Receita de cotton cheesecake japonês

cotton2Sabe aquele bolo beeem fofo e alto, que até mexe quando você balança e tem uma textura de nuvem na boca? Pois é, este é o cotton cheesecake, uma famosa sobremesa japonesa que sempre me despertou a curiosidade. Fui atrás da receita e descobri que não é exatamente difícil de fazer o bolo – apenas tem de tomar alguns cuidados na hora de batê-lo e, principalmente, na hora de assar. Já fiz três vezes e cada uma ficou melhor que a outra, mas certamente ainda irei aprimorar a arte de fazer esse cotton cheesecake. Bora tentar?

 

cotton1Cotton Cheesecake Japonês

Ingredientes
200 g de cream cheese (NÃO use o light)
4 colheres de sopa (ou 50 g) de manteiga sem sal
½ xícara de leite integral
7 gemas
8 claras
1 col. de chá de extrato de baunilha
Suco de ½ limão (prefiro o siciliano)
1 col. de sopa de raspas de limão (opcional)
2/3 xícara de farinha
¼ xícara de maisena
½ col. de chá de sal
¼ col. de chá de cremor de tártaro (ou 1 col. de chá de suco de limão)
1 xícara de açúcar
Açúcar de confeiteiro (para finalizar)

Modo de fazer
Unte uma assadeira redonda de 22 cm. Cubra o fundo com um disco de papel manteiga. As laterais da forma também têm de ser revestidas com uma tira larga de papel manteiga, com uns 9 cm de altura, porque essa massa cresce muito e não pode trasbordar. Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Numa panelinha em fogo médio-alto, adicione o cream cheese, a manteiga e o leite até obter uma mistura homogênea – não deixe ferver!. Desligue o fogo e deixe esfriar por uns 5 a 10 min.
Numa vasilha grande, misture com um fouet ou espátula as gemas, a baunilha e o suco de limão (e as raspas, se decidir usar). Mas não bata, só misture bem. Daí incorpore a mistura de cream cheese da panelinha e , aos poucos, a farinha peneirada e o amido de milho (maisena), também peneirada, até ficar bem homogêneo.
Numa batedeira, adicione as claras, o sal e o cremor de tártaro (ou limão) e bata bem. Quando as claras estiverem bem encorpadas, adicione o açúcar, sem parar de bater, até atingir a textura de claras em neve, com picos.
Agora é hora de finalizar a massa. Misture 1/3 das claras à massa, delicadamente, sem bater, apenas incorporando as claras do meio para as beiradas com uma espátula. Faça isso duas vezes, até que todas as claras já estejam misturadas à massa. Despeje na forma, dê umas três batidinhas na forma (para não deixar bolhas) e é hora de levar ao forno.
Importante: esse bolo não pode assar diretamente na grelha do forno. Tem de ser em banho-maria. Então, coloque a forma redonda com a massa dentro de uma outra forma maior e despeje água quente até atingir uns dois dedos da forma redonda.

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Deixe assar assim por meia hora. Daí diminua o forno para 180ºC e deixe assando por cerca de uma hora. Não tenha medo: como está em banho-maria, o bolo dificilmente queimará. Ele tem de crescer bem e ficar com uma tom castanho na “cúpula” – enquanto as laterais e o fundo ficam com um bonito amarelo-dourado.
Teste com um palito para ver se o bolo assou por dentro – o palito deve sair seco. Tire do forno, cubra com um pano e deixe dar uma esfriada de 10 a 15 min. Desenforme ainda quente, virando sobre a palma da sua mão (cubra com um pedaço de papel manteiga), tirando a forma e os papeis, e virando de volta numa base ou num prato grande.
Está pronto! Pasta peneirar o açúcar de confeiteiro por cima e comer. Eu adoro provar ainda quente, e depois frio, para sentir a diferença. Pode adicionar geleia ou calda de frutas, se quiser. Eu prefiro puro mesmo. Arigatô!

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Receita de bolo de blueberry e limão siciliano

Cansou de comer ovo de Páscoa? Que tal uma sobremesa que não leva chocolate, mas é bonita e gostosa à beça? Testei hoje esse bolo de blueberry e limão siciliano e achei a massa incrivelmente macia – e um gostinho de baunilha que combina bem com o toque cítrico e perfumado do limão e o sabor fresco dos mirtilos. Vamos lá?

