Festival de culinária paulista tem pratos de até R$ 15

RojãoFicou em SP nesse feriadão sem sol? Passa no Parque Villa Lobos que até amanhã estará rolando o 2º Festival Gastronômico Sabor de São Paulo. Desde fevereiro, evento já percorreu o interior e litoral do estado e traz pratos da cozinha paulista, feitos por mais de 60 estabelecimentos em 15 cidades. Todos os pratos custam até R$ 15. Por exemplo, tem o Rojão (na foto), famoso espeto de carne suína da Casa de Carne Balaio, de Ribeirão Grande; o nhoque ao creme e ragu com pinhão, do Gustattori Confort Food, de São Carlos; e o hot dog maçaricado do Friend’s Dog, de Paraguaçu Paulista. Além dos estandes de comida, há shows musicais e barracas de produtos orgânicos. O evento acontece dias 22 e 23 de novembro, ou seja, hoje e amanhã, das 11h às 19h.

Parque Villa Lobos – Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001, Alto de Pinheiros, www.sabordesaopaulo.com.br

 

Receitas fáceis de panqueca de maçã verde e pão de queijo com tapioca

Screen Shot 2014-11-14 at 12.00.22 PMOntem participei de uma aula diferente, organizada pela Le Creuset (a famosa marca francesa de panelas de ferro esmaltado e utensílios coloridos): como fazer guloseimas de café da manhã. A aula aconteceu no restaurante Capim Santo e foi ministrada pela própria chef Morena Leite. “O café da manhã é uma das refeições mais importantes lá em casa; é quando eu tenho tempo de ficar à mesa com minha filhinha”, contou a chef. Bem, entre tigelas, frigideiras e vasilhas, eu e outros blogueiros/jornalistas preparamos três receitas, muito rápidas e práticas. Vou dar duas aqui: a panqueca de maçã verde com iogurte e o pão de queijo com tapioca. Mão na massa!

 

Bancada colorida com esse monte de Le Creuset

Bancada colorida com esse monte de Le Creuset

Panqueca de maçã verde com iogurte
(rendimento: 10 porções)

Ingredientes
1 pote de iogurte natural
2 ovos
2 colheres de sopa de manteiga amolecida
2 colheres de sopa de açúcar
½ colher de sopa de raspas de limão
1 xícara de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa rasa de fermento em pó
1 maçã verde ralada (com casca, sem sementes)
1 pitada de sal

Modo de fazer
Em uma tigela, misture o iogurte com os ovos. Acrescente a manteiga, o açúcar, as raspas de limão, a maçã ralada e mexa bem.
Aos poucos, incorpore a farinha de trigo, fermento e sal, até obter uma massa homogênea. Se estiver mole demais, coloque um pouco mais de farinha de trigo (mas não exagere, senão fica massuda).
Aqueça uma frigideira (a nossa era Le Creuset, mas pode ser qualquer uma antiaderente) untada com um fio de óleo ou uma colher de chá de manteiga. Despeje pequenas porções da mistura, para formar um círculo “gordinho”.
Aguarde alguns minutos até que comece a dourar e desgrudar do fundo da frigideira para virar e dourar do outro lado. Um truque: quando a massa começa a fazer bolhinhas, é hora de virar. Sirva a panqueca com mel, xarope de bordo, nutella ou docd de leite, guarnecida com frutas picadas.

 

IMG_7280Pão de queijo com tapioca
(rendimento: 28 porções)

150 ml de leite
100 g de tapioca granulada
200 g de polvilho doce
50 ml de azeite de castanha do Pará
150 g de queijo Serra da Canastra ralado
3 ovos
5 g de sal (ou o quanto basta)

 

Modo de fazer
Primeiro, hidrate a tapioca no leite por uns 15 minutos, ou até que os grãos assimilem o líquido. Misture os ovos, o sal, o queijo e o polvilho. Adicione o azeite e mexa até obter a massa homogênea.

Com a véia Katsuki, preparando as guloseimas

Com a véia Katsuki, preparando as guloseimas

Ela deve ter a consistência para você fazer bolinhas com as mãos. Caso esteja ainda mole, coloque um pouquinho mais de polvilho ou leve à geladeira por meia hora, para a massa firmar.
Unte levemente uma assadeira com manteiga (sem excesso, senão o pão de queijo absorve a gordura) e vá fazendo bolinhas com as mãos untadas e colocando na assadeira, mantendo uma distância razoável umas das outras (não se esqueça que o pão de queijo cresce). Asse em forno médio pré-aquecido por uns 20 minutos, ou até dourar. Está pronto!

