Sábado pré-Parada tem GAYlinhada do Atala

balcao galinhadaNo sábado passado fui à Galinhada da Madrugada do restaurante Dalva e Dito. Fazia uns três anos que não participava – fui na segunda galinhada do restaurante de chef Alex Atala e só voltei lá para comer regularmente. E não é que me diverti à beça? O lance funciona assim: a partir da meia-noite, o Dalva e Dito abre as portas só para os “galinheiros” (são 50 lugares, depois só com lista de espera). No salão superior, sai de cena o cardápio da casa – as únicas opções são as bebidas, incluindo os ótimos drinques da carta criada pelo Jean Ponce. Pouco depois da meia-noite, a cozinha é aberta para que os comensais se sirvam nas travessas dispostas nos balcões.

solimoesE o que tem? Arroz (branco ou com pequi), farofa, quiabo refogado (e super gostoso), pirão e a galinhada em si, saborosíssima e aromática. Ah, ainda tem uma travessa de costelinha de porco assada e outra de coxinhas de asa de frango marinadas em cerveja e assadas. E você pode voltar e se servir à vontade no bufê. #pense. A partir de uma determinada hora, no andar de baixo começa a rolar a música ao vivo, completando a festa. Sábado foi sambão, a cargo das meninas do Samba de Rainha (na foto abaixo) Sim, esse blogueiro também samba – especialmente após duas caipirinhas Solimões (com cachaça e 3 três tipos de limão, galego, cravo e siciliano). A festa segue até às 3h.

samba de rainhaNo próximo sábado, dia 3/5, haverá a edição especial Gaylinhada, em homenagem à Parada GLBT. Além das galináceas cozidas, o restaurante será decorado com muitas penas. A festa rola ao som das meninas do coletivo Da Polainas e do DJ Ad Ferrera (da festa Eclipse, do Lions Nighclub). Para não depender de lista de espera, melhor garantir o ingresso no foodpass, ao custo de R$ 59 por pessoa, com bebidas, serviço e valet à parte.

Dalva e Dito – Rua Padre João Manuel, 1.115, Jardins, tel. (11) 3068-4444

 

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Dias das Mães mais doce

image002Dicona pra quem quer turbinar o almoço de Dia das Mães – ou qualquer outra refeição no mês de maio. O Fôrma de Pudim lança esse mês o sabor laranja. Pense naquele pudim de leite cremoso à beça, com gostinho de laranja? A novidade só será vendida em maio, por encomenda (feita com 24 h de antecedência) e vem em três tamanhos: pequeno, de 500 g (R$ 48, que serve de 4 a 6 pessoas); médio, de 1 kg (R$ 77, de 8 a 10 pessoas); e grande, de 1,7 kg (R$ 99, de 16 a 18 pessoas). Não gosta de laranja? Tem outros 12 sabores, como pistache, brigadeiro, paçoquinha, nozes e tradicional. #adeusdieta

Fôrma de Pudim – Rua Silvânia, 177 A, Vila Nova Conceição, tel. (11) 2309-2030, www.formadepudim.com.br

Vamos almoçar melhor? Hoje, o carbonara perfeito do Tappo

Misture a gema ao macarrão: o calor do molho finaliza do cozimento e tudo fica perfeito.

Misture a gema crua ao macarrão para cozinhar no calor do molho e resultar num dos melhores carbonaras da cidade.

Retomando a série que promove almoços mais gostosos, hoje comi no Tappo Trattoria. A casa italiana de Renato Ades e do chef Benny Novak é um das minhas preferidas da dupla (responsáveis também pelo excelente Ici Bistrô, o Ici Brasserie e o 210 Dinner). Ambiente pequeno, mesas coladinhas, trilha sonora agradável… tudo conspira pra uma experiência agradável nesse Tappo. Mas não adiantaria nada se a principal coisa de um restaurante, a comida, não estivesse no mesmo nível. E, no caso do Tappo, a comida supera o próprio restaurante. A cozinha fica a cargo do chef italiano Rodofo de Santis, 28 anos de idade e três de São Paulo, onde já chefiou casas como Biondi e Domenico. Enfim, no almoço o sistema do Tappo é o seguinte: você escolhe um prato do menu e, pelo preço da sua opção, ganha entrada e sobremesa.

 

foto 2Hoje, por exemplo, comi carpaccio (na foto acima); outro dia foi vitelo tonnato. Quantidade pequena, mas honesta. Perfeita para abrir o apetite para a grande estrela da refeição – no meu caso um insuperável espaguete à carbonara. A massa chega à mesa fumegando, com uma gema por cima. Cabe a você misturá-la ao calor do macarrão e de seu molho cremoso para cozinhar rapidamente. Molho perfeito, à base de ovos, queijo pecorino e cubinhos de bacon crocantes. E só, pois carbonara que se preze não leva creme de leite, nunca. Sem contar o tempero perfeito, sal na medida e pimenta marcante, sem desequilíbrio.