Ingredientes
200 g de manteiga (na temperatura ambiente)
2 ¾ xícaras de farinha de trigo
1 ¾ xícara de açúcar
1 ½ colher de chá de fermento
¼ colher de chá de bicarbonato
¼ colher de chá de sal
4 ovos
2 colheres de sopa de suco de limão siciliano
1 colher de sopa de raspas de limão siciliano
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 xícara de buttermilk (ou uma xícara de leite integral, misturado com 1 colher de sopa de limão espremido e repousado por uns 15 min.)
1 ½ xícara de blueberries (também chamados de mirtilos)
1 colher de sopa de farinha de trigo (para revestir as frutinhas)

Cobertura
3 colheres de sopa de suco de limão siciliano
1 xícara de açúcar de confeiteiro
Blueberries e raspas de limão para decorar

Modo de fazer
Pré-aqueça o forno a 200ºC. Use uma forma redonda grande.
Misture farinha, fermento, sal e bicarbonato numa tigela.
Na batedeira, bata a manteiga por um minuto até ficar cremosa. Coloque o açúcar e bata por cerca de 3 minutos, até ficar bem fofo. Adicione os ovos, um por um e vá batendo cada vez que adicionar. Em seguida, coloque a baunilha, as raspas de lim˜qo e o suco espremido.
É hora de misturar a farinha. Adicione um terço da mistura seca, bata um pouco, adicione meia xícara do buttermilk, sempre batendo a cada adição. Repita com 1/3 de farinha, meia de buttermilk, e termine com o 1/3 final da farinha. Não bata muito, para não deixar a massa dura.
Passe os bluberries na farinha para revesti-los (isso evita que eles desçam na forma e fiquem todos no fundo do bolo). Adicione as frutinhas na massa e misture gentilmente com uma espátula. Coloque na forma untada e enfarinhada e asse por cerca de 55-60 minutos. O bolo estará pronto quando você enfiar um palito de dente no centro e ele sair limpinho. Deixe esfriar por cerca de 30 min e desenforme.
Para fazer a cobertura, misture o suco de limão no açúcar de confeiteiro peneirado até virar um glacê. Se estiver muito grosso, coloque mais limão. Despeje sobre o bolo frio e, decore com blueberries e raspas de limão.

 

Recita fácil de muffin de banana com chocolate

Estou naquela fase de testar várias receitas… doces!  Essa eu acabei de fazer (e adaptar um pouquinho). É rápida, suja pouca louça e ainda rende de 12 a 16 muffins quentinhos, pro café da manhã ou pro lanche. Vamos lá!

Ingredientes:
1 3/4 xícaras de farinha
1/2 xícara de açúcar refinado
1/4 xícara de açúcar mascavo
1 col. de chá de fermento
1/2 col. de chá de bicarbonato de sódio
1/4 col. de chá de sal
1 col. de chá de canela em pó
2 ovos grandes
3 bananas bem maduras
1/2 xícara de manteiga derretida na temperatura ambiente
1 col. de chá de essência de baunilha
1/2 xícara de nozes picadas
1/2 xícara de chips de chocolate ao leite ou meio amargo

Modo de fazer:
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Disponha forminhas de papel grandes numa assadeira (uso aquela de fazer empadinha ou quindim, que já com com os buracos certos pra encaixar as formas de papel).
Misture com um fouet todos os ingredientes secos numa tigela grande (farinha peneirada, açucares, fermento, bicarbonato, canela e sal). Reserve.
Numa tigela à parte, bata os ovos levemente. Acrescente a baunilha, a manteiga e as bananas amassadas, com garfo mesmo.
Despeje essa mistura na tigela com os ingredientes secos e misture delicadamente com uma espátula ou colher de pau, sem bater. Acrescente as nozes e os chips de chocolate e misture tudo até a massa ficar homogênea. NÃO BATA, senão os muffins ficarão borrachudos.
Com o auxílio de uma colher (ou de uma concha para sorrvete), coloque a massa nas formas individuais, até 3/4 do espaço. Leve ao forno por 25 a 30 min, ou até o palito sair sequinho. Sirva morno ou frio.

