Brasil tem seu primeiro london dry gin

Coffee Negroni, drinque feito a partir do novo gin Arapuru, produzido no Brasil

Coffee Negroni, drinque feito a partir do novo gin Arapuru, produzido no Brasil

Vocês sabem do apreço que tenho por gin (pode dizer gim que tambem está certo). Escrevi várias matérias sobre isso, pesquiso marcas e coquetéis, curto fazer em casa meu próprio dry martini ou negroni, praticamente ando colecionando garrafas. Assim, fiquei bem contente quando eu soube do lançamento de um london dry gin no Brasil – e produzido a 140 km de São Paulo. Ontem finalmente provei o Arapuru, nome emprestado do famoso pássaro canoro da Amazônia (na verdade, uma corruptela de uirapuru), o gin produzido em Cerquilho (SP). A receita, elaborada pelo mestre-destilador inglês Rob Dorsett, conta com 12 botânicos – inclusive alguns ingredientes brasileiros, como imbiriba, puxuri, pacová, caju e frutos da aroeira, além dos tradicionais zimbro (ainda importado), coentro, canela e cascas de cítricos.

O bartender do SubAstor e do Astor, Fabio La Pietra, e o novo gin

O bartender do SubAstor e do Astor, Fabio La Pietra, e o novo gin

A coisa toda saiu da cabeça do eslovaco Mike Simko, que veio para o Brasil há três anos e fez uma verdadeira imersão na cultura brasileira. A ideia de produzir por aqui o primeiro London dry gin (até o álcool vêm de cana brasileira) deu certo: gostei do sabor e da combinação única do Arapuru, sem contar o lindo rótulo inspirado no modernismo e na art-déco. Em agosto, o bebida será servida exclusivamente nos bares Astor e SubAstor, no Rio e em São Paulo. O bartender chef das casas, o italiano Fabio La Pietra, elaborou uma carta especial de drinques à base do Arapuru, com receitas autorais e algumas criadas pelo Erik Lorincz, do American Bar do Hotel Savoy, de Londres. Como o delicioso coffee negroni, meu preferido da noite: gin Arapuru, Cárpano Clássico e Campari, misturados e posteriormente prensados sobre uma colher de pó de café. Outra maravilha é o gin tônica com caju e limão.

Bolinho de arroz harmoniza com negroni? Siiiiim!

Bolinho de arroz harmoniza com negroni? Siiiiim!

Ficou curioso? No site da bebida tem todas receitas. Ali você também pode comprar o Arapuru por R$ 120 (preço especial de lançamento).

Bares Astor e Subastor – Rua Delfina, 163, Vila Madalena, São Paulo, tel. (11) 3815-1364; Av. Vieira Souto, 110, Ipanema, tel. (21) 2523-0085, www.subastor.com.br 

Começa a Negroni Week em 9 cidades brasileiras

negroniAtenção, fãs de negroni! Começa amanhã a Negroni Week, evento de 6 a 12 de junho em que vários bares do mundo todo destinarão parte da venda desse maravilhoso drinque a instituições de caridade. A iniciativa foi criada em 2013 pela Campari (um dos três ingredientes básicos do coquetel; os outros são gin e vermouth rosso), e só no ano passado arrecadou quase US$ 321.000. Este ano, o evento ocorre também em nove cidades brasileiras, como Rio, Recife, Salvador e Brasília – só em São Paulo há mais de 40 bares e restaurantes participando.

Heitor Marin, barman do Ici Bistrô, preparando um super negroni pro blogueiro aqui.

Heitor Marin, do Ici Bistrô, preparando um super negroni pro blogueiro aqui.

Na última segunda-feira, fui até o Ici Bistrô para o lançamento da Negroni Week e, além de tomar ótimos drinques preparados pelo barman Heitor Marin, conheci o lendário barman italiano Salvatore Caprese, também conhecido como o “Maestro”, com 50 anos de carreira e uma simpatia que não cabe no Coliseu de Roma. Ah, quem postar fotos do evento com a #negroniweek e marcar a Campari pode ganhar um mini barril da marca para envelhecer seu próprio negroni em casa (serão 100 mini barris).