 

foto 3Sim, ainda tive a cara de pau de ir na sobremesa: hoje, um pequeno (ainda bem) cannolo siciliano (foto ao lado), um tubo de massa crocante, bem recheado com creme levíssimo e pistaches, tuco coberto com chocolate em pó. Antes que me perguntem, cannoli também está certo, mas é o plural de cannolo. Aliás, sugiro também outras sobremesas, como o semifreddo de chocolate ou a torta do dia – hoje era um surpreendente cheesecake de queijo de cabra com calda de frutas vermelhas. O preço de tudo isso? O mesmo do carbonara, R$ 42 (sem contar o serviço e água). Outro dia comi rigatoni com ragu de linguiça e saiu R$ 39. Se quiser acompanhar o respasto com vinho, a taça custa R$ 17 na hora do almoço.
Viu como dá pra ser muito feliz em SP gastando menos de R$ 50?

Tappo Trattoria – R. da Consolação, 2967, Jardins, tel. (11) 3063-4864

 

Uma loja de queijos para o pai e para o filho

O delicioso Canastra "afogado": textura macia e cremosidade perto da casquinha

O delicioso Canastra “afogado”: sabor marcante, textura macia e cremosidade absurda de boa perto da casquinha

Uma pequena história (e talvez uma coincidência) marcam esse post. Logo no início desse blog, contei aqui eu aprendi com meu pai a gostar de queijos e conhecer novo sabores (aqui). Quanto ao conhecimento, achei que tinha “evoluído” um pouco mais que ele, após várias experiências escrevendo sobre gastronomia. A mais recente foi minha visita ao Mestre Queijeiro, nova loja dedicada à venda de queijos artesanais produzidos em várias partes do país. A casa está a cargo de Bruno Cabral, o mestre-queijeiro em questão, que passou 8 anos na Europa, onde apredeneu o ofício de Maïtre Affineur – a pessoa que cuida da conclusão e refinamento dos queijos, além de conhecer as técnicas de produção, território etc. Ele se associou a outro Bruno, o Ferraro (não, não somos parentes), do grupo Clash, para abrir a loja em Pinheiros, onde, além de vender queijos, faz diversos processos de maturação.

Lua do Bosque: o "camembert de cabra" de SP

Lua do Bosque: o “camembert de cabra” produzido em SP

A loja tem cerca de 30 queijos, a maioria de Minas Gerais, e a estrela da casa é o queijo artesanal da Serra da Canastra. Provei cinco tipos, desde o fresco até o temperado, passando pelo maturado 40 dias, com a casca lavada em cachaça – alias, uma delícia. O que mais me deixou doido mesmo foi o Serra da Canastra “afogado”, ou seja, maturado em plástico por quatro dias, fora da geladeira. Esses queijos custam entre R$ 54 e R$ 59 o quilo. Também provei o ótimo queijo Lua do Bosque (R$ 190/kg), espécie de camembert, porém de leite de cabra, produzido em Joanópolis (SP). Outra boa surpresa: queijos de leite cru de ovelha. Gostei de dois: o Paladare Curado, maturado por 4 meses (R$ 98/kg), e o Paladare Extra Curado por 12 meses (128/kg), que remete fortemente ao parmesão.

figadaAlém dos queijos, a loja tem espaço para degustações e um empório com cachaças, geleias de frutas do cerrado (pequi, jenipapo e até  mama-cadela!), macarrão, azeites e doces, daqueles bem típicos do interior, conservas, goiabada cascão e que tais. Tem até um doce de leite da Fazenda Mironga, da Ilha de Marajó (R$ 30, 250 g).
Aliás, foi por causa de um doce do Mestre Queijeiro, uma figada de São Gonçalo (R$ 17) que ganhei do Bruno Ferraro, que meu pai voltou a esse blog. Num almoço de domingo, levei o doce à mesa e ao ver a caixa de madeira ele perguntou: “Você comprou na loja de Pinheiros?” Respondi que sim, mas achando que ele falava de outra loja. Mas, não. “É a loja do queijeiro, né? Já fui lá trêz vezes com um amigo. Cada queijo bom! E o cara lá é muito simpático, sabe de tudo de queijo!”.
Meu pai perdeu um pouco a prática, mas não perdeu o instinto.