 

Capim Santo – R. Ministro Rocha Azevedo, 471, Jardins, tel. (11) -3068-8486, ww.capimsanto.com.br
Le Creuset Brasilhttp://www.lecreuset.com.br

Reims 2: tomando champanhe direto da fonte

Screen Shot 2014-11-12 at 6.34.08 PMFechando (finalmente!)  a série “Férias na França“, vou falar da principal atração da região de Champagne: as mais de 70 marcas da bebida em Reims e arredores (escolha aqui). Você pode conhecer qualquer uma, basta agendar a visita com antecedência. Uma das mais conhecidas, a Möet & Chandon, nem fica exatamente em Reims, mas em Épernay, a cerca de 30 km de lá. Vale a viagem, se você vai ficar mais de um dia em Reims. Eu acabei visitando duas maisons em Reims mesmo.

 

IMG_3823A primeira foi a Taittinger (9, Place Saint-Nicaise, tel. 03 26 85 84 33), champanhe oficial da Copa do Mundo 2014. A marca existe desde 1734 e é umas das mais visitadas da região (7000 visitantes/ano). As caves da maison Taittinger, onde são guardados os cuvées especiais, se espalham por 4 km de galerias de giz escavadas pelos romanos, chamadas de Crayères. As vantagens? Essa rocha calcária mantém naturalmente a umidade e a baixa temperatura (entre 8ºC e 10ºC) ambientes, ou seja, condições extremamente favoráveis à conservação do champanhe.

 

IMG_3849A visita de uma hora começa com um filminho, contando a história da marca, passa pelas caves cada vez mais profundas (estamos falando de 20, 30 metros abaixo do nível da terra) e acaba com uma degustação de um a três rótulos da marca (de 16,50 euros a 41 euros). Dica? Vá na degustação de dois rótulos (25 euros), que inclui o delicioso Comte de Champagne Blanc de Blancs, uma das estrelas da marca, feito com 100% de uva chardonnay. Ah, e tem a lojinha, pra você comprar champanhe mais barato.

 

 

IMG_3953A segunda maison que visitei foi a mais antiga da região: a Ruinart foi a primeira casa de champanhe de Reims, fundada em 1729 por Nicolas Ruinart, um comerciante de tecidos. Ele era sobrinho de um monge beneditino, Dom Thierry Ruinart, que trouxe para a família a técnica de fazer o champanhe, aprendia com outro monge, Dom Perignon (conhece?). Nos primeiros anos, Nicolas usava as garrafas de champanhe para presentear seus melhores clientes de tecidos. Quando notou que os pedidos da bebida superavam os de tecido, trocou de negócio.

 

crayereA Ruinart também guarda seus vinhos nas crayères. Aliás, tem nada menos que 8 km de galerias subterrâneas, que descem a quase 40 metros abaixo do solo. A visita é encantadora: um intricado labirinto branco, cheio de escadarias, inscrições nas pedras, saídas de ar titânicas, saídas sepultadas e, claro, milhares e milhares de garrafas de champanhe Ruinart.

 

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Praticamente um tesouro, aliás, já que os champanhes da Ruinart não são vendidos em qualquer loja, nem na França – e o preço é bastante superior à média. Pudera: o rótulo Dom Ruinart Blanc de Blancs Millesime Brut, por exemplo, é feito apenas com uvas chardonnay grand cru e envelhecido por no mínimo 10 anos. A visita também é mais cara: 70 euros por pessoa, incluindo um tour e degustação de uma taça (com quatro opções a seus dispor – e eu escolheria a Dom Ruinart Rosé). E chega de falar da França. Au revoir!