O "maestro" Salvatore Caprese: 50 anos de coquetelaria

O “maestro” Salvatore Caprese: 50 anos de coquetelaria e muita simpatia

Entre os estabelecimentos participantes está o bar., especializado em gin, e que devo visitar na terça para provar as receitas de negroni especialmente criadas para essa semana, o SubAstor, o Frank e o Brown Sugar, onde tomei um ótimo negroni há dois meses. Saiba todos os estabelecimentos envolvidos e os detalhes da Negroni Week no site http://camparinegroni.com.br/

 

 

Coxinha aparece em nove versões no bar Original

Coxinha de moqueca de abadejo, empanada no coco: um dos 9 sabores pro cliente votar

Coxinha de moqueca de abadejo empanada no coco: um dos 9 sabores para o cliente votar

Coxinha é o novo preto. Todo mundo ama coxinha – até a super culinarista inglesa Nigella Lawson apaixonou-se pela iguaria quando visitou o Brasil no ano passado (e chegou a postar a receita em seu site). Você também é um coxinhólatra? Então se liga nessa: o bar Original está oferecendo, até dia 7 de junho, nove sabores de coxinha para os clientes provarem e votarem nas suas preferidas. As cinco versões mais votadas farão parte do novo cardápio do bar. Você pode pedir um par de coxinhas (R$ 10) ou a porção com cinco unidades (R$ 22). Achei sabores alguns meio estranhos (coxinha de feijoada? Really?!), mas confesso que salivei com a versão de costelinha de porco e a de bobó de camarão. Vejam a lista:

Tradicional de frango – massa de mandioquinha recheada com tradicional frango moído;
Galinha caipira – massa de catupiry com recheio de galinha caipira, empanada no cabelo de anjo;
Galinha D’Angola – massa de mandioquinha recheada com galinha d’angola e couve;
Moqueca de Abadejo – massa de mandioquinha recheada com moqueca de abadejo e empanada no coco;
Buraco quente – carne moída, molho segredo e queijo;
Feijoada – massa de mandioquinha recheada com feijoada;
Costelinha de porco – massa de batata com creme de cebola recheada com costelinha, couve e feijão carioca;
Blumenau com maxixe – massa de mandioca recheada com linguiça Blumenau e maxixe;
Bobó de camarão – clássico prato baiano em versão coxinha.

Original -
Rua Graúna, 137, Moema, tel. (11) 5093-9486, www.baroriginal.com.br

 

Noites de domingo ganham ar de boteco no Brasil a Gosto

pastel2Qual é o brasileiro que não curte um bom boteco? A partir dessa premissa, a chef Ana Luiza Trajano resolveu transformar seu restaurante Brasil a Gosto em um boteco animado com samba ao vivo e petiscos da cozinha botequeira. A botecagem acontece nas quatro noites de domingo de fevereiro (1º, 8, 15, 22), das 19h até meia-noite. Além da música ao vivo, o BaG ganha mais descontração no ambiente, com mesas e cadeiras de metal, bisnagas de plástico para os temperos e os indefectíveis porta-guardanapos de botequim. O menu também é bem diferente do cardápio diário do Brasil a Gosto, com cinco opções de petiscos, quatro de porções e três sobremesas – além de caipirinhas e, claro, cervejas. Um dos petiscos mais botequeiros é a cesta de pasteis de queijo e carne (R$ 25), acompanhados de vinagrete (na foto). Quer saber mais? Puxa uma cadeira, peça uma cerveja e vem comigo. Continuar lendo

Astor tem novidades no menu de comidas

frutos marE o super tradicional bar Astor – aquele do picadinho incrível e do melhor caju amigo da cidade – colocou novos pratos e petiscos no seu menu. É a primeira vez desde 2008 que o bar muda seu cardápio. Assim, numa segunda-feira (sim, às vezes começo cedo a semana) estive lá pra provar as novidades. E logo de cara me jogam na frente um cone explodindo com frutos do mar empanados. O Frito Misto do Mar (R$ 46) traz camarões e lulas, com uma casquinha dourada, fritura sequinha, acompanhados de palitos de abobrinha. Combina bem com os drinques à base de gim do bar.

 

brisketA melhor novidade, no entanto, é o Astor Brisket Sandwich (R$ 32): o clássico sanduba nova-iorquino é feito com peito bovino assado e bem desfiado, na baguete. Carne gostosa, bem temperada e com textura cremosa. E enorme!

