UN, um ótimo destino para os fãs de comida japonesa

O ótimo sushi de vermelho, com limão cravo, criação do chef Tadashi Shiraishi no novo UN

O ótimo sushi de vermelho, com limão cravo, criação do chef Tadashi Shiraishi no novo UN

Dica boa pra esse feriadão: depois uma longa temporada fora do Brasil, o chef Tadashi Shiraishi voltou ao país e abriu na última terça uma nova casa, o UN (prefixo de unmei, que significa destino em japonês). Aliás, um belíssimo restaurante, com projeto moderno, quase brutalista, com iluminação baixa, equilibrado pela madeira e pelo pé de bambu no meio do salão. O ambiente combina muito com a noite e, com efeito, a casa só abre para o jantar, de segunda a sábado – este o único dia da semana em que o UN serve almoço.

02chef tadashi

O chef Tadashi Shiraishi finaliza o salmão tataki no balcão.

Bem, o que importa mesmo é a comida que sai da cozinha e do balcão (este bem iluminado), e aí o UN diz realmente a que veio. Depois de trabalhar com grandes nomes da cozinha japonesa em São Paulo, como Tsuyosi Murakami (do Kinoshita), o chef Shiraishi passou três anos como sushi chef do Nobu (do renomado chef Nobu Matsuhisa) de Mykonos, na Grécia, e de St. Moritz, na Suíça. Voltou a São Paulo para abrir o UN, ao lado dos sócios Alex Terada e Luigi Cardoso, onde pratica uma cozinha precisa e autoral, em alguns casos com ingredientes pouco comuns à culinária nipônica.

03 olhete jalapenoÉ o caso do delicioso Hamachi Jalapeño (R$ 27), uma provocativa união de sashimi de olhete, jalapeños frescos e molho à base de shoyu e yuzu. Parece muito ardido, mas os jalapeños são banhados antes para suaviza-los, e o acento crítrico do molho equilibra tudo.

04atumA pimenta, aliás, está presente em vários itens do menu. Como nesse atum tataki (R$ 30) com ponzu e molho de jalapeños, aqui um pouco mais sutil do que no prato anterior, mas igualmente equilibrado.

05salmao tataki cópiaA versão de Shiraishi para o salmão tataki (R$ 28) ganha molho de su missô com karashi (mostarda japonesa). Não se assuste: a combinação é delicada e chega a ser aveludada.

06cevicheA experiência na Grécia também aparece em alguns itens do cardápio, como esse refrescante ceviche de peixe branco (R$ 38) com pepino, tomate cereja, cebola roxa, coentro e molho de shoyu com yuzu. Japão meets Mediterrâneo.

07saladaAté as saladas têm um apelo mais marcante no UN, como essa spicy tuna (R$ 39) com molho picante e texturas bem construídas. Ah, não estranhe o tamanho na foto: todas essas porções que fotografei são de degustação servida no soft opening. O serviço do salão é a la carte, mas em breve abrirá o primeiro andar, onde será servido apenas menu-degustação.

08quinuaDa cozinha saem sugestões interessantes, como o donburi de barriga de porco, missô de nozes e batata doce (R$ 48) e o “risoto” de cogumelos e legumes (R$ 45, na foto) feito com quinua no lugar do arroz (há também a versão com frutos do mar, por R$ 59).

09trio chouxE quem disse que restaurante japonês não tem sobremesa boa? (sempre faço essa perguntinha batida quando quero falar bem de um doce, né?) O chef Shiraishi também discorda dessa lenda e pra isso trouxe um especialista em sobremesas, o chef Felipe Tadao, para cuidar dessa seção. E não é que ele me manda uma das guloseimas que mais gostei quando fui ao Japão? Choux cream! Aliás, um trio de choux (R$ 20), recheados com creme, matchá com caramelo e doce de leite com nozes e açúcar mascavo. Fechou com chave de ouro.

10bartender2Ah, importante! Como praticamente só abre a noite, o UN ganhou um belo reforço na coquetelaria, que fica a cargo do barman Matheus Cunha (na foto, à frente). Em 2014, ele ganhou o campeonato Vive La Revolution, promovido pela vodca Grey Goose, com o drinque Comandante, receita que está presente na carta do UN.

11drinqueEu tomei outra criação de Cunha, o festivo land of fruits: cachaça, suco de abacaxi cozido, maracujá, óleo de laranja, angostura e xarope de amêndoas. Falando assim parece um exagero, mas o coquetel é gostoso, fresco e, por que não, divertido. Aliás, o UN não tem carta de vinhos. E pra que, com tantos ótimos saquês servidos ali? Kampai!

