O (re) descobrimento do Piauí

Paçoca com carne de sol, do São João: uma das melhores coisas que comi na vida

Paçoca com carne de sol, do São João: uma das melhores coisas que comi na vida

Se você acha que capote é apenas um casaco mais grosso, estamos juntos! Até dois meses atrás, era a única coisa que me vinha à mente quando ouvia esse substantivo. Bem, depois de ir ao Piauí descobri que capote é como se chama galinha d’Angola, uma das proteínas mais comuns da culinária daquele Estado. O que fui fazer lá? Ver de perto o Festival Gastronômico Maria Isabel, em Teresina. Foi o primeiro evento desse porte na região, realizado pelo Sebrae-PI e com curadoria da chef Ana Luiza Trajano, do restaurante Brasil a Gosto.

Cajuína, a bebida mais típica do Piauí: tome pura, com água gasosa ou, sei lá, vodca

Cajuína, a bebida mais típica do Piauí: tome pura, com água gasosa ou, sei lá, vodca

O festival começou no dia 23 de agosto, no parque Potycabana, onde montou-se uma super tenda com 20 estandes dos restaurantes e bares participantes (cada um criou uma receita com ingredientes regionais, à venda por R$ 15), palco com shows e estandes de artesanatos, comes e bebes. Raramente vi um ar-condicionado funcionar tão bem em um local desses. Mesmo com 40ºC bombando do lado de fora, cerca de 15 mil pessoas visitaram o evento nos três dias, sem passar calor! Aliás, foram consumidos quase 7 mil pratos  (e um real de cada prato vendido será repassado para a Fundação Padre Antônio Dante Civiero).

Hora da farinhada: discos quentinhos de beiju de goma de tapioca

Hora da farinhada: discos quentinhos de beiju de goma de tapioca

Além da Potycabana, o festival também teve concurso das escolas de gastronomia locais, circuito gastronômico dos restaurantes e oficinas no Sebrae com chefs ligados ao projeto. Sim, porque dois meses antes do festival, Ana Luiza reuniu quatro chefs para uma viagem de pesquisa pela capital e interior do Piauí – a pesquisa acabou também virando um festival a dez mãos no próprio Brasil a Gosto, com pratos criados por cada chef. O festival vai até novembro (confira os pratos no meu Instagram).

Oficinas no Sebrae com Ana Luiza Trajano, Fábio Vieira e Neka Mena Barreto

Oficinas no Sebrae com Ana Luiza Trajano, Fábio Vieira e Neka Mena Barreto

Aliás, são eles a banqueteira Neka Mena Barreto (da Neka Gastronomia), a chef Mônica Rangel (do restaurante Gosto por Gosto, em Visconde de Mauá, RJ), a chef carioca Flávia Quaresma e o chef Fábio Vieira (do restaurante Micaela, em SP). Em Teresina, todos apresentaram suas criações para o festival e alguma outra receita. Outro sucesso: 910 pessoas lotaram o auditório nos dois dias de oficina (ah, o ar condicionado do Sebrae também estava de parabéns; sério, muito importante esse detalhe no Piauí!).

Quibe do sertão (carne de sol e requeijão), do Favorito

Quibe do sertão (carne de sol e requeijão), do Favorito

E aproveitando a minha visita à capital piauiense, fiz um pequeno guia dos restaurantes e locais para visitar quando estiver em Teresina – e os pratos de que mais gostei. Aproveitem, tomem muita cajuína (pura ou misturada com água gasosa) e levem roupas beeeem leves, viu?

O famoso capote selvagem com arroz. O lado mais escuro é o pregadinho.

O famoso capote selvagem com arroz. O lado mais escuro é o pregadinho.

