Festival no Obá serve comida ítalo-caipira até domingo

Um clássico do comfort food: pudim de pão, aqui acompanhado de canjica e amendoim. É muito amor.

Um clássico do comfort food: pudim de pão, aqui acompanhado de canjica e amendoim. 

Seu eu fosse você corria pro Obá nesse fim de semana. É que só vai até domingo o festival Boas-Vindas ao Marcador, em homenagem ao novo chef da casa, o mineiro Henrique Benedetti. Novo numas: o chef, que já passou pelo D.O.M. e Attimo, assumiu a cozinha do Obá em janeiro, mas só agora conseguiu elaborar um menu autoral. O cardápio tem 20 pratos, que misturam receitas familiares de Henrique (várias tiradas de um antifo livro de receitas de sua avó) e versões do chef com ingredientes típicos de festas juninas. Almocei ali hoje e comi tanto que estou ainda um pouco tonto. E posso dizer: tudo que provei estava no mínimo ótimo: temperos marcantes, caldos saborosos, execução certeira e combinações surpreendentes. Até nas sobremesa: olhas esse pudim de pão cremoso servido com canjica de milho e amendoim e sequilho de limão (R$ 16). Dá uma olhada  abaixo em outras delicias do chef Benedetti – vale muito a pena!

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E a maior surpresa é a coxinha!

Canelloni de pato confitado com coxinha de foie gras e trufa negra. Sim, é demais.

Canelloni de pato confitado com coxinha de foie gras e trufa negra. Sim, é demais.

O chef Emmanuel Bassoleil deu uma renovada no cardápio do Skye, o restaurante bacanudo no último andar do hotel Unique. São cerca de 25 itens novos, entre combinados, pizzas, entradas e pratos principais. Um deles já ganhou meu coração: é uma das melhores novidades nos menus da cidade (pelo menos até agora). Trata-se do canelloni de pato confitado ao molho Rossini (R$ 93), que chega à mesa acompanhado de uma surpreendente coxinha recheda com com trufa negra e foie gras. Pense! Os canelones bem recheados vêm repousados sobre o molho intenso. A coxinha gordinha e crocante, frita com precisão, completa a sinfonia de sabores criada por Bassoleil. Mas antes de chegar aqui, tem essa polenta abaixo…
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Bettencourt sai do Trindade; agora é só d’A bela Sintra

Carlos Bettencourt- divulgaçãoÉ uma casa portuguesa, com certeza… mas acaba de perder um sócio “da terrinha“. O restaurateur lusitano Carlos Bettencourt deixou a sociedade do Trindade,  português aberto há 4 anos no Itaim, com filial em Alphaville desde 2011. A chef Lola Vinagre continua no comando da cozinha. Bettencourt irá se dedicar ao A bela Sintra, de São Paulo (melhor português da cidade, que faz nove anos em novembro) e a “projetos pessoais”, além de continuar como consultor do recém-aberto Chiado. Quanto a A bela Sintra de Brasília, a casa fica com esse nome por 90 dias e depois vira mais um restaurante com a marca do grupo Trindade.

O hambúrguer proibido para menores

burgerFaz apenas uma semana que a rede General Prime Burger lançou uma nova versão de seus famosos sanduíches e ela já é o item mais pedido do cardápio (vendo o dobro do segundo colocado!). Trata-se do Jack Melted Cheddar (R$ 28,50), hambúrguer de alcatra servido com alface, tomate, cebola frita, bacon e queijo cheddar “turbinado” com whiskey Jack Daniel’s, tudo no pão preto. “Ah, mas na hora que vai ao fogo, o álcool evapora”, você já está aí pensando. Na-na-ni-na-não: o cheddar com whiskey é preparado à parte e fica reservado. Só entra na montagem final do sanduiche, sem passar por calor; ou seja, mantém a presença álcool. É bem pouquinho e equilibrado, mas mesmo assim o lanche é proibido para menores de 18 anos. E dá pra “harmonizar” com três drinques à base do whiskey criados especialmente para acompanhar o lanche (R$ 24 cada): Jack & Citrus (Jack Daniel’s e refrigerante citrus), Jack & Cola (com whiskey e refrigerante de cola) e MaracuJack (com o destilado, polpa de maracujá, limão e refrigerante citrus). Se beber (e comer), não dirija!

