Forno a lenha com sotaque bem italiano

Lasanha "da lenha", uma das delícias que saem do forno do Forquilha

Lasanha “da lenha”, uma das delícias do forno do Forquilha

Estamos tão acostumados a relacionar forno a lenha com pizza que às vezes estranhamos que nele sejam preparadas outras receitas. No novo Forquilha, o forno a lenha até serve para assar pizzetas (como a de abobrinha, ricota e pinoli, R$ 31). Mas dali sai também entradas, arrozes, sobremesa e um dos pratos mais gostosos da casa, a lasanha “de lenha” aos pedaços, que cruza o salão num carrinho até ser servida à mesa de quem pediu. Provei a Mamadi (R$ 36), versão de uma receita da avó de um dos sócios: massa bem fina, leve, com presença discreta de queijos (mussarela, parmesão, provolone), presunto magro e molho na medida, sem encharcar a lasanha, que veio com aquela casquinha de coisa assada em forno a lenha. Há também uma versão mais parruda, com vitela, funghi e ervilhas (R$ 41). Para acompanhar, uma taça de Barone Ricasoli Brolio (R$ 38, a taça e 150 ml). um chianti servido por mim mesmo na máquina enomatic. Leia mais abaixo! Continuar lendo

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O melhor pão de queijo de SP no seu forno

paoqueijoQueijo curado da Serra da Canastra, polvilho artesanal e ovos caipiras: com esses ingredientes, a chef Heloísa Bacellar, do Lá da Venda, criou um pão de queijo mineiro campeão (já foi eleito “o melhor da cidade” algumas vezes, por algumas revistas e até rádio). O problema é: você só podia comer a guloseima numas das lojas do Lá da Venda (na Vila Madalena ou no Shopping JK). E não é que a danada da Helô se juntou com a MIE Brasil e lançou uma versão pra comer em casa? O pacote  de 240 g tem 12 unidades e preço sugerido de R$ 16. O pão de queijo vem congelado e já assado, “para garantir que ele fique sempre igual, pois cada forno é um forno”, segundo a chef. Testei hoje de manhã. Foram 10 min. pra pré-aquecer o forno e 10-12 min. pra esquentar e.. voilá! Café da manhã mineiro em plena sexta-feira, lá em casa.

Tailandês roots investe em menu enxuto e comida de rua

Curry amarelo, no leite de coco, com carne e amendoim

Curry amarelo, no leite de coco, com carne e amendoim

Hoje tive uma boa surpresa na minha eterna exploração por lugares novos pra almoçar no eixo Jardins/Paraíso. Por sugestão de colegas de agência, fui parar no pequeno Made in Thai, quase escondido numa galeria da Augusta. O conceito é “cozinha roots tailanesa”, ou seja, comida de rua, servida num balcão pra viagem ou pra comer numa das (poucas) mesas no local. O cardápio super exuto, escrito na parede, traz três receitas: arroz frito (R$ 20); pad thai com camarão (R$ 24); ou curry (amarelo, vermelho ou verde) com cebola, tomate shiitake e uma proteína (carne, franco, porco, tofu, qualquer um R$ 20). Os pratos são preparados na hora pela chef Camila Paluri, e depois você retira no balcão. Enquanto fazia meu curry amarelo com carne na wok, Camila me contou que passou mais de dois meses na Tailândia, onde aprendeu a preparar as receitas de rua. Continuar lendo

Bucólico ou baladeiro: você decide

bananaDesde que abriu, em novembro de 2012, o Bistrot Bagatelle, filial da rede americana, nasceu como um restaurante “badalado”. À noite, o som é alto, a espera, longa, impera o burburinho e o clima é “de balada”. Não é muito minha praia. Mas trata-se de um restaurante meio “Dr Jekyll e Mr. Hyde”: no almoço, o lugar parece outro. As paredes brancas, a trilha amena, a varanda na fachada e o clima bucólico têm mais a ver com uma tarde na Provença do que com noitadas feéricas em Nova York, Las Vegas ou St. Barth. Ainda bem, pois os pratos que saem da cozinha do chef Gustavo Young merecem atenção. Prefiro me dedicar a esse espetacular cheesecake de banana (R$ 18), com calda de caramelo, crosta de gengibre e tenros nacos da fruta brûlée por cima da massa cremosa, do que perder meu tempo no jogo do ver-e-ser-visto. Mas isso é questão de opção: você pode perfeitamente jantar ali e comer tudo isso e até mais (à noite, o menu é ainda maior e o povo come!). Apenas vai esperar bem mais e ter de falar mais alto. Mas vamos ao meu almoço, na semana passada:
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Fondue sim, e daí?

fondue queijoEsse ano achei que fosse “escapar” da onda das fondues, mas numa das noites frias do feriadão paulistano cedi à tentação. Segunda, fui ao Praca São Lourenço provar duas das quatro opções de fondue criadas pelo chef Felipe Mirasierras e que serão oferecidas até dia 3 de agosto. Fui na mais clássica: fondue de queijos suíços (R$ 89, p/duas pessoas), feita com queijos emmental e gruyère, kirsch, vinho branco e especiarias, acompanhada de pães variados, cornichon, picles de maçã e presunto de Parma. As outras versões levam queijos emmental e cheddar, cerveja Lager e vinho branco; acompanha pães variados, picles de cebola, picles de maçã e chorizo espanhol (R$ 98); e funghi seco italiano, queijo emmental e gruyère, kirsch e vinho branco (R$ 98).

fondue choco3Como havia esfriado muito, não pude ficar na áreas aberta do restaurante, um jardim enorme, com tochas, clima romântico, aquelas coisas. Mesmo assim, me diverti com meu amigo, que nunca havia comido fondue e parecia uma criança com um brinquedo novo. Acabei convecendo-o a pedir a versão doce: fondue de chocolate belga, com creme de leite fresco, baunilha fresca e Cointreau, acompanhada de frutas e waffle (R$ 62). Sim, foi um pouco demais – confesso que pensei em ir a pé até Santos –  mas valeu a pena. Agora quero voltar à casa pra provar os novos pratos do menu a la carte. Tomara que seja numa noite mais aprazível, pra eu poder sentar ao ar livre e me sentir um pouquinho fora de SP.

Praça São Lourenço – Rua Casa do Ator, 608, Vila Olímpia. Tel. (11) 3053-9300, www.pracasaolourenco.com.br