Só em maio: 5 drinques que valem um campeonato

Ketel Cobbler, drinque do Epice

Ketel Cobbler, drinque do Epice

Dia 19 de maio vai rolar a final brasileira do Diageo World Class, um dos maiores campeonatos de coquetelaria do mundo – que ganhar essa etapa vai representar o Brasil na final mundial, em Londres, no final de julho. Dos 10 bartenders finalistas brasileiros, cinco são de São Paulo. O problema é que em geral só os jurados experimentam os drinques maravilhosos que os barmen criam para os campeonatos. A boa nova é que esse ano o público de SP vai poder conhecer esses drinques. Somente em maio, os cinco bares e restaurantes em que eles trabalham vão servir os respectivos coquetéis. Confira quais são abaixo.

 

O Carpe Diem, do Patrick Jardim, do Bar.

O Carpe Diem, do Patrick Jardim, do Bar.

Patrick Jardim, do Bar. – Carpe Diem (R$ 28): vodca Ketel One, mix de especiarias, sour mix especial com limão taiti, água tônica e água de rosas com licor Amaretto

Mateus Cunha, do The Sailor Pub – Chá das Cinco (R$ 28): vodca Ketel One, mix cítrico, vermouth seco com infusão de camomila, xarope de cardamomo e geleia de capim santo

J. Kennedy de Nascimento, do Epice – Ketel Cobbler (R$ 26): vodca Ketel One Citroen, suco de limão siciliano, schrub artesanal de morango, licor Triple Sec e bitter de grapefruit artesanal

Laércio Silva, do La Maison Est Tombeé – Van Koper Fizz (R$ 56, drinque coletivo com 4 porções): vodca Ketel One Citroen, schrub artesanal de goiaba, água gaseificada aromatizada com folha de goiaba, bitter artesanal de lima de pérsia

Jairo Gama, do The Jet Leg Pub  – Guinness Citroen (R$ 35): vodca Ketel One Citroen (aromatizada de limão), chope Guinness, licor 43 e licor Baileys.

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Veloso comemora 9 anos com carta especial de caipirinhas

Wellington Nemeth

Brasil a Gosto, Carlota e Mocotó (da esq. para a dir.): a carta de caipirinhas exclusivas para o aniversário do Veloso vai só até domingo.

O bar Veloso, famoso pela premiada coxinha de frango com catupiry (R$ 24/ seis unidades), acaba de completar nove anos. Para comemorar a data, a casa vai celebrar outra estrela do bar: o também premiado barman Souza (na foto abaixo), que prepara as igualmente famosas caipirinhas da casa. Até 6 de abril (domingo), Souza vai servir uma carta especial de 5 caipirinhas criadas por 5 chefs, exclusivamente para a ocasião. E mais: a Pirassununga lançou uma garrafa exclusiva da cachaça Janaína, com rótulo comemorativo Veloso, que pode ser comprada ali (R$ 25).

Wellington NemethTodas as caipirinhas comemorativas são preparadas com a cachaça Janína e cada uma sai por R$ 17 – exceto a “Ici Bistrô”, que custa R$ 24. Confira o menu: caipirinha “Brasil a gosto”, de Ana Luiza Trajano: cachaça, siriguela, cajá, gengibre e capim-santo; caipirinha “Carlota”, de Carla Pernambuco: cachaça, romã, limão-siciliano e um toque de morango; caipirinha “Ici Bistrô”, de Benny Novak: cachaça, uísque americano, lima-da-pérsia, laranja-baía e angostura; caipirinha “Attimo”, de Jefferson Rueda: cachaça, compota de tomate, melancia, manjericão, vinagre e um bacon crocante para decorar; caipirinha “Mocotó”, de Rodrigo Oliveira: cachaça, limões taiti, cravo e siciliano e melaço. Parabéns ao Veloso e vamos comemorar bebendo!

Veloso – Rua Conceição Veloso 56, Vila Mariana, tel. (11) 5572-0254, velosobar.com.br.