UN – R. Padre João Manuel, 1050, Jardins, tel. (11) 3060-9513, www.un-restanrante.com

 

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Kombi serve almoço rápido na porta do Brasil a Gosto

Suculento sandubão de linguiça de castanha com vinagrete e maionese de limão no pão de mandioca

Suculento sandubão de linguiça de castanha com vinagrete e maionese de limão no pão de mandioca (R$ 20), opção das quartas-feiras do Brasil na Rua

O Brasil a Gosto foi parar na rua. Não, a chef Ana Luiza Trajano não foi despejada do endereço onde seu restaurante funciona há nove anos. E que até o dia 12 de novembro, a casa promove o Brasil na Rua, uma parceria com a Kombi Versão Brasileira, do chef Lawrence Andreis. Funciona assim: nos almoços de terça a quinta, das 12h às 15h, a Kombi servirá laches e quentinhas do lado de fora do restaurante, receitas inspiradas nas viagens e pesquisas da chef pelo país. O Brasil na Rua também funcionará aos domingos na Feira Gastronômica Panela na Rua, na Praça Benedito Calixto, até dia 15, das 12h às 18h.

O quebra-queixo mais cremoso que já comi. Parece cocada mole!

O quebra-queixo mais cremoso que já comi. Parece cocada mole!

O Brasil na Rua tem uma entrada (R$ 10), lanches (R$ 20), arrozes (R$ 20) e sobremesas (R$ 8). Há também a opção do combinado (R$ 35), que inclui a entrada, um lanche ou um prato e um quebra-queixo (aliás, o mais cremoso que já comi, parece mesmo uma cocada mole). A outra sobremesa é o sacolé (ou gelinho, ou dim dim), nos sabores cajá, groselha e coco queimado.

O povo da kombi em ação.

O povo da kombi em ação.

Eu adorei o sanduíche das quartas-feiras: linguiça de castanha com vinagrete e maionese de limão no pão de mandioca, sanduba grande, suculento e muito saboroso. Há também cachorro quente de moela com farofa de ovo no pão de leite com cacau (terças) e pernil desfiado com molho cítrico de repolho e maionese de ervas no pão de milho (quintas). Já os arrozes são arroz de carreteiro com linguiça Blumenau (terças), arroz de rabada (quartas) e o baião de dois com fraldinha desfiada (quintas). Há também versões vegetarianas, como o arroz cateto com creme de abóbora, couve e semente de abóbora torrada). Ah, a entrada é a clássica maionese de batata com legumes.

Brasil a GostoR. Professor Azevedo Amaral, 70, Jardim Paulistano, tel. (11) 3086-3565, www.brasilagosto.com.br

 

 

O maior festival de gastronomia italiana vai até sábado. #ficadica

Ravioli recheado com aspargos e molho de queijo de búfula, primo piatto do chef Pasquale Palamaro no Maremonti (foto do leitor Rodrigo Reis)

Ravioli recheado com aspargos e molho de queijo de búfula, primo piatto do chef Pasquale Palamaro no menu do  Maremonti (foto do leitor Rodrigo Reis)

Continua em cartaz na cidade o maior festival de gastronomia italiana fora da Itália. Ou seja, você tem até dia 31, sábado, para aproveitar a 4ª Settimana della Cucina Regionale Italiana. O evento trouxe 20 chefs italianos, cada um representando uma região do seu país, para executar menus fechados em 20 restaurantes da cidade. No total, são 160 receitas, incluindo duas opções de menu com entrada, primeiro e segundo pratos e sobremesa. Os preços variam de R$ 60 a R$ 180 por pessoa, de acordo com o restaurante – sem incluir bebidas nem serviço.

Torta Caprese com sorvete de creme

Torta Caprese com sorvete de creme

E quem são esses chefs? Bem, um deles é o simpático Pasquale Palamaro, do Indaco, trazendo a cozinha da Campania para o Maremonti. As fotos que abrem esse post e ilustram esse parágrafo são do leitor Rodrigo Reis, que ganhou um jantar num mini concurso deste blog, em parceria com a ITA (Italian Trade Agency), uma das promotoras da Settimana. Deu inveja (das fotos e da comida). Além do ravióli de aspargos e da torta caprese (bolo de chocolate e amêndoas) acima, o menu traz coelho à moda de Ischia com creme de ervilhas e batatas com alecrim e um levíssimo pudim de abobrinha com camarões no vapor (almoço com 3 pratos por R$150; jantar completo por R$ 180).

