Dia de muito camarão na praia da Baleia

Começamos bem o dia na praia: camarões bem gordinhos, empanados com coco, servidos com calda de mel e pimenta

Poucas coisas na vida me dão mais prazer do que viajar, tomar sol, comer bem e me divertir com amigos. No penúltimo fim de semana, fiz tudo isso junto e ainda tive a sorte de pegar dois dias de sol antes que o outono virasse esse lusco-fusco frio e chuvoso que chegou à cidade (nota mental: plantar pimenteira no jardim pra afastar olho gordo). Enfim, a viagem foi pra São Sebastião, mais especificamente na praia da Baleia, com meu amigo (e super blogueiro) Marcelo Katsuki. Ficamos hospedados na Azul Maria, pousada com 17 apartamentos e 1.200 m2, que funciona ali há três anos. Adivinha se, entre idas e vindas da praia, não acabamos almoçando (fartamente) no restaurante da própria pousada?

Fazia tempo que não comia uma lula à dorê tão boa e sequinha. E o molho tártaro parecia coisa feita por Vó Ana!

Bem, antes de tudo, tenho de dizer que o local é lindo – meu apartamento tinha ofurô na varanda e jardinzinho vertical! -, com madeira de demolição, muito branco, vegetação abundante e uma charmosa piscina vermelha. A localização também. A praia da Baleia fica entre Barra do Sahy e Camburi, é plana, tranqüila e razoavalmente extensa pra região (são 2,6 km). Por conta disso é ótima para correr – e eu juro que acordei cedo no sábado e no domingo e corri a praia de ponta a ponta, ida e volta! Assim, pude apreciar as delícias desse post sem (muita) culpa.

Camarões flambados na cachaça, com leve toque de curry, e risoto de maçã verde. Achei equilibrado.

A cozinha da pousada é comandada pela chef Andreia Dutra, que já passou por algumas casas locais, como o Ogan, de Camburi. O cardápio é variado, mas a ênfase, é claro, recai sobre os frutos do mar. E foi nisso que nos concentramos. Começou com meia porção de lulas à dorê, uma das melhores que comi nos últimos tempos, aliás: molusco no ponto, fritura sequinha, massa fina e crocante e molhinho tártaro leve, gostosinho, típico da vovó. Katsuki não se controlou e, apesar dos meus protestos (aham, Junior, senta lá na areia), pediu mais meia porção de parrudos camarões empanados com coco, acompanhados de molho de mel e pimenta. Pecado da gula é fichinha perto disso.

A caldeirada de frutos do mar do Katsuki. Delícia, mas gostei mais do meu…

Meu prato foi de uma felicidade imensa: camarões (de novo? sim, podem me julgar que não ligo) flambados na cachaça, com leve toque de curry, e risoto de maçã verde. Um bom equilíbrio entre o sabor marcante dos crustáceos misturados ao curry e da refrescância da fruta no risoto. Katsuki foi de caldeirada de frutos do mar, acompanhada de arroz de coco e chips de mandioca, muito gostosa também.

Mil-folhas de maçã verde (de novo..) com sorvete e calda de laranja. Ao fundo, terrine de chocolate

Sim, houve sobremesas (no plural, por que não?). Pedimos um mil-folhas de maçã verde (tirei o dia pra ser repetitivo, notaram?) com sorvete de creme e calda de laranja, e uma terrine de chocolate com sorvete. Boas, mas nada especiais como as entradas e os pratos bem executados pela chef.

Tempurá vertical de camarão, do Ogan. Não tem no cardápio, infelizmente

À noite acabamos indo até o Ogan, para provar uma entrada que comemos há mais de dois anos, no finado Festival Gastronômico de Camburi, e que o restaurante gentilmente recriou pra gente (depois de um simpático telefonema da Andreia): tempurá vertical de camarões, abobrinha, tomate e abacaxi. Além de bonito, o danado do prato é um primor, com o empanado perfeitamente frito. Claro que não paramos na entrada – já que estamos no inferno, borá abraçar o capeta! Comi peixe na crosta de castanha com molho cremoso de banana e farofa úmida de… camarões (não sei como não tive uma intoxicação de tanto crustáceo no mesmo dia!). E Katsuki inovou com um nhoque cuja massa é feita som berinjela, com molho ao sugo e manjericão. Mas que japa light – porém não!

Peixe grelhado, com crosta de castanha, creme de banana e farofa úmida de… camarões! Eu estava mesmo monotemático nesse dia

Depois de tudo isso, não coube nem o café. Quase voltei pra São Paulo a pé pra ver se encontrava a vergonha na cara perdida pela Imigrantes. Mas bobagem: como eu disse, juntei algumas das coisas de que mais gosto e ainda ganhei um bronze pra fazer inveja ao povo que ficou por aqui.

Prato do meu amigo Katsuki: nhoque com massa de berinjela, molho ao sugo e bastante queijo, Leve, #porémnão

Azul Maria – Avenida Deble Luíza Derani, 2156  Praia da Baleia, São Sebastião, tel. (12) 3863-6454, www.azulmaria.com.br

Ogan – Estrada de Camburi 1650, São Sebastião, tel. (12) 3865-2388, www.restauranteogan.com.br

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