Receita: a ciambella da Nigella

ciambella2E já que hoje acordei inspirado pra receitas, resolvi testar essa da Nigella Lawson, que peguei no site do GNT. Na verdade, quem me deu a dica foi o Paulo Telles, diretor de arte da JWT e gourmet de alma. O nome é ciambella, um bolo de baunilha italiano cuja textura lembra um pudim. Vou avisar: é ridículo de fácil de fazer, leva uma hora entre preparo e forno. Portanto mãos à obra.

Ingredientes
3 ovos
1 pote pequeno de iogurte natural (170 g)
2 potes de açúcar (usando a medida do pote de iogurte)
1 pote de óleo vegetal  sem sabor (usei de soja)
1 pote de amido de milho (dá-lhe maisena)
Meio limão siciliano
2 colheres de chá  de essência de baunilha
Açúcar de confeiteiro (para polvilhar sobre o bolo)

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Modo de preparar
Bata as claras em neve densamente e reserve. Na batedeira, bata as gemas junto com o iogurte e o açúcar. Enquanto estiver batendo, acrescente o óleo, deixe bater mais e, inclua o amido de milho aos poucos (senão espalha tudo), deixando bater mais um pouco. Quando parar, coloque raspas da metade do limão e a baunilha. Mexa com uma espátula e acrescente 1/3 das claras em neve, incorporando vigorosamente. Depois, coloque o resto das claras em neve e mexa delicadamente.
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e polvilhe com farinha de trigo uma forma de bolo (melhor aquela com furo no meio; eu quis inventar de fazer numa forma reta e ficou mais baixinho) e despeje ali a massa.
Asse de 35 a 40 minutos no forno a 180ºC. Pode ser menos tempo – é só testar com o palito de dente. Depois que estiver assado, retire e deixe esfriar. Desenforme e polvilhe açúcar de confeiteiro em cima, com uma peneirinha. Eu ainda polvilhei com mais raspas de limão siciliano.

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Receita fácil de rápida de uma massa pro sábado à noite

orecchietteQuer fazer uma massinha legal hoje à noite? É fácil, rápida e dá pra preparar até antes de você ir pra balada – ou mesmo pra armar um sábado romântico em casa e impressionar. É o orecchiete à carbonara descontruído. Peguei no site Buzz Food, testei em casa ficou uma delícia. E demora uns 15 minutos.

Ingredientes
250 g de orecchiette (ou pode ser penne, daquele menorzinho)
3 ovos
1 xícara de ervilhas frescas ou congeladas
3 fatias de bacon, picadas
2 colheres de sopa de mascarpone ou cream cheese
1 colher de sopa de suco de limão siciliano, espremido na hora
1 xícara de queijo parmesão ralado em tiras largas

Modo de preparar
Cozinhe os ovos, tire a casca, pique em pedaços médios e reserve.
Cozinhe o orecchiette em água salgada por 10 a 12 minutos. Escorra, mas reserve uma xicara da água de fervura separadamente.
Numa frigideira grande, cozinhe os pedacinhos bacon até que fiquem amarrozados e levemente crocantes. Tire o excesso de gordura da frigideira. Adicione as ervilhas (mesmo congeladas) e misture bem para aquecer tudo.
Coloque o macarrão e vá misturando enquanto adiciona o cream cheese (ou mascarpone), o suco de limão e ¼ de xícara da água de fervura da massa, que vai emulsificar o molho.
Mexa bem e adicione ¾ de xícara do parmesão, misturando para obter um molho cremoso. Coloque um pouco mais de água de fervura se necessário.
Sirva a massa num prato, cubra com ovos picados e com um pouco de parmesão. Voilá!