Favorito (R. Angélica, 1059, tel. (86) 3332-2020) – O Favorito está para Teresina como o Parraxaxá está para Recife: é o restaurante de comida típica mais famoso e amado pelos próprios moradores – as numerosas mesas nos almoços de domingo são bem concorridas. O menu é enorme e provei um pouco de tudo, mas do que mais gostei foram o arroz de capote selvagem, que vem com uma porção de “pregadinho” (aquela parte do arroz que “pega” no fundo da panela e absorve sabores incríveis). Custa R$ 119,90, mas vem numa porção pra quatro pessoas. Também o capote frito com farofa de farinha d’água e manteiga de garrafa (R$ 119,90) e um inusitado quibe do sertão: bolinho de macaxeira com carne de sol e requeijão (R$ 29,80, oito unidades).

 

Melhor carne de sol que já comi e um coalho com melaço pra nunca esquecer

Melhor carne de sol que já comi e um coalho com melaço pra nunca mais me esquecer

São João (R. João Cabral, 2274, tel. (86) 3213-1472) – O salão estilo “simplão” não entrega de cara, mas ali é servida uma das melhores carnes de sol que já comi nos meus vários anos de vida (nem pergunte porque não revelo esse número facilmente, ok?). Invista fortemente no filé de carne de sol (R$ 92, pra duas pessoas no mínimo!), que vem com baião de dois, vinagrete e uma macaxeira cozida quase cremosa de tão macia. Ah, ali também é servida a melhor paçoca de carne de sol com banana que comi no Piauí e uma imensa placa de queijo de coalho grelhado com melaço. Recomendo fortemente e volto assim que puser meus pés novamente no Piauí.

 

A bela Renata com suas delícias, como o bolo de sal

A bela Renata com suas delícias, como o bolo de sal (centro) e o de caroço (à esq.)

Bolo de Vó (R. Angélica, 1479, tel. (86) 9442-8385) – Uma pequena jóia (é pequenino mesmo) cheia de delícias. O café comandado pela simpaticíssima Renata serve bolos típicos, como o sensacional e macio bolo de caroço (às 16h sai uma fornada quentinha, #ficadica), o famoso bolo de sal (ou bolo de goma), um hit dos cafés da manhã, e outras delícias como as petinhas (biscoitinhos crocantes de tapioca) e bolos doces variados. Não peguei o preço de nada, de tão atarantado. Mas certamente vale a pena o investimento.

 

Camarão na chapa e patinhas de caranguejo, do Elias

Camarão na chapa e patinhas de caranguejo, do lendário seu Elias

Camarão do Elias (R. Pedro Almeida, 457, tel. (86) 3232-5025) – Um dos melhores lugares para fechar a noite em Teresina. Se der sorte, você ainda topa com o lendário “seu Elias”, fundador desse bar-restaurante já clássico na cidade – existe desde os anos 1980! A especialidade é… camarão (duh!) E eu enchi o bucho com um dos itens mais pedidos de lá: camarão na chapa com estragão e alcaparra (R$ 60). Mas não deixe de provar as patinhas de caranguejo maranhense (R$ 30), super cremosas e com sabor marcante. E peça uma caipirinha de caju com limão e cachaça Lira – se você der sorte de ser época de caju (em agosto quase não tinha a fruta). Senão, vá no clássico limão, que acompanha bem o camarão.

 

Carne de sol cabocla e o ótimo feijão tropeiro do chef

Carne de sol cabocla e o ótimo feijão tropeiro do chef

Grelhatta (Av. Lindolfo Monteiro, 1239, tel. (86) 3305-6929) – O jeitão de churrascaria “típica” desanima um pouco: salão com luz muito clara, TV bombando na parede, salão sem muita personalidade. Mas… supere isso e insista, porque a comida é ótima. E se for ali à noite, esqueça um pouco o calor e sente nas mesas do lado de fora, que têm seu charme e mudam a experiência. O extenso menu tem alguns destaques, como o feijão tropeiro do chef (R$ 23,90), com os grão quase al dente e um tempero impecável. Outra pedida certa é a carne de sol cabocla (R$ 75,90, pra duas ou três pessoas): filé com molho de tomate, purê de abóbora e uma inesquecível farofa de ovos. Ah, sim, ali também tem um ótimo arroz Maria Isabel (prato tão típico do Piauí que até deu nome ao festival).

