Festival Fartura rola no fim de semana no Jockey e você NÃO pode perder!

Prato da chef Ariani Malouf, de Cuiabá: costela bovina assada em baixa temperatura, acompanha arroz brasileiro com queijo coalho, milho, ovo surpresa, banana caramelizada e farofa da terra

Prato da chef Ariani Malouf, de Cuiabá: costela bovina assada em baixa temperatura, acompanha arroz brasileiro com queijo coalho, milho, ovo surpresa, banana caramelizada e farofa da terra

Quer uma ótima dica de como aproveitar esse fim de semana ensolarado e frio em SP? Dê uma passada no Festival Fartura Gastronomia São Paulo, que acontece no Jockey Club no final de semana de 25 e 26 de junho. É a primeira vez que esse evento chega a SP e é um imperdível. Serão sete espaços gastronômicos, dois palcos com atrações musicais e área de food trucks. E a comida… bem, o Fartura traz 100 atrações gastronômicas, de Roraima ao Rio Grande do Sul. Será uma grande chance de provar a cozinha de chefs renomados de vários estados ali, reunidos no mesmo lugar. Como a Ariani Malouf, chef do Mahalo, de Cuiabá (MT), casa que acaba de ser premiada como o melhor restaurante da região centro-oeste pela Prazeres da Mesa.

E tem muito mais chef bom: Leonardo Paixão, do excelente Glouton, de Belo Horizonte, que traz barriga de porco glaciada com teriaki de cachaça e farofa crocante; Onildo Rocha, do Roccia, de João Pessoa, com seu famoso baião de dois; e até a paulistana Tássia Magalhães, do Pomodori, que servirá fusilli com ragu de linguiça, pancetta e polvo. Sem contar petiscos tentadores, como o bolinho de feijoada, da chef Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, do Rio de Janeiro; e o sanduíche de pernil com molho kryptonita (maionese e salsão), de Jaques Borges, do Balcão do Mané, em Florianópolis.

Bolinho de feijoada, da chef Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca

Bolinho de feijoada, da chef Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca

Quer mais? O Fartura terá cozinha ao vivo, aulas com chefs e profissionais da gastronomia (como Nina Horta, da Folha de S.Paulo, Isabela Raposeiras, do Coffee Lab) e um Espaço Degustação para o público conhecer métodos de preparo e degustar pratos típicos e exóticos de várias regiões do país, como a farofa e guisado de tartaruga, de Solange e Morubixaba (Macapá, AP), os cogumelos da Amazônia, apresentados pelo ótimo chef Felipe Schaedler, do Banzeiro (Manaus, AM) e a damurida e paçoca de carne de sol, da chef e jornalista Denise Rohnelt (Boa Vista, RR). Ah, e ainda haverá mercado com venda de produtos regionais, como a Goiabada da Zélia, de Ponte Nova (MG), os queijos de cabra do Capril do Bosque, em Joanópolis (SP) e a Cajuína e os produtos de caju do Cajuespi (Teresina, PI).

Ou seja, uma verdadeira viagem culinária num mesmo espaço. O ingresso custa R$ 20 (R$ 10 meia), para cada dia do evento – as comidas são pagas à parte em cada estande. No sábado, o Fartura vai das 12h às 22h e no domingo, das 12h às 20h.  

Festival Fartura São Paulo – Avenida Lineu de Paula Machado, 1263,Cidade Jardim, http://www.farturagastronomia.com.br/

 

Um brasileiro que deu certo

Aquarela do Brasil: nova entrada surpreendente do chef Fábio Vieira, no Micaela

Aquarela do Brasil: nova entrada surpreendente do chef Fábio Vieira, no Micaela

Restaurante de comida brasileira pode ser uma caixa de surpresa: às vezes peca pelo excesso de tradição (e serve apenas o óbvio); outras, pelo exagero na criatividade (e vira uma papagaiada gourmet). O restaurante Micaela, no Paraíso, passa longe desses extremos: quase sempre, as receitas criadas pelo chef paulista Fábio Vieira são ótimas combinações de sabor marcante, execução impecável e criatividade na medida – como uma das estrelas do cardápio, a canjiquinha mineira com camarão e linguiça (R$ 58,50). Essa semana, almocei ali para provar alguns pratos novos e, novamente, saí bem feliz. A começar pela entrada fantástica, Aquarela do Brasil (R$ 38). São quatro flans (ou pequenas mousses) nos sabores galinha caipira; moqueca (minha preferida); couve com alho assado e gorgonzola; e tucupi e jambu com grana padano. Acompanha uma porção generosa de placas de biscoito de polvilho.

caipirinhaSim, eu poderia ter almoçado essa entrada (que na verdade é para compartilhar). Ainda mais acompanhado dessa ótima caipirinha de cachaça, limão, gengibre e melado de cana (R$ 20), dourada, saborasa e refrescante.

peixeNa hora do principal, fui no namorado em leite de castanha (R$ 75): uma robusta posta de peixe preparado no melado de cana, com shoyu e limão, sobre o molho de leite de castanha do Pará aromatizado com pachouli e farofa de farinha d’água de Cruzeiro do Sul (AC). O leite de castanha deixa o prato mais leve do que se fosse preparado com leite de coco, e o shoyu com limao reforçam o frescor. Some a isso o leve dulçor do melado e o crocante da farofa e você tem uma combinação rica de sabores e texturas.

mignonPara os fãs de carne vermelha, há seis opções, entre elas o Mignon Micaela (R$ 55,50): carne grelhada com crocantes de jamón (um toque da ascendência espanhola do chef, que aparece aqui e ali no cardápio), acompanhado de pure de madioquinha e quatro queijos brasileiros.

bolo geladoA sobremesa… aaah! Essa foi marcante: bolo gelado de coco queimado (R$ 26), servido com um caramelo quente de chocolate branco e puxuri (semente amazônica que lembra ao mesmo tempo canela, cravo e noz-moscada). Eu aviso: dá pra dividir, pois é bem doce, mas a vontade que dá é de matar inteiro.

