Brasil tem seu primeiro london dry gin

Coffee Negroni, drinque feito a partir do novo gin Arapuru, produzido no Brasil

Coffee Negroni, drinque feito a partir do novo gin Arapuru, produzido no Brasil

Vocês sabem do apreço que tenho por gin (pode dizer gim que tambem está certo). Escrevi várias matérias sobre isso, pesquiso marcas e coquetéis, curto fazer em casa meu próprio dry martini ou negroni, praticamente ando colecionando garrafas. Assim, fiquei bem contente quando eu soube do lançamento de um london dry gin no Brasil – e produzido a 140 km de São Paulo. Ontem finalmente provei o Arapuru, nome emprestado do famoso pássaro canoro da Amazônia (na verdade, uma corruptela de uirapuru), o gin produzido em Cerquilho (SP). A receita, elaborada pelo mestre-destilador inglês Rob Dorsett, conta com 12 botânicos – inclusive alguns ingredientes brasileiros, como imbiriba, puxuri, pacová, caju e frutos da aroeira, além dos tradicionais zimbro (ainda importado), coentro, canela e cascas de cítricos.

O bartender do SubAstor e do Astor, Fabio La Pietra, e o novo gin

O bartender do SubAstor e do Astor, Fabio La Pietra, e o novo gin

A coisa toda saiu da cabeça do eslovaco Mike Simko, que veio para o Brasil há três anos e fez uma verdadeira imersão na cultura brasileira. A ideia de produzir por aqui o primeiro London dry gin (até o álcool vêm de cana brasileira) deu certo: gostei do sabor e da combinação única do Arapuru, sem contar o lindo rótulo inspirado no modernismo e na art-déco. Em agosto, o bebida será servida exclusivamente nos bares Astor e SubAstor, no Rio e em São Paulo. O bartender chef das casas, o italiano Fabio La Pietra, elaborou uma carta especial de drinques à base do Arapuru, com receitas autorais e algumas criadas pelo Erik Lorincz, do American Bar do Hotel Savoy, de Londres. Como o delicioso coffee negroni, meu preferido da noite: gin Arapuru, Cárpano Clássico e Campari, misturados e posteriormente prensados sobre uma colher de pó de café. Outra maravilha é o gin tônica com caju e limão.

Bolinho de arroz harmoniza com negroni? Siiiiim!

Bolinho de arroz harmoniza com negroni? Siiiiim!

Ficou curioso? No site da bebida tem todas receitas. Ali você também pode comprar o Arapuru por R$ 120 (preço especial de lançamento).

Bares Astor e Subastor – Rua Delfina, 163, Vila Madalena, São Paulo, tel. (11) 3815-1364; Av. Vieira Souto, 110, Ipanema, tel. (21) 2523-0085, www.subastor.com.br 

Blondine promove amanhã open bar de cerveja

IMG_1685Amanhã vai rolar open bar de cerveja! A cervejaria Blondine faz 6 anos e vai comemorar com uma Rocksfest em Itupeva com – atenção aqui, por favor – open bar de cerveja. #morri. São 12 torneiras no bar de fábrica e chopeiras distribuídas pelo pátio da Blondine. Ou seja, 30 torneiras entre chopes Blondine e das 15 cervejarias convidadas servidos o tempo inteiro. Ah, e todo mundo leva pra casa uma caneca de vidro e uma garrafa de 500 ml da nova cerveja Rockfest. O evento ainda inclui shows de rock (claro!) e água sem gás e água com gás lupulada, feita com lúpulo amarillo em flor. O preço é R$ 160. Haverá também comida, vendida à parte, como o Food Truck Pastel de Feira, o menu de comidinhas do chef Ronaldo Rossi e os doces sempre maravilhosos do chef Lucas Corazza, estrela do reality show Que Seja Doce, no GNT. A Rockfest rola apenas amanhã, 18 de junho, das 13h às 20h. Mais informações, inclusive de transporte, no Facebook do evento.