Risoto de açafrão com ragu de ossobuco, do chef Roberto Cerea para o Terrço Itália (foto do Paulo Mercadante)

Risoto de açafrão com ragu de ossobuco, uma das massas preparadas pelo chef italiano Roberto Cerea para o Terraço Itália (foto do Paulo Mercadante)

Outro chef estrelado da 4ª Settimana é Roberto Cerea, do restaurante Da Vittorio, premiado com três estrelas no recente guia Michelin da Itália. Cerea criou um menu da região da Lobardia para o Terraço Itália – entre os pratos estão estão o risoto de açafrão com ragu de ossobuco (foto), como opção do primeiro prato, e filé de lombo moído com queijo grana padano, envolto em pancetta com sálvia, servido com polenta. O almoço com 3 etapas sai R$ 154 e o jantar completo (4 etapas), R$ 180.

Entrada e prato do chef Giovanni Guarneri para o Picchi na 4ª Settimana Italiana

Entrada e prato do chef Giovanni Guarneri para o Picchi na 4ª Settimana Italiana

Até agora, eu só provei um dos menus, no Picchi. Ali, o chef convidado é Giovanni Guarneri, do premiado restaurante Don Camillo, na Sicília (terra do meu nonno). Entre os pratos, destaque para a entrada, um fresquíssimo carpaccio de peixe e salada do mar, com azeite e limão siciliano, e o leitãozinho assado (e pele bem pururucada), com geleias de pimentões verde e vermelho (almoço com 3 pratos por R$ 95; jantar completo por R$ 150)

O chef Mauro Buffo, que além do menu do festival prepara hoje um jantar especial no Friccò

O chef Mauro Buffo, do Veneto, que além do menu do festival prepara hoje um jantar especial harmonizado no Friccò

E hoje à noite vai rolar uma noite ainda mais especial do festival no Friccò, do chef Sauro Scarabotta. O chef Mauro Buffo, do 12 Apostoli, em Verona, traz ao Friccò a cozinha do Veneto, mas hoje, dia 29, fará um jantar especial em quatro etapas, harmonizado com vinhos da vinícola Santa Sofia, por R$ 135 por pessoa. A entrada são ostras, atum e marisco de laranja, com emulsão ao curry e creme de abóbora, seguida de risoto com codorna assada porcini e redução de vinho do Porto e peito de pato assado ao mel e alfazema, com funcho e manga. Finalizando, um cremoso de chocolate e avelã com abacaxi ao grand marnier, toffe salgado, iogurte e anis estrelado. Esse tem de reservar pelo tel. (11) 5084-0480/0415.

Ah, os outros promotores do evento são ICIF (Italian Culinary Istitute for Foreigners), Accademia Italiana della Cucina, ENIT (Agenzia Nazionale del Turismo), IIC (Istituto Italiano di Cultura) e Italcam (Câmara de Comércio Ítalo-brasileira). Para escolher o restaurante, o chef e o menu, dê uma olhada no site da Settimana e buon appetito!

 

Vamos “porcar”?

Porco a San Zé: a receita que conquistou até o chefe Ferran Adrià é a estrela d'A Casa do Porco.

Porco a San Zé: a receita que conquistou até o chefe Ferran Adrià é a estrela d’A Casa do Porco.

Não, o verbo porcar não existe. Ou pelo menos ainda não existia. Mas depois de visitar A Casa do Porco, novo restaurante do chef Jefferson Rueda,o neologismo fez sentido pra mim: ali eu porquei, e porquei muito. O misto de bar e restaurante, a casa da Rua Araújo, no Centrão, já diz a que veio no seu nome: Rueda montou um incrível cardápio com o suíno nas mais diversas execuções e receitas, sem parecer repetitivo nem monótono. Ao contrário: o gostoso ali é porcar à vontade.

porcopocaSugiro começar a porcança com um petisco botequeiro: a porcopoca (R$ 10) – nada mais do que um saquinho de pipoca cheio de pururucas crocantes e sequinhas. Siga a festança com a estrela da casa, o porco a San Zé (R$ 42), receita que consagrou o chef também nas ruas, em eventos como a Virada Cultural, e que foi elogiada pelo célebre chef catalão Ferran Adrià como um dos melhores porcos que ele já comeu. Pudera: o suíno é lentamente assado a carvão de cinco a oito horas e chega à mesa em pedaços macios e suculentos, acompanhado por tutu de feijão, tartar de banana e couve fresca. De lamber os dedos.