Micaela Rua José Maria Lisboa, 228, Paraíso, tel. (11) 3473-6849, www.restauatantemicaela.com.br

 

 

Receitas de smoothies à base de castanha de caju. Vem!

Tropicália: bebida vegetal de castanha, manga e coco. Hmmm

Tropicália: bebida vegetal de castanha, manga e coco ralado. Hmmm

Ontem tomei café da manhã no Dona Vitamina, em Pinheiros. Além do pão de queijo de tapioca (R$ 7), dos ovos mexidos com tomate e parmesão (R$ 14,90), da tapioca com queijo branco, banana e mel (R$ 19,90) e de uma gostosa salada de frutas (R$ 12,90), provei o novo menu especial de bebidas vegetais. São cinco itens, todos feitos à base da bebida vegetal da A Tal da Castanha, sem glúten nem lactose – e segundo a empresa, sem aditivos, conservantes ou adoçantes artificiais. As calorias? De 81 cal. (a original, com água e castanha de caju) a 156 cal. (a Choconuts, com castanha, açúcar demerara orgânico e cacau), por copo de 200 ml.

 

Ovos mexidos com tomate e parmesão.

Ovos mexidos com tomate e parmesão. Assim mesmo, só pra começar.

Eu não sou celíaco nem alérgico à lactose, mas gostei muito do sabor e da textura de algumas misturas, que são praticamente smoothies. Custam de R$ 14,90 a R$ 21,90. Acabei descolando a receita das minhas favoritas, que estão abaixo. É só pegar os ingredientes, bater tudo no liquidificador e ser feliz. Beijo saudável pra vocês!

 

Vermelhinha

Vermelhinha!

Vermelhinha!


Ingredientes:
180 ml de leite de castanha de caju
1 xícara de chá de frutas vermelhas congeladas
1 colher de sobremesa de chia
1 banana pequena

Tropicália
Ingredientes:
200 ml de leite de castanha da caju com coco
½ xícara de chá de manga madura picada
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de coco fresco ralado
1 folha de capim santo picada

Turbinada (ótima naquele friozinho)

Turbinada: ardidinha, docinha e pra tomar quente

Turbinada: ardidinha, docinha e pra tomar quente

Ingredientes:
180 ml de Choconuts
1 xícara de café expresso
1 pitada de pimenta caiena em pó
1 gota de essência natural de baunilha

Isso não é receita, mas gostei tanto da salada de frutas que resolvi mostrar aqui

Isso não é receita, mas gostei tanto da salada de frutas que resolvi mostrar aqui

Dona Vitamina – Rua Mateus Grou, 152, Pinheiros, tel. (11) 3063-0582, http://www.donavitamina.com.br

A comida maravilhosa do médico mineiro que virou chef

Papada de porco braseada e assada com mil-folhas de mandioca, molho de laranja e guarnecido por uma folha seca de acelga: a perfeição do chef Leo Paixão

Papada de porco braseada e assada com mil-folhas de mandioca, molho de laranja e guarnecido por uma folha seca de acelga: mais uma perfeição do chef Leo Paixão

O mineiro Leonardo Paixão tem jeitão de médico. Aqueles doutores jovens, bem simpáticos e cuidadosos, que tratam bem dos pacientes, têm a maior paciência com detalhes e são meticulosos nas técnicas de tratamento, sabe? Na verdade, a história quase foi essa: Leo cursou Medicina e chegou a concluir a faculdade. Porém, na hora de fazer residência e escolher sua especialização, resolveu ir atrás de sua verdadeira paixão (ai, não resisti ao trocadilho, pardon) e foi à França estudar gastronomia. Se na época quase todo mundo achou isso uma loucura, hoje qualquer um que come no seu restaurante, o Glouton, pensa exatamente o contrário: que bom que esse moço virou chef.

O chef Leornardo Paixão em sua cozinha do Glouton

O chef Leornardo Paixão em sua cozinha do Glouton

Aberto há três anos no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte, o Glouton já amealhou uma série de prêmios e vive cheio. Pudera: desse que você entra na casa de ambiente cinza muito elegante (porque simples) já dá de cara com a cozinha iluminada de um quase dourado no fundo do salão, onde Leo e sua equipe preparam os pedidos com um cuidado quase cirúrgico. Música (jazz e blues) no volume adequado, luz morna (mas que permite ler o menu sem precisar de uma lanterna), grandes janelas que dão para as mesas de fora e algumas fechadas para sempre na parede lateral de tijolos aparentes, serviço cortês e eficiente – tudo no Glouton promete um jantar memorável.

Nabo em fatias finíssimas, com queijo da canastra e castanhas. Praticamente uma renda comestível

Fatias finas de nabo com queijo da canastra e castanhas. Quase  uma renda comestível

E o principal elemento dessa equação – a comida – cumpre seu papel com perfeição. As receitas são bem variadas (tem ave, porco, boi e até pescados), sempre com no mínimo um ingrediente mineiro, um pedacinho da história do chefe. E todas (todas mesmo) que eu comi primavam pela combinação incrível de sabores.

