Vamos “porcar”?

Porco a San Zé: a receita que conquistou até o chefe Ferran Adrià é a estrela d'A Casa do Porco.

Porco a San Zé: a receita que conquistou até o chefe Ferran Adrià é a estrela d’A Casa do Porco.

Não, o verbo porcar não existe. Ou pelo menos ainda não existia. Mas depois de visitar A Casa do Porco, novo restaurante do chef Jefferson Rueda,o neologismo fez sentido pra mim: ali eu porquei, e porquei muito. O misto de bar e restaurante, a casa da Rua Araújo, no Centrão, já diz a que veio no seu nome: Rueda montou um incrível cardápio com o suíno nas mais diversas execuções e receitas, sem parecer repetitivo nem monótono. Ao contrário: o gostoso ali é porcar à vontade.

porcopocaSugiro começar a porcança com um petisco botequeiro: a porcopoca (R$ 10) – nada mais do que um saquinho de pipoca cheio de pururucas crocantes e sequinhas. Siga a festança com a estrela da casa, o porco a San Zé (R$ 42), receita que consagrou o chef também nas ruas, em eventos como a Virada Cultural, e que foi elogiada pelo célebre chef catalão Ferran Adrià como um dos melhores porcos que ele já comeu. Pudera: o suíno é lentamente assado a carvão de cinco a oito horas e chega à mesa em pedaços macios e suculentos, acompanhado por tutu de feijão, tartar de banana e couve fresca. De lamber os dedos.

sushiMas há muitas surpresas boas que traduzem a versatilidade do menu e a perícia do chef em trabalhar com porco. Inclusive com uma pegada asiática, caso do ótimo sushi de papada de porco e tucupi preto (R$ 29, quatro unidades) e do pãozinho chinês no vapor, com barriga de porco e pimenta fermentada (R$ 19, quatro unidades).

linguicaQuer algo mais familiar? Peça a porção de linguiças (especial e de beterraba), que vêm no palitinho, junto com farofa de cebola e hortaliças (R$ 29).

tartareQuer algo nada familiar? Vá de tartar de porco maturado com tutano e champignon (R$ 19, quatro unidades), servido sobre uma fina torrada e com toques de aioli. Ou peça tudo isso e se divirta.

carbonaraVocê também pode investir em algo mais… italiano! Sim, há toda uma seção de massas no cardápio, como espaguetes com molhos variados. Provei o carbonara (R$ 49), que o chef não chama de carbonara. Mas como vou chamar essa maravilha que leva pancetta, bacon, guanciale, gema de ovo e queijo pecorino? Porconara, talvez? #aqueles

lamenPor falar em massa, um dos pratos preferidos na visita foi outra receita típica do Japão, o rámen/lámen (R$ 49), um bowl cheio de caldo de porco, finas camadas de porco, moyashi, nirá, ovos bem macios e, claro, o macarrão, feito na Liberdade.

carrePros fãs de pratos mais encorpados, sugiro a Porcoletta (R$ 62), um petardo grandão de carré suíno à milanesa com folhas, maçã verde e salsão.

pudimNão satisfeito em porcar à vontade, o gorducho aqui ainda pediu sobremesa. Pudera: as sete opções d’A Casa do Porco são obras da da chef Saiko Izawa, craque dos doces que já havia me encantado com o ótimo pudim de leite com chantilly de caramelo e algodão doce (R$ 22).

bolinhoAmo esse pudim, mas gostei ainda mais dessa novidade: bolinhos de chuva (R$ 21) feitos com massa choux, quentinhos e macios, acompanhados de chocolate derretido e sorvete de creme. Misericórdia!

rapidaEstá com pressa e não dá tempo de sentar pra almoçar e jantar? Sem erro: do lado de fora do restaurante, há um balcão que dá pra rua, onde você pode comprar sanduíche de porco (R$ 15) ou sua versão vegetariana (mesmo preço).

cervejaAh, a casa tem uma cerveja especial, a Horny Pig (R$ 14), uma IPA com um sabor intenso, bem fresco, e toques de lichia. Harmonizou muito bem com as carnes temperadas e, por vezes, intensas no menu.

drinqueCaso você goste de drinques, o bar serve boa coquetelaria, pelas mãos da bartender Michelly Rossi. Como o Hanky Panky (R$ 29), uma feliz combinação de gin, vermute rosso e fernet, servida em uma charmosa taça metálica.