 

Começa a Negroni Week em 9 cidades brasileiras

negroniAtenção, fãs de negroni! Começa amanhã a Negroni Week, evento de 6 a 12 de junho em que vários bares do mundo todo destinarão parte da venda desse maravilhoso drinque a instituições de caridade. A iniciativa foi criada em 2013 pela Campari (um dos três ingredientes básicos do coquetel; os outros são gin e vermouth rosso), e só no ano passado arrecadou quase US$ 321.000. Este ano, o evento ocorre também em nove cidades brasileiras, como Rio, Recife, Salvador e Brasília – só em São Paulo há mais de 40 bares e restaurantes participando.

Heitor Marin, barman do Ici Bistrô, preparando um super negroni pro blogueiro aqui.

Heitor Marin, do Ici Bistrô, preparando um super negroni pro blogueiro aqui.

Na última segunda-feira, fui até o Ici Bistrô para o lançamento da Negroni Week e, além de tomar ótimos drinques preparados pelo barman Heitor Marin, conheci o lendário barman italiano Salvatore Caprese, também conhecido como o “Maestro”, com 50 anos de carreira e uma simpatia que não cabe no Coliseu de Roma. Ah, quem postar fotos do evento com a #negroniweek e marcar a Campari pode ganhar um mini barril da marca para envelhecer seu próprio negroni em casa (serão 100 mini barris).

O "maestro" Salvatore Caprese: 50 anos de coquetelaria

O “maestro” Salvatore Caprese: 50 anos de coquetelaria e muita simpatia

Entre os estabelecimentos participantes está o bar., especializado em gin, e que devo visitar na terça para provar as receitas de negroni especialmente criadas para essa semana, o SubAstor, o Frank e o Brown Sugar, onde tomei um ótimo negroni há dois meses. Saiba todos os estabelecimentos envolvidos e os detalhes da Negroni Week no site http://camparinegroni.com.br/

 

 

Guia (bem-humorado) de como escolher o saquê ideal

Adega de Sake: mais de 90 rótulos de saque, sochu e uísque, tudo do Japão

Adega de Sake: mais de 90 rótulos de saque, sochu e uísque, tudo do Japão. Sabe escolher?

Você sabe escolher um saquê? Ou acha que qualquer coisa que venha naquele recipiente quadrado, com sal na borda, já está de bom tamanho? Hmm, erro! Você não precisa ser um especialista nesse fermentado para tomar um saquê gostoso e que combine com sua comida. Mas seria legal conhecer alguns pontos básicos e estar atendo a certos detalhes pra não gastar dinheiro à toa ou estragar um jantar com a opção errada – como na hora de escolher um vinho. Quer minhas dicas? Outro erro: o moço aqui conhece o mínimo do assunto. Por isso, convidei o Alexande Tatsuya Iida, um dos maiores experts em saquês do país, pra ensinar um pouco pra gente. O Alexandre é dono de uma das melhores lojas de bebida japonesa de SP, a Adega de Sakê, em São Paulo (onde vende mais de 90 rótulos de saque, sochu e uísque japoneses), e também promove degustações e workshops. Vamos às dicas super bem-humoradas do meu amigo Adegão (sim, esse é seu apelido!) pra nunca mais escolher o saquê errado nem cometer um gafe no seu japa preferido.

Dicas do Adegão

Antes de ir ao restaurante
– É sempre bom dar aquela pesquisada na carta de sake da casa antes de sair de casa (claro, se existir). Consulte amigos e quem curte a bebida para pegar algumas sugestões.
– Não, nem tudo que tem nos EUA tem no Brasil. Então se tomou em Nova York, Las Vegas ou em San Francisco, nem sempre temos aqui no país.
– Tente conseguir uma foto do saquê se possível para não ter que chegar ao garçom e: “Olha é um sake da garrafa marrom e rótulo escrito em japonês.”
– Ou baixe aplicativo da Adega de Sake pelo navegador do seu celular. Lá tem o catálogo da maioria dos rótulos vendidos no Brasil: http://app.vc/adegadesake