As bombinhas de fígado: petisco surpreendente

As bombinhas de fígado: petisco surpreendente

O menu elaborado por Paixão não é longo, mas às vezes fica até difícil escolher o que comer diante de itens tão bem elencados. Por exemplo, como decidir um petisco entre as delicadas bombinhas recheadas com um cremoso patê de fígado de galinha e picles de maxixe (R$ 29, quatro unidades) ou o crocante funcho baby com uma surpreendente terrine de cabeça de porco e caramelo de beterraba?

lagostimNas entradas, a tarefa da decisão torna-se um pouco mais árdua. O lagostim em papillote crocante, com chutney de manga ubá e pimenta biquinho (R$ 33) é uma diversão para a boca, com as texturas e sabores brincando de pega-pega.

polvoUma opção mais clássica é o tentáculo de polvo (pré-cozido e depois grelhado, que o deixa ao mesmo tempo macio por dentro e firme por fora), com purê de batata doce e picles de cebola roxa (R$ 37).

arraiaJá entre os pratos principais, a coisa fica muito mais séria. Comecei provando a arraia grelhada, com pele crocante, coberta com uma bernaise de manteiga de garrafa (colocada na hora sobre o pescado com um sifão), acompanhada de uma refrescante salada de feijão fradinho, tudo sobre uma folha de taioba (R$ 61). Pensei que já tinha encontrado meu prato preferido, mas Leo me manda uma das receitas mais pedidas da casa, que abalou minhas certezas: papada de porco braseada e assada (sabe aquele história da carne se desfazer no garfo? então…), com mil-folhas de mandioca, tudo sobre um gostoso molho de laranja e guarnecido por uma folha seca e crocante de acelga (R$ 63). Quase uma peça arquitetônica para você comer e ser feliz (veja a foto que abre esse post).

rabadaJá sabe o que vai pedir? Então vou piorar o jogo pra você: quando eu jurava que não haveria mais nada pra me satisfazer ali, o chef Paixão arrematou com um prato que, quando li no cardápio, achei “legal”, mas quando provei senti quase uma epifania: um cubo com a rabada mais macia que já provei na vida, cercada com um molho de tucupi aveludado, com folhas de dente-de-leão. Tava tão bom que nem liguei muito pro entrecôte grelhado lindíssimo, que chegou na mesa ao lado, com molho Dijon e umas batatinhas assadas bem aromáticas. (mentira, reparei e deu água na boca, acredita? #obesiane).

pao pao pao paoSei que já dei esse conselho umas mil vezes aqui, mas agora é importante: guarde. espaço. pra. sobremesa. Por quê? Porque no Glouton comi uma das melhores sobremesas da vida: Pão, pão, pão, pão (pode lembrar de Beethoven que a referência é essa mesma, me disse o chef). O que parece uma explosão caótica de carboidratos é na verdade uma harmoniosa combinação de doces feitos a partir de pão. A ver: uma rabanada de brioche bem fofinha descansa sobre um laguinho de creme de pão de mel. Por cima, uma bola de sorvete artesanal de pão com manteiga (juro que é bom) e, completando a obra, uma fina fatia de pão torrado e caramelizado (R$ 23). Só não chorei porque fiquei com vergonha, mas deu vontade.

cerradoMuito carboidrato pro seu corpinho? Peça o Cerrado Mineiro: coulis de coquinho azedo, sorbet de cagaita e pé de buriti (R$ 23). Uma sobremesa refrescante, criativa e com muito sotaque mineiro.

VINHOFinalmente, preste atenção à carta de vinhos, com supreendentes (e bons) exemplos de rótulos produzidos no sul de Minas, como o espumante Luiz Porto brut e o syrah Primeira Estrada, safra de 2014 (numa degustação cega, esse vinho bateria facilmente em muito argentino ou chileno bem avaliado). Em resumo: se você for de Belo Horizonte ou viajar pra lá, eu sugiro fortemente que vá ao Glouton e entregue-se ao Paixão (ai, eu sei…)

E ainda bem que esse homem largou a Medicina, gente!

Glouton R. Bárbara Heliodora, 59, Lourdes, tel. (31) 3292-4237, www.glouton.com.br

 

 

 

Kombi serve almoço rápido na porta do Brasil a Gosto

Suculento sandubão de linguiça de castanha com vinagrete e maionese de limão no pão de mandioca

Suculento sandubão de linguiça de castanha com vinagrete e maionese de limão no pão de mandioca (R$ 20), opção das quartas-feiras do Brasil na Rua

O Brasil a Gosto foi parar na rua. Não, a chef Ana Luiza Trajano não foi despejada do endereço onde seu restaurante funciona há nove anos. E que até o dia 12 de novembro, a casa promove o Brasil na Rua, uma parceria com a Kombi Versão Brasileira, do chef Lawrence Andreis. Funciona assim: nos almoços de terça a quinta, das 12h às 15h, a Kombi servirá laches e quentinhas do lado de fora do restaurante, receitas inspiradas nas viagens e pesquisas da chef pelo país. O Brasil na Rua também funcionará aos domingos na Feira Gastronômica Panela na Rua, na Praça Benedito Calixto, até dia 15, das 12h às 18h.