A volta do velho Riviera, versão revista e ampliada

ambienteQuando eu soube que o Riviera ia reabrir, bateu uma grande nostalgia e um certo receio. Nostalgia porque frequentei o famoso bar quando eu era ainda um molecão de 18 anos, no fim dos anos 80. Sem muito dinheiro nem repertório, achava o máximo aquele local repleto de personagens da noite, chope barato e ar “boêmio”. Afinal, reza a lenda que ali o Angeli criou a Rebordosa, por exemplo. Mas a verdade é que no fim da década de 80 o Riviera, fundado em 1949, já começava sua decadência (fechou de vez em 2006). Ambiente sujão, banheiro impraticável, serviço chutado, comida ruim… o velho Riva ainda tinha charme, mas não tinha condições. Daí veio meu receio com sua volta.

parmeggianaReceio bobo. O bar reabriu pelas mãos do Facundo Guerra (super empresário da noite, de clubes como Vegas e Lions) e do chef Alex Atala (que dispensa qualquer aposto). Eles investiram grana, tempo e muita disposição para botar o Riviera funcionando novamente na emblemática esquina da Paulista com Consolação. E acertaram tanto a mão que, em um mês, já fui ao bar cinco vezes (de dia e à noite). Ok, confesso que não fiquei para ver nenhuma das apresentações ao vivo que rolam à noite, nem peguei o horário mais “heavy metal” de qualquer bar (leia-se a noite de sexta e de sábado). Já percebi a melhora no serviço (que começou meio perdido, mas está mais ajustado atualmente) e provei vários itens do menu que, surpresa, tem preços razoáveis, como o filé a parmegiana com fritas (sem arroz), que custa R$ 36 e dá pra duas pessoas (ainda mais se pedir uma porção de arroz, R$ 6). Curti o projeto, que manteve o espirito do ambiente original, a colorida vista urbana das janelas do segundo andar, o amplo balcão vermelho do térreo (apesar de reduzir o espaço para que senta ao redor). Vem comigo que conto mais. Continuar lendo

Saquê vira drinque do verão da Dona Onça – aprenda a receita!

(Foto: Rodrigo Capote)Curte saquê? Então se liga: no dia 8 de novembro, a chef Janaína Rueda lança o drinque de verão do ano do Bar da Dona Onça. É o Jun Daiti Soda, receita fresquinha que junta saquê, soda, pedaços de abacaxi e gelo. O drinque sera servido em jarra para quatro pessoas, por R$ 59. Há também as versões com morango e kiwi. A boa notícia é que, além de refrescante, não leva açúcar e tem bem menos caloria do que uma caipirinha, por exemplo – cada 50 ml. de saquê tem 68 calorias; a vodca tem 120 cal. Fica bem levinho mesmo. Quer a receita? Facinha, facinha, logo abaixo. Continuar lendo

Tecnologia a serviço dos drinques

Laercio Silva, o Zulu, finalizando cosmopolitans no balcão do Noh: criatividade e tecnologia

Laercio Silva, o Zulu, finalizando cosmopolitans no balcão do Noh: criatividade e tecnologia no preparo dos drinques

Ando tomando muito vinho – o que não quer dizer que abandonei meu apreço pela coquetelaria. Ao contrário: acredito mais do que nunca que uma boa carta de coquetéis tem importância proporcional a um bom menu assinado por um chef renomado. Assim, me diverti muito provando os drinques da grande carta do Noh (são cerca de 40!). Eu havia conhecido o bar um pouco antes de abrir, numa degustação fechada promovida pela Grey Goose. De lá pra cá, o Noh “nasceu” de vez e cresceu – e pelo visto amadureceu. Tomei drinques variados (leia-se um monte!). E achei todos bem executados, criativos (nas receitas e na apresentação), feitos pelo simpático bartender Laércio Silva, o Zulu. Um dos trunfos do mixologista é preparar várias infusões e bitters e usar técnicas (injeção a vácuo, defumação etc) na execução dos drinques. Ah, s sem contar  que o bar também tem petiscos bem gostosos. Veja abaixo alguns dos coquetéis que provei (acredite, foram mais que isso) e as comidinhas do Noh.
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Ainda dá tempo de comer (e votar) no Comida di Buteco