Receita fácil de bolo de chocolate com Jack Daniel’s

 


Eu gosto de bolos de chocolate, mas estão longe de ser meus preferidos. Em geral, gosto de sobremesas que levam cremes, frutas e castanhas. Chocolate gosto mesmo em barra. Mas quando vi a receita desse bolo de chocolate com whiskey, fiquei bem curioso com o resultado (olha aí o encosto de Heleninha Roitmann batendo forte aqui). Pesquisando mais, descobri que você pode usar whiskey americano (como o Jack Daniel’s), bourbon (como Jim Beam) e até irish whiskey (como Jameson). De resto, é uma das receitas mais simples que já fiz – nem precisei usar a batedeira, foi tudo na mão (com um bom fouet). Vamos lá?

Bolo de chocolate com Jack Daniel’s

Ingredientes:
3/4 xícara de chocolate em pó
1/4 xícara de cacau sem açúcar, mais 3 colheres de sopa para a forma
1 ½ xícara de café (coado ou expresso) sem açúcar
½ xícara de Jack Daniel’s
225 g de manteiga sem sal em cubos (pouco mais que um pacote)
2 xícaras de açúcar refinado
2 xícaras de farinha peneirada
1 ½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ de colher de chá de sal
¼ de colher de chá de cravo moído (opcional)
¼ de colher de chá de pimenta preta moída na hora (opcional)
2 ovos grandes na temperatura ambiente
2 colheres de chá de essência de baunilha

bolo horizontalModo de fazer:
Pré-aqueça o forno a 200ºC. Unte bem forma com manteiga e polvilhe dentro dela 3 colheres de cacau em pó, batendo para tirar o excesso.
Numa panelinha, aqueça a manteiga, o café, o chocolate, o cacau e o Jack Daniel’s em fogo médio. Mexa até derreter toda a manteiga, tire do fogo, coloque numa tigela e misture o açúcar até ficar homogêneo. Deixe dar uma esfriada por 5 minutos.
Num recipiente à parte, misture os ingredientes secos: farinha, bicarbonato, sal, cravo e pimenta.
Numa tigelinha à parte, bata com um fouet os ovos e a baunilha. Adicione à mistura de manteiga, cacau e whiskey, batendo à mão.
Vá adicionando a farinha e batendo devagar, para incorporar bem os secos e deixar a mistura bem homogênea. A massa fica bem escura, meio fina e cheia de bolhas (mas não pode ter pelotas de farinha, ok?)
Coloque na forma, dê duas batidinhas na pia (pra tirar bolhas de dentro) e leve ao forno. O bolo deve assar entre 40 e 50 minutos. Como é muito escuro, não dá pra saber se está bom só de olhar – você terá de fazer o teste do palito pra saber se ficou pronto (quando o palito sair seco).
Bolo assou? Tire do forno e deixe esfriar. Em geral cubro com um pano de prato seco por uns 15 minutos, pra não pegar um golpe de ar e murchar, depois descubro e deixo esfriando normalmente.
Depois de um hora, desenforme e está pronto. Você pode servi-lo sem nada (comi quentinho e estava boooom…), ou pode polvilhar açúcar de confeiteiro por cima ou ainda servir com chantilly batido na hora.
Como não é um bolo muito doce e tem sabor marcante (whiskey, café), você pode fazer uma ganache de chocolate e despejar por cima (testei e ficou uma delícia também).

Para a ganache
Ingredientes
¾ xícara de creme de leite fresco
180 g de chocolate meio amargo
1 colher de café de canela em pó
1 colher de café (ou meia) de essência de baunilha
1 colher de sopa de manteiga sem sal na temperatura ambiente

Modo de fazer
Numa tigela refratária em banho-maria, aqueça o creme de leite, a canela e a baunilha. Um pouco antes de ferver, adicione os chocolates picados e vá mexendo sem parar com um fouet. Coloque uma colhe de manteiga e mexa até tudo derreter e ficar homogêneo.
Tire a tigela do fogo e deixe esfriar bem. Ela vai ganhando consistência conforme esfria. Você pode colocar um pouco na geladeira para dar aquela engrossada rápida antes de despejar sobre o bolo já frio.