O quebra-queixo mais cremoso que já comi. Parece cocada mole!

O quebra-queixo mais cremoso que já comi. Parece cocada mole!

O Brasil na Rua tem uma entrada (R$ 10), lanches (R$ 20), arrozes (R$ 20) e sobremesas (R$ 8). Há também a opção do combinado (R$ 35), que inclui a entrada, um lanche ou um prato e um quebra-queixo (aliás, o mais cremoso que já comi, parece mesmo uma cocada mole). A outra sobremesa é o sacolé (ou gelinho, ou dim dim), nos sabores cajá, groselha e coco queimado.

O povo da kombi em ação.

O povo da kombi em ação.

Eu adorei o sanduíche das quartas-feiras: linguiça de castanha com vinagrete e maionese de limão no pão de mandioca, sanduba grande, suculento e muito saboroso. Há também cachorro quente de moela com farofa de ovo no pão de leite com cacau (terças) e pernil desfiado com molho cítrico de repolho e maionese de ervas no pão de milho (quintas). Já os arrozes são arroz de carreteiro com linguiça Blumenau (terças), arroz de rabada (quartas) e o baião de dois com fraldinha desfiada (quintas). Há também versões vegetarianas, como o arroz cateto com creme de abóbora, couve e semente de abóbora torrada). Ah, a entrada é a clássica maionese de batata com legumes.

Brasil a GostoR. Professor Azevedo Amaral, 70, Jardim Paulistano, tel. (11) 3086-3565, www.brasilagosto.com.br

 

 

Vamos “porcar”?

Porco a San Zé: a receita que conquistou até o chefe Ferran Adrià é a estrela d'A Casa do Porco.

Porco a San Zé: a receita que conquistou até o chefe Ferran Adrià é a estrela d’A Casa do Porco.

Não, o verbo porcar não existe. Ou pelo menos ainda não existia. Mas depois de visitar A Casa do Porco, novo restaurante do chef Jefferson Rueda,o neologismo fez sentido pra mim: ali eu porquei, e porquei muito. O misto de bar e restaurante, a casa da Rua Araújo, no Centrão, já diz a que veio no seu nome: Rueda montou um incrível cardápio com o suíno nas mais diversas execuções e receitas, sem parecer repetitivo nem monótono. Ao contrário: o gostoso ali é porcar à vontade.

porcopocaSugiro começar a porcança com um petisco botequeiro: a porcopoca (R$ 10) – nada mais do que um saquinho de pipoca cheio de pururucas crocantes e sequinhas. Siga a festança com a estrela da casa, o porco a San Zé (R$ 42), receita que consagrou o chef também nas ruas, em eventos como a Virada Cultural, e que foi elogiada pelo célebre chef catalão Ferran Adrià como um dos melhores porcos que ele já comeu. Pudera: o suíno é lentamente assado a carvão de cinco a oito horas e chega à mesa em pedaços macios e suculentos, acompanhado por tutu de feijão, tartar de banana e couve fresca. De lamber os dedos.

sushiMas há muitas surpresas boas que traduzem a versatilidade do menu e a perícia do chef em trabalhar com porco. Inclusive com uma pegada asiática, caso do ótimo sushi de papada de porco e tucupi preto (R$ 29, quatro unidades) e do pãozinho chinês no vapor, com barriga de porco e pimenta fermentada (R$ 19, quatro unidades).

linguicaQuer algo mais familiar? Peça a porção de linguiças (especial e de beterraba), que vêm no palitinho, junto com farofa de cebola e hortaliças (R$ 29).

tartareQuer algo nada familiar? Vá de tartar de porco maturado com tutano e champignon (R$ 19, quatro unidades), servido sobre uma fina torrada e com toques de aioli. Ou peça tudo isso e se divirta.

carbonaraVocê também pode investir em algo mais… italiano! Sim, há toda uma seção de massas no cardápio, como espaguetes com molhos variados. Provei o carbonara (R$ 49), que o chef não chama de carbonara. Mas como vou chamar essa maravilha que leva pancetta, bacon, guanciale, gema de ovo e queijo pecorino? Porconara, talvez? #aqueles

lamenPor falar em massa, um dos pratos preferidos na visita foi outra receita típica do Japão, o rámen/lámen (R$ 49), um bowl cheio de caldo de porco, finas camadas de porco, moyashi, nirá, ovos bem macios e, claro, o macarrão, feito na Liberdade.

carrePros fãs de pratos mais encorpados, sugiro a Porcoletta (R$ 62), um petardo grandão de carré suíno à milanesa com folhas, maçã verde e salsão.

pudimNão satisfeito em porcar à vontade, o gorducho aqui ainda pediu sobremesa. Pudera: as sete opções d’A Casa do Porco são obras da da chef Saiko Izawa, craque dos doces que já havia me encantado com o ótimo pudim de leite com chantilly de caramelo e algodão doce (R$ 22).

bolinhoAmo esse pudim, mas gostei ainda mais dessa novidade: bolinhos de chuva (R$ 21) feitos com massa choux, quentinhos e macios, acompanhados de chocolate derretido e sorvete de creme. Misericórdia!

rapidaEstá com pressa e não dá tempo de sentar pra almoçar e jantar? Sem erro: do lado de fora do restaurante, há um balcão que dá pra rua, onde você pode comprar sanduíche de porco (R$ 15) ou sua versão vegetariana (mesmo preço).

cervejaAh, a casa tem uma cerveja especial, a Horny Pig (R$ 14), uma IPA com um sabor intenso, bem fresco, e toques de lichia. Harmonizou muito bem com as carnes temperadas e, por vezes, intensas no menu.

drinqueCaso você goste de drinques, o bar serve boa coquetelaria, pelas mãos da bartender Michelly Rossi. Como o Hanky Panky (R$ 29), uma feliz combinação de gin, vermute rosso e fernet, servida em uma charmosa taça metálica.