 

bacalhauPara fomes maiores: panelinha de brandade (R$ 42) de bacalhau desfiado, com purê de batata e parmesão. Me acabei de comer esse creme com fatias de pão, enquanto tomava negroni. Combina? Sei lá, mas o drinque estava bem bom, então tá valendo.

 

muffinsEssa é a novidade mais inesperada: Muffin Bristol (R$ 25), uma cestinha de pãezinhos de calabresa com queijo gruyére, bem fofinhos. Gostosos, mas sou muito mais o brisket.

 

verrineA foto saiu péssima, mas a sobremesa é deliciosa: pavê de sonho de valsa (R$ 18), uma taça repleta de delícia em camadas, perfeita pra quem gosta de sobremesas bem doces e poderosas. Se você jantou bem antes, dá pra dois.

 

pudimNão é uma das novidades do menu, mas o gordinho aqui quis pedir: pudim de pão (R$ 18), servido com sorvete de creme, maçã verde e canudinhos açucarados. Não me julguem, apenas me deixem ser feliz.

 

AstorRua Delfina, 163, Vila Madalena, tel. (11) 3815-1364, www.barastor.com.br

La Maison est Tombée recebe convidados pra celebrar seus 2 anos

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Robusto, o delicioso drinque do Marcelo Serrano pra comemorar o aniversário do La Maison est Tombée

Pode beber logo na segunda-feira? Pode sim! Para comemorar seus dois anos de atividade, o bar La Maison est Tombée convidado chefs e bartenders toda segunda no mês de novembro. Na semana passada, por exemplo, além do menu habitual da casa (que tem um maravilhoso pão de queijo recheado com pernil ou com ragu de linguiça), a casa serviu bolinho de mandioca, recheado com requeijão e camarões, da chef Carla Pernambuco (Carlota) e dois drinques do Alex Mesquita, do Paris Gastrô, no Rio. O meu preferido foi o Private, com Tenqueray Ten, Aperol, Suco de grapefruit, suco de limão, gotas de maple.

 

Bolinhos de camarão da Carla Pernambuco

Bolinhos de camarão da Carla Pernambuco

Hoje acontece a última festa, a partir das 19 h. O petisco é o Cuscuz Caipira (R$ 29) do chef Rodrigo Oliveira (Mocotó), um mini cuscus de milho com linguiça, frango e legumes. Já os drinques ficam a cargo de um craque da coquetelaria, o mixologista Marcelo Serrano (Brasserie des Arts e Satay). São dois: Robusto (R$ 26), com Amaretto, licor de apricot, maple syrup, grappa tagliatella, suco de limão siciliano, purê de pêssego; e Wild Wild West (R$ 28), com bourbon wild turkey, suco de laranja, xarope de pomegranate, suco de limão siciliano, zulu orange bitter. Mas é só hoje, ok?

La Maison est Tombée – R. Jerônimo da Veiga, 358, Itaim Bibi, tel. (11) 3071-2926, www.maisontombee.com.br

Comendo bem em Paris sem destruir sua carteira (parte 1)

parisPassei uma parte de minhas férias em Paris, como vocês que me seguem no Instagram já sabem. Fazia 20 anos que não eu não visitava a capital francesa e quase tudo teve um sabor de novidade. Sim, Paris é uma das cidades mais lindas e encantadoras do mundo – e também uma cidade cara, ainda mais em tempos de euro nas alturas. Um café da manhã simples pode chegar a 25 reais e um jantar razoável passa dos 100 reais. Mas a cidade é coalhada de bistrôs e brasseries, onde invariavelmente come-se muito bem e sem destroçar o bolso. Assim foi minha viagem: comida boa, mas acessível (afinal ainda tinha Nova York pela frente, mas disso falamos depois), mas sem nenhuma estrela no caminho. Seguem aqui minhas andanças e dicas de onde comer em Paris (e por ser longo vamos dividir em dois posts, ok?)

tartare

Meu 1º almoço em paris: steak tartare do Bar’Bouille

Um mar de bistrôs – Praticamente qualquer bistrô do bairro do Marais é bom. Desça na estação Republique e vá andando em direção à Rue de Bretagne. Ali tem vários muito bons. A maioria tem formule midi, ou seja, executivo de almoço, ao redor de 13 euros (entrada + prato principal ou principal + sobremesa). Se quiser, complemente com uma taça de vinho (ao redor de 5 euros), que é quase a mesma coisa que uma coca-cola ou uma cerveja.