 

 

Reims 1: o charme e as delícias de uma cidade medieval

IMG_3711Durante minhas férias em Paris, dei uma escapada de um dia e meio para visitar um dos lugares mais encantadores da França: Reims. A cidade, que fica a 130 km ao norte de Paris, é o epicentro de Champagne, região que reúne todas as maisons que produzem a preciosa bebida. Sim, você pode (e deve) visitar as maisons (são mais de 70 marcas!), conhecer como o champanhe é feito e armazenado e degustar a bebida ao final. Sim, tomei 15 taças em menos de dois dias. Mas Reims vai além disso: a pequena e linda cidade ficou conhecida como o local onde todos os reis da França foram consagrados, e sua catedral é uma das mais belas do país.

 

IMG_3714Catedral de Notre-Dame de Reims (Place du Cardinal-Luçon) – A imponente construção medieval (começou a ser erguida em 1211) abrigou todas as coroações dos reis da França, sobreviveu a incêndios, à invasão inglesa, à Revolução Francesa e à I Guerra Mundial – quando os alemães dizimaram a edificação para arrasar com o orgulho dos franceses. Aliás, dentro da catedral há uma série de painéis com fotos e ilustrações contando sua gloriosa história. Até Joana D’Arc passou por ali, como figura central da coroação de Carlos VII, 1, 1429. Não deixe de admirar os vitrais e as cores que eles projetam sobre a estrutura gótica da igreja.

 

Screen Shot 2014-11-12 at 5.34.19 PMPalácio de Tau (2 place du Cardinal-Luçon) – A antiga edificação (em forma de T, “tau” no alfabeto grego) fica ao lado da catedral. O palácio arcebispal funcionava como a residência dos membros da corte nas cerimônias de coroação dos reis. Ali aconteciam também as festas e banquetes reais. Hoje, além do acervo histórico (tapeçaria, esculturas, relicários e o famoso talismã de Carlos Magno), o palácio abriga exposições temporárias: tive a sorte de pegar uma que mostrava peças, quaros e adereços das coroações, inclusive roupas, acessórios e pedaços das carruagens reais. E vi o manto e a coroa de Carlos X (parece adereço de escola de samba, mas é tudo de verdade). A entrada custa 7,50 euros. Dê uma volta pela loja, no fim do passeio: tem até livro de receitas medievais.

 

Screen Shot 2014-11-10 at 2.16.24 PMUma volta na cidade – Reims é pequena (180 mil habitantes), encantadora e mais barata do que Paris. E como tudo é meio perto e plano, vale a pena caminhar para conhecer os arredores. E dá pra fazer um bate-volta de Paris (as passagens custam ao redor de 60 euros e podem ser compradas no site da TGV). Saindo a pé da estação de trem, você chega ao calçadão principal em menos de 5 minutos – e ali estão restaurantes, bares, farmácias e serviços variados.

IMG_3550Os hotéis têm preços bons e acomodações mais confortáveis do que a média em Paris, por isso vale a pena passar uma noite ali. Fiquei no Hotel de la Paix Best Western (9 Rue Buirette), um 4 estrelas com excelente localização, quarto espaçoso, banheira e tudo, por 460 reais o casal. Mas não perca tempo no quarto: saia caminhando em direçãopo à catedral e descubra surpresas como o enorme carrossel ou a escultura de água que muda de cor à noite.

 

IMG_3952Comer em Reims – Eu bem que tentei adotar um dieta líquida em Champagne (dããã!), mas como resistir à culinária local? Entre um passeio e outro, acabamos na Place du Forum, uma chamorsa praça com o contorno todo arborizado, onde estão as mesas de alguns restaurantes que ficam do outro lado da rua. Como o Edgard Bistrot (4 Place du Forum), onde o almoço completo (entrada + prato + sobremesa) sai 14 euros (12 euros se quiser duas das três etapas). Comecei com uma tábua de charcuterie, o principal foi um tournedo de salmão incrível, com arroz de camarguaise (espécie de risoto de ratatuille), e café gourmand de sobremesa – café acompanhado de docinhos. Se quiser uma taça de champanhe (afinal, você está em Reims!) adicione 7 euros.

IMG_3633Caminhando pelo calçadão principal, descobri uma doceria linda, a Waïda et Fils (5 Place Drouet-d’Erlon). O lugar tem decór que remete ao ínicio do século passado (muito veludo, madeira e um ar chique-decadente) e muitas opções de éclairs, macarons e tortas. Fui numa dessas, uma torta normanda folhada, com figos, creme e framboesas (5,60 euros).