 

Chocolate e bacuri, uma mistura que deu certíssimo

Chocolate e bacuri, uma mistura que deu certíssimo

La Pâtiserie Favorito (Av. N. Sra. De Fátima, 2575, tel. (86) 3232-4414) – Mais uma das seis casas (!) do grupo Favorito, esse misto de café e doceria é um encanto. Além de sanduíches, comidinhas, lanches e combos de café da manhã, as estrelas da casa são os doces elaborados no estilo “quando a França encontra o Piauí. Como a arrojada combinação de chocolate e bacuri (R$ 10,10) na foto. Também provei um prosaico mil-folhas, bastante honesto, pelo mesmo preço acima.

 

Os bolos fritos da Socorro (vulgo Help) e a incansável dona Francisca

Os bolos fritos da Socorro (vulgo Help) e a incansável dona Francisca

Quer mais algumas dicas rápidas para sua estada em Teresina? Visite o Mercado do Mafuá, simples e bagunçado, mas onde você compra um ótimo azeite de babaçu da dona Francisca (quase 90 anos de idade e está lá, firme e forte todos os dias) e come o famoso bolo frito com café da Socorro (a barraca diz “da Help” porque Socorro era muito grande e não cabia).

 

Meu café com condições. Desculpa aí...

Meu café com condições. Desculpa aí…

Dê uma passada no ateliê da artista plástica Kalina Rameiro (R. José de Lima, 510, tel. (86) 3233-1278). Tem desde peças de decoração (me apaixonei pelas esculturas de corações de madeira com desenho rendado), até bolsas e acessórios, como esse colar feito com espeto de babaçu e pedras regionais. Ah, se der sorte você ainda toma um delicioso café da tarde, com bolo de milho. Me emocionei com o jogo de xícaras douradas, que apelidei de “café com condições”. Sim, sou um tonto.

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O ateliê de Kalina e seu surpreendente trabalho com materiais regionais

Se quiser ver mais dessa viagem, postei um montão de fotos no meu Instagram, a partir daqui. Boa viagem!

 

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Sorvete bom pra cachorro

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Já que não podem entrar na loja, os cães podem tomar seu sorvetinho no parklet em frente à Le Botteghe di Leonardo

A gelateria Le Botteghe di Leonardo, da rua Oscar Freire, está lançando um gelato exclusivo pra cães. Ok, quando soube dessa novidade, me diverti imaginando aquela fotinho do Gordon Ramsay apontando o raio gourmetizador pra um monte de cãozinho confuso. Mas como a gelateria está promovendo uma ação super do bem, achei que valia a pena comentar a notícia por aqui. O tal gelato canino se chama Peppino e surgiu em 2014, na loja La Botteghe di Leonardo em Nápoles, na Itália. São Paulo será a segunda cidade a vender o Peppino, antes mesmo da outras 5 lojas italianas da marca, olhe só que chiqueza! Mas… rola mesmo um sorvete pra cachorro? Segundo a gelateria, as receitas foram avalizadas por veterinários e balanceadas com a tolerância do animal. O gelato leva iogurte branco natural, uma gota de mel orgânico (no lugar do açúcar) e uma fruta (banana, maçã ou melancia), tudo natural. O Peppino custa R$ 8 e vem na forma de picolé – no lugar do palito, tem um um mini ossinho em couro. Ownnnn…

Ambiente_1Legal, mas o que isso tudo tem de “bem”? Nesse sábado, dia 23, a gelateria participa de uma ação para arrecadar alimentos e brinquedos para os 70 cães da ONG Amigos de São Francisco. A ação rola das 10h às 14 h e funciona assim: quem levar seu cachorro e fizer a doação na Le Botteghe di Leonardo ganha um mini gelato pra si e um Peppino para seu animal de estimação. “Poxa, eu não tenho cão, mas queria participar…” Tudo bem: você faz sua doação na gelateria e ganha um dos sorvetes. Aliás, essa ação será simultânea à Feira de Doação dos Amigos de São Francisco, que acontece na Rua Pamplona, 834, no mesmo dia. Quem adotar um bichinho na feira pode apresentar a certidão de adoção na Le Botteghe di Leonardo e ganha um gelato e um Peppino para o novo integrante da família.

