Muito amor pela Feirinha Gastronômica da Vila

Comecei pela cestinha de lasanha (R$ 9 cada), de bolonhesa ou marguerita, da Tutti Lasagneria

Comecei pela cestinha de lasanha (R$ 9 cada), de bolonhesa ou marguerita, da Tutti Lasagneria

Demorou mas conheci a Feirinha Gastronômica da Vila Madalena. Gostei tanto que acabei indo dois domingos seguidos! Na próxima domingo, dia 28 de abril, rola a décima edição do evento, que já atraiu mais de 30 mil pessoal ao espaço da Rua Girassol. Pra quem não sabe, são 20 estandes de comidas, doces e bebidas (nunca alcoólicas), muitos chefs, restaurantes e bares, vendendo suas criações a preços mais camaradas – para comer ali mesmo ou levar. Vai das 11h às 19h, mas a dica é chegar cedo (até aproximadamente meio-dia) ou depois das 16h, porque rola uma fila de bom tamanho entre esses horários. E isso é bom: por medida de segurança, sempre tem um número máximo de pessoas dentro do espaço.

coxinhasNessa última edição fiquei encantado com a variedade de pratos – provei vários, inclusive dos amigos (é bom explicar porque logo me chamam de guloso). Um dos que mais me surpreendeu foi o trio de coxinhas (R$ 10) do Tangerine: uma de frango com purê de batatas, a outra de massa de mandioca e leite de coco com recheio de bobó de camarão (vai vendo) e a terceira de massa de milho com  carne chilena passada no açúcar e canela. Me lembrou pastel de festa pernambucano. Veja abaixo outras guloseimas da última edição e a lista de participantes e seus pratos do próximo domingo.

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Novo prato do Zena desafia meus preferidos da casa

zenaAdoro comer fora e conhecer novos pratos, receitas inéditas, restaurantes recém-abertos – isso não é novidade alguma. Mas quando estou sem o “boné de repórter” de gastronomia, tenho meus eleitos, preferidos e queridos. E tendo a ser mais conservador: por exemplo, no Mestiço sempre peço o frango Samui. No Ritz, a torta de frango. E no Zena Caffè, sempre fico entre dois pratos: o milanesa com purê ou o nhoque ao sugo com fonduta de queijo stracchino (além da focaccia da casa de entrada, SEMPRE!). Mas jantei lá nesse fim de semana e o chef Carlos Bertolazzi me convenceu a provar uma novidade: papardelle com ragu de pato (R$ 47). E num é que garrei amor no prato?! A massa tem tomilho, o que já dá um gostinho especial. O ragu é bem cremoso, com pedaços tenros da ave, e um toque círtrico surpreendente: pedacinhos minúsculos de laranja confitada misturada à receita. Ou seja, o nhoque a o milanesa que me desculpem, mas passarei um tempo acompanhado do seu novo amiguinho de cardápio.

Zena Caffè – R. Peixoto Gomide, 1901, Jardins, tel. (11) 3081-2158 ou Rua Manuel Guedes, 243, Itaim, tel. (11) 2387 2598, www.zenacaffe.com.br

Ogum ganha homenagem em menu executivo

lomboOlha, dicona para o almoço de amanhã! Como é dia de Ogum, o Na Cozinha servirá seu Banquete Sagrado para Ogum. O prato é lombo suíno temperado com dendê, suco de laranja e mel, acompanhado de purê de inhame e farofa de cuscus de milho, que o orixá gosta. O menu custa R$ 37, 90 e inclui salada de entrada e arroz doce negro com especiarias de sobremesa. Mas olha, só no almoço de amanhã! Por falar no restaurante, eu continuarei as aulas de cozinha com o chef Carlos Ribeiro às quartas-feiras. Quer aprender junto? O novo ciclo começa dia 8 de maio, e será focado na culinárias brasileira – chama-se Do Oiapoque ao Chuí. Tem aula de feijoada, casquinha de siri, pudim de leite, pato no tucupi, vatapá e até quindim. São 10 aulas (uma por semana), por R$ 1.700 (ingredientes incluídos). Bora ser colegas de classe?

