Trattoria Fasano reverencia a comida de cantina

Bucatini cacio e pepe

O prato de que mais gostei: bucatini cacio e pepe

Um dos nomes mais emblemáticos da gastronomia paulistana, o restaurateur Rogério Fasano (dos restaurantes Gero, Nonno Ruggero, Fasano e hotel homônimo) abriu hoje uma nova casa do grupo, a Trattoria Fasano. Se o primeiro almoço do restaurante for um vaticínio, o futuro da Trattoria está garantido. Às 13h dessa quinta-feira quente, todas as mesas do amplo e elegante salão, projetado por Isay Weinfeld, já estavam ocupadas – em sua grande maioria por engravatados animados entre 25 e 45 anos. Mas e o que mais importa, a comida? A proposta é trazer à mesa receitas o mais autênticas possível do sul da Itália, pratos tradicionais de cantina – ou da cozinha da nonna. Os preços? Mais em conta do que em qualquer outra casa da família Fasano, com pratos principais a partir de R$ 55 (caso do espaguete alla chitarra com tomate, manjericão e lascas de parmesão).

ambienteO cardápio foi elaborado pelo próprio Rogério e pelo chef italiano Luca Gozzani, que comanda a cozinha do Fasano, e tem forte destaque no setor de massas. Provei, por exemplo, o excelente bucatini cacio e pepe (R$ 64), com um cremoso molho de queijo pecorino e pimenta do reino moída, e fui feliz. Mas quase peço a lasanha verde à bolonhesa (R$ 60) – porque pra mim a lasanha do Gero é a melhor da cidade e eu queria checar se a da nova casa fazia jus à tradição. Ficou pra outra visita. Leia abaixo os outros pratos do meu farto almoço na Trattoria. Continuar lendo

Anúncios

A volta do velho Riviera, versão revista e ampliada

ambienteQuando eu soube que o Riviera ia reabrir, bateu uma grande nostalgia e um certo receio. Nostalgia porque frequentei o famoso bar quando eu era ainda um molecão de 18 anos, no fim dos anos 80. Sem muito dinheiro nem repertório, achava o máximo aquele local repleto de personagens da noite, chope barato e ar “boêmio”. Afinal, reza a lenda que ali o Angeli criou a Rebordosa, por exemplo. Mas a verdade é que no fim da década de 80 o Riviera, fundado em 1949, já começava sua decadência (fechou de vez em 2006). Ambiente sujão, banheiro impraticável, serviço chutado, comida ruim… o velho Riva ainda tinha charme, mas não tinha condições. Daí veio meu receio com sua volta.

parmeggianaReceio bobo. O bar reabriu pelas mãos do Facundo Guerra (super empresário da noite, de clubes como Vegas e Lions) e do chef Alex Atala (que dispensa qualquer aposto). Eles investiram grana, tempo e muita disposição para botar o Riviera funcionando novamente na emblemática esquina da Paulista com Consolação. E acertaram tanto a mão que, em um mês, já fui ao bar cinco vezes (de dia e à noite). Ok, confesso que não fiquei para ver nenhuma das apresentações ao vivo que rolam à noite, nem peguei o horário mais “heavy metal” de qualquer bar (leia-se a noite de sexta e de sábado). Já percebi a melhora no serviço (que começou meio perdido, mas está mais ajustado atualmente) e provei vários itens do menu que, surpresa, tem preços razoáveis, como o filé a parmegiana com fritas (sem arroz), que custa R$ 36 e dá pra duas pessoas (ainda mais se pedir uma porção de arroz, R$ 6). Curti o projeto, que manteve o espirito do ambiente original, a colorida vista urbana das janelas do segundo andar, o amplo balcão vermelho do térreo (apesar de reduzir o espaço para que senta ao redor). Vem comigo que conto mais. Continuar lendo

Tapas Week vai só até domingo. Corra!

Pintxo pato ahumado, uma das tapas do Gusta Bar: queijo de cabra curado, jamón de pato da casa, sálvia, nozes caramelizadas com molho de mostarda, gengibre e mel.