Le Botteghe di Leonardo Rua Oscar Freire, 42, Jardins, tel. (11) 2528-2000, www.lebotteguedileonardo.com.br 

 

 

Táxi-coelhão dá ovo Kit Kat e corrida de graça até a Páscoa

IMG_1282Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim? Um táxi de graça com ovo assim! Oh, piadinha ruim, mas é isso mesmo: o aplicativo 99Taxis fechou uma parceria muito bacana (e gostosa!) com a Nestlé. No período de 09 a 27 de março, quem pedir um táxi pelo aplicativo 99Taxis e for atendido pelo Carro Coelho ganha a corrida e um ovo de páscoa Kit Kat. Não sei o que é melhor: ganhar o chocolate, não pagar a viagem ou, por exemplo, chegar à balada saindo de dentro desse coelhão. O carro é lindo e tem até um rabinho na bunda! Querendo muito ter essa sorte! Pra quem tem ainda o app, manda ver aqui: www.99taxis.com

Bobeira minha, eu sei, mas fiquei encantado com o rabinho pom-pom na traseira do táxi-coelhão!

Bobeira minha, eu sei, mas fiquei encantado com o rabinho pom-pom na traseira do táxi-coelhão! Muita vontade de dar umas voltas por aí nesse carro!

Loja de SP cria clube de especiarias

kitE uma outra boa dica para quem gosta culinária asiática. A Bombay Herbs & Spices, loja especializada em ervas, pimentas e especiarias, lançou o Clube Bombay para quem curte cozinhar. Funciona assim: o associado ao clube recebe em casa todo mês um kit com três produtos diferentes, entre ervas, pimentas e especiarias, informações de como utilizá-las e sugestões de receitas. Para se associar, o cliente deve se inscrever no site da loje e escolher o tipo de kit que quer receber (varia de R$ 50 a R$ 65 por mês). Segundo Nelo Linguanotto, proprietário da loja, a entrega é feita em todo o Brasil, sem frete, e durante o período de 12 meses os produtos não se repetirão. Bora cozinhar, pessoal?

Bombay Herbs & Spices – Rua Ministro Rocha Azevedo, 856, Jardins, tel. (11) 3083-3999, www.bombayhs.com.br

 

 

Sobre a divertida estreia de Cozinha Sob Pressão

pressao2E o blog Que Delícia também vê TV! Sábado passado, estreou no SBT o reality show Cozinha Sob Pressão, versão do programa Hell’s Kitchen, apresentado pelo estouradíssimo chef escocês Gordon Ramsay. Aqui no Brasil, a disputa é comandada pelo chef Carlos Bertolazzi. O formato: 14 profissionais de cozinha disputam R$ 100 mil em barras de outro, passando por desafios em tempo apertado e condições tensas. E como foi a estreia? Muito boa e divertida. A edição é ágil, com produção afiada e ritmo acertado. O casting, no entanto, é bem heterogêneo: alguns candidatos são visivelmente superiores em técnica e tempo de cozinha, enquanto outros patinam na hora H.