salada salmaoO Le Bar’Bouille (13 Rue de Bretagne) tem um ótimo steak tartare, com salada com molho de mostarda e batatas salteadas. Outra boa pedida é a salada com salmão (na foto à direita), que é enorme e ainda vem com torradas. Ali é vantagem pedir ½ garrafa de vinho, que sai 11 euros e rende 2 taças pra cada um. Sobremesa não vale a pena, vá comer uma éclair ou uma tortinha de frutas em qualquer boulangerie ou pastisserie (e que custa de 2,5 a 5 euros). Ah, na maior parte dos bistrôs, no happy hour o preço das cervejas cai (3,50 euros, por exemplo) e as mesinhas apertadas ficam lotadas. Mas só e você suportar bem a fumaça de cigarro na sua cara (sim, os franceses fumam MUITO,  o tempo todo).

 

Perfeição: foie gras mi-cuit com creme de ameixa

Perfeição: foie gras mi-cuit com creme de ameixa

Le Comptoir du Relais (9 Carrefour de l’Odéon) – nove entre dez pessoas vão te indicar esse pequeno restaurante, e elas estão todas certas. O pequeno restaurante com salão em art deco vive entupido de gente em busca da ótima cozinha do chef Yves Camdeborde, um dos papas da bistronomy. Se quiser jantar ali, reserve com no mínimo 3 meses de antecedência. Sobra o almoço, do meio-dia às 15h, e é só na sorte: tem de chegar e esperar mesa.

Pé de porco desossado e empanado.

Pé de porco desossado e empanado.

Super fiz isso e acabei sentando 15 minutos depois, numa das apertadas mesinhas da calçada, debaixo de um sol inclemente. Quando chegaram os pratos, nem lembrei mais do desconforto. Comida de brasserie saborosa, sem frescuras nem presepadas, em porções generosas e preço bem razoável (pelo menos no almoço). Meu menu: foie gras mi-cuit (semi-cozido), extremamente cremoso, com creme de ameixas, salada e pão tostado. No principal, ousei pedir pé de porco desossado, cortado em cubos e empanado, com purê aveludado de batatas. Parece uma porrada, mas era muito saboroso e surpreendentemente não me pesou no resto do dia

 

Feio, mas delicioso: lulas recheadas com legumes à provençal

Feio, mas delicioso: lulas recheadas com legumes à provençal

Meu acompanhante pediu lulas recheadas com legumes à provençal e molho de sua tinta. Dividimos a sobremesa e me arrependi: foi o melhor baba au rhum da minha vida, com o bolo gordinho e esponjoso, encharcado de rum adocicado e acompanhado de chantilly levíssimo. Quase pedi outro…

Melhor baba ao rum da vida!

Melhor baba ao rum da vida!

Com vinho e tudo (e eles têm ótimas opções em taça ou meia garrafa, no almoço), a conta do Comptoir saiu mais ou menos 50 euros por pessoa. Vá, vá e vá.

 

 geleiasLa chambre aux confitures  (9 Rue des Martyrs) – uma lojinha especializada em geleias que é de morrer. Você pode provar com uma colherinha qualquer sabor – e tem uns trocentos. Desde o “basiquinho” morango com menta (maravilhoso, alias) até mais os mais elaborados, como manga, coco e chocolate branco. Tem dois tamanhos, pequena e a normal (7,50 euros). Não compre da pequena – a diferença de preço não compensa e a geleia acaba rápido demais. Ah, bem do ladinho mesmo, fica o Palais de Thés (64, rue Vieille du Temple), uma rede de lojas especializada em chás, infusões, utensílios e geleias (de chá!).