 

 

 

Menu traz a comida dos bandeirantes e dos índios

petiscosO que a História e a Geografia têm a ver com a gastronomia? Na verdade, tudo: as receitas que compõem a cultura culinária de uma região estão ligadas à trajetória histórica daquele povo e dos ingredientes locais que serviram de base para essa cozinha. Foi com essa premissa na cabeça que o chef Jefferson Rueda criou seu primeiro menu degustação no Attimo, casa ítalo-caipira aberta há um ano sob comando do chef paulista.
A coisa é séria – e fascinante. Rueda se juntou à pesquisadora Tânia Biazioli para se debruçar sobre o livro e Caminhos e Fronteiras, escrito por Sergio Buarque de Hollanda em 1957, mostrado a evolução da cozinha paulista no tempo dos bandeirantes, as influências indígenas e portuguesas. Mais que um menu, é uma “expedição gustativa pelo sertão”, segundo palavras de Tânia, usando apenas os produtos que havia na época das entradas e bandeiras (lá pelo século 16). Ou seja, nada de tomate, farinha de trigo e outras “modernices” que vieram com os imigrantes décadas depois (e que estarão presentes no segundo menu autoral do chef).
O menu Caminhos & Fronteiras só é servido no jantar e para a mesa toda. São dez tempos (alguns como 4 ou 5 receitas na mesma etapa) e custa R$ 220 por pessoa. E é bom reservar, porque periga não ter mais naquela noite. Tudo começa com petiscos surpreendentes: bolinho de surubim (com uma bisnaguinha de pimento), caldo de surubum esferificado num bombom,  bolinho de milho e carne seca, linguiça de codorna e um potente caldo da ave. Confira o resto do menu abaixo.
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Festival Sanduweek vai até sábado

Butcher’s Chilli Dog, do P.J. Clarke's

Butcher’s Chilli Dog, do P.J. Clarke’s

Esses dois últimos dias almocei sanduíche. Não foi porque estava se tempo, mas porque quero aproveitar pra conhecer o máximo de opções da primeira edição da Sanduweek, festival gastronômico que vai até 31 de agosto em que 23 restaurantes criam receitas de sanduíche. Como o Butcher’s Chilli Dog do P.J. Clarke’s, casa famosa pelos hambúrgueres, que importou essa receita diretamente da matriz em Nova York. Leva salsicha Viena em uma baguete macia e crocante com Butcher’s Chilli (carne cortada na faca e milho), american cheese e cebola roxa empanada e crocante. Almocei isso e quase não janto (ênfase no “quase”, porque, né, eu sempre acabo jantando). Hoje, foi dia de milanesa no pão francês com rúcula e cebola roxa, no Z Deli. Ah, o Sanduweek tem patrocínio da mostarda Dijon Maille, que durante o festival está nas receitas e nas mesas das casa participantes. Quer saber quais são as outras casas e suas criações? Tem um Google Maps especial com todos eles. E aqui abaixo, a lista completa de casas e receitas. Bora!

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Acarajé na calçada conquistou meu coração

acarajéQuem me acompanha no Instagram já sabe dessa minha nova paixão gastronômica: Tabuleiro do Acarajé. Soube dessa verdadeira portinha pelo amigo Fábio de Paula, e depois fui lá levado pela véia Katsuki, numa quinta-feira de beberragens. Resumo: é um dos melhores acarajés que já provei! Grandões, massa espetacular de macia, com casquinha crocante, vatapá bem cremoso e aquela fartura de camarões. Tudo obra das irmãs Fátima e Miri, baianas ultra simpáticas que resolveram aprender a receita dos bolinhos com sua mainha e abrir essa portinha da felicidade, perto da praça Franklin Roosevelt e da Consolação. Vem comigo saber mais. Continuar lendo

Pobre Juan promove jantares com chef nipo-italiano

Yoji - Pobre JuanE por falar em jantares a quatro mãos, amanhã rola um bem especial. O Pobre Juan promove dois jantares com Yoji Tokuyoshi (foto), sous-chef de Massimo Bottura, do premiado Osteria Francescana (3 estrelas Michelin), de Modena, na Itália. Tokuyoshi fará um menu degustação com Priscila Oliveira, chef executiva do Pobre Juan, no dia 23 (sexta), na unidade da Vila Olímpia (SP) e no dia 24 (sábado), no Pobre Juan do VillageMall (RJ). O jantar de sete tempos custa R$ 590 e será harmonizado com vinhos selecionados pela Confrérie des Hospitaliers de Pomerol, Bordeaux. Os chefs não divulgaram os pratos, mas entre os ingredientes que serão usados estão ovo de pata, foie gras, kobe beef e escargot. São 32 lugares por noite, apenas com reserva no tel. (11) 3040-0390 ou contato@pobrejuan.com.br