O chefe Rueda (1º à esq.) e as grelhas onde o porco assa por horas

O chefe Rueda (1º à esq.) e as grelhas onde o porco assa por horas

Claro que o menu d’A Casa do Porco é muito maior do que eu falei aqui. Há material ali suficiente para visitar, voltar e ir de novo – como os embutidos, curados e defumados, o codeguim com feijão e folha de mostarda (R$ 24) ou o pé de porco (R$ 69) com batata asterix e alface romana.

Bora porcar, então?

A Casa do Porco – Rua Araújo, 124, Centro, tel. (11) 3258-2578.

Lambe-Lambe serve (boa) comida brasileira com preços amigáveis

Linguiça gostosa e bem acompanhada

Linguiça artesanal, gostosa e bem acompanhada, por R$ 26

Quem acompanhe meu Instagram já viu que tenho toda semana ao Modi, na filial anexa ao shopping Pátio Higienópolis. A véia Katsuki até me perguntou se virei sócio (é muita maldade dessa idosa!). Mas na verdade o que tem me atraído lá, além do ótimo serviço, são os preços – não só dos pratos (em geral bem corretos, como o ótimo fusilli fresco com ragu de calabresa picante, por R$ 26), como das bebidas. Por exemplo, um ótimo negroni preparado com gin Hendrick’s custa R$ 26, valor que não paga nem uma caipirinha em várias casas. O mesmo preço por um dry martini levemente perfumado com limão siciliano, R$ 18,90 por um Aperol Spritz, R$ 21 por um cosmopolitan e por aí vai. Ou seja, vale a pena jantar e/ou beber no Modi. A boa nova é que os sócios acabam de abrir uma nova casa, também em Higienópolis, dessa vez dedicada à culinária brasileira.

Escabeche de sardinha: bonita, mas um pouco ressecada

Escabeche de sardinha: bonita, mas um pouco ressecada

E lá fui eu domingo conhecer o Lambe-Lambe, pra almoçar às 14h30 achando que por causa do feriado encontraria uma casa bem tranquila e meio ociosa. Claro que eu me enganei e o restaurante estava lotado – por sorte eu e minha amiga Roberta Malta conseguimos uma mesa pra dois assim que chegamos, pois acabara de vagar. O ambiente é bem despojado, com uma varanda clara que dá pra calçada e várias mesas bem próximas na parte de dentro. Quando olhei o menu, fiquei feliz em perceber que também ali os preços são amigáveis ao bolso do cliente. Logo nas entradas, exemplo, há itens de um dígito (!), como o escabeche de sardinha com tomate, cebola roxa e pão de alho (R$ 7). Ok, o pescado estava um pouco ressecado, mas a combinação é boa (um peixe mais tenro e com mais azeite farão dessa entrada uma das minhas campeãs).

Coxinhas de "passarinho": se joga na fritura que vale a pena

Coxinhas de “passarinho”: se joga na fritura que vale a pena

Outra entrada que você tem de provar ali são as coxinhas “de passarinho” (R$ 10, três unidades), ou seja, drumetes com massa cremosa, fritas e sequinhas, acompanhadas de uma maionese temperada. Como a Beta não liga pra coxinhas (magra, obviamente), pedimos também rosbife de mignon com salada de batatas (R$ 16), com a carne suculenta e bem macia. Gostei das entradas, mas preciso voltar ali pra provar uma das frigideiras (tem de jiló com linguiça (ou fígado), por R$ 13, e a de ossobuco ou de rabada, por R$ 15) e o ovo mole empanado com purê de mandioquinha e molho de legumes (R$ 13).

Volto em breve, pois tem muito o que provar ainda

Volto em breve, pois tem muito o que provar ainda

Depois de tantas entradas, acabamos pedindo apenas um prato principal – e mais uma vez o bolso ficou feliz: linguiça artesanal grelhada com tostado de legumes e molho de ervas (R$ 26). Ah, todos os principais ali vêm acompanhado de arroz, feijão (ou tutu, como escolhemos) e uma farofa crocante e saborosa. E você pode pedir outra guarnição, por R$ 6, como a fresquinha salada de feijão fradinho ou paçoca de pilão com carne seca. Já planejo voltar à casa e pedir a galinha caipira com quiabo e angu de milho (R$ 33) ou a fraldinha grelhada com ovo caipira e purê de mandioquinha (R$ 33). E de terça a sábado, tem um clássico por dia, como virado à paulista (R$ 28) e feijoada (R$ 35).

Beta preferiu o arroz-doce (à frente) mas atacou minha cocada cremosa

Beta preferiu o arroz-doce (à frente) mas atacou minha cocada cremosa

As sobremesas do Lambe-Lambe são puro comfort food, porções generosas e bem doces de, por exemplo, arroz doce ou cocada cremosa (perfumada, com uma textura pastosa, que lembrava doce de leite), qualquer uma por R$ 11. No domingo, estava em falta a torta de brigadeiro, ou seja, terei de voltar mesmo, né?