O chefe Rueda (1º à esq.) e as grelhas onde o porco assa por horas

O chefe Rueda (1º à esq.) e as grelhas onde o porco assa por horas

Claro que o menu d’A Casa do Porco é muito maior do que eu falei aqui. Há material ali suficiente para visitar, voltar e ir de novo – como os embutidos, curados e defumados, o codeguim com feijão e folha de mostarda (R$ 24) ou o pé de porco (R$ 69) com batata asterix e alface romana.

Bora porcar, então?

A Casa do Porco – Rua Araújo, 124, Centro, tel. (11) 3258-2578.

Anúncios

Éramos seis

Melhor prato do Ici no Balcão: codorna recheada com ameixa e foie gras (RÁ!), coberta com um demi-glace robusto. Perfeição.

Melhor prato do Ici no Balcão: codorna recheada com ameixa e foie gras (RÁ!), coberta com um demi-glace robusto. Perfeição.

Ontem participei de uma das degustações mais legais desse ano. Trata-se do Ici no Balcão, um jantar de 6 etapas realizado no balcão que se debruça sobre a cozinha do Ici Brasserie Jardins, em que o chef executivo do grupo, Marcelo Tanus, serve e apresenta os pratos. O mais bacana: você pode interagir com o chef, tirar dúvidas ali na hora e conhecer mais das receitas e da culinária francesa.

Um boa surpresa com essa entrada fria: salmão curado com vodca e beterraba, acompanhado de laminas de rabanete e molho gribiche (gema de ovos com alcaparra).

Um boa surpresa com essa entrada fria: salmão curado com vodca e beterraba, acompanhado de laminas de rabanete e molho gribiche (gema de ovos com alcaparra).

Pra ficar ainda mais legal, ontem o próprio chef Benny Novak, um dos sócios da casa, comandou a degustação, enquanto a somelière da casa, Caroline Oda, harmonizava cada etapa com cervejas. Luxo puro, que irá se repetir no dia 14 de julho (com Benny e Marcelo servindo esses pratos), às 20h. Depois, acontecerá a cada 15 dias, com menus diferentes em cada edição.

Primeira entrada quente: pissaladière: massa folhada com alcaparra, azeitona preta, anchova e cebola caramelizada.

Primeira entrada quente: pissaladière: massa folhada com alcaparra, azeitona preta, anchova e cebola caramelizada.

O jantar fechado custa R$ 187, incluindo a bebida. Um porém: são apenas seis lugares, então o Ici no Balcão se esgota em menos de duas horas. Você tem de ficar de olho no Foodpass.com.br pra garantir sua vaga.

Clássico da casa e da culinária francesa: rã à provençal, harmonizada com cerveja Ici 00.

Clássico da casa e da culinária francesa: rã à provençal, harmonizada com cerveja Ici 00.

Acelga recheada com pescoço de cordeiro, desmanchando, purê de batata e mini-cenoura.

Acelga recheada com pescoço de cordeiro, desmanchando, purê de batata e mini-cenoura.

Vieira salteada com bacon e molho de cogumelos.

Vieira salteada com bacon e molho de cogumelos.

Clafoutis de cereja e pistache fechando o Ici no Balcão

Clafoutis de cereja e pistache fechando o Ici no Balcão

Os chefs atrás do balcão: Marcelo Tanus (à esq.) e Benny Novak.

Os chefs atrás do balcão: Marcelo Tanus (à esq.) e Benny Novak.

Ici Brasserie Jardins – Rua Bela Cintra, 2203, Jardins, tel. (11) 2883-5063 / 2883-5064, www.icibrasserie.com.br

Aconchego Carioca SP faz 2 anos e lança cerveja exclusiva

electraE o premiado bar Aconchego Carioca comemorou dois anos de São Paulo – a matriz, no Rio, já tem 12 anos. Desde que surgiu, chamo o local de “paraíso dos bolinhos”, por causa das excelentes criações da chef Kátia Barbosa (bolinho de feijoada, de virado à paulista, almofadinha de tapioca com camarão e por aí vai). Mas o Aconchego também se destaca, e muito, pela poderosa carta de cervejas, obra do especialista e sócio do bar, Edu Passarelli. Nada mais justo, portanto, que a casa celebre esses dois anos lançando seu próprio rótulo: Electra. A cerveja, produzida pela Bamberg, com exclusividade para o Aconchego, é uma vienna larger, de coloração âmbar, com amargor leve, notas de malte e sabor tostado no final. O nome faz referência ao avião que fazia a ponte aérea Rio-SP, caminho percorrido pelo próprio bar em 2012, e o rótulo super retrô foi criado pelo André Clemente. A Electra é vendida em garrafas de 600 ml por R$ 21.

jiloEu adorei a cerveja e já levei uma para casa, onde abri num almoço de domingo e vi desaparecer em segundos. Minha sugestão, se você for toma-la no próprio Aconchego Carioca, melhor se chegar à mesa  acompanhada com um dos bolinhos (claro!) ou com uma das surpresas do menu: jiló fatiado, na conserva de balsâmico, mel e alecrim, com bolinhas de queijo de cabra e torradinhas. Bem mais leve que os bolinhos (fritura, gente!) e bastante saboroso. Ou peça os dois, como eu fiz.