Pintxo pato ahumado, uma das tapas do Gusta Bar: queijo de cabra curado, jamón de pato da casa, sálvia, nozes caramelizadas com molho de mostarda, gengibre e mel

Ainda dá tempo de aproveitar a 5ª edição da Tapas Week, que vai até domingo, dia 1º de dezembro. Dessa vez são 13 casas (bares e restaurantes) espanholas, com menus especiais com no mínimo cinco tapas, por R$ 49 nos bares e R$ 79 nos restaurantes. O Clos de Tapas, por exemplo, tem mini gazpacho,  croqueta de jamón, lula a dorê e mini tortilha com palha para compartilhar e lombinho à milanesa e tomate assado como tapa individual – e “arroz con leche” e sorvete de doce de leite de sobremesa (R$ 79). Já o La Madrileña serve tortilha de batatas com pimentão assado, montadito de cogumelo com tomate e ovo de codorna, espetinho de filezinho suíno temperado com batatas, croquetas de jamón e pera ao vinho tinto (R$ 49). Todos os participantes e seus menus estão no site do evento www.tapasweek.com.br

Minato: o pequeno balcão com grandes surpresas

Oniguiri com porco: bonito e gostoso

Oniguiri com porco: linda apresentação e muito gostoso

Sábado do feriadão resolvi tirar um dos meus atrasos gastronômicos e, ao mesmo tempo, matar um pouquinho a saudade da minha viagem ao Japão, em outubro. (Sim, os post sobre ela estão quase prontos, aguardem!). Fui ao Minato Izakaya, pequena casa aberta em maio em Pinheiros pelos chefs Sergio Kubo (ex-Hideki) e Fabio Koyama (ex-Aoyama) e muito recomendada por amigos fãs da culinária japonesa. O esquema é mesmo de um izakaya (bar de petiscos, saquê e sochu): dois balcões paralelos, somando 20 lugares, e várias porções para compartilhar e acompanhar saques e sochus – além da sugestão de prato do dia. Acabei me divertindo muito, comendo bem e descobrindo um novo (pequeno) canto pra comer bem em São Paulo. Vem comigo que te mostro mais. Continuar lendo

Novo blend Nespresso junta chocolate e frutas vermelhas

nespresspE já tem blend novo da Nespresso à venda. É o Ciocorosso, um variation edição limitada que tem notas de chocolate meio amargo e frutas vermelhas (a base é o Livanto). A caixa com 10 cápsulas custa R$ 25. O legal é que dessa vez o aroma foi escolhido pelos próprios clientes, numa votação online em todo o mundo. No Brasil, o Ciocorosso teve 56% dos votos. Em segundo lugar empataram os outros dois aromas, Liminto (limão e hortelã) e Massala chai (chai com especiarias). Achei o Ciocorosso um blend divertido, bom pra acompanhar uma sobremesa ou fazer uma bebida diferente –  cheguei a preparar um cappuccino, com espuma de leite levando um toque de cranberry. Podem me julgar que nem ligo.
www.nespresso.com

Cupuaçu vira “chocolate” na Bahia

ammaJá comeu chocolate de cupuaçu? A marca baiana Amma acaba de lançar essa variedade, com o nome Theobroma Grandiflorum, feito com 80% de cupuaçu e açúcar orgânico. Bem, como não leva cacau, não é  um chocolate – mas é como se fosse um primo! A produção, da colheita à barra pronta, leva em média 50 dias (o chocolate leva 30). Eu comi e achei que o sabor remete bastante à fruta, bem docinho e com um toque fresco. E como a amêndoa do cupuaçu tem 30% a mais de manteiga do que a do cacau, a textura é bem cremosa, quase uma ganache na boca. A barra (com uma embalagem linda, aliás) custa R$ 18 e está à venda na Casa Santa Luzia, no Empório Santa Maria e em algumas lojas da rede St. Marche.

Menu lembra dotes culinários de Vinicius de Moraes

fotoVocê sabia que Vinicius de Moraes era apaixonado pela cozinha? Pois ele adorava comer, cozinhar e receber os amigos nesse cômoda da casa. Essa faceta menos divulgda do Poetinha está no livro Pois Sou um Bom Cozinheiro (R$ 90), escrito por Daniela Narciso, da Feirinha Gastronômica e Chefs na Rua, e Edith Gonçalves. A obra, lançada na semana passada, traz receitas, pérolas passagens pouco conhecidas da vida de Vinicius. Para comemorar, a chef Janaina Rueda está servindo no Bar da Dona Onça um menu baseado no livro,  até o dia 26 de novembro.  Começa com sopinha de feijão com macarrão de letrinhas, contribuição de Janaina ao livro, depois tem picadinho ao milho com arroz soltinho e farofinha e fecha com papo de anjo de sobremesa. Para beber, está incluída uma dose de whisky, como Vinicius tomava: em copo alto, com um pouco de água e muito gelo. O menu custa R$ 150 e inclui o livro como cortesia.