No restaurante
– Veja a carta ou a página onde estão listados os saquês. Se só dispõem “Saquês Nacionais e Importados”, não espere muita coisa. Lembrando que saquê californiano é um rótulo importado.
– Nem tudo que está escrito em japonês, é japonês. No contra-rótulo está escrito de onde vem.
– Como escolher um saquê? Siga os mesmos padrões do vinho. Peça uma garrafa ou dose, de acordo com o seu paladar: “Quero um mais frutado, encorpado, seco e curto” por exemplo. Não há paladares diferentes para cada bebida. É uma coisa só.
– Ok, pediu o saquê e o garçom traz o Masu (caixa quadrada-porta-treco de madeira ou plástico) com saleiro. Mais apetrechos que livros de adulto para colorir.
– O Masu é uma unidade de medida que calculava o arroz. Um Masu cabe 150g de arroz ou 180 ml de saquê. Usada ESPECIFICAMENTE para o ritual “Kagami Hiraki”, quando se quebra a tampa dum barril de 72 litros, com uma marreta. Com uma concha feita de cedro, serve aos convidados em um caixa da mesma madeira. E SÓ!! Não é item para ter em casa ou no restaurante. Reparem que Tony Stark bebe o seu saquê em jarra e copo de cerâmica.
– Aliás a cerâmica é para o serviço de saquê quente. Por isso é bem pequeno, normalmente para acomodar 50ml da bebida quente, para não resfriar. Na jarra cabe 180 ml do saquê.
– Bom, se der tempo peça ao garçom trocar o Masu por uma taça de vinho branco, taça de água, taça de licor, shot, copo de cachaça ou até mesmo um copo de requeijão. Por via de regra, toda a bebida, você gira ele para checar ou soltar mais o aroma, verificar o corpo da bebida e todo o ritual para apreciar uma boa bebida.
– Sal? No período Edo, o saquê era destinado aos deuses, nobreza e a família imperial. O povo? Fazia o seu em casa, sem coar e sem filtrar. Todo branco, leitoso com sedimentos e casca de arroz. A textura lembra, quando você pega a canjica, tira o milho e mistura álcool Zulu. Além de denso e extremamente doce, precisava de uma pitada de sal ou missô na mão, lambia e botava o saquê goela abaixo  em um único gole. Se parasse no meio do caminho, é a sensação do nervo do contra-filé preso na garganta.
– E se você estiver em um restaurante no Japão, NUNCA peça o sal. Tomava se o saquê com sal, em época que a bebida era muito ruim.  A não ser que você queira brigar com o dono.
– Ué, não é para transbordar o saquê? Claro que não. Pense que aquilo você irá beber, está encostando justamente onde você vai botar a mão. O transbordo do saquê é sinal de prosperidade e fartura? Isso se chama desperdício.
– Servir o saquê até a borda. Não. Sabe quando até forma uma camada acima do limite da taça? Agora pense como você vai chegar até ele? Ou tenha cuidado como se fosse segurar nitroglicerina ou aproxime o seu rosto até o copo. Ah, para as moças, segurem o cabelo. Evite isso pedindo ao garçom gentilmente: “PÁRA!!!”
– Uma boa parte dos saquês, não combina com o arroz, principalmente os do sushi. Vamos por partes. Arroz do sushi é doce, ácido e empapado. Amido gritando dizendo que está lá. Se você tomar um saquê suave por exemplo, sua boca ficará tão doce, que desejará um mergulho na piscina de shoyu, rico em sódio. Prefira saquês mais secos e ácidos ou vinho branco igualmente neste perfil.
– Estão em 4 pessoas na mesa? Compre logo uma garrafa. Se pedir 4 doses, garanto que sairá bem caro. Uma dose de saquê tem 180 ml, logo 4 doses, dão 720 ml que é o tamanho da garrafa. A garrafa de 1800 ml, a maior, tem 10 doses.
– Gostou de um saquê? Peça ao garçom que mostre a garrafa e tire uma foto. Melhor não anotar, pois poderá faltar algumas partes do nome. Uma vez, veio o cliente e me perguntou se eu tinha um saquê chamado: “Karakuchi”. Karakuchi significa “Seco”. É o mesmo que sair para comprar um vinho e perguntar ao moço: “Você tem um vinho chamado Cabernet Sauvignon?”