sushiMas há muitas surpresas boas que traduzem a versatilidade do menu e a perícia do chef em trabalhar com porco. Inclusive com uma pegada asiática, caso do ótimo sushi de papada de porco e tucupi preto (R$ 29, quatro unidades) e do pãozinho chinês no vapor, com barriga de porco e pimenta fermentada (R$ 19, quatro unidades).

linguicaQuer algo mais familiar? Peça a porção de linguiças (especial e de beterraba), que vêm no palitinho, junto com farofa de cebola e hortaliças (R$ 29).

tartareQuer algo nada familiar? Vá de tartar de porco maturado com tutano e champignon (R$ 19, quatro unidades), servido sobre uma fina torrada e com toques de aioli. Ou peça tudo isso e se divirta.

carbonaraVocê também pode investir em algo mais… italiano! Sim, há toda uma seção de massas no cardápio, como espaguetes com molhos variados. Provei o carbonara (R$ 49), que o chef não chama de carbonara. Mas como vou chamar essa maravilha que leva pancetta, bacon, guanciale, gema de ovo e queijo pecorino? Porconara, talvez? #aqueles

lamenPor falar em massa, um dos pratos preferidos na visita foi outra receita típica do Japão, o rámen/lámen (R$ 49), um bowl cheio de caldo de porco, finas camadas de porco, moyashi, nirá, ovos bem macios e, claro, o macarrão, feito na Liberdade.

carrePros fãs de pratos mais encorpados, sugiro a Porcoletta (R$ 62), um petardo grandão de carré suíno à milanesa com folhas, maçã verde e salsão.

pudimNão satisfeito em porcar à vontade, o gorducho aqui ainda pediu sobremesa. Pudera: as sete opções d’A Casa do Porco são obras da da chef Saiko Izawa, craque dos doces que já havia me encantado com o ótimo pudim de leite com chantilly de caramelo e algodão doce (R$ 22).

bolinhoAmo esse pudim, mas gostei ainda mais dessa novidade: bolinhos de chuva (R$ 21) feitos com massa choux, quentinhos e macios, acompanhados de chocolate derretido e sorvete de creme. Misericórdia!

rapidaEstá com pressa e não dá tempo de sentar pra almoçar e jantar? Sem erro: do lado de fora do restaurante, há um balcão que dá pra rua, onde você pode comprar sanduíche de porco (R$ 15) ou sua versão vegetariana (mesmo preço).

cervejaAh, a casa tem uma cerveja especial, a Horny Pig (R$ 14), uma IPA com um sabor intenso, bem fresco, e toques de lichia. Harmonizou muito bem com as carnes temperadas e, por vezes, intensas no menu.

drinqueCaso você goste de drinques, o bar serve boa coquetelaria, pelas mãos da bartender Michelly Rossi. Como o Hanky Panky (R$ 29), uma feliz combinação de gin, vermute rosso e fernet, servida em uma charmosa taça metálica.

O chefe Rueda (1º à esq.) e as grelhas onde o porco assa por horas

O chefe Rueda (1º à esq.) e as grelhas onde o porco assa por horas

Claro que o menu d’A Casa do Porco é muito maior do que eu falei aqui. Há material ali suficiente para visitar, voltar e ir de novo – como os embutidos, curados e defumados, o codeguim com feijão e folha de mostarda (R$ 24) ou o pé de porco (R$ 69) com batata asterix e alface romana.

Bora porcar, então?

A Casa do Porco – Rua Araújo, 124, Centro, tel. (11) 3258-2578.

Lambe-Lambe serve (boa) comida brasileira com preços amigáveis

Linguiça gostosa e bem acompanhada

Linguiça artesanal, gostosa e bem acompanhada, por R$ 26

Quem acompanhe meu Instagram já viu que tenho toda semana ao Modi, na filial anexa ao shopping Pátio Higienópolis. A véia Katsuki até me perguntou se virei sócio (é muita maldade dessa idosa!). Mas na verdade o que tem me atraído lá, além do ótimo serviço, são os preços – não só dos pratos (em geral bem corretos, como o ótimo fusilli fresco com ragu de calabresa picante, por R$ 26), como das bebidas. Por exemplo, um ótimo negroni preparado com gin Hendrick’s custa R$ 26, valor que não paga nem uma caipirinha em várias casas. O mesmo preço por um dry martini levemente perfumado com limão siciliano, R$ 18,90 por um Aperol Spritz, R$ 21 por um cosmopolitan e por aí vai. Ou seja, vale a pena jantar e/ou beber no Modi. A boa nova é que os sócios acabam de abrir uma nova casa, também em Higienópolis, dessa vez dedicada à culinária brasileira.

