Keema Matar, a carne moída do Paquistão muito fácil de preparar

foto 2Estou aproveitando os sábados para testar novas receitas (ou aprimorar as que já faço) e hoje foi dia de fazer keema matar. É um prato do Paquistão, mas também faz parte da culinária da Índia – o que muda são alguns temperos. Tradicionalmente se faz com carne de carneiro, mas pode ser feita com carne bovina moída. Não se assuste com a lista de temperos – encontrei todos em feira de rua e supermercado. E se faltar algum, sem erro. De resto, a receita é muito simples, rápida, gostosa e muito aromática. Pode ser acompanhada de arroz (como fiz hoje), pão, torrada ou virar recheio de uma samosa (aquele pastelzinho indiano). Confira a receita abaixo.

Keema matar

Ingredientes
½ kg de patinho moído
2 xícaras de tomate picado (sem semente)
1 xícara de ervilha (pode ser congelada)
1 cebola média picada
1 colher de chá de alho picado
1 colher de chá de gengibre picado
5 cravos
2 folhas de louro
1 pedaço de canela em pau
3 sementes de cardamomo
10 grãos de pimenta preta
2 colheres de chá de semente de cominho
2 colheres de chá de coentro em pó
½ colher de chá de cúrcuma (açafrão-da-terra)
1 colher de chá de chilli em pó
2 colheres de sopa de folhas de coentro
3 colheres de sopa de óleo vegetal
Sal a gosto

Modo de preparar
Aqueça o óleo numa frigideira larga ou wok e coloque ali cominho, canela, cravo, cardamomo, louro e pimenta em grãos. Quando os grãos começarem a pipocar (uns 2 min.), adicione a cebola e refogue em fogo médio até dourar. Junte o alho e o gengibre para refogar.
Adicione o tomate, coentro em pó, sal, cúrcuma, chilli e mexa bem. Mexa para o tomate se desfazer e mudar de cor, tornando-se quase uma molho grosso.
Aumente o fogo e junte a carne, as ervilhas. Mexa bem para que a carne fique bem soltinha e não forme pelotas. Quando a carne pegar cor, pode baixar o fogo e deixar cozinhando por alguns minutos. Se estiver seca, adicione um pouco de água ou caldo de legumes e deixe cozinhar.
Se quiser um keema com mais molho e cremos, tire do fogo antes do líquido secar. Se quiser mais soltinho, espere um pouco. Mas não deixe secar muito. Prove, regule o sal, salpique as folhas e coentro e sirva. Rende de 3 a 4 porções.

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Novo italiano na velha esquina

raguA esquina das rua Melo Alves e alameda Tietê já abrigou vários restaurantes – de pronto lembro do Farofa Paulista (onde uma vez me serviram um pudim de leite que havia azedado – e o Tutto Italiano, última “encarnação” do endereço, que começou muito bem em 2011 e foi se perdendo até fechar de vez no ano passado. Há três meses, abriu ali mais um italiano, o Positano – nome de um balneário de luxo na costa Amalfitana, na Itália. Entre os sócios do novo ristorante, estão o maitre Fernando Matos e o sommelier Sergio Santos, ambos ex-funcionários de outra casa italiana, o ótimo Piselli. A cozinha é comandada pelo chef italiano Boris Melon, que também passou pelo Piselli. O enxuto menu (30 itens no total) traz receitas clássicas, com preços até razoáveis: as massas frescas custam em média R$ 37 e são as “estrelas” do cardápio. A da foto, que comi, foi um gostoso tagliolini com ragu de vitelo (R$ 38), massa fresca al dente mergulhada em molho de tempero marcante, com cubinhos de carne macia. Vem que eu conto mais. Continuar lendo

Sem carne na mesa, com Ganesha no coração

Pakora recheada com arroz integral e suco de manga: menu do Gopala, servido em pratos e copos de metal

Pakora recheada com arroz integral e suco de manga: parte do menu executivo do Gopala

Você torce o nariz quando lê “comida vegetariana”? OK, não se sinta tão culpado: muita gente ainda relaciona culinária vegetariana a comida sem graça – e em alguns casos está coberta de razão. Mas há cada vez mais restaurantes em SP que servem apenas receitas sem carne, mas gostosas, variadas e com muita graça, sim. Hoje almocei num deles, o Gopala Madhava. Como o nome já entrega, é um indiano, que funciona perto da Augusta há 17 anos. A casa só abre nos almoços de segunda a sábado (domingos e feriados não funciona). O menu de cada dia da semana tem duas opções de prato, e inclui sobremesa e suco (R$ 25 ou R$ 18 a meia porção). Acho uma boa pedida: tempero gostoso, serviço rápido, ambiente simples mas com charme.

Queijadinha de sobremesa (que comi junto com a salada sem perceber)

Sobremesa: queijadinha (comi junto com a salada sem notar)

Veja o menu de hoje:  começa na saladinha (pequena mesmo, mas suficiente), seguido por dahl (espécie de sopa bem ecorpada) de ervilha, torta de milho gratinada, pakora recheada (berinjela e queijo fresco empanados, com molho de tomate) e arroz integral com castanha do pará. (na outra opção, troca o arroz e o dahl por espaguete de legumes, tipo yakisoba). O preço inclui suco (hoje era de manga) e sobremesa – no caso, queijadinha. Atenção: a sobremesa chega antes, com a salada. Eu, faminto e distraído com o iPhone, nem notei e comi tudo junto, como se fosse uma quiche adocicada. Ficou bom, mas fiquei sem sobremesa no final da refeição. Quantos curtir merece esse príncipe da gula?

Gopala Madhava – Rua Antônio Carlos, 413, Consolação, tel. (11) 3253-3844, www.gopalamadhava.com.br