Adega de Sake – Al. dos Nhambiquaras, 1089, Moema, tel. (11) 4304-0025, www.adegadesake.com.br

Quer seu nome num rótulo de tequila? Pergunte-me como

IMG_1909Ontem tive uma verdadeira aula sobre tequila no novo restaurante mexicano da cidade, o La Central. Não, não saí bêbado, mas bem animado e com boas novidades. Foi o lançamento do Dons of Tequila, projeto global da marca Jose Cuervo, com direito a desgustação dos vários tipos de bebida e harmonização com delícias da cozinha (confira os pratos no meu InstagramO concurso promovido pela destilaria mexicana, que já tem mais de 250 anos, envolverá bartenders de 17 países. O vencedor da contenda terá a honra de ser um “Don of Tequila” e, como prêmio, irá para Tequila, no México, colher seu próprio agave e fazer seu blend exclusivo de Jose Cuervo. Esse lote especial de 500 garradas terá o rótulo personalizado com seu nome. Bacana, né?

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Guacamole com Paloma Silver (Jose Cuervo Silver, grapefruit e limonada).

Para participar, o candidato tem de fazer o upload de uma foto com a receita de um shot, conforme detalhes no website DonsOfTequila.com.  As melhores receitas do Brasil irão competir em um evento nacional, em julho. O Don brasileiro disputará a final com os representantes dos outros 16 países.

IMG_1978Me animei tanto ontem que acabou baixando o exu-barman em mim e inventei um drinque ali na hora. E não é que ficou bom? Batizei o coquetel de La Superior, nome de uma taqueria que visitei no Brooklyn e que se tornou uma das melhores experiências gastronômicas na minha última viagem a Nova York – que aliás ainda precioso contar aqui com mais detalhes. A receita é simples:

 

La Superior

Ingredientes:
60 ml de Jose Cuervo Silver
15 ml de suco de limão
½ maçã verde em cubos, sem caroço
4 fatias grossas de gengibre
2 colheres de sobremesa de açúcar demerara
2 ramos de tomilho (sem o cabo, só as folhas)

Modo de fazer:
Numa coqueteleira, macere bem a maçã e o gengibre. Adicione todos os outros ingredientes, encha de gelo e cachoalhe com firmeza. Coe duplamente (strainer e coador) em uma taça de margarita previamente gelada. Se quiser, guarneça com um raminho de tomilho. Está listo!

Vinho português promove festival com degustação

Tagliatelle com camarões, lula e polvo, do Sensi: a taça de vinho é cortesia

Tagliatelle com camarões, lula e polvo, do Sensi: a taça de vinho é cortesia

A gente gosta de vinho, certo? Errado, a gente ADORA vinho, ainda mais acompanhado de boa comida. Essa é a ideia do Festival Aveleda, vinho português trazido ao Brasil pela Interfood. Até dia 7 de dezembro, 14 restaurantes de São Paulo, Campinas e São Roque darão uma taça do Aveleda Alvarinho para clientes harmonizarem com os destaques de seus menus, de entradas a pratos principais. Como o Tagliatelle ai frutti di mare (R$ 52), do Sensi (Rua Gabriele D’Annunzio, 1345, Campo Belo, tel. (11) 2478 5099), com camarões, lula, polvo, tomate fresco, ervas, pimenta biquinho e vinho branco; ou a saladinha de feijão fradinho e bacalhau (R$ 25), do Bacalhoeiro (Rua Azevedo Soares, 1.580, Tatuapé, tel.(11) 2293 1010). Mas fique ligado: o festival com a taça cortesia vai só até dia 7!