MaracuJack: levinho levinho, quase um suco!

MaracuJack: levinho levinho, quase um suco!

General Prime Burger – R. Joaquim Floriano, 541.  Itaim Bibi, tel.:(11) 3060-3333 e outras 4 unidades em São Paulo. www.primeburger.com.br

Festival de minestras pra esquentar a barriguinha

Minestra de zucchinio, caccio e uova: a receita está abaixo!

Minestra de zucchinio, caccio e uova: uma das cinco versões. A receita está abaixo!

O gigante acordou – e  descobriu que estava em pleno inverno! Pois é, o frio chegou mesmo e nessas horas comfort food mesmo é uma sopa quentinha. Várias casas abrem seus tradicionais bufês de sopas. Uma delas é o Mangiare, que serve até 28 de julho cinco versões de minestra, caldo típico da zona rural na Itália, que leva poucos ingredientes, cozidos em caldos leves, que alimenta e aquece a barriguinha do povo. Tem a Minestra di Riso e Fagioli (R$  25), que leva feijão branco, arroz e tomate pelado; a Minestra di Ceci e Costine de Maiale (R$ 35), com caldo à base de grão-de-bico e costela de porco; a Minestra Clássica (R$ 20), preparada com vegetais cozidos no caldo de frango com seme di melone, massa pequena, com formato de semente de melão; a Minestra Della Famiglia (R$ 30), preparado com vegetais, presunto cru, macarrão e finalizada com pesto de manjericão; e a Minestra de Zucchini, Cacio ed Uova (R$ 30), com abobrinha, dois ovos triturados e queijo, um creme que se dissolve na sopa, em um processo semelhante ao carbonara. Consegui a receita desta última – que eu pretendo experimentar no Mangiare mesmo, pois ando numa preguiça atroz, Mas para quem quiser se aventurar e fazer em casa, parece razoavelmente simples. Se fizerem, me contem o resultado, per favore?
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Felicidade em sete etapas

Tem jeitão de escultura, mas é o novo baccalà mantecato

Tem jeitão de escultura, mas é o novo baccalà mantecato

Eu já havia falado aqui do Santovino Ristorante, italiano aberto e São Paulo em 2011. Voltei à casa essa semana porque, além de gostar bastante de lá, recentemente o chef Paulo Kotzent (ex-Piselli) assumiu a cozinha e mudou todo o cardápio. Outra novidade é o menu degustação, que acabei experimentando e gostando muito. São sete etapas – couvert, três antepastos, primo piato (massa), secondo piato (carne) e sobremesa – por R$ 119 por pessoa. Se quiser harmonizar com vinhos italianos, sai R$ 218. Um dos antepastos deliciosos é o Baccalà mantecato (um creme feito com bacalhau e azeite), com aspargos, ovo de codorna e um arquitetônico crocante de polenta. Olha os outros pratos abaixo.

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Clos de Tapas: melhor e mais barato

Arroz cremoso com frutos do mar, um dos novos (e ótimos) pratos do Clos de Tapas

Arroz cremoso com frutos do mar, um dos novos (e ótimos) pratos do Clos de Tapas

Hoje almocei num dos restaurantes mais bonitos de São Paulo, o Clos de Tapas. Mas, se o ditado reza que beleza não se põe à mesa, o que chega à mesa do Clos não é só belo, mas delicioso: receitas criativas da chef Ligia Karazawa, executadas com excelência técnica, e apresentação primorosa. E agora melhorou: no menu novo, pratos principais robustos ganharam espaço, com preços mais acessíveis (na média de R$ 55), sem deixar de lado ótimas entradas e tapas, que fizeram a fama do local, e sobremesas perfeitas. Ou seja, dá pra comer muito bem e pagar um preços justo. Um desses novos pratos é o arroz cremoso de frutos do mar e espuma de kabotcha (R$ 58). Dá uma olhada nas comilança de hoje!