Screen Shot 2014-11-11 at 5.49.25 PMOK, não vou negar que comi vários bolinho de virado à paulista (ótima harmonização com a Electra), mas pirei mesmo na almofadinha de tapioca recheada com camarão (ao fundo, o famigerado bolinho de feijoada e torresmo).

palitos coalhoO encosto da obesidade bateu forte nessa noite, e encerrei com a sobremesa mais incrível do Aconchego Carioca: palitos fritos de queijo coalho com goiabada pedaçuda. Não tenho mais jeito mesmo, fazer o quê?

Aconchego Carioca SP Alameda Jaú, 1372, Jardins, tel. (11) 3062-8262.

Feirinha Gastronômica ganha mais um endereço em SP

Screen Shot 2014-11-03 at 5.28.11 PMOi, food truck! Domingo visitei um novo endereço da Feirinha Gastronômica Jardim das Perdizes – sim, é aquele novo bairro entre Barra Funda e Lapa, que está surgindo junto com um mega empreendimento imobiliário. A nova Feirinha traz o “selo” da KQi Produções, de Maurício Schuartz e Daniela Narciso, os mesmos organizadores do Butantan Food Park e Chefs na Rua. São 4.000 m2, com algumas mesas e ao lado de uma praça com mais mesas e sombra (importantíssima num domingo como ontem). Mal cheguei e já me joguei no enorme pastel de 30 cm (!) do Meo Pastel, recheado com queijo e alcachofra (na foto). Também provei o de salmão e achei bem gostoso.

Os picolés premiados do Me Gusta, aqui de tangerina e morango recheado com leite condensado.

Os picolés premiados do Me Gusta, aqui de tangerina e morango recheado com leite condensado.

Ontem havia cerca de 40 expositores, entre barracas, food trucks e carrinhos. A maior fila era para os picolés do Me Gusta, eleito o melhor sorvete de São Paulo na edição Comer e Beber 2014 da Veja SP. Claro, com esse calorão as sobremesas geladas viraram estrelas – no estande ao lado, os cheesecakes de palito do chef patissier Lucas Corazza também acabaram cedo.

Screen Shot 2014-11-03 at 5.28.39 PMOs hambúrgueres também foram destaque da última edição. Um dos mais criativos foi o Pulp Fiction (R$ 20), do Burgertopia, projeto dos chefs Jimmy McManis, Allan Sales, Rafael Stavale e Camila Crichigno: o burgão Big Kahuna levava maionese de leite, relish de tomate e pimentão vermelho, cebola roxa na chapa e bacon.

Screen Shot 2014-11-03 at 5.28.26 PMAliás, provei ali também a Sumeria, cerveja artesanal produzida em Santo André desde dezembro de 2013. A marca tem três tipos de cerveja (IPA, german pilsner e witbier), todas com rótulos ilustrados muito bonitos. Experimentei as três e gostei mais da IPA, ou melhor, Olivia IPAlito, que tem um amargor elegante e um bom toque alaranjado. A garrafa de 300 ml sai R$ 15.

A Feirinha Gastronômica Jardim da Perdizes acontece todo sábado e domingo, das 12h às 20h, na Av. Marquês de São Vicente, 2301.

Minha experiência com duas libanesas gostosas

961Daqui a pouco faço aniversário e passei as últimas horas desse meu ano acompanhado de uma gostosa libanesa. Calma, esse blog pode até ter um pouco de food porn, mas o “porn” fica por aí. Estou falando da 961 Beer, a primeira (e única, que eu saiba) cerveja artesanal do Líbano. A partir de junho, o Brasil passou a ser o 15o país a vender essa cerveja, criada em 2006 por Mazer Hajjar. Depois de ler o livro Beer School, de Steve Hindy, da Brooklyn Brewery, Hajjar interessou-se em fazer cerveja em seu apartamento. Isso foi possível quando conheceu o executivo dinamarquês Henrik Haagen, que lhe enviava os ingredientes. Hajjar foi aprimorando sua bebida, que logo ganhou um galpão para se produzido um um pub em Beirute. Em 2009, pararam o negócio para reformular tudo e a partir de 2011 a cervejaria 961 voltou com força total e hoje produz 2 milhões de litros/ano – o nome, aliás, é o código de área do Líbano. Outro charme da cerveja é seu rótulo, que virou hit entre designers e hipsters.

