Comi carne à beça – e não pesou

Picanha suculenta da Casa Nero – comi à noite e não me pesou nada. A foto é de divulgação, porque a minha ficou escura e toda errada

Não costumo me entupir de carne à noite – a não ser que depois vá estender o passeio, tipo uma balada ou algo assim. Mas ontem quebrei minha regra e me dei bem. Muito bem, por sinal. Fui conhecer a recém-aberta Casa Nero, naquele último quarteirão da Lorena, antes de a rua acabar na Rebouças. No local ficava o Chez Burger, fechado em julho. Aliás, não fará falta: achava a casa supervalorizada e meio equivocada nos búrgueres e no serviço. Já esta Casa Nero é o oposto: um grandioso acerto do Grupo Chez (Chez MIS, Chez Lorena e o Bar Secreto). O cardápio, assinado pelo chef Leo Botto (também responsável pelos outros dois restaurantes do grupo) foca numa certa “descontração”. É um menu enxuto, no qual as estrelas são os cortes nobres das carnes (bife de chorizo, picanha, bisteca prime, carré de cordeiro), além de hambúrgueres, acompanhamentos variados e algumas sobremesas. Sem medo de cometer um exagero ou uma injustiça, mas gostei de absolutamente tudo que comi. E olha que o Free Willy aqui não comeu pouco…

Muita madeira, alguns esqueletos e luzes baixas

O ambiente tenta ser rústico e moderno ao mesmo tempo. E consegue: luz baixa (acompanhada de muitas velas), madeira, azulejos negros, sofás de couro, misturados a esculturas de mãos humanas, esqueletos bovinos e utensílios de cozinha. Falando assim, parece assustador, mas ali funcionou. E o que mais importa: a comida vai bem.
Provei algumas entradas, como o pão artesanal com alho na grelha (R$ 8), de casquinha “churrascada” crocante e recheio macio, e os bolinhos quadrados de aipim, (R$ 9) feitos com purê de mandioca frito.

Bolinhos quadrados de aipim: cubismo na cozinha? (agora, sim, a foto é minha)

Os hambúrgueres continuam ali, como o Nero Burger (R$ 29), feito com 180 gramas de carne de Kobe tropical, picles, cebola, tomate na chapa e ketchup caseiro. Mas eu aconselho você investir nas carnes do local. Comi a picanha macia (R$ 44, com 300 g; ou R$ 66, com 450 g), o entrecôte e a bisteca prime bovina (R$ 71). Todos os cortes chegaram com ponto acertado (no caso da picanha, eu diria perfeito mesmo), carne suculenta, acompanhada de um vinagrete marcante e farinha torrada.

Pra mim não existe churrasco, rodízio ou prato de carne a la carte sem farofa. #soudesses (foto de divulgação)

Ainda pedimos farofa da casa (R$ 10), feita de farinha de mandioca, cebola, pancetta crocante e ovo orgânico, batata doce assada e frita (R$ 12) e arroz do chef (R$ 8), com cebola roxa, tomate, brócolis e mandioca crocante.

Finalizando o jantar (e minha sessão fotográfica desastrosa), o pudim de doce de leite. Bom, viu?

Não bastasse esse “carnaval” de proteínas, eu tive a cara de pau de pedir sobremesa – e me dei bem: um bem-servido pudim de doce de leite (R$ 9). Também provei o milk-shake de pistache (R$ 13) da colega de mesa, uma coisa muito séria, viu?

Enfim, fico feliz que a casa tenha mudado tanto – e para algo tão melhor.

Casa Nero Al. Lorena, 2101, Jardim Paulista, tel. (11) 3062-8743

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2 respostas em “Comi carne à beça – e não pesou

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