Jantares especiais juntam chefs no Miya

image006De olho na agenda: acontece hoje o primeiro jantar da série Miya convida, evento em que o chef da casa, Flavio Miyamura, recebe um chef para jantares especiais. Ao todo serão 12 chefs, como José Barattino (ex-Emiliano) e Joca Pontes (Ponte Nova, em Recife). Em parceria com o fotógrafo Rogério Voltan, a série depois deve virar livro e exposição, com fotos como a que ilustra esse post. O primeiro chef convidado é Dagoberto Torres, do andino Suri, que cozinha no Miya hoje (21) e amanhã (22). O menu começa com Chingón (finas fatias de peixe branco com salsa de chipotle e tomate verde) e segue com Mar y sertón (salteado de lulas com chimichurri, carne seca e crocantes de tinta de lula, na foto ao lado). Os principais são leitão assado com casca fina e crocante e purê de batata, seguido de canjica cremosa com camarão e aspargos. Fechando, parfait de maracujá com espuma doce de wasabi. O jantar sai por R$ 120 por pessoa, com bebidas e serviço à parte. Ah, mas inclui um shot de pisco punch como drinque de boas vindas.

Miya – Rua Fradique Coutinho, 47, Pinheiros, tel. (11) 2359-8760, www.restaurantemiya.com.br

A Festa de Babete, Japan Edition

Pequena obra de arte: sushi  de pargo, umeboshi e pesto de shissô

Mini obra de arte: sushi de pargo, umeboshi e pesto de shissô

Fui ao Momotaro apenas uma vez, um pouco depois que abriu (e você pode ler aqui), em 2012. Já conhecia o trabalho do chef Adriano Kanashiro e fiquei feliz em perceber que, com o tempo, sua criatividade nas receitas e precisão na execução não só estavam presentes na nova casa, mas ainda mais apuradas. Assim, fiquei ansioso em conhecer sua nova empreitada: a sala de degustação no andar superior do Momotaro, onde os (poucos) convivas se refastelam com um jantar incrível, feito na sua frente pelo próprio Kanashiro. A sala, de decoração elegante e iluminação discreta, tem apenas 18 lugares (seis no balcão) e só é possível degustar esse menu mediante reserva, de terça a sexta. Só digo uma coisa: é um banquete japonês.
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Tecnologia a serviço dos drinques

Laercio Silva, o Zulu, finalizando cosmopolitans no balcão do Noh: criatividade e tecnologia

Laercio Silva, o Zulu, finalizando cosmopolitans no balcão do Noh: criatividade e tecnologia no preparo dos drinques

Ando tomando muito vinho – o que não quer dizer que abandonei meu apreço pela coquetelaria. Ao contrário: acredito mais do que nunca que uma boa carta de coquetéis tem importância proporcional a um bom menu assinado por um chef renomado. Assim, me diverti muito provando os drinques da grande carta do Noh (são cerca de 40!). Eu havia conhecido o bar um pouco antes de abrir, numa degustação fechada promovida pela Grey Goose. De lá pra cá, o Noh “nasceu” de vez e cresceu – e pelo visto amadureceu. Tomei drinques variados (leia-se um monte!). E achei todos bem executados, criativos (nas receitas e na apresentação), feitos pelo simpático bartender Laércio Silva, o Zulu. Um dos trunfos do mixologista é preparar várias infusões e bitters e usar técnicas (injeção a vácuo, defumação etc) na execução dos drinques. Ah, s sem contar  que o bar também tem petiscos bem gostosos. Veja abaixo alguns dos coquetéis que provei (acredite, foram mais que isso) e as comidinhas do Noh.
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