Churros de shopping x churros de rua: qual você prefere?

foto 2Essa é a semana do churro! Falei tanto do doce ontem e, quando fui ao Shopping Center 3 depois do almoço, acabei topando com esse novo carrinho que vende o doce. Chama-se Top Churro e, pelo que sei, é uma franquia que também tem nos shoppings Higienópolis e Cidade Jardim. O carrinho amarelo serve churros assados (e não fritos), em formato de pequenos tubos recheados de doce de leite ou chocolate. Custa R$ 5,90 e vem seis unidades.

 

foto 1Minhas considerações: a massa é gostosa, bem sequinha e os doces chegam quentinhos. Uma mordida e o recheio explode na boca – e isso é bom. O recheio de doce de leite é bem doce e mais líquido do que deveria – um pouco de cremosidade não faria mal algum. O de chocolate é apenas ruim: tem gosto de algo doce e indefinido. Vi que nos outros endereços os churros são servidos em simpáticos copinhos, como de sorvete – no do Center 3 os copinhos só servem mesmo de enfeite, pois os churros vêm num saquinho de papel e pronto.

 

foto 3Vale a pena? Pela massa, vale sim, pois é gostosa e menos calórica do que a de um churro de barraquinha (lembre-se, essa massa é assada, não frita). Pelo preço, não vale, já que um churro de barraquinha custa em média R$ 3 e a porção é maior. Porém, se você quer dividir a porção com alguém e comer menos, ou sair petiscando o doce, daí é mais prático. Eu prefiro a versão roots, de rua, mais barata e generosa.

Top Churro – Shopping Center 3, Av. Paulista, 2064 e mais dois endereços aqui www.topchurro.com.br

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Campanha Pão Amigo dará 50% da renda pra entidades sociais

antipasti on line-4Olha que iniciativa legal: as sócias da Antipasti (boutique de pães artesanais, antepastos e sanduíches), Renata e Juliana Petrone, criaram a campanha Pão Amigo. Funciona assim: durante a primeira semana de cada mês, o projeto reverte 50% da venda dos pães da casa para uma instituição beneficente. Na estreia, de 2 a 6 de junho, o Pão Amigo irá beneficiar a Associação Maria Helen Drexel, organização civil que acolhe crianças e adolescentes, cujos direitos básicos tenham sido violados ou ameaçados, proporcionando proteção, assistência, saúde e educação visando o seu desenvolvimento.
As sócias escolheram o pão por ser o símbolo da divisão. “A história do pão é muito relacionada ao momento de compartilhar e nada melhor do que o pão para simbolizar nossa campanha” diz a chef Juliana. Por falar nisso, a Antipasti tem vários tipos de pão italiano, todos feitos artesanalmente, como Pugliese (R$ 4,50), Ciabata (R$ 4,50), Focaccia com alecrim (1200 g, R$ 22) e Baguette (R$ 9 a unidade), entre outros.

Boutique Antipasti – Rua Dr. Melo Alves, 301, Jardins, tel. (11) 3081-6309

Pobre Juan faz festival com raça especial

foto 1Começa hoje a curta temporada de uma carne muito especial no Pobre Juan. Trata-se do corte nobre Red Ruby Devon, um dos mais macios que já provei, trazido com exclusividade pela rede e será servida até 8 de junho. O corte foi desenvolvido a partir da parceria entre a Prime Cater e criadores no Sul do Brasil. A raça de origem britânica tem como características carnes com boa maciez natural, bem marmoreada (com gordura entremeada)  e sabor marcante. A chef executiva Priscila Deus me contou que recebeu cerca de 50 novilhos para trabalhar e ficou encantada com a qualidade da carne. Provei três cortes e de cara destaco o excelente Pobre Juan (350 g, R$ 94,90), um corte especial da capa do bife ancho. Foi certamente a melhor carne que comi esse ano, com suculência pronunciada, maciez e textura incríveis. Comi acompanhado de outro prato novo do restaurante, o Gnocchi Al Tartufo, nhoque de mandioquinha artesanal com molho branco cremoso e trufado, finalizado com lâminas de amêndoas (R$ 58,40).