 

IMG_3762Brasserie Restaurant Flo (96 Place Drouet-d’Erlon) – que tal um jantar super tradicional, daqueles que você se sente em um filme francês? Foi o que busquei na minha única noite em Reims: comida típica de brasserie, sem muita invenção, mas bem executada. E foi o que eu tive, por um preço justo: fomule diner com entrada, prato e sobremesa por 33,90 euros (se incluir vinho, são 39,90). Comecei com foie gras de pato curtido em champanhe e pimenta sichuan, com chutney de frutas da estação e pão tostado.

IMG_3774O prato foi um suculento rumsteak ao poivre com batatas douphinois gratinadas. Sim, teve espaço suficiente pra sobremesa, um suflê de mousse de chocolate, com creme de baunilha. Ah claro que tomei champanhe (previsível…) Super recomendo o Flo: comida boa, clima agradável e serviço atencioso. Mas tem de reservar! E no próximo post, finalmente os champanhes!

 

Aconchego Carioca SP faz 2 anos e lança cerveja exclusiva

electraE o premiado bar Aconchego Carioca comemorou dois anos de São Paulo – a matriz, no Rio, já tem 12 anos. Desde que surgiu, chamo o local de “paraíso dos bolinhos”, por causa das excelentes criações da chef Kátia Barbosa (bolinho de feijoada, de virado à paulista, almofadinha de tapioca com camarão e por aí vai). Mas o Aconchego também se destaca, e muito, pela poderosa carta de cervejas, obra do especialista e sócio do bar, Edu Passarelli. Nada mais justo, portanto, que a casa celebre esses dois anos lançando seu próprio rótulo: Electra. A cerveja, produzida pela Bamberg, com exclusividade para o Aconchego, é uma vienna larger, de coloração âmbar, com amargor leve, notas de malte e sabor tostado no final. O nome faz referência ao avião que fazia a ponte aérea Rio-SP, caminho percorrido pelo próprio bar em 2012, e o rótulo super retrô foi criado pelo André Clemente. A Electra é vendida em garrafas de 600 ml por R$ 21.

jiloEu adorei a cerveja e já levei uma para casa, onde abri num almoço de domingo e vi desaparecer em segundos. Minha sugestão, se você for toma-la no próprio Aconchego Carioca, melhor se chegar à mesa  acompanhada com um dos bolinhos (claro!) ou com uma das surpresas do menu: jiló fatiado, na conserva de balsâmico, mel e alecrim, com bolinhas de queijo de cabra e torradinhas. Bem mais leve que os bolinhos (fritura, gente!) e bastante saboroso. Ou peça os dois, como eu fiz.

Screen Shot 2014-11-11 at 5.49.25 PMOK, não vou negar que comi vários bolinho de virado à paulista (ótima harmonização com a Electra), mas pirei mesmo na almofadinha de tapioca recheada com camarão (ao fundo, o famigerado bolinho de feijoada e torresmo).

palitos coalhoO encosto da obesidade bateu forte nessa noite, e encerrei com a sobremesa mais incrível do Aconchego Carioca: palitos fritos de queijo coalho com goiabada pedaçuda. Não tenho mais jeito mesmo, fazer o quê?

Aconchego Carioca SP - Alameda Jaú, 1372, Jardins, tel. (11) 3062-8262.

O incrível banquete-manifesto que celebra a cultura brasileira

sonhoOntem participei de um dos jantares mais legais que já fui. Jantar não – trata-se mesmo uma experiência de imersão gastronômica. É o Como Penso Como, evento criado pela designer Simone Mattar, que reúne culinária, história, música, poesia e, claro, design. O banquete acontece na Casa Eletrolux, numa sala de jantar preta, com paredes de back light e projeções de luz sobre a mesa, e funciona como um relógio: as nove etapas do jantar são intercaladas com cantigas interpretadas ao vivo, atores declamando textos sobre a cultura brasileira e um jogo de sombras chinesas ao fundo.

cantoTá, mas e a comida, vale? Sim, e muito: os pratos deliciosos são obras de arte comestíveis, que abordam momentos históricos e culturais do Brasil. Como o sensacional Sonho Real, inspirado no Baile da Ilha Fiscal, o último do Império no Brasil: numa almofade de porcelana biscuit, repousa placidamente um sonho recheado com brandade de bacalhau, com uma coroa feita de telha de alho. Ou seja, o derradeiro anseio do império de impedir os ventos republicanos acabou mesmo num sonho… salgado.