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O paraíso dos panini

panini2Dia dos Namorados, tudo lotado e com fila, resolvi voltar a uma casa recém-aberta que, imaginei, não teria tanta concorrência por não ser exatamente “romântica”. Acertei, mas quase que não: ainda eram 20h30 quando peguei a penúltima mesa livre do Brera. Pudera. O restaurante, pequeno e com decoração super fofa, é especializado em panini, sanduíches feitos com um pão leve, de casquinha crocante, e recheios diversos (são mais de 30 opções). Os mais gostosos, pra mim, são os que levam presunto de Parma D.O.C., amadurecido 18 meses, cortado à perfeição numa fartiadora também trazida da Itália. Meu predileto é o San Marzano (R$ 23,90, R$ 12,50 a versão mini), com presunto cru, queijo taleggio amadurecido, tomate fresco, hortelã e azeite.

aperolNão come carne? Vá de Latino (R$ 19,90, R$ 9,50 o mini), panino de alcachofras, queijo caprino picante, tomate e alface. Tem opções de panini com salmão, presunto cozido, bresaola (presunto feito com carne bovina magra), salame, mortadela e até salmão. Todos são acompanhados de uma saladinha bem temperada. Há também brusquetas e até alguns pratos, mas eu não dispensaria os panini de jeito nenhum. Ah, minha comemoração romântica começou com um dos melhores aperol spritz (R$ 17) que já tomei nessa cidade: equilibrado, refrescante e irresistivelmente cor de laranja. Porém  você também pode ir de vinho – há taças de tintos italianos a partir de R$ 14.

Brera – Al. Ministro Rocha Azevedo, 1068, Jardins, tel. (11) 3895-5855.

Paca e queixada são estrelas de menu indígena

Wutã: creme de mandioca com queixada desfiada

Wutã: creme de mandioca com queixada desfiada

Desde o dia 11 de junho, no Brasil a Gosto, todo dia é dia de índio. A chef Ana Luiza Trajano serve nos próximos quatro meses um menu baseado na culinária indígena. Mais especificamente, nas receitas que a chef provou na aldeia Nova Esperança, no Acre, onde passou 20 dias vivenciando a rotina dos índios Yawanawá. O cardápio, elaborado com a chef Lígia Tavares, tem petisco, entrada, carne e peixe, e traz os principais ingredientes dessa culinária (paca, moqueados de peixe, banana, milho). Você pode pedir por prato ou o menu degustação (R$ 189 por pessoa). Há também a versão harmonizada com vinhos Salton( R$ 220/pessoa). Um dos itens mais saborosos é e entrada, o Wutã (R$ 39), um creme de mandioca intenso com queixada desfiada e milho crocante. Aliás, taí a tradução de Yawanawá: Povo da Queixada. Veja abaixo os outros pratos – todos muito bons – desse menu indígena.
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Para ver, comer e se divertir

O chef Despirite suando o avental

O chef Despirite suando o avental

Lembra do Fechado Para Jantar? Pois é, o evento (que ocorre apenas uma vez por mês) está rolando todas as semanas de junho, na Casa Cor. Ontem estive lá e adorei. Dessa vez, o jantar acontece no Espaço Brastemp, projetado pelo arquiteto Gustavo Calazans, que se abre num terraço com vista para as pistas do Jockey Club e o skyline de prédios iluminados à beira da Marginal do Pinheiros. Os jantares são às quarta, quintas e sextas, sempre às 20h30, com menu elaborado pelo chef Raphael Despirite (e algum chef convidado) e local para apenas 40 comensais. São R$ 170 por pessoa, com direito a vinhos e cervejas Bauhaus e Santa Fé à vontade, além é claro, da comida. E tem banda tocando rock e blues ao vivo.

fechado2O menu de seis tempos varia a cada semana – ontem, o melhor prato foi o bacalhau fresco o Alasca sobre emulsão de aspargos e pó de prosciutto (foto ao lado). Outra ótima pedida foi o ravioloni de brasato ao barolo, com crocante de pistache e grana padano. O repasto terminou com éclairs da Confeitaria Dama (que você leu aqui) e café. Ah, nesse evento é cobrado à parte o ingresso à Casa Cor (R$ 32). Então, mate dois coelhos com uma só pancada: chegue cedo (a partir das 18h) e visite os ambientes da mostra, que estão lindos. Depois suba para o jantar e se divirta até mais tarde. O último será no dia 28. Os convites do Fechado Para Jantar podem ser comprados no www.foodpass.com.br e costumam acabar rapidinho. Então… manda ver!