Na Cozinha – Rua Haddock Lobo, 95, Jardins, tel. (11) 3063-5377, www.nacozinharestaurante.com.br

Itália é a inspiração dos novos blends e máquinas Nespresso

Nada de vin santo: deguste seu cantucci tomando um Trieste

Nada de vin santo: deguste seu cantucci tomando um Trieste

Alô, fãs de café: já estão à venda os dois novos blends de edição limitada da Nespresso. Dessa vez, a inspiração é a Itália, que nunca produziu um grão de café em sua movimentada história, mas consome oceanos na bebida e deixou para o mundo dois conceitos fundamentais do café: expresso e cappuccino. O primeiro blend é Trieste, uma homenagem ao antigo porto ao norte da Itália, por onde o café passava a caminho de Viena. É um 100% arábica, com cafés do Brasil (doçura, cereais), Colômbia (acidez, frutas), Peru (frescor, ervas) e Etiópia (leveza, flores). Intensidade 9, realmente fresco na boca, com rápido retrogosto amargo (nada agressivo). Achei um café equilibrado. Diria até bem educado. Vamos ao outro:

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Última chance de comer o boi magia

anchoHoje é último dia para provar o menu especial do Pobre Juan com cortes do gado Belted Galloway. Pra quem não sabe – eu mesmo não sabia – a raça de origem escocesa é considerada uma das mais nobres do mundo: carne marmorizada, suculenta, macia até não poder mais. É um verdadeiro boi magia. A rede está oferecendo sete cortes desta carne desde ontem, mas hoje acaba. Jantei na unidade Higienópolis ontem e me acabei numa bife ancho de 490 g (R$ 98,90). Fiquei impressionado com a suculência da carne, que saiu da parrilla no ponto exato. Excelente pedida. Outro corte interessante é o assado de tira criollo (600 g, R$ 132,40), uma enormidade que alimenta tranquilamente duas pessoas  – o Marcelo Katsuki comeu sozinho (só dizendo…).
Ainda mais se rolarem acompanhamentos como as batatas sulfê, pupunha assado e a farofa Pobre Juan (com a farinha salteada na manteiga e misturada com pequenas tiras de cebola empanada e frita). Aliás, uma dica de ouro: seja qual for seu pedido, reserve espaço para a sobremesa e peça os churros (R$ 18): dois bastões de massa frita, crocantes por fora, quase cremosos por detro, quentinhos, mergulhados em doce de leite argentino. Olhe a foto abaixo: preciso falar mais?

Sim, comi os dois churros quentinhos. Serei julgado?

Sim, comi os dois churros quentinhos. Serei julgado?

Pobre Juan – Rua Tupi, 979, Higienópolis, tel. (11) 3825-0927 e outros endereços no www.pobrejuan.com.br 

Sem carne na mesa, com Ganesha no coração

Pakora recheada com arroz integral e suco de manga: menu do Gopala, servido em pratos e copos de metal

Pakora recheada com arroz integral e suco de manga: parte do menu executivo do Gopala

Você torce o nariz quando lê “comida vegetariana”? OK, não se sinta tão culpado: muita gente ainda relaciona culinária vegetariana a comida sem graça – e em alguns casos está coberta de razão. Mas há cada vez mais restaurantes em SP que servem apenas receitas sem carne, mas gostosas, variadas e com muita graça, sim. Hoje almocei num deles, o Gopala Madhava. Como o nome já entrega, é um indiano, que funciona perto da Augusta há 17 anos. A casa só abre nos almoços de segunda a sábado (domingos e feriados não funciona). O menu de cada dia da semana tem duas opções de prato, e inclui sobremesa e suco (R$ 25 ou R$ 18 a meia porção). Acho uma boa pedida: tempero gostoso, serviço rápido, ambiente simples mas com charme.

Queijadinha de sobremesa (que comi junto com a salada sem perceber)

Sobremesa: queijadinha (comi junto com a salada sem notar)

Veja o menu de hoje:  começa na saladinha (pequena mesmo, mas suficiente), seguido por dahl (espécie de sopa bem ecorpada) de ervilha, torta de milho gratinada, pakora recheada (berinjela e queijo fresco empanados, com molho de tomate) e arroz integral com castanha do pará. (na outra opção, troca o arroz e o dahl por espaguete de legumes, tipo yakisoba). O preço inclui suco (hoje era de manga) e sobremesa – no caso, queijadinha. Atenção: a sobremesa chega antes, com a salada. Eu, faminto e distraído com o iPhone, nem notei e comi tudo junto, como se fosse uma quiche adocicada. Ficou bom, mas fiquei sem sobremesa no final da refeição. Quantos curtir merece esse príncipe da gula?

Gopala Madhava – Rua Antônio Carlos, 413, Consolação, tel. (11) 3253-3844, www.gopalamadhava.com.br