 

crepe droguerieLa Droguerie du Marais (56 Rue des Rosiers) – fica numa travessinha das ruas principais do Marais, mas todo mundo conhece. Tem umas mesinhas (que não vi ninguém usando) e um balcão que dá pra rua, com o menu numa placa bem grande do lado de fora. Ali está a lista de crepes salgados (de 6 a 8 euros) e doces (de 2.50 a 4,5 euros) e eles são maravilhosos. Você pede, paga e sai comendo na mão mesmo – foi meu jantar numa das noites. Aos sábados, a espera pode chegar a meia hora, pois é só um rapaz preparando os crepes de todo mundo (e a habilidade dele com isso já vale uma boa espiada) Eu comi o crepe de la reigne, com (muito!) queijo emmental derretido, presunto, cogumelos e azeitonas. Também tem de atum com tomates e azeitonas, ou frango. E pra quem gosta de crepe doce, o de lá é considerado o melhor crepe de nutella da cidade – mas o de manteiga e açúcar é tão bom quanto

 

pizza pink flamingoPink Flamingo (105 Rue Vieille du Temple) – aqui comi pizza, sim!, pizza! Lugar pequeno, muito simpático e frequentado pela moçada descoladinha, que se acotovela nas apertadas mesinhas na rua. As pizzas são individuais, mas grandinhas, massa fina feita com fermentação orgânica. A minha foi a Basquiat (13 euros), com cobertura de gorzonzola, figo e presunto cru de Auvergne. Outro sabor delicioso é o Le Bjork (13,50 euros), com salmão defumado e crème fraîche. Não provei sobremesas, mas servem cheesecake e torta de pecan. Ah, dica: a outra unidade (67 rue Bichat 75010, perto do Canal de Saint Martin) tem um delivery sui generis: você pede a pizza, ganha um balão cor-de-rosa e vai pro canal. Ele te localizam ali e fazem a entrega de bicicleta. Ótima pedida para um almoço charmoso (uma pizza + bebida sai por menos de 10 euros) às margens do Sena.

 

dejeuner au grand turenneCafé da manhã – essa é moleza: quase todos bistrôs têm seu formule petit déjeuners, ou seja, menu de café da manhã: uma bebida quente (como café com leite) + suco de laranja espremido na hora + um coissant (ou meia baguette com manteiga e geleia). O preço vai de 5,50 a 10 euros. Durante vários dias eu tomei café da manhã no Au Grand Turenne (27, Boulevard du Temple), e pagava 8 euros. Com ovos mexidos e bacon (como na foto ao lado), saia 10 euros – e se quisesse salmão, 12 euros. O garçom é quase um estereótipo, meio ranzinza e sempre com pressa, mas o bistrô ficava do outro lado da rua do hotel (onde o bufé de café da manhã era ótimo, mas custava 16 euros e eu não estava podendo), então era lá mesmo!

 

croissantOu você pode simplesmente comprar um croissant e um café numa boulangerie e sair comendo alegremente pela cidade. Todos croissants que comi em Paris eram super crocantes e não havia necessidade de colocar manteiga – a massa já tem bastante.

Não basta ser gostoso: tem que ter charme

moscow muleOntem tomei vodca de canequinha. Pode parando com a maldade: não virei a Helena Roitman (ainda). Tratava-se do Moscow Mule (R$ 29), drinque que virou a estrela no restaurante Brasserie des Arts. O coquetel, assinado pelo premiado mixologista Marcelo Serrano (ex-MiNY Bar) é feito com vodca Grey Goose, suco de limão, gotas de angostura, xarope de açúcar e espuma de gengibre – e é servido numa linda canequinha de cobre, com gelo. Adorei, pois além do charme, a bebida se mantém gelada por mais tempo.

 

bolinhoEsse foi o primeiro de uma série de drinques que provei na casa. Serrano é um mestre do bar e esta é a 2ª edição da sua carta de coquetéis, com quase 40 drinques. O drinque da caneca, originalmente de 1941, faz parte dos “Clássicos esquecidos”, como o Aviation (R$ 25), que leva gim, suco de limao siciliano, licor de marasquino e cereja. Ah, tomei o Moscow Mule enquanto me deliciava com uma das entradas da casa, os bolinhos de risoto trufados (R$ 28), recheados com queijo minas padrão. Por mim podiam até estar um pouco menos trufados (implico com essa moda de “trufar” tudo, poucas vezes combina), mas o sabor e a textura eram muito bons. Mas vem comigo que teve até drinque em cumbuca de chimarrão!  Continuar lendo

Drinques “de autor” no novo lounge bar do Le Bilboquet

Mata Hari, um dos drinques mais aromáticos que bebi

Mata Hari, um dos drinques mais aromáticos que bebi

Após quase um ano depois de abrir as portas em São Paulo, o Le Bilboquet – filial do badalado restaurante de Nova York – abriu um novo ambiente para seus clientes. Trata-se do charmoso  lounge bar, localizado no mezanino da casa. Com decoração contemporânea, mesinhas, bancos e sofás, o bar tem uma vista privilegiada do salão e da entrada do restaurante. Ótimo local para aguardar uma das concorridas mesas. Do bar saem drinques criados pelo premiado mixologista Marcelo Vasconcellos, que já chefiou balcões de casas como Buddah Bar, Clos de Tapas e Tutti Italiano.