 

luminariaO respasto-manifesto já começa surpreendendo com o prato Grande poder, baseado na culinária indígena do Norte do país. Um bloco de madeira traz um macio bolinho de tacacá (que lembra um moti), uma cumbuquinha com pato curado no tucupi e uma luminária cuja cúpula, feita de mandioca crocante, é comestível.

sardinhaOutro prato incrível é o Cabeça de Bispo, que recupera a história do Bispo Sardinha, devorado pelos índios Caetés. Assim, chegam à mesa cabecinhas prateadas do Bispo, feitas com mousse de sardinha e molho oriental, em cima de uma crostata cinza. Ao lado, vem o manifesto de Simone impresso em uma folha de açaí. Pra comer tudo e lamber os dedos.

 

obiO candomblé traz a tônica desse Oludumaré: são três bolinhos de massa de farinha de arroz e leite de coco, cada dedicado a um orixá. O de Iemanjá é recheado com peixe, camarão e flor de alho; Ogum ganha um bolinho de quiabo e vinho de palma; e bolinho de falo capão com pimenta biquinho pra Exu. No centro, a surpresa: uma esfera transparente (e comestível), com uma fumaça aromatizada de canela, cravo e casca de obi, sobre um acaçá de milho branco e limão. É só quebrar a bolha e sentir o aroma das preces sendo liberadas.

 

mandacaruPeripécias de bode no reino dos bacanas é o prato que homenageia Lampião e Glauner Rocha, e é o mais bonito de todos: uma marmita de alumínio em forma de mandacaru traz paleta de bode glaceada, arroz cateto, jerimum, queijo colaho e manteiga de garrafa. Tudo em cima de uma pedra que remente à carne sexa, com farofa de paçoca e geléia de figo da índia.
ossoFechando os pratos salgados está esse mimo, chamado Ossos do ofício: são ossos esculpidos, que lembram marfim, com barriga de porco crocante, purê de cítricos, picles e flores comestíveis. As esculturas ósseas são executadas por mulheres de uma comunidade chamada Jardim (MS) e deu vontade de levar pra casa!
bananaNão podia faltar Carmen Miranda nesse banquete brasileiro. A preço de banana é a primeira sobremesa: em cima de uma escultura de porcelana linda, está uma mousse de chocolate branco caramelizado, recheado com doce de banana, por cima de uma fatia de queijo da canastra.
pombaA influência do catolicismo e a festa do Divino Esírito Santo aparecem nesse Conflito: a festa do divino. Uma pomba da paz, cercada de nomes de locais onde há guerras, cospe o fogo, uma mousse de chocolate com pimenta e crocante de araçá. Detalhe: o desenho do prato é de chocolate, e você pode lamber para “apagar” o conflito.

amorFinalmente, Tabuleiro brasileiro traz as memórias de quitutes da infâncias de todos nós. Como a paçoquinha (aqui apresentada numa embalagem comestível, feita de folha de coco) ou a goiabada (envolta em papel de goiaba) bala de jabuticaba e doce de graviola em forma de renda. Junto com um cafezinho, claro.
mesaComo eu disse, um verdadeiro banquete de cultura brasileira, que já havia feito sucesso no SESC Pompeia em 2013. Tudo isso, harmonizado com vinhos, sai R$ 250 por pessoa. São dois jantares por dia. Às 18h30 e às 21h30, até domingo, dia 16. A má notícia: já estão todos esgotados. A boa notícia: a organização está tentando fechar mais quatro jantares. Se der sorte, compre o seu no site do Ingresso Rápido e se jogue no manifesto festivo da Simone Mattar.

Casa Eletrolux – Rua Colômbia, 157, Jardim América.

 

 

 

Como fazer em uma hora uma torta finlandesa de blueberry

blueberry1 cópiaMustikkapiirakka: o nome é quase impronunciável, mas o sabor é instantaneamente reconhecido como uma delícia por qualquer pessoa. Trata-se de uma torta de blueberry (ou mirtilo) tradicional da Finlândia. Achei a receita razoavelmente simples e decidi me arriscar – e ficou muito boa mesmo. Os ingredientes são bem fáceis de achar. O açúcar demerara é o menos comum da lista, mas você pode comprar em grandes supermercados ou em casas de produtos naturais – ou usar o açúcar branco mesmo. Então, bora fazer a torta finlandesa e arrasar na hora de servir.