Caju amigo: a foto engana, pois o copo e alto e o drinque, generoso

Caju amigo: a foto engana, pois o copo e alto e o drinque, generoso

Ah, outra dica do local: vale a pena investir nos drinques, principalmente o caju amigo (R$ 18) com cachaça, feito com a compota da fruta, que chega num copo alto, generoso. O maior porém da casa é o serviço, que ainda está atrapalhado. Mas como o restaurante acabou de abrir (tem três semanas, se tanto), acredito que isso logo se ajuste (junto com a sardinha!). Fico feliz, isso sim, de poder sair para comer fora em São Paulo, com entrada, prato e sobremesa, e a conta gravitar ao redor dos R$ 60.

Lambe-Lambe – Rua Aracaju, 239, Higienópolis, tel. (11) 3562-3805.

O (re) descobrimento do Piauí

Paçoca com carne de sol, do São João: uma das melhores coisas que comi na vida

Paçoca com carne de sol, do São João: uma das melhores coisas que comi na vida

Se você acha que capote é apenas um casaco mais grosso, estamos juntos! Até dois meses atrás, era a única coisa que me vinha à mente quando ouvia esse substantivo. Bem, depois de ir ao Piauí descobri que capote é como se chama galinha d’Angola, uma das proteínas mais comuns da culinária daquele Estado. O que fui fazer lá? Ver de perto o Festival Gastronômico Maria Isabel, em Teresina. Foi o primeiro evento desse porte na região, realizado pelo Sebrae-PI e com curadoria da chef Ana Luiza Trajano, do restaurante Brasil a Gosto.

Cajuína, a bebida mais típica do Piauí: tome pura, com água gasosa ou, sei lá, vodca

Cajuína, a bebida mais típica do Piauí: tome pura, com água gasosa ou, sei lá, vodca

O festival começou no dia 23 de agosto, no parque Potycabana, onde montou-se uma super tenda com 20 estandes dos restaurantes e bares participantes (cada um criou uma receita com ingredientes regionais, à venda por R$ 15), palco com shows e estandes de artesanatos, comes e bebes. Raramente vi um ar-condicionado funcionar tão bem em um local desses. Mesmo com 40ºC bombando do lado de fora, cerca de 15 mil pessoas visitaram o evento nos três dias, sem passar calor! Aliás, foram consumidos quase 7 mil pratos  (e um real de cada prato vendido será repassado para a Fundação Padre Antônio Dante Civiero).

Hora da farinhada: discos quentinhos de beiju de goma de tapioca

Hora da farinhada: discos quentinhos de beiju de goma de tapioca

Além da Potycabana, o festival também teve concurso das escolas de gastronomia locais, circuito gastronômico dos restaurantes e oficinas no Sebrae com chefs ligados ao projeto. Sim, porque dois meses antes do festival, Ana Luiza reuniu quatro chefs para uma viagem de pesquisa pela capital e interior do Piauí – a pesquisa acabou também virando um festival a dez mãos no próprio Brasil a Gosto, com pratos criados por cada chef. O festival vai até novembro (confira os pratos no meu Instagram).

Oficinas no Sebrae com Ana Luiza Trajano, Fábio Vieira e Neka Mena Barreto

Oficinas no Sebrae com Ana Luiza Trajano, Fábio Vieira e Neka Mena Barreto

Aliás, são eles a banqueteira Neka Mena Barreto (da Neka Gastronomia), a chef Mônica Rangel (do restaurante Gosto por Gosto, em Visconde de Mauá, RJ), a chef carioca Flávia Quaresma e o chef Fábio Vieira (do restaurante Micaela, em SP). Em Teresina, todos apresentaram suas criações para o festival e alguma outra receita. Outro sucesso: 910 pessoas lotaram o auditório nos dois dias de oficina (ah, o ar condicionado do Sebrae também estava de parabéns; sério, muito importante esse detalhe no Piauí!).

Quibe do sertão (carne de sol e requeijão), do Favorito

Quibe do sertão (carne de sol e requeijão), do Favorito

E aproveitando a minha visita à capital piauiense, fiz um pequeno guia dos restaurantes e locais para visitar quando estiver em Teresina – e os pratos de que mais gostei. Aproveitem, tomem muita cajuína (pura ou misturada com água gasosa) e levem roupas beeeem leves, viu?

O famoso capote selvagem com arroz. O lado mais escuro é o pregadinho.

O famoso capote selvagem com arroz. O lado mais escuro é o pregadinho.

Favorito (R. Angélica, 1059, tel. (86) 3332-2020) – O Favorito está para Teresina como o Parraxaxá está para Recife: é o restaurante de comida típica mais famoso e amado pelos próprios moradores – as numerosas mesas nos almoços de domingo são bem concorridas. O menu é enorme e provei um pouco de tudo, mas do que mais gostei foram o arroz de capote selvagem, que vem com uma porção de “pregadinho” (aquela parte do arroz que “pega” no fundo da panela e absorve sabores incríveis). Custa R$ 119,90, mas vem numa porção pra quatro pessoas. Também o capote frito com farofa de farinha d’água e manteiga de garrafa (R$ 119,90) e um inusitado quibe do sertão: bolinho de macaxeira com carne de sol e requeijão (R$ 29,80, oito unidades).