Escabeche de sardinha: bonita, mas um pouco ressecada

Escabeche de sardinha: bonita, mas um pouco ressecada

E lá fui eu domingo conhecer o Lambe-Lambe, pra almoçar às 14h30 achando que por causa do feriado encontraria uma casa bem tranquila e meio ociosa. Claro que eu me enganei e o restaurante estava lotado – por sorte eu e minha amiga Roberta Malta conseguimos uma mesa pra dois assim que chegamos, pois acabara de vagar. O ambiente é bem despojado, com uma varanda clara que dá pra calçada e várias mesas bem próximas na parte de dentro. Quando olhei o menu, fiquei feliz em perceber que também ali os preços são amigáveis ao bolso do cliente. Logo nas entradas, exemplo, há itens de um dígito (!), como o escabeche de sardinha com tomate, cebola roxa e pão de alho (R$ 7). Ok, o pescado estava um pouco ressecado, mas a combinação é boa (um peixe mais tenro e com mais azeite farão dessa entrada uma das minhas campeãs).

Coxinhas de "passarinho": se joga na fritura que vale a pena

Coxinhas de “passarinho”: se joga na fritura que vale a pena

Outra entrada que você tem de provar ali são as coxinhas “de passarinho” (R$ 10, três unidades), ou seja, drumetes com massa cremosa, fritas e sequinhas, acompanhadas de uma maionese temperada. Como a Beta não liga pra coxinhas (magra, obviamente), pedimos também rosbife de mignon com salada de batatas (R$ 16), com a carne suculenta e bem macia. Gostei das entradas, mas preciso voltar ali pra provar uma das frigideiras (tem de jiló com linguiça (ou fígado), por R$ 13, e a de ossobuco ou de rabada, por R$ 15) e o ovo mole empanado com purê de mandioquinha e molho de legumes (R$ 13).

Volto em breve, pois tem muito o que provar ainda

Volto em breve, pois tem muito o que provar ainda

Depois de tantas entradas, acabamos pedindo apenas um prato principal – e mais uma vez o bolso ficou feliz: linguiça artesanal grelhada com tostado de legumes e molho de ervas (R$ 26). Ah, todos os principais ali vêm acompanhado de arroz, feijão (ou tutu, como escolhemos) e uma farofa crocante e saborosa. E você pode pedir outra guarnição, por R$ 6, como a fresquinha salada de feijão fradinho ou paçoca de pilão com carne seca. Já planejo voltar à casa e pedir a galinha caipira com quiabo e angu de milho (R$ 33) ou a fraldinha grelhada com ovo caipira e purê de mandioquinha (R$ 33). E de terça a sábado, tem um clássico por dia, como virado à paulista (R$ 28) e feijoada (R$ 35).

Beta preferiu o arroz-doce (à frente) mas atacou minha cocada cremosa

Beta preferiu o arroz-doce (à frente) mas atacou minha cocada cremosa

As sobremesas do Lambe-Lambe são puro comfort food, porções generosas e bem doces de, por exemplo, arroz doce ou cocada cremosa (perfumada, com uma textura pastosa, que lembrava doce de leite), qualquer uma por R$ 11. No domingo, estava em falta a torta de brigadeiro, ou seja, terei de voltar mesmo, né?

Caju amigo: a foto engana, pois o copo e alto e o drinque, generoso

Caju amigo: a foto engana, pois o copo e alto e o drinque, generoso

Ah, outra dica do local: vale a pena investir nos drinques, principalmente o caju amigo (R$ 18) com cachaça, feito com a compota da fruta, que chega num copo alto, generoso. O maior porém da casa é o serviço, que ainda está atrapalhado. Mas como o restaurante acabou de abrir (tem três semanas, se tanto), acredito que isso logo se ajuste (junto com a sardinha!). Fico feliz, isso sim, de poder sair para comer fora em São Paulo, com entrada, prato e sobremesa, e a conta gravitar ao redor dos R$ 60.