Bar da Dona Onça
 Av. Ipiranga, 200,  República, tel. (11) 3129-7619

Receita fácil do “Bolo de Frade Pelado”

bolo fradeO espírito boleiro baixou de novo e mandei ver numa receita de num site americano. É um bolo de cenoura diferente, que fica parecido com aqueles bolos de frade de mosteiro. Ou seja, é meio gordinho – mas quem nunca, né? O meu é naked, sem cobertura. Mas se quiser pode botar um glacê simples. Vou chama-lo de Bolo de Frade Pelado e é ridículo de fácil. Bora experimentar?

Ingredientes
2 xícaras de cenoura sem pele ralada
6 fatias de abacaxi em lata, bem escoadas e picadas.
½ xícara de nozes picadas
½ xícara de uva passa
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de óleo
1 ½ de açúcar
4 ovos levemente batidos
3 colheres de chá de canela em pó
2 colheres de chá de fermento
1 ½ colher de chá de bicarbonato
1 colher de chá de sal (bem rasa)

Modo de fazer
Numa tigela grande, misture os ingredientes secos (farinha, sal, fermento, bicarbonato e canela). Abra um círculo no meio dos pós misturados e coloque os ovos, o óleo e o açúcar. Misture tudo com as mãos mesmo (é beeem viscoso, já aviso), ou com uma boa espátula. Adicione a cenoura, o abacaxi, as nozes e as passas e misture mais. Unte uma forma e pré-aqueça o forno entre 180 e 200 graus. Despeje a massa na forma, coloque para assar por 45 ou 50 minutos, ou até que o teste do palito saia sequinho. Tire, espere esfriar, desenforme e pronto. Bom apetite!

SP Burger Fest começa hoje e traz 90 versões do sanduíche

Babei na receita do Marcelino Pan y Vino: hambúrguer de linguiça, queijo e anéis de cebola crispy (R$ 30)

Búrguer de linguiça, queijo e anéis de cebola crispy, do Marcelino Pan y Vino

55 mil hambúrgueres: essa é a estimativa da comilança durante a terceira edição do SP Burger Fest, que vai até  24 de novembro. Dessa vez, são 64 casas e 90 receitas diferentes – uma variedade pra hamburgueiro nenhum botar defeito. As criações vão desde o Jambulando (R$ 29), do Meats (hambúrguer, queijo marajoara, folhas de jambu, com cebola caramelizada em cachaça de jambu e picles de semente de mostarda e farinha d’agua) até o Falafel Burger (R$ 21,80), do Balila (burger à base de grão de bico com molho de gergelim, pepinos em conserva e rabanete, servido com tabule), passando pelo triplo porco guacamole burger (R$ 33), do AK Vila (hambúrguer de porco, costelinha desfiada, bacon artesanal crocante com pasta de abacate temperada).
Além dessa festança, haverá hoje uma edição especial da Feirinha Gastronômica (Pça. Benedito Calixto, 85), das 18h às 24h, abrindo o SP Burger Fest. Aproveite: os vários estandes venderão búrguers por R$ 20, além de lojinhas para ingredientes e barracas de blogueiros especializados. A “Feirinha Burguer” se repete no dia 21, no mesmo horário. Clique aqui para ver o mapa e a lista de todos os participantes, suas criações e seus endereços, ou confira na fanpage do evento Facebook.
E força na hamburgagem!

Menu da Tasca sugere viagem por seis regiões de Portugal

sopaAinda dá tempo de provar o menu Degustar Portugal na Tasca da Esquina. O cardápio, elaborado pelo chef Vitor Sobral, sugere um passeio pelas regiões portuguesas. São seis etapas, com seis vinhos. Como a do Minho, que traz a primeira entrada, sopa fria de couve flor e mousse de requeijão e coentros, com vinho Senhoria (100% Alvarinho), Quinta da Pedra. O menu estará disponível apenas no jantar, até 10 de novembro, em três formatos: seis pratos (R$ 120); seis pratos e três vinhos (R$ 150); seis pratos e seis vinhos (R$ 180). Veja abaixo as outras etapas do menu.
Continuar lendo