 

Melhor carne de sol que já comi e um coalho com melaço pra nunca esquecer

Melhor carne de sol que já comi e um coalho com melaço pra nunca mais me esquecer

São João (R. João Cabral, 2274, tel. (86) 3213-1472) – O salão estilo “simplão” não entrega de cara, mas ali é servida uma das melhores carnes de sol que já comi nos meus vários anos de vida (nem pergunte porque não revelo esse número facilmente, ok?). Invista fortemente no filé de carne de sol (R$ 92, pra duas pessoas no mínimo!), que vem com baião de dois, vinagrete e uma macaxeira cozida quase cremosa de tão macia. Ah, ali também é servida a melhor paçoca de carne de sol com banana que comi no Piauí e uma imensa placa de queijo de coalho grelhado com melaço. Recomendo fortemente e volto assim que puser meus pés novamente no Piauí.

 

A bela Renata com suas delícias, como o bolo de sal

A bela Renata com suas delícias, como o bolo de sal (centro) e o de caroço (à esq.)

Bolo de Vó (R. Angélica, 1479, tel. (86) 9442-8385) – Uma pequena jóia (é pequenino mesmo) cheia de delícias. O café comandado pela simpaticíssima Renata serve bolos típicos, como o sensacional e macio bolo de caroço (às 16h sai uma fornada quentinha, #ficadica), o famoso bolo de sal (ou bolo de goma), um hit dos cafés da manhã, e outras delícias como as petinhas (biscoitinhos crocantes de tapioca) e bolos doces variados. Não peguei o preço de nada, de tão atarantado. Mas certamente vale a pena o investimento.

 

Camarão na chapa e patinhas de caranguejo, do Elias

Camarão na chapa e patinhas de caranguejo, do lendário seu Elias

Camarão do Elias (R. Pedro Almeida, 457, tel. (86) 3232-5025) – Um dos melhores lugares para fechar a noite em Teresina. Se der sorte, você ainda topa com o lendário “seu Elias”, fundador desse bar-restaurante já clássico na cidade – existe desde os anos 1980! A especialidade é… camarão (duh!) E eu enchi o bucho com um dos itens mais pedidos de lá: camarão na chapa com estragão e alcaparra (R$ 60). Mas não deixe de provar as patinhas de caranguejo maranhense (R$ 30), super cremosas e com sabor marcante. E peça uma caipirinha de caju com limão e cachaça Lira – se você der sorte de ser época de caju (em agosto quase não tinha a fruta). Senão, vá no clássico limão, que acompanha bem o camarão.

 

Carne de sol cabocla e o ótimo feijão tropeiro do chef

Carne de sol cabocla e o ótimo feijão tropeiro do chef

Grelhatta (Av. Lindolfo Monteiro, 1239, tel. (86) 3305-6929) – O jeitão de churrascaria “típica” desanima um pouco: salão com luz muito clara, TV bombando na parede, salão sem muita personalidade. Mas… supere isso e insista, porque a comida é ótima. E se for ali à noite, esqueça um pouco o calor e sente nas mesas do lado de fora, que têm seu charme e mudam a experiência. O extenso menu tem alguns destaques, como o feijão tropeiro do chef (R$ 23,90), com os grão quase al dente e um tempero impecável. Outra pedida certa é a carne de sol cabocla (R$ 75,90, pra duas ou três pessoas): filé com molho de tomate, purê de abóbora e uma inesquecível farofa de ovos. Ah, sim, ali também tem um ótimo arroz Maria Isabel (prato tão típico do Piauí que até deu nome ao festival).

 

Chocolate e bacuri, uma mistura que deu certíssimo

Chocolate e bacuri, uma mistura que deu certíssimo

La Pâtiserie Favorito (Av. N. Sra. De Fátima, 2575, tel. (86) 3232-4414) – Mais uma das seis casas (!) do grupo Favorito, esse misto de café e doceria é um encanto. Além de sanduíches, comidinhas, lanches e combos de café da manhã, as estrelas da casa são os doces elaborados no estilo “quando a França encontra o Piauí. Como a arrojada combinação de chocolate e bacuri (R$ 10,10) na foto. Também provei um prosaico mil-folhas, bastante honesto, pelo mesmo preço acima.

 

Os bolos fritos da Socorro (vulgo Help) e a incansável dona Francisca

Os bolos fritos da Socorro (vulgo Help) e a incansável dona Francisca

Quer mais algumas dicas rápidas para sua estada em Teresina? Visite o Mercado do Mafuá, simples e bagunçado, mas onde você compra um ótimo azeite de babaçu da dona Francisca (quase 90 anos de idade e está lá, firme e forte todos os dias) e come o famoso bolo frito com café da Socorro (a barraca diz “da Help” porque Socorro era muito grande e não cabia).

 

Meu café com condições. Desculpa aí...

Meu café com condições. Desculpa aí…

Dê uma passada no ateliê da artista plástica Kalina Rameiro (R. José de Lima, 510, tel. (86) 3233-1278). Tem desde peças de decoração (me apaixonei pelas esculturas de corações de madeira com desenho rendado), até bolsas e acessórios, como esse colar feito com espeto de babaçu e pedras regionais. Ah, se der sorte você ainda toma um delicioso café da tarde, com bolo de milho. Me emocionei com o jogo de xícaras douradas, que apelidei de “café com condições”. Sim, sou um tonto.

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O ateliê de Kalina e seu surpreendente trabalho com materiais regionais

Se quiser ver mais dessa viagem, postei um montão de fotos no meu Instagram, a partir daqui. Boa viagem!