 

foto 2Outro corte exclusivo é o Shoulder (350 g, R$ 72,90), retirado da paleta do animal, também muito saborosa e de interior quase cremoso, de tão macio. Ao todo serão 10 cortes, como o Ojo com osso, ojo del bife ancho com osso (450 g,  R$ 97,40), alguns exclusivos do Pobre Juan, como os dois das fotos e o Top Sirloin, um corte nobre do cuadril (330 g, R$ 70,90).

 

Captura de Tela 2014-05-29 às 21.42.31Antes de se jogar no Ruby Devon, sugiro começar com as croquetes-bolinhas de jamón, algumas mini-empanadas de cebola caramelizada, acompanhadas do Gingeretto, drinque à base de gim, cachaça, suco de limao e gengibre.

 

foto 3Fechei a noite me deliciando com uma panna cotta com coulis de frutas vermelhas e raspas de tangerina (R$ 22,90). Ok, confesso que ainda devorei um churro com doce de leite Havanna, mas isso você pode ler aqui.

Pobre Juan – Rua Tupi, 979, Higienópolis, tel. (11) 3825-0927 e outros endereços nowww.pobrejuan.com.br 

As 10 sobremesas top de restaurantes de São Paulo

mil folhas zuccoMil-folhas com morango, do Zucco
Sou fã de mil-folhas, mas dificilmente encontro um bom em restaurantes. Esse do Zucco é uma radiante exceção: as camadas da massa crocante são recheadas com creme mascarpone, na doçura correta. Completando o pacote, finas fatias de morango e creme de baunilha. O preço: R$ 21.
(Rua Haddock Lobo, 1416, Jardins, tel. (11) 3897-0666)

 

churrosChurros com doce de leite, do Pobre Juan
Pense em churros muito crocantes, quentinhos, com o interior macio e fumegante. Daí pense numa taça de doce de leite Havanna, bem cremoso e morno. Mergulhe o churro na taça e coloque na boca. Pronto, felicidade existe e custa R$ 19,40.
(Rua Tupi, 979, Higienópolis, tel. (11) 3825-0927 e outros endereços no www.pobrejuan.com.br)

 

palitos coalhoPalitos de queijo de coalho com goiabada, do Aconchego Carioca SP
Parece um pestisco, mas é sobremesa – e das mais gostosas e brasileiras. Palitos grossos de queijo coalho chegam assim, fritos, sequinhos, arrumadinhos como uma fogueira. Acompanha uma porção de goiabada cremosa, bem pedaçuda. É só juntar os dois e viajar nessa delícia. Custa R$ 18.
(Al. Jaú, 1372, Jardins, tel. (11) 3062-8262)

 

cheesecake bananaCheesecake de banana, do Bagatelle
Taí uma ótima reedição de um clássico: a massa de queijo mesclada à banana repousa geladinha sobra uma crosta de gengibre. Por cima, tenros nacos da fruta brûlée, com aquela calda besuntando tudo. O preço é R$ 18.
(R. Padre João Manuel, 950, Jardins, tel. (11) 3062-5048, www.bistrotbagatelle.com.br)

 

pistachePudim de pistache, do Loi
É mais que um pudim. É um retângulo perfeito, com forte cor de caramelo no topo, massa amarelo-esverdeada e base verdinha. A massa é super cremosa, daquelas que quase derretem ainda na colher, com aquele gostinho marcante do pistache. O doce ainda é coberto por uma calda caramelo e vem com uma telha de açúcar espetada e pistaches crocantes ao redor. Custa R$ 32.
(Rua Melo Alves, 674, Jardins, tel. (11) 3037-7323)