fuadSe tem uma coisa que não resisto é um bom petisco de bar. Bem, tem um monte de coisas que não resisto, mas essas pequenas tentações de botecos são isso mesmo: irresistíveis. Assim, fico muito feliz de, pelo segundo ano consecutivo, ser jurado do concurso Comida di Buteco em São Paulo. O evento começou dia 12 de abril e vai atá domingo, 12 de maio. São 50 bares concorrendo, com um tira-gosto inédito, cuja receita tem de levar mandioca e/ou linguiça. Como essa tostada do Fufu (R$ 17), do Esquina Grill do Fuad: pão com linguiça assado na brasa, acompanhado de chips de mandioca, geleia de pimenta e molho de maionese Hellmann’s (uma das patrocinadoras) com azeitona. Eu já visitei os bares que estou julgando, mas ainda quero ir a outros, apenas por curiosidade de provar os petiscos. Veja a lista completa de participantes e seus tira-gostos no site do Comida de Buteco ou na página do Facebook do evento.

Ainda dá pra provar o menu Cambraia na Dona Onça

Salada de polvo em vinagrete de cachaça

Salada de polvo em vinagrete de cachaça com caipirinha

Atenção, fás de cachaça e de (ótima) comida de bar. Até domingo, dia 9, o Bar da Dona Onça serve o Menu Cambraia, uma parceria entre a marca de cachaça e a premiada chef Janaina Rueda (vulgo dona Onça!). Estive lá no sábado para provar o cardápio, que custa R$ 98, incluindo entrada, prato principal, sobremesa e os drinques de cachaça harmonizados. Pra mim já começou bem: salada de polvo marinado em vinagrete de caipirinha, acompanhado de caipirinha 3 limões (cravo, galego e taiti). O prato e o drinque são feitos com a Cambraia 3 Anos. Gostou? Então dê uma olhada no menu completo abaixo! Continuar lendo

O paraíso dos bolinhos chega a SP

Humm… Bolinho de grão de bico, recheado de bacalhau com conserva de azeitonas pretas (R$ 26, 6 unidades)

Não sei você, mas eu sou fanático por bolinhos. E isso desde criança – amava tanto os bolinhos de carne ou de couve-flor da minha mãe quanto os bolinhos de chuva da minha avó (aliás, a danada tinha uma versão com laranja que era de flutuar). Assim, a chegada do Aconchego Carioca a São Paulo me deixou muito animado. O bar carioca, inaugurado há 10 anos, ficou famoso pela comida, principalmente pelos bolinhos, executados brilhantemente pela chef Kátia Barbosa. Ela é uma das sócias da filial paulistana, junto com Edu Passarelli e André Clemente, aberta oficialmente hoje. Agora, preste atenção: são OITO tipos de bolinhos no menu. Pense numa pessoa perdida de tanta felicidade diante dessa lista – esse sou eu. Mesmo assim, me contive e provei quatro tipos, afinal tinha de comer outros itens do cardápio. E tem muita coisa boa. Bora ler o resto? Continuar lendo

Bacalhau reina na final do Comida di Buteco

O escondidinho de bacalhau deu ao Bar do Magrão o título de Melhor Boteco de São Paulo no concurso Comida di Buteco (foto de divulgação)

Ontem teve tanta coisa por aqui que nem deu tempo de falar da final do concurso Comida di Buteco, em sua primeira edição na capital paulista. Pois ontem foi anunciado o vencedor: o Bar do Magrão foi eleito o Melhor Boteco de São Paulo com seu escondidinho de bacalhau. O segundo lugar ficou com o bar Tiro Liro com o Bacaninho, uma cestinha de batata e parmesão recheada com bacalhau; e o terceiro foi a pancetta (barriguinha de porco frita com salsa levemente apimentada) do Bar Lewis. O concurso durou um mês, envolveu 49 estabelecimentos, teve 53.197 votos do público, além dos votos de 50 jurados – incluindo eu! Sim, fui jurado e, como tal, visitei três bares (nenhum deles foi vencedor, humpf!). Acompanhe abaixo (com fotos minhas)!  Continuar lendo