 

Hambúrguer com sotaque amazônico

Screen Shot 2015-08-20 at 4.55.53 PMFoi só eu postar essa foto ontem no meu Instagram que uma penca de gente veio me perguntar “Onde? Como? Quando?”. Pois é, amigos, a coisa é boa, mas vai durar pouco. Começou hoje a ser servido no P.J. Clarke’s de São Paulo um menu especial com ingredientes paraeneses – e vai só até sábado, dia 22. Ou seja, corra (na semana que vem terá também, mas nos P.J. do Rio, de 27 a 29). O destaque do cardápio especial é esse incrível Jambúrguer (R$ 45), hambúrguer de carne, jambu refogado, castanhas do Pará caramelizadas (que dão um adocicado e um crocância incríveis ao sanduíche) e queijo do Marajó. E ainda vem com maionese de chicória, pra quem quiser dar mais uma lambuzadinha.

 

Screen Shot 2015-08-20 at 4.56.43 PMO Jambúrguer na verdade existe há mais de 10 anos, criação do chef Artur Bestene, da Circus Hamburgueria, de Bélem, casa premiada na capital paraense. Artuzão, como é conhecido o simpaticíssimo chef, veio para São Paulo trazer seu famoso sandube e criar o menu com o chef Vinicius Rollo, do P.J. Como essa entrada deliciosa, nuggets de pato com barbecue de tucupi preto (R$ 35). Comi uns 3 ou 4, podem me julgar.

 

Screen Shot 2015-08-20 at 4.57.05 PMTem outras duas opções de sanduíche: o patoburguer (R$ 55), hambúrguer de pato com pesto da Amazônia ( azeite, castanha, jambu, chicória e queijo parmesão); e o Madame Sataan (R$ 45), rosbife de filé, pão de açaí e chutney de cupuaçu. Arturzão e Vinícius criaram até um milk shake (R$ 25) pra ocasião, que leva sorvete de creme com cachaça de jambu e cerveja stout de açaí, da Amazon Beer. Os ingredientes típicos da Amazônia (jambu, cupuaçu, tucupi, açaí e castanha do Pará) são fornecidos pela Combu, distribuidora de iguarias amazônicas aqui em São Paulo (aliás, dá pra comprar todas essas coisa diretamente com a Marina Cabral, proprietária da Combu e uma paranaense muito da fofa – veja o endereço abaixo).

 

Screen Shot 2015-08-20 at 4.57.18 PMFechando o menu, tem sobremesa, claro: brownie de açaí com sorvete de tapioca e calda de açaí (R$ 23). Uma explosão de doçura na boca, claro, mas nessas horas quem há de pensar em calorias?

IMG_9410P.J. Clarke’s SP – Rua Dr. Mário Ferraz, 568, Itaim Bibi, tel. (11) 3078-2965, e Rua Oscar Freire, 497, Jardins, tel. (11) 2579-2765
P.J. Clarke’s Rio – Av. General San Martin, 1227, tel. (21) 3547-4704 e Av. das Américas, 4666, Loja 246 AB (Expansão) – Barra da Tijuca, tel. (21) 3325-7889.
Combu – Rua Gama Lobo, 2319, Alto do Ipiranga, tel. (11) 2307 6100 / 7100, www.combu.com.br

Um dos melhores chefs de Recife fará cinco jantares em SP

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Baião Très Chic: um dos 5 pratos do menu especial do chef Joca Pontes pro Dalva e Dito

Recife é, pra mim, uma das melhores cidades brasileiras para comer fora. E não estou falando apenas de comida regional (que também é ótima). A capital pernambucana tem uma cena gastronômica vibrante, diversificada, com chefs talentosos e criativos. Um dos meus preferidos é Joca Pontes, que comanda o Ponte Nova, um dos melhores restaurantes de cozinha contemporânea do país (e não só de Recife), além de outras casas. A boa notícia é que Joca está em São Paulo para cozinhar. Entre os dias 25 e 29 de maio, o chef pernambucano vai preparar um menu especial no Restaurante Dalva e Dito, do chef Alex Atala ( jantar do dia 25 e almoços e jantares dos dias 26 a 29).

Ovo Imperfeito: ovo mollet sobre pirão de queijo, com bacon.

Ovo Imperfeito: ovo mollet sobre pirão de queijo, com bacon (fotos da Mariana Freitas)

O cardápio será feito a quatro mãos com Milton Schneider, chef da casa, e terá cinco fases. Ali estão pratos que marcaram a carreira de Joca, como o Ovo Imperfeito (ovo caipira mollet, sobre pirão de queijo ao açafrão da terra, bacon Yaguara e farofa panko) e o Baião Très Chic (arroz-da-terra puxado no creme de leite, com lascas de carne seca, uvas verdes, queijos minas padrão e coalho, com camarões grelhados e farofa de croutons por cima). Quem quiser se arriscar a fazer, a receita está aqui. E só a descrição de uma das sobremesas já me deixou salivando: Dadinhos de Chuva, ou seja, cubinhos crocantes de tapioca com coco e canela, caramelo salgado, goiaba passa e manjericão. O preço do menu fechado é de R$ 160 por pessoa, sem bebidas nem serviço, e é bom reservar antes, pois terá número limitado de lugares.

Dalva e Dito R. Padre João Manuel, 1.115, Jardins, tel. (11) 3068-4444, www.dalvaedito.com.br