 

mousseMousse de chocolate, do La Cocotte
Reza a lenda que a receita é da mãe do chef Erick Jacquin. Parabéns pra maman Jacquin, então. A mousse poderosa chega à mesa em porção generosa, com sabor bem intenso de chocolate, sem exageros de doçura, quase uma espuma consistente, escura e deliciosa. Custa R$ 16,99.
(Al. Ministro Rocha Azevedo, 1.153, tel. (11) 3081-0568, www.lacocotte.com.br)

 

pudim taioca mocotoPudim de tapioca com coco queimado, do Mocotó
São tantas as boas doçuras do Mocotó que parece até injusto escolher apenas uma. Mas o chef Rodrigo Oliveira caprichou ainda mais nesse pudim. A massa de leite de coco, creme de leite e tapioca é rica em texturas, transformando-se numa pasta doce e saborosa na boca. Par perfeito para a cobertura de caramelo com flocos crocantes de coco queimado. O preço é R$ 11,90.
(R. Nossa. Sra. do Loreto, 1.100, Vila Medeiros, tel. (11) 2951-3056, www.mocoto.com.br)

 

cheesecake pjs2Cheesecake com frutas vermelhas, do PJ. Clarkes
Me apaixonei por esse clássico ainda em 2010, quando era editor da Época São Paulo e o elegemos o melhor da cidade. Pudera: é o perfeito equilíbrio entre a massa cremosa de queijo, a base crocante, que se esfarela deliciosamente. Tudo coberto por uma bela calda, espessa e generosa nas frutas vermelhas – nada de geleia ou economia de frutas. Custa R$ 17.
(P.J. Clarke’s Oscar Freire – Rua Oscar Freire, 497, Jardins, tel. (11) 2579-2765, www.pjclarkes.com.br)

 

ile flotant

Oeufs à la neige, do Le Vin
Outro clássico tão bem executado que é impossível ficar fora dessa lista. Os ovos nevados do Le Vin são a perfeição. A massa de claras super aeradas é grandona, de encher os olhos, bem banquinha e coberta com uma leve calda de açúcar queimado. Por baixo da esfera apetitosa, um laguinho de creme inglês, docinho, pronto para emprestar mais doçura e uma certa umidade às claras nevadas. Custa R$ 17.
Alameda Tietê, 178, Jardins, tel. (11) 3081-3924 e outros endereços no www.levin.com.br)

 

torta mirtilloTorta de mirtilo, do Fasano
A incrível base de farinha de amêndoas, açúcar e ovos contem um dos mais leves e sutis cremes de mascarpone que esse formigão profissional já provou. Por cima de tudo, mirtilos gordinhos e suculentos, salteados em conhaque, brincam alegremente a cada mordida. O preço: R$ 35.
(Rua Vittorio Fasano, 88, Jardins, tel. 
(11) 3062 4000, www.fasano.com.br)

Vamos almoçar melhor? Hoje, a comida caseira do Alice Café

costelaNa minha busca por lugares diferentes (e legais) para almoçar, acabei indo parar no Alice Café, por sugestão da véia Katsuki, que mora lá pertinho. O simpático local é do chef Marcio Kimura, do Friccò, e serve salgados, doces e duas sugestões de prato para o almoço, por R$ 18. No dia em que fui, escolhi uma saborosa costelinha de porco assada, com arroz de ervas e maçã. A antes ainda vem uma saladinha. A outra opção era espaguete com molho de tomate com azeitonas e mussarela de búfala. Tudo gostosinho, com jeito de comida de avó.

 

foto 1Funciona assim: você pede no caixa, paga, pede sua bebida e vai para a mesa, esperar te chamarem pra buscar o prato no balcão. Se só quiser tomar água, pode beber direto das garrafas coloridas que estão na mesa – e a água é de graça.

 

foto 2Não deixe de comer um dos salgados de forno, como o pão de queijo ou o pãozinho recheado de requeijão e azeitonas (R$ 4), que é aquecido na hora em que você pede. Se quiser, também há sanduíches, como o de pernil (R$ 14), de cogumelos (R$ 14) ou o de pesto com queijo (R$ 10).