Lambe-Lambe – Rua Aracaju, 239, Higienópolis, tel. (11) 3562-3805.

Leitor do blog pode ganhar um jantar na 4ª Settimana Italiana

O chefe italiano Pasquale Palamaro, que fará menu no Maremonti na 4ª Settimana Italiana

O chefe italiano Pasquale Palamaro, que estará no Maremonti na 4ª Settimana Italiana

Olha só que bacana: de 24 a 31 de outubro, vai rolar aqui a 4ª Settimana della Cucina Regionale Italiana, quando 20 restaurantes de São Paulo recebem chefs italianos para criar menus exclusivos a preços fechados – e cada um deles faz homenagem a uma das regiões da Itália. E um leitor do blog pode ganham um jantar para dois no Maremonti Jardins, que vai homenagear a Campania com o chef Pasquale Palamaro, do premiado Indaco. A ITA (Italian Trade Agency), organizadora da Settimana Italiana, está oferecendo essa cortesia para os leitores do blog e seguidores do meu Instagram.

Espaguete napolitano com ragu de polvo e tomate cereja

Espaguete napolitano com ragu de polvo e tomate cereja

E como faz para participar? Fácil: entre os dias 10 e 17 de outubro de 2015, poste no seu Instagram uma foto de um prato ou de uma viagem que remeta à Itália. Você não precisa ter ido até lá, mas escolher uma foto sua que represente a Itália. Importante: para concorrer, você precisa seguir o Instagram da @ita.brasil; na hora de postar, coloque a hashtag #SettimanaItaliana; e marque meu Instagram @jrferraro – caso contrário não tenho como saber que a foto está lá.

Pudim leve de abobrinhas com camarão no vapor e vela de pão de pizza

Pudim leve de abobrinhas com camarão no vapor e vela de pão de pizza

Não é sorteio! É um concurso cultural: vence quem postar a foto mais legal que remeta à Itália. Então, capriche! O vencedor ganha um jantar para duas pessoas, mais uma taça de espumante, no Maremonti (veja endereço abaixo; a cortesia não inclui outras bebidas, nem os 10% do serviço).

Quem quiser saber mais informações sobre evento, e as outras casas que participam, dê uma olhada no site da Settima Italiana ou na página da ITA Brasil no Facebook.

Capriche na foto e boa sorte.

Maremonti Jardins – Rua Padre João Manuel, 1160, Jardins, tel. (11) 3085-1160

Por que você deve ir na feira espanhola da mansão na Bela Vista

Pulpo a la Gallega (R$ 25), do Como te Gusta: um dos pratos do La Feria

Pulpo a la Gallega (R$ 25), do Como te Gusta: um dos pratos do festival La Feria, dias 17 e 18

Em abril deste ano tirei um domingo para visitar um simpático festival enogastronômico que acontecia numa mansão das Rua dos Franceses. Foi justamente no dia 12, em que rolava uma manifestação anti-governo na Avenida Paulista, a uns 500 metros dali. Após driblar bravamente centenas de manifestantes para atravessar uma entupida Paulista, fui recompensado com um dos eventos mais legais relacionados à cultura e gastronomia espanhola, o La Feria. A situação política só se complicou desde então, mas ao menos tem uma boa nova: nos dias 17 e 18 de outubro, acontece a 5ª edição do festival, na mesma Mansão Hasbaya, e recomendo que você vá (e olha que nem vai ter manifestação para bagunçar sua chegada).

Paella clássica (R$ 25) do La Paella Express. Essa cliquei em abril, mas vai ter na nova edição do festival

Paella clássica (R$ 25) do La Paella Express. Essa cliquei em abril, mas vai ter de novo!

O La Feria organizado pelo chef Fernando Lancho, do Gusta Bar para promover a cultura espanhola, e reúne oito restaurantes e bares em barracas no jardim da casa (entre eles Clos Restaurante, Brado e Paellas Pepe). Vá com fome: entre os itens servidos nas barracas estão paellas (R$ 25), croquetas de galinha caipira (R$ 10, duas unidades), polvo a la Galllega (R$ 25), hambúrguer com queijo, crispy de jamon e alioli (R$ 20), e churros espanhóis acompanhados de chocolate quente ou doce de leite (R$ 8). Além disso, haverá sangrias, cervejas e vinhos, bem como produtos espanhóis para degustação trazidos pela Sabor Mediterrâneo.

