Cervejas italianas Del Ducato: gostosas… e bonitas!

Cervejas do birrificio italiano Del Ducato: rótulos modernos e sabores surpreendentes

Sábado estive na importadora Tarantino para uma árdua tarefa: degustar as cervejas Del Ducato, uma microcervejaria italiana, da cidade de Fiorenzuola. O birrificio foi fundado pelo cervejeiro Giovanni Campari em 2007 e produz 22 rótulos, vários deles premiados. A Tarantino está trazendo 16 deles – seis da linha Moderna (média de R$ 19), cinco da linha Clássica (a partir de R$ 39) e cinco da linha Especial (a partir de R$ 90). Os rótulos, aliás, trazem belas ilustrações e, em alguns casos, nomes de músicas de Bob Dylan, (“Winterlude” e “New Morning”) ou de Laurel Aitken, um dos pais do ska jamaicano (“Sally Brown”), ou mesmo do filme Machete. Mas e o sabor das biondas italianas, como é?

Linha Especial: cervejas de baixa carbonatação, que lembram bons vinhos

Bem, não cheguei a tomar as 16 – provei “apenas” dez delas, mas fui surpreendido várias vezes. Entre as “modernas”, gostei da sutileza frutada da Blonde e do leve tostado da Oatmeal Stout (ok, meio comprometido isso porque eu adoro stout, mas enfim…). As “clássicas” vêm em garrafas lindas, que lembram vinhos espumantes. As melhores pra mim são a New Morning, que lembra- uma manhã campestre explodindo na boca (ai, que poético que estou hoje, #sóquenão) e a Verdi Imperal Stout (olha lá eu de novo puxando a sardinha pra minha brasa…). Aroma achocolatado, sabor complexo (que vai do café ao tabaco) e um surpreendente final picante, a Verdi foi, até agora, a única cerveja artesanal italiana a conquistar a medalha de ouro em uma competição internacional de estilos, o European Beer Star de 2008. Merece.

A excelente Beersel Morning, uma cerveja com dourado profundo, forte sabor cítrico e refrescância marcante

Finalmente, as “especiais”, que não ganharam esse nome à toa. A linha tem receitas ousadas, sabores intensos, que se aproximam dos vinhos. Três fazem referência à lua, como L’Ultima Luna, criada para celebrar o nascimento do primeiro filho de Giovanni Campari, Mateus, e lembra perfeitamente um jerez espanhol (13% de álcool, muita fruta vermelha, bem encorpada, sem carbonatação). Dela saiu La Prima Luna, que é envelhecida na garrafa por dez meses. Ainda tem a Luna Rossa, que traz cerejas amarena e marasche e uma acidez marcante, que lembra oxidação – não é muito meu estilo, aliás.
A campeã da tarde, porém, foi a Beersel Morning, blend da New Morning da Del Ducato com a Lambic (cervejas de fermentação espontânea) de 18 meses da cervejaria belga 3 Fonteinen, envelhecida por pelo menos 18 meses na garrafa. Uma sour ale com 6,2% de álcool, cítrica, fresca, alegre, solar – não à toa é a mais cara da família Del Ducato (custa cerca de R$ 200 a garrafa de 750 ml).

www.tarantino.net.br

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Uma resposta em “Cervejas italianas Del Ducato: gostosas… e bonitas!

  1. Invejinha branca da sua degustação. Amo cerveja. Mais do que vinho.Tenho um forte lado “sapa”, dizem os amigos. kkk Saudades das trapistas que trazia de Bruxelas qdo voava na VASP. Era baratinho. Aqui em casa sempre tem uma Leffe, Paulistânia ou Germânia. Uma dica. A baratinha e não tão valorizada XINGÚ é uma das melhores cervejas escuras do Brasil, quiçá do mundo. E o chopp Black da Brahma não é chopp apenas. Deveria estar na categoria “alimento líquido”.

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