 

foto 4Formiga que sou, não deixei de provar a sobremesa. No caso, um bolo crumble de maçã (R$ 4) que estava provocando do balcão desde que cheguei. Ah, eles também tem bolo de chocolate sem glúten e sem lactose, por R$ 6 a fatia.

 

foto 5A véia japa, que não é besta, matou a refeição com esse waffle com geléia de frutas vermelhas (R$ 5). A massa é daquelas mais finas e tostadinhas. Dá pra comer na boa. Principalmente se acompanhado do gostoso espresso da casa, o Bike Café (R$ 3,50) que destina 10% do faturamento para apoiar projetos sociais relacionados à bicicleta promovidos pelo da ONG Aro Meia Zero.

Alice Café – Rua Cubatão, 305, Paraíso, tel. (11) 3052-3447

A brilhante cozinha de um italiano em casa

Polvo assado no forno, com arroz integral misto à mediterrânea

Polvo assado no forno, com arroz integral misto à mediterrânea, prato do Loi

Desde que chegou ao Brasil, há 15 anos, Salvatore Loi, italiano da Sardenha, se destacou no cenário gastronômico de São Paulo. Primeiro como chef do restaurante Fasano (e supervisor da cozinha de todos restaurantes do grupo), onde ficou até 2012 e acumulou prêmios. Depois de uma passagem pelo Girarrosto e Mozza, anos do grupo Egeu, Loi finalmente tem um restaurante pra chamar de seu: em abril, ele inaugurou o Loi Ristorantino, há mais ou menos quatro quadras de seu primeiro emprego no Brasil. Ali, esse italiano alto, de mãos grandes e gestos largos, faz aquilo que melhor sabe: brilhar na cozinha do seu jeito. E brilha mesmo. Chega a ser difícil escolher um prato no menu, com cerca de 40 itens. Quase tudo salta aos olhos e parece muito bom. Como o espetacular polvo assado no forno, com arroz integral misto à mediterrânea (R$ 105): molusco cozido à perfeição, repousando como um rei sobre os grãos úmidos e de tempero refrescante do arroz.

 

ravioliSim, os preços pode assustar – uma refeição completa, com couvert, entrada, prato e sobremesa, gravita ao redor dos R$ 250. Com água, vinho e café, bate fácil nos R$ 300. Ainda assim, sai mais em conta do que vários restaurantes de alto padrão, que nem sempre entregam na mesa o hype que recebem. Ainda estou impressionado com o ravióli recheado de carbonara com molho de limão siciliano (R$ 69). A massa fresca e delicada envolver um poderoso creme de gemas e queijo pecorino, com pedacinhos de bacon por cima. Não tenha medo: é intenso, mas nao pesa. Completam a maravilha o toque refrescante do molho de limao e a textura crocante dos pinolis.
codornaTive a felicidade de provar um prato surpreendente: codorna recheada com figo e nozes, acompanhada de nhoque de ameixa e uvas sautèe (R$ 79). A combinação de sabores e texturas desse prato é tamanha que precisei de umas quatro garfadas até compreender o que estava acontecendo na minha boca. Divino.
polvo vinaAs entradas também não deixam por menos. Fui de polvo dourado na chapa com purê de grão de bico e vinagrete de framboesa (R$ 73), uma inusitada harmonia entre o molusco macio, o purê pastoso-quase-arenoso e a acidez adocicada do vinagrete.
cannoliMinha amiga pegou mais leve: cannoli assados e recheados com burrata e emulsão de pepinos (R$ 59). Mas fiquei tentado a pedir a polenta amarela com raspas de chocolate branco e medalhão de foie gras (R$ 79). Fica pra próxima.
pudimNem pense em sair do Loi sem comer a sobremesa. Além de clássicos, como o tiramisù (R$ 37) e torta de maçã com sorvete de canela (R$ 31), a seção de doces tem jóias como os bomboloni, bolinhos recheados com creme de limao, doce de leite e chocolate (R$ 32, seis unidades) e uma das melhores sobremesas que comi esse ano: pudim de pistache (R$ 32), um retângulo verde de pudim ultra cremoso, salpicado de pistaches e calda de caramelo. Ainda tive coragem de pedir um café, que vem acompanhado de um brioche redondo. Bem a tempo de cumprimentar o chef Salvatore Loi, que circulava entre as mesas pós-almoço, recolhendo elogios com aquele sorriso feliz de quem, finalmente, se sente em casa.