pressao1A melhor coisa do programa é mesmo seu apresentador. Quem conhece Bertolazzi pessoalmente pode estranhar que um sujeito tão boa-praça encarne o papel do chef malvadinho. Mas consta que na cozinha o chef é exigente à beça e bravo. Mas Bertolazzi não caiu na armadilha de imitar Ramsay e seu estilo “o Diabo veste dólmã”. O chef brasileiro prefere a ironia do que o palavrão. Ele também grita, mas atinge mais os brios do candidato quando olha para um desastrado prato de yakisoba e pergunta “isso é só pra mim ou é pra dividir com uma família?”. Ou quando comenta “esse nhoque parece um cemitério indígena”. Aliás, o melhor momento do programa foi quando Bertolazzi pegou o nhoque de uma candidata (posteriormente eliminada) e atirou na mesa, enquanto a cozinheira olhava mortificada seu nhoquinho quicar como uma bola de ping-pong.
pressaoO ponto baixo do programa é a narração cavernosa, estilão SBT, com frases desnecessárias tipo “os candidatos estão tensos diante do chef” ou “quem será que Bertolazzi vai mandar pra casa?” Desnecessário. Ah sim, eu mesmo havia criticado o horário do programa – sábado, 18h – mas pensando bem é uma boa escolha, uma hora em que não se tem muito pra fazer, antes do jantar ou da balada. Aliás, como estava de férias ainda não vi o MasterChef, na Band, por isso não comentei aqui. Mas vou atrás dos episódios passados pra ver como anda aquela cozinha. E vamos torcer para que haja cada vez mais programas de cozinha na TV brasileira.

Sushi pra botar nos pés

"Me veja um combinado simples, por favor?

“Me veja um combinado simples, por favor?”

Você é fã de sushi, daqueles bem desesperados? Essa novidade deve chamar sua atenção. A Tokyo Otaku Mode, uma empresa de Toyama, no Japão, lançou uma linha de meias de sushi. Sim, você compra um par de meias por U$ 5,39 e escolhe o “sabor”. Tem de atum, salmão, ovas, polvo, camarão etc.

Screen Shot 2014-08-13 at 3.13.43 PMAs meias vêm com as estampas do peixe em sua trama, e não apenas impressas. Veja todas aqui.  Eu amei. Mas nem se empolgue muito: por enquanto, o produto está esgotado. #chati

Torcedor da Copa ganha menu de petiscos no Brasil a Gosto

foto 1Depois de trazer receitas dos quatro canto do país pra mesa do seu Brasil a Gosto, a chef Ana Luiza Trajano foi buscar inspiração para um novo menu numa das maiores paixões dos brasileiros: o futebol. Ou melhor, os petiscos e guloseimas que o torcedor come em torno dos estádios que frequenta. O resultado é o ótimo Cardápio da Torcida, que já está sendo oferecido no seu restaurante desde abril.

 

foto 4Desde fevereiro, Ana percorreu as 12 cidades-sedes dos jogos da Copa 2014 para pesquisar. A investigação virou também um programa de TV apresentado pela própria chef, o Fominha, exibido pelo canal pago GNT, falando dessas receitas. O menu temático será servido em três fases no restaurante, abordando quatro cidades-sedes por mês. Até dia 11 de maio, está “em cartaz” a primeira fase. Além do acarajé de Salvador ($ 29), na foto acima, um dos destaques é o delicioso cachorro-quente de moela (R$ 29), servido com farofa de ovo de cordorna, homenagem da chef a Recife.

foto-2Também vem do Nordeste a terceira cidade-sede dessa fase do menu: Fortaleza, representada por coxinha de macaxeira recheada de charque, catupiry e jerimum. Acompanha uma inusitada panelinha de tripa – sim, tripa, mergulhada num molho delicioso e servida com torradinhas (R$ 29).   foto 2Fecha a lista de petiscos a cidade de São Paulo, com esse inusitado canudinho (R$ 29), que remete aos cannoli vendidos na Mooca, porém feito com massa de pastel. O recheio é de pernil desfiado e catupiry. Sim, sensacional.   foto 5Para acompanhar as iguarias, a chef também criou caipirinhas especiais (R$ 18, cada), feitas com cachaça Santo Grau, uma receita para cada par de cidades-sedes. A Fortaleza-Recife leva tamarindo e seriguela. Já a Salvador-São Paulo (abaixo) é feita com limão e pimenta.   foto 3Quem quiser experimentar de tudo, como eu fiz, pode pedir o menu degustação, que custa R$ 99. E não vejo a hora para provar a próxima fase do Cardápio da Torcida. Ah, em dias de jogo, a casa exibirá a partida e criará um “combo” com outros petiscos. Quando eu tiver mais detalhes, informo. Torcer assim é mais gostoso. Brasil a Gosto – R. Prof. Azevedo Amaral, 70, Jd. Paulistano, tel. (11) 3086-3565, www.brasilagosto.com.br

