um montão de fotos no meu Instagram, a partir daqui. Boa viagem!

 

Festival traz mais de 80 versões de sanduíches

Grilled Olive Cheese (R$ 15), do Santo Pão: mix de queijos derretidos no pão artesanal de azeitonas e alecrim tostado na chapa, acompanha dipping de tomate e manjericão.

Grilled Olive Cheese (R$ 15), do Santo Pão: mix de queijos derretidos no pão artesanal de azeitonas e alecrim tostado na chapa, acompanha dipping de tomate e manjericão.

Começa hoje a 5ª edição do Sanduweek, festival que até dia 27 reúne 43 casas de São Paulo que servirão sanduíches especialmente criados pro evento, com preços até R$ 40. E esse ano as barracas de rua também participarão, com preço fixo de R$ 15. Quem gosta de hambúrguer, atenção: são mais de 25 versões só deste sanduba.

Sheik Cheddar do Bullger (R$ 20): pão de brioche, carne Black Angus, cebola assada e cheddar

Sheik Cheddar do Bullger (R$ 20): pão de brioche, carne Black Angus, cebola assada e cheddar

Além do roteiro gastronômico de 11 a 27 de setembro, o Sanduweek terá eventos especiais. Como uma edição especial da Feirinha Gastronômica, no Marechal Food Park (Rua Dr. Albuquerque Lins, ao lado do metrô Marechal) no dia 17, das 11h às 21h, com lanches de R$ 15 a R$ 20.

Mignon na Baguette (R$ 35,90), da Deli Deli: mignon grelhado com sal grosso, blend de queijo gruyère e prato PJ, pão baguette, com molho "mostardeli" da casa e servido com mix de folhas.

Mignon na Baguette (R$ 35,90), da Deli Deli: mignon grelhado com sal grosso, blend de queijo gruyère e prato PJ, pão baguette, com molho “mostardeli” da casa.

Já no dia 18, vai rolar a Cozinha Experimental da Nestlé, com aula show a preparar os sanduíches criativos. Os ingressos estarão à venda pelo site de experiências gastronômicas foodpass.com.br, por R$ 60, com direito a degustação e diploma de “mestre sandubeiro”.

Tostex vegetariano (R$ 15), do Jorge Restaurante: lâminas de abobrinha regadas com fio de azeite extra virgem, requeijão orgânico Nata da Serra, tomate e mozarela de búfala, no pão 5 grãos

Tostex vegetariano (R$ 15), do Jorge Restaurante: lâminas de abobrinha regadas com fio de azeite extra virgem, requeijão orgânico Nata da Serra, tomate e mozarela de búfala, no pão 5 grãos

Finalmente, haverá um programa pros exploradores gastronômicos: a maratona Electrolux Sanduweek Route. Nos dias 15 e 22, entre 19h e 23h, uma van levará a turma provar diversos lanches participantes do festival. (Ingressos por R$ 70, também no foodpass). Ah, você pode ter acesso às informações completas, endereços, mapas e receitas dos sanduíches no site do Sanduweek.

Momento Masterchef: receita fácil da pastilla marocaine

Screen Shot 2015-09-11 at 5.51.33 PMTodo mundo gosta do Masterchef Brasil, não é? Pois então, eu não sou exceção e adoro o programa – e também fiquei #xatiado que a Jiang saiu! Enfim, em um dos episódios nossa chinesa favorita preparou uma pastilla marroquina (ok, ela perdeu a prova pra Izabel, que fez o mesmo e teve melhores resultados). Fiquei muito a fim de reproduzir a receita, até que meu amigo Rodrigo Cantarelli (um pernambucano que ama testar pratos) me veio com essa versão com carne moída, mais “adaptada” – em geral, a pastilla é recheada com cordeiro, frango ou pombo (!). Você pode usar essas carnes também, apenas ajuste os temperos para o frango. O que importa é: a execução é simples, o resultado é delicioso, fica um cheirinho delicioso pela casa e você ainda paga de masterchef pros amigos. Bora fazer?

Screen Shot 2015-09-11 at 5.51.18 PMPastilla Marocaine

Ingredientes:
450 g de patinho moído
1 cebola grande bem picada
2 dentes de alho finamente picado
4 colheres de sopa de óleo
1/2 xícara de passas brancas
1/2 xícara de amêndoas
1/2 xícara de pistaches
1/2 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de semente de cominho
5 ou 7 cravos da índia
3 anis estrelados
1 colher de chá (bem cheia) de pimenta síria moída
1 boa pitada de noz moscada
8 folhas de massa filo (comprei pronta, da Arosa, no supermercado)
150 g de manteiga clarificada derretida (pode ser a normal também)
1 colher de chá de açúcar refinado ou mascavo
Sal e pimenta do reino a gosto
1 colher de sopa de amêndoas laminadas (para decorar)
1 colher de sopa de açúcar refinado (para polvilhar)

Modo de preparo:
Refogue a cebola no óleo, depois acrescente o alho, a carne e deixe refogando mais.
Pique grosseiramente as amêndoas e os pistaches (estes sem a casca externa e sem a casquinha interna). Torre rapidamente estes frutos secos numa frigideira sem óleo, junto com o anis e os cravos, apenas o suficiente para soltar o sabor e o aroma. Um pouco antes de tirar, junte o cominho (se colocar junto ele pode queimar mais rapidamente e amargar).
Adicione tudo à carne e junte a canela, o açúcar, as passas e a pimenta síria. Tempere com sal e pimenta e deixe tudo refogando até fica bem sequinho.
É hora de montar a torta. Pegue uma forma redonda, de uns 23 cm de diâmetro, e unte com manteiga. Coloque as folhas de massa filo, pincelando a manteiga derretida uma a uma, no fundo da forma, deixando a sobra pra fora da borda. Use seis folhas para criar o fundo e as beiras.
Coloque ali todo o recheio, mas antes lembre de “pescar” o anis estrelado e os cravos. Dê uma alisada com a colher e cubra com as outras duas folhas de massa filo (sempre pinceladas com manteiga derretida!). Feche a torta com as sobras de massa que estavam pra fora da borda e coloque as amêndoas laminadas por cima.
Leve ao forno pré-aquecido entre 180ºC e 200ºC e deixe assar até a massa ficar dourada. Tire do forno, desenfome com cuidado (por sem muito fina e crocante, a massa fica mais quebradiça) e salpique com o açúcar refinado (se quiser, salpique também com um pouco de canela). Está pronta!