Mercearia Mestre-Queijeiro
– Rua Simão Alvares, 112, Pinheiros, tel. (11) 2369-1087

Agora Dona Onça serve feijoada também às quartas

foto 1Fãs de feijoada, alegrem-se: desde março, a gostosa feijoada do Bar da Dona Onça – uma tradição aos sábados no Copan – passou a ser servida também às quartas-feiras, das 12h às 15h. E vou dizer: é bem servida. Vem com costelinha de porco, carne de sol, abóbora kabochã e maxixe (cozidos no caldo de feijão), laranja, arroz bem soltinho, tartar de banana e farofa. No lugar da couve refogada, a chef Janaína Rueda serve salada de couve cortada bem fininha. A chef conta que todas as carnes da feijoada são frescas e tem de tudo, desde pé e rabo a lombo e linguiça portuguesa. A feijoca pode vir em porção individual (R$ 51) ou para dois (R$ 96). Quer uma dica de gordo? Finalize a refeição com a sobremesa Trio Elétrico (R$ 18), quindim, brigadeiro de colher e um dos melhores pudins de leite que já comi. E nem venha me falar de calorias, que você acabou de comer uma feijoada! Humpf!

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Bar da Dona Onça – Av. Ipiranga, 200, lojas 27/29, tel. (11) 3257-2016.

Melhor, mais informal e mais barato: esse é o novo La Cocotte

Vieiras grelhadas com risoto de açafrão

Vieiras grelhadas com risoto de açafrão

Sai a fachada branca e hermética, entra uma pequena e simpática varanda com mesinhas e ar bucólico. Essa é apenas a primeira das várias mudanças que observei logo que cheguei ao La Cocotte, restaurante francês que acaba de reabrir com novo ambiente, novo menu e nova “pegada”. Mais do que o decor mais despojado do salão, a principal mudança foi na cozinha: o cardápio totalmente novo é assinado por Erick Jacquin, um dos mais principais chefs franceses em atividade no Brasil. Ah, sim: os preços também estão bem mais camaradas com o cliente. E isso sempre é bom.

File au poivre altão, saboroso e no ponto certo

File au poivre altão, saboroso e no ponto certo

O menu de Jacquin reflete o tom mais informal desse novo La Cocotte – comme il faut. Ali brilham receitas mais clássicas, como o filé mignon ao poivre, com fricassée de cogumelos (R$ 56). Mas também há espaço para pratos mais autorais. Um deles já periga virar carro-chefe da casa: vieiras grelhadas com molho champagne e risoto de açafrão (R$ 62). Aqui Jacquin consegue um equilíbrio delicado, no qual a presença marcante do açafrão não apaga o sabor delicado das vieiras. Veja outras novidades do “Cocotte 2.0” abaixo. Continuar lendo

Veloso comemora 9 anos com carta especial de caipirinhas

Wellington Nemeth

Brasil a Gosto, Carlota e Mocotó (da esq. para a dir.): a carta de caipirinhas exclusivas para o aniversário do Veloso vai só até domingo.

O bar Veloso, famoso pela premiada coxinha de frango com catupiry (R$ 24/ seis unidades), acaba de completar nove anos. Para comemorar a data, a casa vai celebrar outra estrela do bar: o também premiado barman Souza (na foto abaixo), que prepara as igualmente famosas caipirinhas da casa. Até 6 de abril (domingo), Souza vai servir uma carta especial de 5 caipirinhas criadas por 5 chefs, exclusivamente para a ocasião. E mais: a Pirassununga lançou uma garrafa exclusiva da cachaça Janaína, com rótulo comemorativo Veloso, que pode ser comprada ali (R$ 25).

Wellington NemethTodas as caipirinhas comemorativas são preparadas com a cachaça Janína e cada uma sai por R$ 17 – exceto a “Ici Bistrô”, que custa R$ 24. Confira o menu: caipirinha “Brasil a gosto”, de Ana Luiza Trajano: cachaça, siriguela, cajá, gengibre e capim-santo; caipirinha “Carlota”, de Carla Pernambuco: cachaça, romã, limão-siciliano e um toque de morango; caipirinha “Ici Bistrô”, de Benny Novak: cachaça, uísque americano, lima-da-pérsia, laranja-baía e angostura; caipirinha “Attimo”, de Jefferson Rueda: cachaça, compota de tomate, melancia, manjericão, vinagre e um bacon crocante para decorar; caipirinha “Mocotó”, de Rodrigo Oliveira: cachaça, limões taiti, cravo e siciliano e melaço. Parabéns ao Veloso e vamos comemorar bebendo!

Veloso – Rua Conceição Veloso 56, Vila Mariana, tel. (11) 5572-0254, velosobar.com.br.