Aqui são vendidas três variedades da 961, trazidas pela Brave Company, das quais acabei de provar duas: a Lager, com aromas bem maltados, um toque de panificação, sabor levemente tostado e corpo médio; e a Witbier, com aroma bem cítrico, acidez marcante, bos presença de laranja libanesa mesclado ao trigo.  Há ainda a Porter, cerveja escura, que, segundo leio, puxa para aromas achocolatados e café. Os preços sugeridos são de R$ 15 a R$ 20 para garrafas long neck. E parabéns pra mim!

961 Beer – SAC (11) 3168-6961, www.961beer.com.br

BrewDog inaugura loja de cervejas nesse fim de semana

Cervejas BrewDog_Lucas TerribiliLembra que eu falei do BrewDog Bar aqui? Pois a badalada cervejaria tem uma novidade: nesse fim de semana, vai inaugurar sua Bottle Shop, um espaço dedicado à venda de cervejas artesanais brasileiras e importadas. A Loja tem o mesmo endereço do bar, mas com entrada independente – você pode comprar as cervejas e levar para casa ou consumir ali mesmo, num pequeno balcão. A Bottle Shop abre de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos, das 12h às 18h.

Porchetta Alma Rústica

Mamma mia! Porchetta húngara pururuca!

Nos dias 7 e 8, vai rolar uma celebração especial da abertura da loja, o Mikkeller Weekend. No evento traz o lançamento de 21 novos rótulos da cervejaria dinamarquesa com um tap takeover (quando várias das 21 torneiras da casa servirão chopes da marca), além de shows de jazz na varanda e comidas vendidas em frente ao bar, como o Sanduba de porchetta húngara pururuca (R$ 15, na foto), da rotisserie itinerante Alma Rústica. Ah, na mesma ocasião, passarão a ser vendidos alguns rótulos inéditos da BrewDog, como o  BrewDog Old World Russian (R$ 50, 660ml) e o BrewDog Cocoa Psycho (R$ 35, 330ml).

BrewDog Bar e Bottle Shop Rua dos Coropés, 41, Pinheiros, tel. (11) 3032-4007

Vai uma cerveja com chocolate?

Bohemia Chocolatier_baixaOutro dia eu falei de uma nove cerveja que harmoniza com Nutella (lembra?) e hoje volto ao assunto: foi lançada a Bohemia Chocolatier, cerveja com notas de chocolate, que sai em série limitada. Segundo a empresa, o mestre cervejeiro se inspirou numa descoberta de arqueólogos em Honduras, que revelou que o chocolate pode ter surgido acidentalmente durante a produção da cerveja, 500 anos antes do que se imaginava.
Enfim, a Bohemia Chocolatier é uma lager escura, encorpada, com teor alcoólico de 4,1%, tem aroma natural de cacau e tem sabor com um toque adocicado e leve amargor no final. Custa R$ 5,50, a embalagem com 355 ml.
Harmonização? A Bohemia indica o novo produto para acompanhar pratos salgados com caldas doces, como um pato com laranja, ou ao final de uma refeição, com uma sobremesa à base de chocolate mais amargo. A edição limitada pode ser adquirida no site www.bohemia.com.br/chocolatier e no Pão de Açúcar.

Cerveja com Nutella… pode?

Ciao.blondinejackpot.mai14Essa é para os fãs de cervejas artesanais brasileiras. Na próxima quarta, dia 21 de maio, a Blondine lança sua nova cerveja, a Jackpot 777 Black, numa festa aberta ao público no Ciao! Vino & Birra, a partir das 20h. Na ocasião, as cervejas serão oferecidas a preços especiais: R$ 9 a long neck (355 ml) e R$ 13 a garrafa de 600 ml. A nova cerveja tem estilo Munich Dunkel: cor marrom escura, baixo amargor leve doçura do malte e aromas de chocolate, caramelo e biscoito. Aliás, até o final da Copa, dia 13 de julho, o Ciao! vai servir um combo de R$ 16, que inclui uma long neck mais uma sobremesa criada pelo chef Eduardo Vitteli: sorvete de baunilha com cookies de chocolate e brigadeiro de Nutella, com redução de cerveja Jackpot 777 Black. Segundo o chef, a harmonização é perfeita.