Também vão acontecer espetáculos gratuitos de música com gaiteiros galegos, dança flamenca, boleros, teatro, exposição de quadros, esculturas, e workshops de cozinha. A entrada é gratuita e o evento rola dia 17, sábado, das 10h às 22h, e dia 18, domingo, das 12h às 19h.

La Feria Mansão Hasbaya – Rua dos Franceses, 518, esquina com a R. Joaquim Eugênio de Lima, laferia.com.br

Receita de pumpkin pie, a torta de abóbora para o Halloween

IMG_1453O Halloween chegou mais cedo em casa! Esse fim de semana testei uma receita de torta de abóbora, a famosa pumpkin pie americana). Lá, eles servem esse doce principalmente no Dia de Ação de Graças, no Natal e no Halloween. Daí que na semana passada meu amigo Carlos Casagrande comentou que estava morrendo de vontade de comer a torta e fui atrás de uma receita. Achei várias e acabei seguindo (com algumas adaptações) a do site Joy of Baking, da super craque Stephanie Jaworski. Simples e gostosa, a torta é bem fácil de preparar – a parte mais trabalhosa é fazer um purê da moranga (sim, tem de ser de moranga), que nos EUA já vem pronto em lata. Mesmo assim, é tudo bem prático de fazer o resultado fica uma delícia. Vamos lá?

Torta de abóbora

Massa
1 ¼ xícara de farinha peneirada
1 colher de sopa de açúcar
½ xícara de manteiga sem sal, fria, cortada em cubos pequenos
½ colher de chá de sal
¼ de xícara de água gelada

Num processador, misture a farinha, o açúcar e o sal. Depois, coloque a manteiga e processe por 15 segundos, até ficar bem misturada. Adicione aí a água bem aos poucos, até obter a consistência ideal da massa.
Espalhe um pouco de farinha numa superfície lisa, faça uma bola com a massa a abra um pouco, até forma um disco grosso. Ensaque e leve à geladeira por 30 minutos (enquanto isso você pode fazer o purê de moranga).
Passado esse tempo, abra a massa em um disco maior, de uns 30 cm de largura e 0,5 cm (mais ou menos) de espessura. Coloque esse disco sobre uma forma redonda de 23 cm de diâmetro, untada, e ajuste a massa para ficar bem certinha, tirando os excessos da borda e decorando como quiser (usei os nós dos dedos mesmo).
Cubra com um plástico e leve à geladeira por mais 20 minutos.

IMG_1444Recheio
3 ovos grandes
2 xícaras (450g) de purê de moranga (veja como fazer abaixo)
½ xícara de nata (se não tiver tente com creme de leite da caixinha sem soro; quanto mais gordura, melhor)
½ xícara de açúcar mascavo (coloquei um pouquinho mais, quase ¾)
1 colher de chá de canela em pó
½ colher de chá de gengibre em pó
¼ colher de chá de cravo em pó
1 ou 2 pitadas de sal
1 colher de café de maisena

Para o purê de moranga: descasque e tire as sementes de meia moranga média (cerca de 1 kg). Corte em cubos grandes. Espalhe numa assadeira, cobra tudo com papel alumínio e leve ao forno médio por uns 30 minutos, ou até que os cubos estejam macios. Espere esfriar um pouco e amasse tudo, ou passe no processador. Atenção: a abóbora solta muita água, então sugiro fazer esse purê bem antes e colocar num escorredor, para deixar o líquido sair. Eu ainda dei uma boa espremida numa peneira antes de usar no recheio (1 kg de abóbora acabou resultando em menos de 500 g de purê, que era o que precisava). Agora vamos ao recheio.
Numa tigela grande, bata os ovos brevemente. Adicione os ingredientes secos e misture bem, sem bater (não se deve bater essa recheio, apenas misturar bem).
Adicione a abóbora, e depois a nata, até obter uma mistura homogênea. Dilua a maisena com um pouquinho de água fria e misture tudo (não exagere na maisena, senão o recheio ganhará uma textura errada de pudim, e não queremos isso!).