 

Loi Ristorantino – Rua Melo Alves, 674, Jardins, tel. (11) 3037-7323

 

As histórias de um homem gourmet

capaFoi uma festa de aniversário diferente. Tinha coxinha e outros petiscos. Tinha cerveja, drinques e refrigerante. Teve até bolo. A festa, porém, foi no shopping, mais especificamente numa livraria, e o aniversariante ficou sentado atrás de uma mesinha quase o tempo todo. Sim, era aniversário do chef (e amigo) Carlos Bertolazzi, mas era também o lançamento de seu livro iChef – Histórias e Receitas de um Chef Conectado (R$ 42, 224 pg., Ed. Tapioca). É claro que o Bertz aproveitou a ocasião pra servir a famosa coxinha de pato (aquela que fez sucesso até em Nova York) e o Aperol Spritz, drinque-símbolo de um dos seus restaurantes, o Zena Caffé (ele ainda é sócio da rede Per Paolo e do novo Carbone, além de apresentador do programa Homens Gourmet, da Fox Life).

Teve coxinha de pato!

Teve coxinha de pato!

O livro é uma divertida mescla de histórias da carreira do chef, em linguagem despojada, sem fotos, estilo conversa animada numa mesa de bar. Ele conta como largou o terno e a carreira segura num banco pra se aventurar no mundo da internet e, anos depois, na cozinha (sua viagem à Itália, os estágios em restaurantes famosos, como o Flipot e o El Bulli, e o surgimento de seus restaurantes). Ali estão também receitas de algumas delícias, como arroz de pato e suflê de maracujá, e outras que você come nos restaurantes do chef, como o spaghetti alla carbonara, do Zena.

Bertz me imortalizando (e a véia Katsuki junto!)

Bertz me imortalizando (e a véia Katsuki junto!)

Até esse blogueiro que vos fala aparece nas páginas do livro, como no trecho em que Bertolazzi conta nosso passeio pela Vila Mariana atrás de uma sobremesa que andava meio esquecida, mas acabou voltando à cena: cannoli. No caso, os excelentes cannolli do Alexandre Leggieri – não por coincidência, outra guloseima servida na diferente festa de aniversário de ontem. Enfim, já li quase o livro todo numa sentada e recomendo: é sempre interessante saber dos bastidores das cozinhas profissionais e tirar um pouco daquela ilusão de glamour do ofício de cozinheiro. Mas sem jamais deixar de lado as boas histórias – e o bom humor

Picância sem pudores

Coxa de pato com curry vermelho estilo Panang, o mais apimentado da Tailândia, do Nama Baru (R$ 45,80

Coxa de pato com curry vermelho estilo Panang, o mais apimentado da Tailândia, do Nama Baru (R$ 45,80

Você tem medo de pimenta? “A pimenta é um prazer que tem que ser encarado sem pudor“, já dizia o mexicano Hugo Delgado, do Obá, em seu manifesto de lançamento do primeiro Festival da Pimenta. Pelo visto as pessoas andam perdendo mesmo o pudor, pois o evento chega à 4ª edição, de 29 de maio a 8 de junho. Com o tema “Muito além da picância”, o festival reúne 12 casas, que criaram pratos ou menus especiais, além de aulas sobre o uso das pimentas – que vão desde os chiles e ajís latino-americanos, passando pela a japonesa Shishito, a tailandesa Bird’s Eye, até a brasileira Cumari, que em tupi-guarani quer dizer “alegria do gosto”.