 

Brasil tem seu primeiro london dry gin

Coffee Negroni, drinque feito a partir do novo gin Arapuru, produzido no Brasil

Coffee Negroni, drinque feito a partir do novo gin Arapuru, produzido no Brasil

Vocês sabem do apreço que tenho por gin (pode dizer gim que tambem está certo). Escrevi várias matérias sobre isso, pesquiso marcas e coquetéis, curto fazer em casa meu próprio dry martini ou negroni, praticamente ando colecionando garrafas. Assim, fiquei bem contente quando eu soube do lançamento de um london dry gin no Brasil – e produzido a 140 km de São Paulo. Ontem finalmente provei o Arapuru, nome emprestado do famoso pássaro canoro da Amazônia (na verdade, uma corruptela de uirapuru), o gin produzido em Cerquilho (SP). A receita, elaborada pelo mestre-destilador inglês Rob Dorsett, conta com 12 botânicos – inclusive alguns ingredientes brasileiros, como imbiriba, puxuri, pacová, caju e frutos da aroeira, além dos tradicionais zimbro (ainda importado), coentro, canela e cascas de cítricos.

O bartender do SubAstor e do Astor, Fabio La Pietra, e o novo gin

O bartender do SubAstor e do Astor, Fabio La Pietra, e o novo gin

A coisa toda saiu da cabeça do eslovaco Mike Simko, que veio para o Brasil há três anos e fez uma verdadeira imersão na cultura brasileira. A ideia de produzir por aqui o primeiro London dry gin (até o álcool vêm de cana brasileira) deu certo: gostei do sabor e da combinação única do Arapuru, sem contar o lindo rótulo inspirado no modernismo e na art-déco. Em agosto, o bebida será servida exclusivamente nos bares Astor e SubAstor, no Rio e em São Paulo. O bartender chef das casas, o italiano Fabio La Pietra, elaborou uma carta especial de drinques à base do Arapuru, com receitas autorais e algumas criadas pelo Erik Lorincz, do American Bar do Hotel Savoy, de Londres. Como o delicioso coffee negroni, meu preferido da noite: gin Arapuru, Cárpano Clássico e Campari, misturados e posteriormente prensados sobre uma colher de pó de café. Outra maravilha é o gin tônica com caju e limão.

Bolinho de arroz harmoniza com negroni? Siiiiim!

Bolinho de arroz harmoniza com negroni? Siiiiim!

Ficou curioso? No site da bebida tem todas receitas. Ali você também pode comprar o Arapuru por R$ 120 (preço especial de lançamento).

Bares Astor e Subastor – Rua Delfina, 163, Vila Madalena, São Paulo, tel. (11) 3815-1364; Av. Vieira Souto, 110, Ipanema, tel. (21) 2523-0085, www.subastor.com.br 

Festival Fartura rola no fim de semana no Jockey e você NÃO pode perder!

Prato da chef Ariani Malouf, de Cuiabá: costela bovina assada em baixa temperatura, acompanha arroz brasileiro com queijo coalho, milho, ovo surpresa, banana caramelizada e farofa da terra

Prato da chef Ariani Malouf, de Cuiabá: costela bovina assada em baixa temperatura, acompanha arroz brasileiro com queijo coalho, milho, ovo surpresa, banana caramelizada e farofa da terra

Quer uma ótima dica de como aproveitar esse fim de semana ensolarado e frio em SP? Dê uma passada no Festival Fartura Gastronomia São Paulo, que acontece no Jockey Club no final de semana de 25 e 26 de junho. É a primeira vez que esse evento chega a SP e é um imperdível. Serão sete espaços gastronômicos, dois palcos com atrações musicais e área de food trucks. E a comida… bem, o Fartura traz 100 atrações gastronômicas, de Roraima ao Rio Grande do Sul. Será uma grande chance de provar a cozinha de chefs renomados de vários estados ali, reunidos no mesmo lugar. Como a Ariani Malouf, chef do Mahalo, de Cuiabá (MT), casa que acaba de ser premiada como o melhor restaurante da região centro-oeste pela Prazeres da Mesa.