 

Bramble delicioso

O refrescante Bramble, com gim, licor de cerejas negras e mix de cítricos

Craque das infusões e especialista em receitas mais elaboradas, Vasconcellos elaborou uma carta de drinques interessantes, que vai dos clássicos – como o Bellini com espuma de pêssego – a algumas de suas criações mais inustidas – caso do Black wasabi martini. ou seja, um apple wasabi feito com saquê.
barman_bilboquetEntre os melhores drinques que provei ali, sugiro o Mata Hari (conhaque Hennessy, compota de frutas vermelhas, lavander bitter, óleo de laranja e vermute rosso com infusão de chai), um dos coquetéis mais aromáticos que já topei. Ou o refrescante Bramble, com gim, licor de cerejas negras e mix críticos.

O lounge do Le Bilboquet também serve aperitivos, porque beber sem comer nada pode estragar sua noite. Salud!

Le Bilboquet – Rua Vitório Fasano, 49, Jardins, tel. (11) 2615-1510, www.lebilboquet.com.br

Cerveja escocesa bem gelada e sem frescura

JackHammerIPA_rogerio voltan  2014Fim de semana de uma longa semana chegando (sério, eu não estava mais acostumado a semana de 5 dias úteis, gente!), e tenho uma dicona para os fãs de boa cerveja. Trata-se do BrewDog Bar, o primeiro barra da cervejaria escocesa fora da Europa. O conceito é bem legal: o grande galpão tem a pegada informal da marca, sem garçons nem cozinheiros, grandes bancadas e um balcão. Você recebe sua comanda e faz o pedido diretamente no balcão. Pode confiar nas indicações: os atendentes são ótimos, todos especializados em cervejas artesanais. Falam dos rótulos, explicam a composição de cada cerveja, orientam degustações.

 

Ambiente Brewdog2_rogerio voltan 2014As cervejas são condicionadas em cadeia refrigerada, o que garante seu frescor. As vedetes da casa são as garrafas com os rótulos BrewDog – cervejas bem inventivas, que vão fundo em sabores, amargor e aroma. Várias são servidas como chope, que sai de 22 torneiras. Os chopes são sazonais, dependem da remessa que chegou. Minhas preferidas foram a BrewDog Punk IPA (R$ 18 o chope de ½ pint ou a garrafa de 330 ml), por coincidência o rótulo mais famoso da marca, encorpada, gostososa mesmo, e a BrewDog Fake Lager (R$ 16,50 o chope) uma lager avermelhada, refrescante e facinha de beber. E tem um chope fixo, o WayDog (R$ 9), produzido pela Way Beer de Curitiba, com exclusividade para o bar.

Punk Cracker_Rogerio VoltanDeu fome? Os próprios atendentes preparam os petiscos do cardápio enxuto. Fiquei viviado no Punk Cracker (R$ 25), – fiz vários sanduichinhos disso. Outra maravilha foi o Mix de Salsichas (R$ 32), acompanhado de chucrute, mostardas e picles.

 

Dog BLT_rogerio voltan 2014Pra matar a fome de vez, peça um doa cachorros-quentes da casa – os melhores são Dog Crispy Jalapeño (R$ 18), com salsicha, pimenta Jalapeño picada e cebola crocante; e o Dog BLT (R$ 21), cuja salsicha vem enrolada em bacon. Pense…
Aliás, todas as fotos desse post são de divulgação, clicadas pelo Rogéio Voltan), pois as que fiz ficaram escuras (leia-se, um horror mesmo).  O bar abre sete dias por semana (confira o horário na página do Facebook), e aos sábados funciona das 14h às 2h. Ou seja, amanhã é dia de cerveja escocesa.

BrewDog Bar  Rua dos Coropés, 41, Pinheiros, tel. (11) 3032-4007.

 

https://www.facebook.com/brewdogsaopaulo