Ciao! Vino & Birra – Rua Tutóia, 451, Paraiso, tel. (11) 2306-3541, www.ciaovinoebirra.com.br

Cerveja escocesa bem gelada e sem frescura

JackHammerIPA_rogerio voltan  2014Fim de semana de uma longa semana chegando (sério, eu não estava mais acostumado a semana de 5 dias úteis, gente!), e tenho uma dicona para os fãs de boa cerveja. Trata-se do BrewDog Bar, o primeiro barra da cervejaria escocesa fora da Europa. O conceito é bem legal: o grande galpão tem a pegada informal da marca, sem garçons nem cozinheiros, grandes bancadas e um balcão. Você recebe sua comanda e faz o pedido diretamente no balcão. Pode confiar nas indicações: os atendentes são ótimos, todos especializados em cervejas artesanais. Falam dos rótulos, explicam a composição de cada cerveja, orientam degustações.

 

Ambiente Brewdog2_rogerio voltan 2014As cervejas são condicionadas em cadeia refrigerada, o que garante seu frescor. As vedetes da casa são as garrafas com os rótulos BrewDog – cervejas bem inventivas, que vão fundo em sabores, amargor e aroma. Várias são servidas como chope, que sai de 22 torneiras. Os chopes são sazonais, dependem da remessa que chegou. Minhas preferidas foram a BrewDog Punk IPA (R$ 18 o chope de ½ pint ou a garrafa de 330 ml), por coincidência o rótulo mais famoso da marca, encorpada, gostososa mesmo, e a BrewDog Fake Lager (R$ 16,50 o chope) uma lager avermelhada, refrescante e facinha de beber. E tem um chope fixo, o WayDog (R$ 9), produzido pela Way Beer de Curitiba, com exclusividade para o bar.

Punk Cracker_Rogerio VoltanDeu fome? Os próprios atendentes preparam os petiscos do cardápio enxuto. Fiquei viviado no Punk Cracker (R$ 25), – fiz vários sanduichinhos disso. Outra maravilha foi o Mix de Salsichas (R$ 32), acompanhado de chucrute, mostardas e picles.

 

Dog BLT_rogerio voltan 2014Pra matar a fome de vez, peça um doa cachorros-quentes da casa – os melhores são Dog Crispy Jalapeño (R$ 18), com salsicha, pimenta Jalapeño picada e cebola crocante; e o Dog BLT (R$ 21), cuja salsicha vem enrolada em bacon. Pense…
Aliás, todas as fotos desse post são de divulgação, clicadas pelo Rogéio Voltan), pois as que fiz ficaram escuras (leia-se, um horror mesmo).  O bar abre sete dias por semana (confira o horário na página do Facebook), e aos sábados funciona das 14h às 2h. Ou seja, amanhã é dia de cerveja escocesa.

BrewDog Bar  Rua dos Coropés, 41, Pinheiros, tel. (11) 3032-4007.

 

https://www.facebook.com/brewdogsaopaulo

Fechado Para Jantar: testado, aprovado e recomendado

Arroz de ají amarillo com abóboras e shitake

Arroz de ají amarillo com abóboras e shitake

Ontem participei de um Fechado Para Jantar, sobre o qual já havia falado aqui. E confirmei minhas suspeitas: é uma ótima experiência, com um preço que vale muito a pena. O evento, organizado pelo chef Raphael Despirite, do Marcel, é bem descontraído, parece mesmo uma festa com cerca de 70 convidados. Você mesmo pode se servir à vontade nas geladeiras Brastemp (daquelas vintage), onde há cervejas Murphy’s Irish Stout e Amstel Pulse. Também há vinho branco (Quinta da Herdade) e tinto  (Quinta da Romaneira 2007 Douro) – e pisco sour de entrada! Música ao vivo, exposição de fotos, e começam a vir os pratos. São seis etapas, preparadas a quatro mãos – nessa edição o chef convidado por o Fábio Barbosa, do peruano La Mar –  finalizando com um bolo delicioso.  O preço é R$ 170 e inclui tudo (até água e café). Hoje rola o último jantar, e já está lotado. As pessoas sentam em mesas coletivas e interagem – fiz até amizades ontem! Mas fiquem atentos, porque em abril haverá a terceira edição do Fechado Para Jantar (e você pode reservar lugar pelo site foodpass). Repito: vale muito a pena. Veja abaixo alguns momentos do jantar de ontem. Continuar lendo