E tem muito mais chef bom: Leonardo Paixão, do excelente Glouton, de Belo Horizonte, que traz barriga de porco glaciada com teriaki de cachaça e farofa crocante; Onildo Rocha, do Roccia, de João Pessoa, com seu famoso baião de dois; e até a paulistana Tássia Magalhães, do Pomodori, que servirá fusilli com ragu de linguiça, pancetta e polvo. Sem contar petiscos tentadores, como o bolinho de feijoada, da chef Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, do Rio de Janeiro; e o sanduíche de pernil com molho kryptonita (maionese e salsão), de Jaques Borges, do Balcão do Mané, em Florianópolis.

Bolinho de feijoada, da chef Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca

Bolinho de feijoada, da chef Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca

Quer mais? O Fartura terá cozinha ao vivo, aulas com chefs e profissionais da gastronomia (como Nina Horta, da Folha de S.Paulo, Isabela Raposeiras, do Coffee Lab) e um Espaço Degustação para o público conhecer métodos de preparo e degustar pratos típicos e exóticos de várias regiões do país, como a farofa e guisado de tartaruga, de Solange e Morubixaba (Macapá, AP), os cogumelos da Amazônia, apresentados pelo ótimo chef Felipe Schaedler, do Banzeiro (Manaus, AM) e a damurida e paçoca de carne de sol, da chef e jornalista Denise Rohnelt (Boa Vista, RR). Ah, e ainda haverá mercado com venda de produtos regionais, como a Goiabada da Zélia, de Ponte Nova (MG), os queijos de cabra do Capril do Bosque, em Joanópolis (SP) e a Cajuína e os produtos de caju do Cajuespi (Teresina, PI).

Ou seja, uma verdadeira viagem culinária num mesmo espaço. O ingresso custa R$ 20 (R$ 10 meia), para cada dia do evento – as comidas são pagas à parte em cada estande. No sábado, o Fartura vai das 12h às 22h e no domingo, das 12h às 20h.  

Festival Fartura São Paulo – Avenida Lineu de Paula Machado, 1263,Cidade Jardim, http://www.farturagastronomia.com.br/

 

Blondine promove amanhã open bar de cerveja

IMG_1685Amanhã vai rolar open bar de cerveja! A cervejaria Blondine faz 6 anos e vai comemorar com uma Rocksfest em Itupeva com – atenção aqui, por favor – open bar de cerveja. #morri. São 12 torneiras no bar de fábrica e chopeiras distribuídas pelo pátio da Blondine. Ou seja, 30 torneiras entre chopes Blondine e das 15 cervejarias convidadas servidos o tempo inteiro. Ah, e todo mundo leva pra casa uma caneca de vidro e uma garrafa de 500 ml da nova cerveja Rockfest. O evento ainda inclui shows de rock (claro!) e água sem gás e água com gás lupulada, feita com lúpulo amarillo em flor. O preço é R$ 160. Haverá também comida, vendida à parte, como o Food Truck Pastel de Feira, o menu de comidinhas do chef Ronaldo Rossi e os doces sempre maravilhosos do chef Lucas Corazza, estrela do reality show Que Seja Doce, no GNT. A Rockfest rola apenas amanhã, 18 de junho, das 13h às 20h. Mais informações, inclusive de transporte, no Facebook do evento.

 

Começa a Negroni Week em 9 cidades brasileiras

negroniAtenção, fãs de negroni! Começa amanhã a Negroni Week, evento de 6 a 12 de junho em que vários bares do mundo todo destinarão parte da venda desse maravilhoso drinque a instituições de caridade. A iniciativa foi criada em 2013 pela Campari (um dos três ingredientes básicos do coquetel; os outros são gin e vermouth rosso), e só no ano passado arrecadou quase US$ 321.000. Este ano, o evento ocorre também em nove cidades brasileiras, como Rio, Recife, Salvador e Brasília – só em São Paulo há mais de 40 bares e restaurantes participando.

Heitor Marin, barman do Ici Bistrô, preparando um super negroni pro blogueiro aqui.

Heitor Marin, do Ici Bistrô, preparando um super negroni pro blogueiro aqui.