Eca! China cria pizza de hot dog e tempurá de camarão

WTF?!

A “criação” da pizza Hut chinesa. Me passa um balde!

Ok, eu gosto de junk food, mas isso já é demais. Em sua viagem pela China, o fotojornalista John Lehmann se deparou com essa verdadeira arquitetura da desconstrução: uma pizza de hot dog e tempurá de camarão – com maionese! Tudo junto, ali, numa orgia de sabores, texturas, gorduras e sabe-se lá mais o quê. Detalhe: a invenção é da Pizza Hut chinesa!  Está abismado? Eu também fiquei. Mas dê uma olhada no resto do tumblr do John Lehmann. Tem muita foto linda e interessante da viagem dele pela China. Dá até pra esquecer esse atentado culinário.

Pizza Hut lança perfume com cheiro de massa recém-assada

Cheire meu pescoço... só não vale morder, hein?

Cheire meu pescoço… só não vale morder, hein?

Já pensou em se arrumar todo pra sair e, na hora do perfume, colocar uma colônia com cheiro de… pizza? Parece piada, mas é verdade – pelo menos no Canadá. Eau de Pizza Hut é o nome da fragrância que a filial canadense da rede lançou para distribuir aos fãs de suas redondas. “Mas por quê, meu Deus?” você deve estar se perguntando, como eu. Bem, tudo começou como uma brincadeira na página da empresa no Facebook. A Pizza Hut Canadá perguntou: “você adora aquele cheirinho que sai quando abre a caixa de pizza? E se esse odor fosse um perfume, qual seria o nome?”. Quase 300 fãs responderam e alguém do marketing da companhia teve a brilhante (#sóquenão) ideia de produzir um perfume de verdade. A fragrância tem o “odor de massa feita à mão que acabou de ser assada”. Não se anime, gordinho: foram feitos 110 frascos do Eau de Pizza Hut e todos já foram sorteados para fãs da marca no Facebook. Mas eles prometem pensar no assunto e quem sabe um dia lançar o perfuminho pro povo em geral. Já pensou, sair por aí cheirando pizza de peperoni ou de frango com catupiry?

Mesa branca

Olha só que legal: hoje está rolando em Chicago (nos Estados Unidos) o Recipeace, movimento social cujo objetivo é usar a comida para acabar com conflitos entre pessoas – e ao mesmo celebrar o Dia da Paz. Participam cerca e 60 restaurantes da cidade: ali,  você pode reservar uma mesa e convidar pra jantar uma pessoa com quem você tem um confito, uma briga, um bapho qualquer. Prevejo algumas “tortas de climão”, mas no fim tudo dando certo – afinal comida boa realmente melhora o humor. Mas as pessoas também podem simplesmente entrar no site e reproduzir em casa receitas que interferiram positivamente em conflitos na história da humanidade (veja as receitas e suas histórias aqui). Ou apenas tuitar ideias sobre o assunto. Ano que vem tem mais. Fico pensando, se tivesse esse movimento aqui em SP, quem eu convidaria pra esse “jantar da paz”… Bem, melhor não. Ainda. Ah, em tempo: confira aqui os outros cartazes da campanha publicitária do evento, que também são ótimos.

www.recipeaceday.org