Montagem

Aqui tem um “pulo do gato” interessante. Como a abóbora tende a soltar água, você pode criar uma camada de “proteção” entre o recheio e a massa. É fácil: toste no forno rapidamente (uns 8 min) cerca de 25 gramas de pecan, ou castanhas (misturei de caju e do pará). Moa num processador. Adicione 25 gramas (cerca de 3) cookies de gengibre, coco ou castanha mesmo (nada de chocolate nem frutas cítricas!). Espalhe essa farinha por cima da massa, no fundo da torta, e aperte bem, sedimentando a camada.
Agora sim, despeja o recheio cuidadosamente e iguale a superfície com uma espátula. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por cerca de 45-55 minutos.
A torta estará pronta quando a borda da massa estiver dourada e quando você espetar uma faca no recheio e ela sair quase seca (o meio da torta sempre parece mais úmido, e tudo bem, é assim mesmo).
Retire do forno e deixe esfriar antes de comer. Você pode servir a torta pura ou com chantilly. Feliz Halloween!

Festival traz famosa pizza do Brooklyn pra SP

Pizza do Roberta's na Bráz: massa deliciosa e recheios fartos

Pizza do Roberta’s na Bráz: massa deliciosa e recheios fartos

Quando estive em Nova York, em 2012, fiquei hospedado na casa de um amigo querido, Edu Graça, em Williamsburg, um aprazível bairro do Brooklyn, famoso por reunir moradores jovens (e muitos, muitos hispters). Na ocasião, Edu (que escreve sobre cinema e política, mas é um voraz caçador de boa comida) me levou a uma pizzaria em Williamsburg que estava fazendo barulho: Roberta’s. A casa, de fachada simples e ambiente despretensioso, estava lotada e esperamos quase 2 horas para comer ali – e meu humor já estava descendo o rio Hudson quando finalmente ganhamos uma mesa. Daí por diante foi só felicidade: comida boa, serviço alegre, música pop bombando e uma das melhores pizzas que comi em Nova York (aliás, nos Estados Unidos).

Sim, hoje o dólar vale o dobro daquele época, a crise bate à nossa porta e uma viagem pro exterior está um pouco distante pra maioria dos brasileiros. A boa notícia é que você pode provar a pizza do Roberta’s aqui mesmo, sem sair do país e pagando em reais. Até dia 31 de outubro, a rede de pizzaria Bráz está promovendo o festival Bráz Fora de Série – Do Brás ao Brooklyn, em que todas suas unidades servirão cinco pizzas criadas pelo chef Carlo Mirarchi e pelo mestre pizzaiolo Anthony Falco, do próprio Roberta’s de Nova York. Aliás, os dois vieram do Brooklyn para lançar o festival no Rio e em SP, e ainda participaram da inauguração na nova unidade da Bráz em Perdizes (um salão lindo, aliás, projeto do arquiteto Vitor Penha).

O mestre pizzaiolo Anthony Falco dá as dicas de como fazer sua pizza pros colegas da Bráz

O mestre pizzaiolo Anthony Falco dá as dicas de como executar sua famosa pizza do Brooklyn para os colegas da nova unidade da Bráz, em Perdizes

Vale a pena? ( ) Sim ( ) É óbvio ou ( ) Com certeza? Agora sério: a massa dos meninos do Brooklyn é algo que todo fã de pizza tem de provar: bordas altas e crocantes, com o centro mais macio e elástico, e sabor equilibrado, mais alinhada com a tradição napolitana. A que mais me agradou foi a Hospedaria dos imigrantes (R$ 79), que traz calabresa em flocos, mussarela fresca e sopressata picante fatiada, finalizada com um doce fio de mel, equilibrando a picância da receita. Aliás, por falar em picância, os adeptos de uma boa pimenta vão gostar da Roberta’s (R$ 79), que leva alho fatiado fino, mussarela fresca, parmesão grana padano, cebola roxa fatiada e uma boa dose de pimenta dedo de moça. Outra boa surpresa é a Mercadão (R$ 79), uma pizza bianca com cogumelos, mussarela fresca, speck, cebola roxa e bastante azeite italiano.

Como eu disse, o festival vai até dia 31 desse mês. O cardápio completo desse Fora de Série oferece também traz o vinho Bella Vista Estate Pinot Noir, da Bueno Wines (R$ 79 garrafa/ R$ 19 a taça), água mineral S. Pellegrinno Vogue Italia Limited Edition (R$ 11,50), tiramisù (R$ 21) e café Illy (R$ 5,30).

Bráz Pizzaria – Rua Piracuama, 155, Perdizes, tel. (11) 2366-9894; Rua Graúna, 125, Moema, tel. (11) 5561-1736;
Rua Vupabussu, 271, Pinheiros, tel. (11) 3037-7975;
Rua Sergipe, 406, Higienópolis, tel. (11) 3214-3337, e demais unidades: www.brazpizzaria.com.br