Na última segunda-feira, fui até o Ici Bistrô para o lançamento da Negroni Week e, além de tomar ótimos drinques preparados pelo barman Heitor Marin, conheci o lendário barman italiano Salvatore Caprese, também conhecido como o “Maestro”, com 50 anos de carreira e uma simpatia que não cabe no Coliseu de Roma. Ah, quem postar fotos do evento com a #negroniweek e marcar a Campari pode ganhar um mini barril da marca para envelhecer seu próprio negroni em casa (serão 100 mini barris).

O "maestro" Salvatore Caprese: 50 anos de coquetelaria

O “maestro” Salvatore Caprese: 50 anos de coquetelaria e muita simpatia

Entre os estabelecimentos participantes está o bar., especializado em gin, e que devo visitar na terça para provar as receitas de negroni especialmente criadas para essa semana, o SubAstor, o Frank e o Brown Sugar, onde tomei um ótimo negroni há dois meses. Saiba todos os estabelecimentos envolvidos e os detalhes da Negroni Week no site http://camparinegroni.com.br/

 

 

Novo Tanit: ótima comida, bons drinques e clima mediterrâneo

Croquetas de jamón ibérico (R$ 28), do novo Tanit: peça junto com um Clericot, sente-se na varanda e sinta-se em Ibiza ou Barcelona.

Croquetas de jamón ibérico (R$ 28), do novo Tanit: peça junto com um Clericot, sente-se na varanda e sinta-se em Ibiza ou Barcelona.

Tanit é o nome de uma deusa fenícia, venerada em Cartago e no Mediterrâneo Ocidental por volta do século V. Maior divindade da região, Tanit era associada à fertilidade, inclusive da terra – era ela que os agricultores fenícios invocavam em épocas de seca, pedindo por chuva. Cerca de 2.500 anos depois, parece que o nome continua a invocar prosperidade. Ao menos foi essa a impressão que tive ao visitar o Tanit, novo restaurante de culinária mediterrânea aberto no ínicio da Oscar Freire. Funcionando apenas há duas semanas, o casa já registra filas de espera, principalmente no jantar, e só se ouvem elogios ao restaurante, principalmente à cozinha mediterrânea com forte pegada catalã do chef espanhol Oscar Bosch.

Negroni Jerez: quem diria que eu me apaixonaria asssim?

Negroni Jerez: quem diria que eu me apaixonaria asssim?

Uma das grandes vocações do novo restaurante são as tapas e petiscos, principalmente se consumidos com os bons drinques executados pelo barman Caique Soares – esse moço criou um negroni Jerez (R$ 27) tão bom que até me fez esquecer um pouco da fase dry martini que estou atravessando e da minha habitual ranzinzice com “inovações” da clássica receita do drinque. Mas aqui ele acertou muito: sai o vermute rosso, entra o bianco, e o gim divide o protagonismo com o aromático e avermelhado jerez. Já tomei quatro em dois dias (foi tipo Heleninha Roitmann – The Catalan Tour).

bunuelosVoltando às entradas e tapas, invista sem dó nas frituras sequinhas, pois são pequenos bocados de alegria. Como esses buñuelos (R$ 30), que parecem bolinhos de chuva mas são feitos com bacalhau, agradáveis na mordida e com sabor equilibrado, companhados de alioli cítrico.

bravasOutro clássico espanhol, as batatas bravas (R$ 24) ganham aqui versão crocante, com molho de tomate caseiro e ragu de chorizo. Dica feel good: sente-se na varanda, peça essas tapas com uma jarra de clericot (R$ 72, com espumante à maçã verde, uva verde, gengibre e cachaça) e sinta-se em Barcelona. Ou Ibiza.

tartare tutanoEntre os pratos, há uma opção para compartilhar (ou comer inteira, como prato principal) que me encantou tanto pelo sabor quanto pela apresentação. Trata-se do steak tartare (R$ 47), que vem por cima de um… tutano assado! Sim, um grande osso com tutano assado (e ainda quente) é a base para a carne cortada e bem temperada, guarnecida com cubos crocantes de batata. Tudo sobre uma base rústica de madeira.

