Uma loja de queijos para o pai e para o filho

O delicioso Canastra "afogado": textura macia e cremosidade perto da casquinha

O delicioso Canastra “afogado”: sabor marcante, textura macia e cremosidade absurda de boa perto da casquinha

Uma pequena história (e talvez uma coincidência) marcam esse post. Logo no início desse blog, contei aqui eu aprendi com meu pai a gostar de queijos e conhecer novo sabores (aqui). Quanto ao conhecimento, achei que tinha “evoluído” um pouco mais que ele, após várias experiências escrevendo sobre gastronomia. A mais recente foi minha visita ao Mestre Queijeiro, nova loja dedicada à venda de queijos artesanais produzidos em várias partes do país. A casa está a cargo de Bruno Cabral, o mestre-queijeiro em questão, que passou 8 anos na Europa, onde apredeneu o ofício de Maïtre Affineur – a pessoa que cuida da conclusão e refinamento dos queijos, além de conhecer as técnicas de produção, território etc. Ele se associou a outro Bruno, o Ferraro (não, não somos parentes), do grupo Clash, para abrir a loja em Pinheiros, onde, além de vender queijos, faz diversos processos de maturação.

Lua do Bosque: o "camembert de cabra" de SP

Lua do Bosque: o “camembert de cabra” produzido em SP

A loja tem cerca de 30 queijos, a maioria de Minas Gerais, e a estrela da casa é o queijo artesanal da Serra da Canastra. Provei cinco tipos, desde o fresco até o temperado, passando pelo maturado 40 dias, com a casca lavada em cachaça – alias, uma delícia. O que mais me deixou doido mesmo foi o Serra da Canastra “afogado”, ou seja, maturado em plástico por quatro dias, fora da geladeira. Esses queijos custam entre R$ 54 e R$ 59 o quilo. Também provei o ótimo queijo Lua do Bosque (R$ 190/kg), espécie de camembert, porém de leite de cabra, produzido em Joanópolis (SP). Outra boa surpresa: queijos de leite cru de ovelha. Gostei de dois: o Paladare Curado, maturado por 4 meses (R$ 98/kg), e o Paladare Extra Curado por 12 meses (128/kg), que remete fortemente ao parmesão.

figadaAlém dos queijos, a loja tem espaço para degustações e um empório com cachaças, geleias de frutas do cerrado (pequi, jenipapo e até  mama-cadela!), macarrão, azeites e doces, daqueles bem típicos do interior, conservas, goiabada cascão e que tais. Tem até um doce de leite da Fazenda Mironga, da Ilha de Marajó (R$ 30, 250 g).
Aliás, foi por causa de um doce do Mestre Queijeiro, uma figada de São Gonçalo (R$ 17) que ganhei do Bruno Ferraro, que meu pai voltou a esse blog. Num almoço de domingo, levei o doce à mesa e ao ver a caixa de madeira ele perguntou: “Você comprou na loja de Pinheiros?” Respondi que sim, mas achando que ele falava de outra loja. Mas, não. “É a loja do queijeiro, né? Já fui lá trêz vezes com um amigo. Cada queijo bom! E o cara lá é muito simpático, sabe de tudo de queijo!”.
Meu pai perdeu um pouco a prática, mas não perdeu o instinto.

Mercearia Mestre-Queijeiro
– Rua Simão Alvares, 112, Pinheiros, tel. (11) 2369-1087

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