Confesso: comi tartaruga… e gostei!

Lombo de tartaruga laminado com emulsão de óleo de castanha do Brasil: a carne veio de fazenda autorizada pelo Ibama! E é uma delícia!

Você já comeu tartaruga? Eu nunca havia provado, mas ontem comi… e gostei. Calma lá! Antes que você me jogue no mármore do inferno ecológico, saiba que o bicho veio de fazenda de cultivo em cativeiro, legalizada pelo Ibama! Nada de pesca predatória nem comércio ilegal. Enfim, o prato faz parte do menu especial do Acre, que começa a ser servido hoje no restaurante Brasil a Gosto.

A chef Ana Luiza Trajano passou dez dias no estado, conhecendo a produção de ingredientes locais, como a farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul, o gramixó (açúcar mascavo acreano), as fazendas de tartarugas. Ana também acompanhou o preparo das receitas regionais e voltou com esse cardápio. Começa com um delicioso petisco, miniquibe de mandioca com molho de pimentas acreanas (R$ 24), bem macio e ardinho, bom pra acompanhar a caipirinha de três limões e gramixó.

Esse foi meu prato predileto: caldeirada de pirarucu com feijões acreanos, com leite de castanha e farofa

A entrada é o famigerado lombo de tartaruga laminado, com emulsão de óleo de castanha do Brasil (ou do Pará, com eu insisto em chamar), alfavaca (uma erva, meio prima do manjericão) e chicória da Amazônia (R$ 49). Como eu disse, gostei muito da carne, que lembra um pouco lombo de porco, porém mais suculenta.

Rabada com tucupi e purê de mandioca: carne bem desfiadinha, com quase nada de gordura, e purê aveludado

O menu do Acre tem duas opções de pratos principais. O que mais curti foi a caldeirada de pirarucu e feijões acreanos, com leite de castanha e farofa de mandioca de Cruzeiro do Sul (R$ 82), um prato de sabores intensos, muitas texturas, temperos marcantes. Mas a rabada ao tucupi com purê e farofa de mandioca (R$ 79) não fica muito atrás: carne bem desfiadinha, pouquíssima gordura, bem acompanhada do purê aveludado e com aquele acento forte do tucupi. Delícia!

O beléu, bolo feito com mandioca e gramixó, com sorvete de banana e caldas de açaí e cajá.

A sobremesa é o beléu (R$ 26), um bolo feito de mandioca e gramixó, com caldas de cajá e açaí, sorvete de banana-comprida e crocante de castanha do Brasil. Fofinho, docinho, bem casado com as caldas mais azedinhas. Ah, o cafezinho vem acompanhado por amanteigados de castanha do Brasil. Achei charmoso. Ah, o menu vai até fevereiro, e quem quiser pode comprar ingredientes acreanos, bem como artesanato, à venda no restaurante.

Dá pra comprar ingredientes, como biscoitos de castanha, gramixó, feijões e farinha, para usar na sua cozinha.

Brasil a Gosto – Rua Prof. Azevedo Amaral, 70, Jardins, tel. 3086-3565, www.brasilagosto.com.br

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