fideuaNa seção de arrozes e massas, chamam atenção o suculento fideuá de lulinhas grelhadas (R$ 56, na foto), feita no caldo de camarão e servida com maionese de alho, e um belo arroz negro com polvo grelhado, tinta de lula e alioli (R$ 60)

polvoE por falar em polvo, ainda ressoa na minha boca o sabor do polvo grelhado com panceta ibérica, salsa holandesa e batatas rústicas (R$ 65). O molusco de carne tenra e pele levemente crocante repousa no prato sobre uma generosa fatia crocante e suculenta de barriga de porco, rodeado pelas batatas e finalizado com o molho aveludado. Se eu soubesse falar fenício, faria uma prece de gratidão para Tanit!

porcoUma boa opção pra quem não é chegado em frutos do mar é o leitãozinho crocante cozido em baixa temperatura, cenourinhas, chutney de repolho roxo e maçã (R$ 62). Parece pesado, mas é na verdade bem gostoso na boca e confortável no estômago.

torta santiagoPara finalizar, fui muito feliz com a torta de Santiago (R$ 22, na foto), uma disco macio de massa de amêndoas, com creme inglês e sorvete de nata, obra da  patissière brasileira Bia Bosch (sim, ela é esposa do chef!). Ainda fiquei de provar os churros e a pera cozida em baixa temperatura, mousse de iogurte, crumble de macadâmia e sorbet de pêra (R$ 19). Ficou para uma próxima visita ao novo templo descontraído da deusa fenícia.

Tanit – Rua Oscar Freire, 145, Jardins, tel. (11) 3062-6385.

 

Curry para aquecer o corpo e alegrar o paladar

Chiang mai: cubos de frango e abóbora mergulhados num curry levemente picante e refrescante

Chiang mai: delicious curry com frango, ótima pra esse clima frio (foto divulgação)

Tenho um problema quando vou ao restaurante Mestiço: frequento o lugar há tantos anos que deveria conhecer o menu de cabo a rabo. Acontece que quase toda vez que vou lá peço… o mesmo prato, o Samui (R$ 69), frango empanado com molho thai, castanhas de caju e arroz de jasmim. Claro que já comi outras coisas, como o pad thai, o bife Guanabara (com empadinhas de alho-poró), as tirinhas de filé thai do Ásia e até salada cubana. Gostei de tudo, mas sempre batia aquele pequeno arrependimento de não ter pedido… o Samui!

Krathong-thong, as cestinhas de frango que eu nunca deixo de pedir

Krathong-thong, as cestinhas de frango que eu nunca deixo de pedir

Bem, na semana passada voltei à casa para conhecer algum dos pratos de curry que a chef Ina de Abreu sugere para esse tempinho frio que está chegando. Acabei comendo o Chiang mai (R$ 68), com cubos de frango (rá!) e abóbora mergulhados num cremoso curry apimentado com leite de coco (acompanha o arroz de jasmim). Não se assuste com o “apimentado”: o molho é pouco picante e traz um toque refrescante que equilibra bem a receita. Mas a entrada foi a de sempre (e isso NÃO dá pra pular): as Krathong-thong (R$ 29), cestinhas tailandesas de massa crocante, recheadas com frango, milho e especiarias. Ficaram ainda melhor acompanhadas do bom dry martini da casa.

Pitchuburi (tiras de carne no curry verde, bem apimentado): minha próxima pedida (fotos do Leo Feltran)

Pitchuburi: minha próxima pedida no Mestiço (foto Leo Feltran)

Agora quero voltar para provar o mais ardido de todos, o Pitchuburi (R$ 73), que leva curry verde tailandês de filé mignon fatiado com abobrinha e leite de coco. E pra quem gosta de peixe, a sugestão da chef é o Ko phai (R$ 89), com cunos de robalo ou namorado em cubos ao curry vermelho com aspargos, leite de coco e especiarias. Meu querido Samui vai ter de esperar um pouquinho.

Samui: ainda te amo, mas temos de dar um tempo!

Samui: ainda te amo, mas temos de dar um tempo! (foto divulgação)

Mestiço Rua Fernando de Albuquerque, 277, Consolação, tel. (11) 3256-3165, www.mestico.com.br