 

image028Entre os destaques do festival, estão os 18 pratos do Obá, que vão da picância “que só faz cócega” dos Sopes de pavo en mole negro (R$ 25) até as ardências “profissa” dos lagostins com chilli jam (R$ 79). E no dia 29, o Obá na Calçada vai servir Burger Mexicano Alambre (R$ 20), temperado com mayocrema de chipotle.

 

image009Ainda no terreno latino, o Suri também preparou vários pratos, como o ceviche de peixe branco com pasta chinesa de pimenta e alho, óleo de gergelim, cebolinha, coentro e castanha de caju (R$ 32). Para beber, tem o drinque Maria Sirena, com suco de tomate, tequila, ají rojo boliviano, caldo de peixe, sal e limão (R$ 19).

 

image011Também fiquei curioso com o menu fechado com quatro pratos (R$ 99) que o chef Vítor Sobral criou para o festival: creme de mandioquinha e couve flor com tartar de tomate e pimenta cambuci assadas e coentros (na foto), seguido do bacalhau Pil Pil com pimenta malagueta, o frango na púcara com quiabos e pimenta cumari, e por fim, o queijo da serra com geleia de tomate, gengibre e pimenta de cheiro. O chef virá de Portugal dia 29 para dar uma aula no Festival da Pimenta, com o tema “Pimentas nos países de língua portuguesa”, pelo valor de R$ 90, das 18h às 19h. A aula sera seguida de uma degustação dos quatro pratos com vinhos portugueses, por R$ 165.

 

image021Até petiscos entraram na dança da pimenta. No Aconchego Carioca, a chef Kátia Barbosa oferece o combo Deixa Arder (R$ 35), que traz suas já famosas pimentas dedo-de-moça empanadas e recheadas de carne seca e requeijão, acompanhadas pela cerveja Coruja Labareda, uma lager com um toque de pimenta.

 

image013Outro bem brasileiro no pedaço, o Na Cozinha serve a Dupla Baiana (R$ 31,50), com mini acarajés e mini abarás, servidos com vatapá e camarão seco, e dois tipos de molhos apimentados. Bem, confira abaixo os endereços das casas que participam do 4º Festival de Pimentas, perca os pudores e aproveite o evento! Continuar lendo

Batalha do choux cream! Quem chegou mais perto de Tóquio?

Vitrine da Sweet Deli: mais choux crema pra gente babar

Vitrine da Sweet Deli: mais choux crema pra gente babar

Outro dia contei aqui sobre o choux cream, o doce que conheci (e me apaixonei) no Japão e que acabei encontrando aqui em SP, no Espaço Kazu, no bairro da Liberdade. O post fez muito sucesso (obrigadim!) e duas pessoas me sugeriram outro lugar que vende o “xu-curímu”: a doceria Sweet Deli, nos Jardins. Hoje passei lá e provei a guloseima. Quero saber de mais lugares que produzem essa maravilha, ok? Por enquanto, vamos ver quem ganhou a o primeiro round da Batalha do Choux Cream?

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O concorrente da Liberdade, Espaço Kazu

Preço
Na Sweet Deli a unidade custa R$ 4,50; no Kazu, R$ 3,90 (e a caixa com 12 sai R$ 39). Ponto pra Liberdade.

Tamanho
O da Sweet Deli é um pouco maior. Comi e fiquei mais do que satisfeito. No Kazu é um pouco menor do que o que comi em Tóquio. Jardins 1 x 1 Liberdade

Variedade
Na Sweet Deli só há o xu-curímu tradicional. No Kazu, tem o tradicional e com amêndoas – pelo mesmo preço. Kazu + 1.

Massa choux
Ambos são bem gostosos. A massa do doce da Sweet Deli é um pouco menos elástica do que o do Espaço Kazu – o que é uma desvantagem, pois no Japão a massa é mais macia e fofinha. Liberdade: mais um ponto.

O desafiante: choux cream da Sweet Deli

O desafiante: choux cream da Sweet Deli

Recheio de creme pâtissière
Ambos são bem recheados e muito cremosos. O da Sweet Deli carrega um pouco mais no açúcar; do Espaço Kazu a doçura é mais leve. Aí é uma questão de gosto pessoal, mas como sou eu que estou julgando, e como valorizo a sutileza, ponto pro Kazu.