 

IMG_7045Mustikkapiirakka (ou torta finlandesa de blueberry)

Ingredientes:
(massa)
150 g de manteiga sem sal, macia.
150 g de açúcar demerara
1 ovo grande
200 g de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de café de essência de baunilha

(recheio)
400 g de blueberries frescos (lavados e escorridos)
250 ml de iogurte grego regular (nada de light) ou sour cream
50 g de açúcar demerara
1 ovo
1 colher de chá de essência de baunilha

FullSizeRenderModo de fazer
Unte e polvilhe farinha em uma forma redonda ou pirex de 25 cm de diâmetro. Pré-aqueça o forno a 200oC. Bata vigorosamente a manteiga e o açúcar até ficar cremoso. Bata o ovo cuidadosamente, com a essência de baunilha. Misture bem a farinha peneirada e o fermento, mas sem bater, até obter uma massa macia e levemente pegajosa.
Coloque a massa no pirex (ou forma), espalhando com as mãos enfarinhadas, para que as beiradas da forma também sejam revestidas com a massa. Espete a massa com um garfo algumas vezes e leve ao forno por 10 minutos.
Enquanto isso, misture bem numa tigela açúcar, iogurte, ovo e baunilha (eu coloquei uma colherinha de chá de maisena, pra ajudar a firmar logo). Tire a forma do forno, espalhe os blueberries por ela, distribuindo bem, e depois despeje a mistura por cima.
Leve ao forno novamente por uns 30 a 45 minutos (até que o creme esteja mais firme). Desligue o forno mas deixe a torta lá dentro até que a superfície se firme (são mais uns 10 minutos). Formas de vidro são ótimas para você ver se a massa não está assando demais (a minha quase acontece isso).
Retire do forno e deixe esfriar. Pode servir sem acompanhamento ou com sorvete ou creme (bati um chantilly e dei uma leve polvilhada com canela em pó para dar aroma.)

Chef francês a domicílio

saboresEsse blog anda muito “francês”, né? Pardon, mas vou continuar um pouco com esse sotaque nos posts porque, além da minha recente viagem a Paris (que você lê aqui e aqui), as casas francesas por aqui estão muito ativas ultimamente. Agora é o chef Alain Poletto, que comanda a cozinha do Bistrot de Paris, simpático francês na charmosa Vila San Pietro, na rua Augusta. Junto com seus sócios Cyrille Schroeder e Petrit Spahija, o chef criou a loja Sabores da França, na mesma vila do restaurante. A ideia é que o cliente leve para casa entradas e pratos do bistrô. As receitas são preparadas com cocção a vácuo, que  preserva sabor, textura e propriedades nutricionais dos alimentos, mesmo depois refrigeradas. Ou seja, é só chegar em casa, mergulhar a receita em banho-maria, abrir o saquinho e servir.

Entre as entradas, destaque para o salmão (R$ 30 reais para duas pessoas), o patê de campagne (R$ 19 para duas pessoas), terrine de porco cuja receita vem da avó de Poletto, e o foie gras ao Armagnac (R$ 75 por 100g). Entre pratos principais, tem um dos meus preferidos do bistrô, bœuf bourguignon (R$ 72 para dois, que acompanha legumes, bacon caseiro e cogumelos salteados), e magret de pato (R$ 78 para dois, servido com o molho de frutas vermelhas, R$ 12). Ah, se você estiver inseguro sobre o preparo, o pessoal da loja explica cada item pra você arrasar no jantar em casa.

Sabores da França – Rua Augusta, 2542, Jardins, tel. (11) 3063-1675, www.saboresdafranca.com

5º SP Burger Fest traz 132 receitas inéditas em 72 casas

Hambúguer de fraldinha com rabada, mini agrião e cebola roxa (R$ 34), do 12  Burguer & Bistro

Hambúguer de fraldinha 180g,  com rabada, mini agrião e cebola roxa (R$ 34), uma das receitas do 12 Burguer & Bistro para essa edição do SP Burger Fest

Atenção, hamburgueiros, preparem o estômago pra uma overdose de alegria: começa sexta, dia 7, a 5ª edição do SP Burger Fest. Dessa vez, o festival, que segue até dia 23, reúne 72 casas, entre restaurantes, bares e lanchonetes. São mais de 130 receitas inéditas de hambúrgueres, com preços que variam de R$ 15 a R$ 65.