Dica “vai, gordinho!” de hoje

briga1O tempo passa e a moda dos ”brigadeiros gourmet” continua firme e forte pela cidade. E eu acho bom: esse é um dos doces mais brasileiros que existem, senão o mais. Também acho válido que existam variações de sabores e receitas, desde que não deixem de dar atenção ao doce tradicional. Não é assim com caipirinhas? Então… Bem, tudo isso porque há algumas semanas conheci uma marca, nova para mim, mas que já tem mais de dois anos de mercado. É a Seraphina Brigadeiros, que tem uma “carta” de 24 sabores e 22 coberturas diferentes. Ou seja, mais de 500 combinações!  Vocë pode encomendar, por exemplo, um brigadeiro de amêndoa coberto com chocolate belga meio-amargo. Ou um bicho de pé (morango) coberto com pepitas de café. Eu provei uma caixa com vários sabores, tradicional (que estava bem bom, viu?), whisky coberto com pistache, framboesa com chocolate e, o melhor de todos, brigadeiro de limão siciliano coberto com chocolate branco. Foi um sucesso e acabou antes dos outros sabores.
Os brigadeiros gordinhos são comprados apenas por encomenda, e vêm numa caixinha plástica. Os preços vão R$ 7 (duas unidades) até R$ 70 (caixa com 20). Há a possibilidade de encomendar caixas especiais e até marmitinha de metal com 12 unidades. A Seraphina também faz bolos e brigadeiros de colher. Encomendas com a Janaína, no cel. (11) 98970-6776 ou email contato@seraphinabrigadeiros.com.br

 

Quem resiste a esse café da manhã?

ovo benzinhoOntem fiz minha penúltima aula no curso de cozinheiro do Na Cozinha. O tema? Ovos! Entre as várias receitas mais ou menos trabalhosas que aprendemos (foram cinco!), fizemos uma muito rápida e prática, que arrasa em qualquer café da manhã. O chef Carlos Ribeiro a chama de Ovo Alô Benzinho. Olha que facilidade:
Pegue duas fatias de pão de forma e faça um furo no meio (com aro de metal ou copo). Numa frigideira antiaderente, coloque um fio de azeite, uma das fatias de pão e os círculos que sobraram dos furos. Doure os dois lados e reserve. Coloque a outra fatia. Quando estiver dourada, vire e coloque por cima a faria já dourada. Adicione manteiga no furo, quebre o ovo (na temperatura ambiente) e deposite ali, cuidadosamente. Tempere com sal (eu coloquei um tiquinho de pimenta também). Tampe e deixe fritar por 3 minutos. A gema fica molinha, cremosa. Retire com cuidado, com o auxílio de uma espátula larga ou escumadeira. Se você gosta de gema mais durinha, antes de tirar vire rapidamente sobre a frigideira para fritar o outro lado. Nãõ fica tão bonito, mas fica mais firme. Sirva num prato com as duas torradinhas,, talvez geleia e manteiga junto, dizendo “alô, benzinho!” (Ok, essa última parte é opcional, pros românticos como eu).

Carlota harmoniza novidade com passado perfeito

Magret de pato com arroz cremoso de pera assada

Magret de pato com arroz cremoso de pera assada

Semana retrasada fui jantar no Carlota e descobri que em outubro o restaurante fará 18 anos. Conheço há 10 anos, quando comecei a navegar pelas águas do jornalismo gastronômico e a casa da chef Carla Pernambuco foi uma das primeiras que visitei como repórter. Gostei tanto que voltei várias vezes, aí como cliente, mas confesso que fazia um bom tempo que não ia lá. Besteira minha: não se deve passar dois meses – dirá dois anos – longe da ótima comida, do serviço cordial e do ambiente reconfortante do Carlota. Ainda mais agora, que a chef colocou no cardápio pratos novos, como esse delicioso magret de pato laqueado com mel do Cerrado e especiarias, com  arroz cremoso de pera assada e tomilho-limão (R$ 58): uma porção bem farta da ave, no ponto perfeito e com sabor marcante, bem acompanhada da delicadeza quase romântica do risoto. Gamei, deu pra perceber, né? Porém, uma nota de nostalgia aqui: numa rápida olhada pelo menu vi que os mesmos pratos que pedi na primeira vez que estive no Carlota ainda estão lá, firmes e fortes: filé mignon ao molho de vinho e balsâmico com risoto de figos (R$ 54) e o suflê de goiabada com calda de catupiry (R$ 19). Tão comfort… Bem, vamos ver mais pratos de 2013?

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Cartões postais culinários

Parece arquitetura, mas é um dos polvos mais macios que já comi

Parece arquitetura, mas é o polvo mais macio que ja comi

Como faz duas vezes por ano, o chef Tsuyoshi Murakami acaba de renovar o cardápio do Kinoshita. Dessa vez, ele mudou 80% da carta, incluindo receitas inspiradas em suas ultimas viagens. O que chega ao balcão (e às mesas, claro) são criações delicadas, conceituais, que remetem à América Latina, à Europa e, naturalmente, ao Japão. Uma das que mais me seduziram foi o Tako no Shitimi Yaki, polvo salteado com pimenta shichimi (pronuncia-se shitimi) togarashi: provavelmente um dos moluscos mais macios que já comi, incrementado com delicadeza pelos  “sete sabores” da aromática pimenta vermelha. Veja abaixo algumas outras paradas da viagem gastronômica sugerida por Murakami.
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