 “Japonidade”
Como conheci o choux cream em Tóquio, acabo buscando um que seja mais próximo do doce de lá. Nesse quesito, os dois chegam muito perto (o da Sweet Deli devia ser menos doce; o do Espaço Kazu devia ser um pouco maior). Então nesse item deu empate.

Resultado:
Por 5 x 2 ganhou o choux cream do Espaço Kazu. Contudo, se eu fosse você experimentaria também o da Sweet Deli, pois vale a pena e satisfaz por completo a vontade de comer um doce. Nesse tipo de batalha, todo mundo sai ganhando!

Sweet Deli – Galeria 2001, Av. Paulista, 2001, Loja 4, Jardins, tel. 3287-9760, www.facebook.com/sweet.deli.paulista

Espaço Kazu – Rua Thomas Gonzaga, 84/90, Liberdade, tel. (11) 3208-6177, www.espacokazu.com.br

Receita ridícula de fácil do Brownie Yin-Yang

Captura de Tela 2014-05-24 às 16.12.21Sábado chuvoso e resolvi testar uma receita que peguei num site americano. Apelidei de Brownie Yin-Yang. A base é um bolo tipo blondie, meio esponjoso; no meio, uma camada de Oreo, e por cima o brownie mais molhadinho, com pedaços do biscoito cobrindo tudo. Umas 3 milhões de calorias por pedaço, mas quem se importa? A gente não come isso todo dia, não é? Enfim, segue abaixo a receita, que é bem fácil e levar mais ou menos 60 minutos.

Brownie Yin-Yang:

Blondie (a camada Yang)
8 colheres de sopa de manteiga derretida
3/4 xícara de açúcar mascavo
2 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 1/4 xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento
uma pitada de sal
1 xícara de chips de chocolate
2 pacotes de biscoito Oreo (ou Negresco)

Brownie (a camada Yin)
1 xícara de açúcar
3/4 xícara de chocolate em pó
1/2 colher de chá de ferment
2/3 xícara de manteiga derretida
1/2 xícara de água fervente
1 colher de chá de extrato de baunilha
2 ovos
1 xícara de farinha de trigo
uma pitada de sal
1 xícara de chips de chocolate branco

brownieModo de preparo
Primeiro o blondie. Numa batedeira, bata bem a manteiga derretida com o açúcar mascavo. Adicione dois ovos e o extrato de baunilha e continue batendo.
Numa outra vasilha, combina a farinha, o fermento e o sal. Integre essa mistura de ingredientes secos à massa de manteiga e bata só até misturar bem, sem exagerar. Misture os chips de chocolate ao leite.
Agora o brownie. Numa vasilha média, misture o açúcar, o chocolate em pó e o fermento. Adicione a manteiga derretida aos ingredientes secos, mexendo (pode ser com um fouet) para incorporar bem. Junte a água fervente e mexa mais, mas encorpar a massa.
Com a batedeira, adicione dois ovos. Continue batendo e junte a farinha e a pitada de sal. Mais uma vez, nao bata demais. Junte os chips de chocolate branco, misturando com uma espátula ou fouet.
Montagem: pré-aqueça o forno entre 180º C e 200º C. Unte uma forma quadrada ou retangular. Coloque a camada de blondie (a massa é espessa, espalhe bem). Cubra com uma camada inteira de biscoitos Oreo.
Coloque por cima a massa de brownie. Cubra com biscoitos Oreo despedaçados. Leve ao forno por 35 min, em média. Nao deixe passar demais – é melhor browine molhadinho do que assado demais e seco.
Depois que esfriar, corte em quadrados e sirva. Você verá a camada quase dourada do blondie por baixo da camada escura de brownie, tingida aqui e ali pelo branco do recheio do biscoito. Sirva com chantilly ou sorvete de creme. Ou puro, que é como eu mais gosto.