La Maison est Tombée recebe convidados pra celebrar seus 2 anos

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Robusto, o delicioso drinque do Marcelo Serrano pra comemorar o aniversário do La Maison est Tombée

Pode beber logo na segunda-feira? Pode sim! Para comemorar seus dois anos de atividade, o bar La Maison est Tombée convidado chefs e bartenders toda segunda no mês de novembro. Na semana passada, por exemplo, além do menu habitual da casa (que tem um maravilhoso pão de queijo recheado com pernil ou com ragu de linguiça), a casa serviu bolinho de mandioca, recheado com requeijão e camarões, da chef Carla Pernambuco (Carlota) e dois drinques do Alex Mesquita, do Paris Gastrô, no Rio. O meu preferido foi o Private, com Tenqueray Ten, Aperol, Suco de grapefruit, suco de limão, gotas de maple.

 

Bolinhos de camarão da Carla Pernambuco

Bolinhos de camarão da Carla Pernambuco

Hoje acontece a última festa, a partir das 19 h. O petisco é o Cuscuz Caipira (R$ 29) do chef Rodrigo Oliveira (Mocotó), um mini cuscus de milho com linguiça, frango e legumes. Já os drinques ficam a cargo de um craque da coquetelaria, o mixologista Marcelo Serrano (Brasserie des Arts e Satay). São dois: Robusto (R$ 26), com Amaretto, licor de apricot, maple syrup, grappa tagliatella, suco de limão siciliano, purê de pêssego; e Wild Wild West (R$ 28), com bourbon wild turkey, suco de laranja, xarope de pomegranate, suco de limão siciliano, zulu orange bitter. Mas é só hoje, ok?

La Maison est Tombée – R. Jerônimo da Veiga, 358, Itaim Bibi, tel. (11) 3071-2926, www.maisontombee.com.br

Aperol Spritz: receita do drinque mais refrescante da vida

aperolOk, eu me rendo ao calor e a esse tempo abafado. Tenho resfriado até cabernet sauvignon pra não parecer vinho quente de quermesse. O que tem rolado muito em casa é Aperol Spritz. Ok, está longe de ser uma novidade, mas estou pra ver drinque mais refrescante, versátil e fácil de preparar. E nem venha com o mimimi “Ah, mas nem sei onde compra Aperol…” Qualquer supermercado (Pão e Açúcar, Carrefour, Walmart, Zaffari, Extra) tem. A garrafa custa uns R$ 30 e rende vários drinques. E só juntar com água gasosa e espumante (eu prefiro brut, mas fiz uma receita com Chandon Riche demi sec ou com Chandon Passion e o toque adocicado foi muito bem-vindo).  Bora fazer?

Aperol Spritz

Ingredientes
3 doses de espumante
2 doses de Aperol
1 dose de água com gás
1 rodela de laranja
gelo

Modo de fazer
Em um copo alto e largo, coloque o espumante, seguido do Aperol e do gelo. Complete com a água gasosa e adicione a rodela de laranja. Nossa, que difícil, hein?

Reims 2: tomando champanhe direto da fonte

Screen Shot 2014-11-12 at 6.34.08 PMFechando (finalmente!)  a série “Férias na França“, vou falar da principal atração da região de Champagne: as mais de 70 marcas da bebida em Reims e arredores (escolha aqui). Você pode conhecer qualquer uma, basta agendar a visita com antecedência. Uma das mais conhecidas, a Möet & Chandon, nem fica exatamente em Reims, mas em Épernay, a cerca de 30 km de lá. Vale a viagem, se você vai ficar mais de um dia em Reims. Eu acabei visitando duas maisons em Reims mesmo.