 

Big Kahuna_Fabienne_hambúrguer alto de 220gHá também uma categoria especial de hambúrgueres desenvolvidos com os molhos de pimenta Tabasco. Como o Butch Coolidge, do Big Kahuna (da foto acima): hambúrguer de 220g, cheddar inglês, bacon de costela, aros de cebola crispy, molho barbecue e maionese de Tabasco (R$ 29,80).

 

O burger do Le French: hambúrguer com emmental e relish de cebola e mostarda. Acompanha fritas (R$ 33)

O burger do Le French: hambúrguer com emmental e relish de cebola e mostarda. Acompanha fritas (R$ 33)

Quem não quiser esperar até sexta, pode começar a comilança hoje mesmo, na edição especial da Feirinha Gastronômica do Butantan Food Park (Rua Agostinho Cantu, 47, Butantã), com 17 barracas vendendo hambúrgueres a R$ 20. Ainda haverá edições especiais da Feirinha dias 12 e 19, das 12 h às 22 h. Além disso, o festival contempla aulas para aqueles que desejam fazer o próprio burger, no Hellmann’s Burger Academy, dias 10, 11 e 13, com temas e locais diferentes. Cada aula com apostila e degustação custa R$ 65, e você pode reservar no www.foodpass.com.br. Já mais informações sobre o festival está na página do SP Burger Fest.

 

 

Feirinha Gastronômica ganha mais um endereço em SP

Screen Shot 2014-11-03 at 5.28.11 PMOi, food truck! Domingo visitei um novo endereço da Feirinha Gastronômica Jardim das Perdizes – sim, é aquele novo bairro entre Barra Funda e Lapa, que está surgindo junto com um mega empreendimento imobiliário. A nova Feirinha traz o “selo” da KQi Produções, de Maurício Schuartz e Daniela Narciso, os mesmos organizadores do Butantan Food Park e Chefs na Rua. São 4.000 m2, com algumas mesas e ao lado de uma praça com mais mesas e sombra (importantíssima num domingo como ontem). Mal cheguei e já me joguei no enorme pastel de 30 cm (!) do Meo Pastel, recheado com queijo e alcachofra (na foto). Também provei o de salmão e achei bem gostoso.

Os picolés premiados do Me Gusta, aqui de tangerina e morango recheado com leite condensado.

Os picolés premiados do Me Gusta, aqui de tangerina e morango recheado com leite condensado.

Ontem havia cerca de 40 expositores, entre barracas, food trucks e carrinhos. A maior fila era para os picolés do Me Gusta, eleito o melhor sorvete de São Paulo na edição Comer e Beber 2014 da Veja SP. Claro, com esse calorão as sobremesas geladas viraram estrelas – no estande ao lado, os cheesecakes de palito do chef patissier Lucas Corazza também acabaram cedo.

Screen Shot 2014-11-03 at 5.28.39 PMOs hambúrgueres também foram destaque da última edição. Um dos mais criativos foi o Pulp Fiction (R$ 20), do Burgertopia, projeto dos chefs Jimmy McManis, Allan Sales, Rafael Stavale e Camila Crichigno: o burgão Big Kahuna levava maionese de leite, relish de tomate e pimentão vermelho, cebola roxa na chapa e bacon.

Screen Shot 2014-11-03 at 5.28.26 PMAliás, provei ali também a Sumeria, cerveja artesanal produzida em Santo André desde dezembro de 2013. A marca tem três tipos de cerveja (IPA, german pilsner e witbier), todas com rótulos ilustrados muito bonitos. Experimentei as três e gostei mais da IPA, ou melhor, Olivia IPAlito, que tem um amargor elegante e um bom toque alaranjado. A garrafa de 300 ml sai R$ 15.

A Feirinha Gastronômica Jardim da Perdizes acontece todo sábado e domingo, das 12h às 20h, na Av. Marquês de São Vicente, 2301.