 

IMG_3823A primeira foi a Taittinger (9, Place Saint-Nicaise, tel. 03 26 85 84 33), champanhe oficial da Copa do Mundo 2014. A marca existe desde 1734 e é umas das mais visitadas da região (7000 visitantes/ano). As caves da maison Taittinger, onde são guardados os cuvées especiais, se espalham por 4 km de galerias de giz escavadas pelos romanos, chamadas de Crayères. As vantagens? Essa rocha calcária mantém naturalmente a umidade e a baixa temperatura (entre 8ºC e 10ºC) ambientes, ou seja, condições extremamente favoráveis à conservação do champanhe.

 

IMG_3849A visita de uma hora começa com um filminho, contando a história da marca, passa pelas caves cada vez mais profundas (estamos falando de 20, 30 metros abaixo do nível da terra) e acaba com uma degustação de um a três rótulos da marca (de 16,50 euros a 41 euros). Dica? Vá na degustação de dois rótulos (25 euros), que inclui o delicioso Comte de Champagne Blanc de Blancs, uma das estrelas da marca, feito com 100% de uva chardonnay. Ah, e tem a lojinha, pra você comprar champanhe mais barato.

 

 

IMG_3953A segunda maison que visitei foi a mais antiga da região: a Ruinart foi a primeira casa de champanhe de Reims, fundada em 1729 por Nicolas Ruinart, um comerciante de tecidos. Ele era sobrinho de um monge beneditino, Dom Thierry Ruinart, que trouxe para a família a técnica de fazer o champanhe, aprendia com outro monge, Dom Perignon (conhece?). Nos primeiros anos, Nicolas usava as garrafas de champanhe para presentear seus melhores clientes de tecidos. Quando notou que os pedidos da bebida superavam os de tecido, trocou de negócio.

 

crayereA Ruinart também guarda seus vinhos nas crayères. Aliás, tem nada menos que 8 km de galerias subterrâneas, que descem a quase 40 metros abaixo do solo. A visita é encantadora: um intricado labirinto branco, cheio de escadarias, inscrições nas pedras, saídas de ar titânicas, saídas sepultadas e, claro, milhares e milhares de garrafas de champanhe Ruinart.

 

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Praticamente um tesouro, aliás, já que os champanhes da Ruinart não são vendidos em qualquer loja, nem na França – e o preço é bastante superior à média. Pudera: o rótulo Dom Ruinart Blanc de Blancs Millesime Brut, por exemplo, é feito apenas com uvas chardonnay grand cru e envelhecido por no mínimo 10 anos. A visita também é mais cara: 70 euros por pessoa, incluindo um tour e degustação de uma taça (com quatro opções a seus dispor – e eu escolheria a Dom Ruinart Rosé). E chega de falar da França. Au revoir!

 

 

Balada promove festa com jantar à luz de velas

Fernando Autran, um dos sócios da Casa 92 e DJ da Terça Cult

Fernando Autran, um dos sócios da Casa 92 e DJ da Terça Cult

Quem disse que gastronomia não combina com balada? Amanhã, dia 5, a produtora Nelba Cardoso promove a primeira Terça Cult na Casa 92, projeto que une arte, música, moda e gastronomia. Esta última estará a cargo do chef Cássio Machado, do restaurante Rex: ele criou um menu especial para a festa que em como entrada creme de mandioca, seguido do prato principal papelote de robalo com camarões, tomates frescos e ervas, acompanhado de farofa de banana, e de sobremesa, torta de maçã com calda de gengibre. O jantar será servido em mesas à luz de velas na Pracinha da Casa 92 e custa R$ 79 por pessoa. A festa ainda terá pocket show da Patrícia Coelho e sua banda, exibição de trailers da produtora Heist Films Entertainment, e set list dos DJs Fernando Autran, Ida Feldman e Taty Takasse. Detalhe: a entrada é franca. A Terça Cult rola dia 5 de agosto, das 21h às 2h na Casa 92 – aliás, estive lá uma vez, adorei o ambiente e contei tudo aqui.

Casa 92 – Rua Cristovão Gonçalves, 92, Pinheiros, tel. (11) 3032-0371, casa92.blogspot.com.br